[Pol?tica] Em quem votar?

Em quem votar?


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    107
E eu a pensar que tinha sido o Portas quando foi Ministro da Defesa ! :sh)

Isso de ler o Diario e blogues de esquerda tem os seus problemas de defice de informação e deturpação da verdade [:D][:D]
Tens de começar a ler meios de informação mais crediveis. [;)]
 
Mas para além do PS e do PSD há mais partidos com capacidade governativa? Se houver eu estou pronto para mudar, é preciso é que sejam crediveis, deixem de lado os ideais partidarios e trabalhem com seriedade para um pais melhor.

O CDS-PP já esteve no governo por mais do que uma vez, não esteve ? E tinha capacidades para governar sozinho ? Não, portanto está respondido, tanto pode formar governo o PS, como o PSD como o CDS-PP ou BE ou CDU coligados.

Houve 35 anos para haver credibilidade, se o facpf acha que só o PS e o PSD ou também o CDS o são, lamento que tenha essa opinião.

As soluções "mais do mesmo" são:
- PS sozinho
- PSD sozinho
- PSD + CDS

Ou novas soluções:
- PS + CDU
- PS + BE
- PS + CDU + BE

Dando mais votos a um partido que não seja PS ou PSD quer dizer 2 coisas, dar mais força(mais deputados) às ideias desse partido e abrir a possibilidade de uma coligação, dado que os grandes partidos não obtiveram maioria.
 
E eu a pensar que tinha sido o Portas quando foi Ministro da Defesa ! :sh)

Não, foi mesmo o camarada Gugu.
Aliás, se não fosse o Paulinho das Feiras, em lugar de 2 barcos-de-ir-ao-fundo,
estarias a pagar ainda mais. Tipo TGV e aeroporto.
 
Independentemente da côr ou afinidade política, acho, como cidadão eleitor, que se deve exigir ao governante rigor na execução do OE e do uso do dinheiro dos impostos, uma vez que este provêm do suor dos contribuintes. Desvalorizar más políticas ou casos gritantes de má gestão desse dinheiro é simplesmente aceitar tudo o que foi feito até hoje como natural. Ninguém tem dúvida que o Estado está sobredimensionado para a acção social que supostamente deveria ter e alguém tem que começar a raciocionar sobre o dinheiro que está a fugir entre os dedos como se de areia se tratasse.
Não há ninguem aqui que diga que não se deve ajudar os mais desfavorecidos e invocar doutrinas político-partidárias dos primórdios do Séc. XX associando-as às designações/missões dos Partidos actuais, cujas missões estão completamente alteradas daquilo que defendiam há 40 ou 50 anos atrás, parece-me forçado e tolda-nos o bom juízo que precisamos tirar do meio desta confusão toda.
 
Isto também não é muito relevante a cor de quem vai para lá como PM, uma vez que quem vai governar é o FMI e as políticas serão impostas pelo FMI.
Não vai haver espaço para a economia nem para o emprego. Vão ser 4 anos a tapar buracos. Temos um déficit real aí nos 9%. Para reduzi-lo para 2.5% em 2013 vão ser precisas todas as medidas de austeridade e mais algumas. Corte do 13º mês, redução dos vencimentos da FP, corte nas reformas, redução dos subsidios, aumento do IVA, etc. tudo isso que fizeram na Grécia e com que nenhum deles se quer comprometer no pré-eleições, mas que os portugueses sabem que vai ser necessário.
No PS e no PSD não votarei porque foram eles que nos conduziram aqui. O CDS, pois o paulo portas fala bem e se fizesse o que diz, mas toda a gente o associa aos submarinos, aos ex.combatentes, militares, etc. Os partidos de esquerda não concordo que não sejam alternativa válida para governo, mas toda a gente sabe que as medidas que propõem não se podem cumprir porque não há €. Então vai ser uma escolha nas pessoas e não nos partidos. Espero que não haja maiorias absolutas.
 
Foi o 1º que apareceu no google.
O jornal publico não é "informação credivel" ?

Ministério Público: compra de submarinos pode ter financiado o CDS-PP - Sociedade - PUBLICO.PT

É credível mas não conta toda a historia.

Fica aqui um pouco da historia dos submarinos.

A fonte vale o que vale mas os dados são validos e correctos.

O problema é que as FA's desde os meados da decada de 70, que foram desacreditadas, delapidadas.
Isto criou um sentimento contra os militares e contra as instituições a ponto de os verem como meros parasitas.
Mas a verdade é que eles têm de existir, ou querem entregar a nossa soberania em termos de defesa á UE ou a Espanha ?

O que se comprava ou era em segunda mão ou abrigo do acordo das lajes ou que era insuficiente, chegava-nos material velho obsoleto, a quem se lavava a cara e conferia alguma operacionalidade, ainda que limitada.

Na marinha isso não ocorreu, os navios estavam mais que maduros, a frota de submarinos então quase que mal comparado podiamos dizer que possuiam uma operacionalidade ao nivel de um Uboat no inicio da WW2

Portanto há que reequipar, e saber como o fazer. Temos muita costa para patrulhar seja no ar, no mar á superficie ou submersos.

Para quem diz que os submarinos não patrulham, pesquisem na web e vejam como um bom operador de sonar e sistemas de um sub, identifica os navios e distingue embarcações. Vejam a importância de patrulhar sem ser visto.
 
Voto em Branco !

Voto em Branco !

Assim sendo

EU VOTO EM BRANCO

Porquê ?


O mal são os Politicos !

Um problema recorrente na sociedade.

Em Abril de 1974 venderam-nos o sonho, conquistáramos a liberdade, a qualidade de vida, segurança social, trabalho, ensino e saúde tudo isso nos foi prometido ali naquele mês de ABRIL de 1974, PS e PCP davam as mãos e clamavam, “ acabou-se a exploração do povo”.
Uma década depois, esses mesmos políticos e outros que emergiram, num vislumbre das asneiras que já haviam armado em dez anos de liberdade, (não se confunda a ditadura, vigente antes de Abril de 1974 com descontrolo orçamental das contas publicas, porque essas na altura, tirando o sustentar de uma guerra colonial em 4 frentes, estavam controladas), assinaram um contrato, um contrato de promessa compra e venda.

Ali estava, a nossa salvação, (ou seria a deles, políticos incapazes de controlar as nossas contas publicas precisavam de vender a alma e o país em troca da entrada de dinheiro fresco) a CEE que acenava com um mercado de 10 países num auge de desenvolvimento económico e muitas divisas de apoio para desenvolvimento.

E assim desde 1986 com esse contrato de venda á CEE (hoje UE) Portugal beneficiou da entrada de milhões, milhões esses que para além de servirem para construir infraestruras e desenvolver negócios, serviram para atribuir a umas largas centenas de “conhecidos” e “compadres politicos” uns milhares largos a fundo perdido.

Lembram-se do caso UGT ?

Mas há mais muitos mais.

Por exemplo quem não se lembrará no best seller que foi "Contos proibidos. Memórias de um PS desconhecido" que vendeu 30.000 exemplares num único fim de semana e NUNCA mais voltou a ser publicado ou editado, talvez por falar numa espécie de máfia de influencias que dá pelo nome de Polvo.

Ou os casos Leonor Beleza, do abate de Sobreiros, da Emáudio, Partex, as contas do Sobrinho da Suiça ou o caso DOPA, para citar somente alguns exemplos com envolvimento de vários quadrantes políticos.

Quantos foram condenados ?

São estes os políticos que temos, são estes os indivíduos que ao completarmos 37 anos de liberdade pós ditadura governam os nossos destinos.

Ao olhar para este tipo de espécimes humanos, há um acto que deve ser podenrado, porque estes fulanos não servem, não prestam, são uns inúteis que parasitam com os nossos impostos.

Esse acto dá pelo nome de VOTO EM BRANCO.

Quando um eleitor vai às urnas e inutiliza o boletim pode fazê-lo sem querer ou de propósito. Pode escrever "tu és o maior", ou então "sacana chupista” mas também poderá somente riscar o boletim e pô-lo na urna ou, tendo-se enganado, riscar o erro e escolher outro partido, etc, etc.

Seja qual for a razão todos estes votos vão para o saco dos nulos.

Pelo contrário, quando um eleitor vai às urnas votar em branco fica a sua mensagem de discordância.

A mensagem é clara, vai porque cumpre o seu dever, vai porque se preocupa e se dá ao trabalho, mas demonstra que não confia nos políticos e nas politicas desenvolvidas.

Este é sempre um voto contra a situação, é um voto contra todos aqueles que usam a politica e os políticos para se promoverem e disso tirarem partido.

Uma percentagem elevada de votos em branco tem um clara mensagem:

“Preocupamo-nos mas não confiamos em políticos como vós.”

Se considerarmos que em Janeiro de 2011 o numero de eleitores em Portugal era de 9.656.474, se retiramos 2. 656,474 como fanáticos partidários e eleitores fantasmas, ficamos com 7.000,000 de potênciais votos em branco, que mostram aos políticos que nós Portugueses não confiamos neles.

O VOTO EM BRANCO é a mais forte mensagem que se pode dar aos políticos, e significa.

“Vocês não prestam!”


http://forum.autohoje.com/off-topic/97763-eu-voto-em-branco-opinioes.html


[:cool:]
 
Foi o 1º que apareceu no google.
O jornal publico não é "informação credivel" ?

Ministério Público: compra de submarinos pode ter financiado o CDS-PP - Sociedade - PUBLICO.PT


A nossa comunicação social deixa muito a desejar, não é nem nunca foi imparcial e vive de lobis e em muitos casos de subsidios.
Logo os josnalistas precisam de emprego, e quando dizem verdades inconvenientes, podem perde-lo.
Aconteceu recentemente com uma jornalista de quem já ninguém se lembra a nome, que trabalhava na TVI, aconteram inúmeras peripécias e negociatas ou tentativa, envolvendo essa estação de televisão e os amigo do Socas para silenciarem a DITA.
Aconteceu mais recentementa ainda ums desabafos do Socas contra um jornalista de uma outra estação, que só não teve outras repercuções por se tratar de uma empresa que não cede a lobis xuxalistas.
 
A nossa comunicação social deixa muito a desejar, não é nem nunca foi imparcial e vive de lobis e em muitos casos de subsidios.

Ái é ? Afinal eu até tinha razão...mas só em alguns assuntos é que não são imparciais...
Pois é, então não foi o Paulo Portas que comprou os submarinos, foi o Guterres porque ele é que lançou o concurso, pois, está explicado !
Quer dizer, o meu chefe consulta vários talhos para comprar um presunto e depois despede-se, depois fico eu o chefe e vou lá comprar o presunto e a culpa foi só do chefe anterior.
E claro está, são extremamente uteis na defesa da costa, isso e as lanchas rápidas que não temos. Tão ou mais importante foram os estádios de futebol em que 3 estão às moscas e já se fala em fechar.
 
Last edited:
Ái é ? Afinal eu até tinha razão...mas só em alguns assuntos é que não são imparciais...
Pois é, então não foi o Paulo Portas que comprou os submarinos, foi o Guterres porque ele é que lançou o concurso, pois, está explicado !
Quer dizer, o meu chefe consulta vários talhos para comprar um presunto e depois despede-se, depois fico eu o chefe e vou lá comprar o presunto e a culpa foi só do chefe anterior.
E claro está, são extremamente uteis na defesa da costa, isso e as lanchas rápidas que não temos. Tão ou mais importante foram os estádios de futebol em que 3 estão às moscas e já se fala em fechar.


Analfabeto é quem não sabe ler ou escrever.
Quem sabe ler e escrever mas não consegue perceber o que lê, ou não é capaz de por por palavras as ideias, não é analfabeto
Que nome devo dar a uma pessoa que não percebe que refazer um negócio com condições mais vantajosas, não é ser responsavel pelo negócio, antes pelo contrario!
 
Ái é ? Afinal eu até tinha razão...mas só em alguns assuntos é que não são imparciais...
Pois é, então não foi o Paulo Portas que comprou os submarinos, foi o Guterres porque ele é que lançou o concurso, pois, está explicado !
Quer dizer, o meu chefe consulta vários talhos para comprar um presunto e depois despede-se, depois fico eu o chefe e vou lá comprar o presunto e a culpa foi só do chefe anterior.
E claro está, são extremamente uteis na defesa da costa, isso e as lanchas rápidas que não temos. Tão ou mais importante foram os estádios de futebol em que 3 estão às moscas e já se fala em fechar.

[:)] [:)]

Comparar uma consulta de talhos (ou um vulgar pedido de orçamento) com
um concurso público...

[:)] [:)]
[8b] [8b]

Fazemos o seguinte:
Um dia destes responde a um concurso público (se o Sócrates ainda os fizer).
Depois, voltas aqui para ler o post que escreveste.
De seguida, pede um orçamento para a reparação da parede que partiste à
cabeçada.
 
Há 2 anos, nas últimas legislaticas fiz um apanhado das medidas tomadas pelo governo, hoje teria muitas mais para juntar aqui.

Desculpem o tamanho.

A campanha eleitoral que está a decorrer tem vindo a mostrar que se vive um período em que se pode decidir muita coisa:
A continuação desta politica de direita do desemprego, precariedade, baixos salários, reformas de miséria e aumento do custo de vida. Por outro lado temos os grandes grupos económicos com lucros abissais e incentivos fiscais que hipotecam o futuro do país, criando um fosso cada vez maior entre os mais ricos e os mais pobres;
Ou teremos uma ruptura a esta politica com uma alternativa de esquerda, que responda aos interesses da maioria da população.
O PS pede mais uma vez confiança, justificando ser o voto contra a direita. Se realmente é o voto que combate a direita, então como se justifica que o PSD tenha tanta dificuldade em se afirmar no seu próprio terreno(a direita) ?
Trinta e cinco anos de Governos PS, PSD, com ou sem o CDS-PP coligado, arrastaram o país para esta situação desastrosa. “Ora governas tu, ora governo eu, ora agora, tu e eu !” Que diferença estrutural significativa teve a maioria absoluta do PS em relação ao Governo do PSD/CDS-PP ? Muito pouca ! O PS tem vindo a seguir a mesma politica do que os partidos de direita, e por isso, o PSD está com tanta dificuldade em se demarcar.
É imperioso reforçar a votação na esquerda, não no PS, porque não pratica essa politica, mas com um partido realmente de esquerda, a CDU. Aumentar o número de deputados da CDU levará a que sejam criadas mais condições para defender os direitos de quem trabalha, haja mais justiça social, e fiscal nas empresas, e tornar o país mais justo e equilibrado.

Sendo imperativo a mudança de rumo, torna-se essencial a percepção da situação actual que vivemos no nosso país, dentro das seguintes áreas:

Emprego
Mais de 600 mil desempregados, apontando para 11,7% para o próximo ano, tendo o Governo prometido 150 mil postos de trabalho;
Entre 2004 e 2009 o salário minimo aumentou 23,2%, 17 Euros por ano, percentagem inferior ao aumento do salário minimo verificado em Espanha de 35,4%. Em 2004 o salário minimo portugues representava 79,2% do espanhol, em 2009 apenas 72,1%. Continuamos a divergir dos restantes países europeus;
De acordo com o INE, 12% dos empregados têm um rendimento abaixo do limiar da pobreza (354,2 Euros/mês);
Agravamento da atribuição do subsidio de desemprego, apenas 325 mil recebem este subsidio. O que antes tinham de descontar 6 meses para ter acesso a uma parte do sub. de desemprego, hoje têm de descontar 450 dias(15 meses) nos últimos 24 meses imediatamente anteriores à data de desemprego;
Colocação de 37 mil desempregados em IPSS. O trabalho destes desempregados é pago com o subsidio de desemprego, sendo trabalho quase gratuito em instituições privadas. Este trabalho, normalmente com duração de 1 ano, após terminado, leva o trabalhador ao desemprego agora sem o direito ao subsidio, porque o tempo que estive a trabalhar contou como se estivesse desempregado;
PORTUGAL NÃO UTILIZOU 6.151,6 MILHÕES € DE FUNDOS COMUNITÁRIOS DO QREN(Quadro de Referência Estratégico Nacional) ATÉ 30.6.2009 QUE PODIAM SER UTILIZADOS PARA DINAMIZAR A ECONOMIA E CRIAR EMPREGO.
Segundo o INE, até ao 2º Trimestre de 2009, o investimento em Portugal reduziu-se em -15,9% em relação a igual período de 2008. Entre 2000 e 2010, o investimento total em Portugal baixará de 27,1% do PIB para apenas 17,4% do PIB.
De acordo com dados constantes do Boletim Informativo nº 4 do QREN, até 30 de Junho de 2009 tinham sido utilizados (pago aos beneficiários) apenas 1.190,6 milhões de euros dos 7.342,2 milhões de euros que a Comunidade Europeia tinha posto ao dispor de Portugal para utilizar até ao fim do 1º semestre de 2009, o que corresponde a uma taxa de execução de apenas 16,2%. Só devido ao atraso na utilização dos Fundos Comunitários estima-se que Portugal já tenha perdido 320 milhões de euros em termos de poder de compra.

Fiscalidade
Entre 2005 e 2009 prevê-se que serão perdidos pelo estado 13.739 milhões de euros de receitas fiscais. 71,8% (9.861 euros) têm origem em beneficios fiscais concedidos ao nivel do IRC e apenas 16,8% em IRS. 84,5% da receita fiscal perdida a nivel do IRC tem como origem beneficios concedidos a empresas localizadas no “paraíso fiscal” da Madeira. Entre este período, os beneficios fiscais concedidos às empresas aumentaram 46,7%, ou seja, de 1.585 para 2.325 milhões de euros. Enquanto que beneficios fiscais concedidos a nivel do IRS desceram 6%, ou seja, de 382 para 359 milhões de euros;
Um dos sectores mais beneficiado a nivel fiscal foi a banca. Entre 2005 e 2008 os bancos representados pela APB (Associação Portuguesa de Bancos) tiveram 10.588 milhões de euros de lucro. Por estes lucros a banca só pagou 1.584 milhões de euros de imposto, 15%. Se a banca tivesse pago a taxa legal(25% mais 2,5% de derrama) o estado teria arrecadado 1.328 milhões de euros de receita;
As micro e pequenas empresas são absolutamente dominantes (como se constata no estudo do INE, as micro constituem 81,8% e as pequenas 15,4%) naquele universo. Conjunto que produz 55,4% do emprego e 36,2% do volume de negócios! Com o actual pagamento especial por conta, as pequenas empresas estão a pagar taxas de IRC de 30%, 40% e 50%, quando deviam pagar uma taxa máxima de 25%. Enquanto isto, a banca, entre 2004 e 2007 pagava uma taxa efectiva de 13%, 13,5%, 15,9% e 17,9%.

Empresas
Os principais grupos económicos continuam a acumular lucros abissais. No sector da energia e telecomunicações (EDP, REN, GALP, PT e ZON) o lucro aumentou 17% atingindo 1.604 milhões de euros. Só no 1º semestre de 2008 a EDP lucrou 703 milhões de euros (mais 66,5% do que no 1º semestre de 2007 ) e a GALP 524 milhões de euros (mais 30,7% do que no 1º semestre de 2007);
No PEC enviado à comissão europeia, para o período de 2008-2011, o plano já para 2010 é baixar o investimento público em -14,3% e diminuir os subsídios a empresas de serviços públicos em -42,5%;
Nos sectores do têxtil, vestuário e calçado em 2004 existiam cerca de 20 mil empresas, a maioria pequenas e médias empresas - 80 % com menos de 50 trabalhadores e destas 70% com menos de 9 trabalhadores, empresas de características familiares. As empresas com mais de 500 trabalhadores eram cerca de 130. Actualmente existe cerca de 30, umas diminuíram drasticamente os seus trabalhadores e outras faliram.
O sector chegou a empregar 330 mil operários, actualmente rondará cerca de 200 mil;
O encerramento de empresas como a Rodhe, Gartêxtil, Textilana, Vodratex, TLC, Estêvão Ubach, Sotave, tem lançado milhares de trabalhadores no desemprego, a maioria dos quais sem perspectivas de acesso a novos empregos. Esta situação ameaça agravar-se noutras importantes empresas, nomeadamente na Delphi;
Na Qimonda, depois do 1º Ministro a considerar como uma empresa modelo, exemplar no panorama nacional, depois de milhões e milhões de euros em apoios, o Governo assistiu ao desmantelamento desta empresa sem que se percebesse uma acção concreta para garantir o seu futuro e o dos cerca de 1700 postos de trabalho que estavam em causa;
A Yasaki Saltano, instalada em Portufal desde 1984, beneficiou de um conjunto significativo de apoios nacionais e internacionais, registou dezenas de milhões de euros de lucros e, ao mesmo tempo, iniciou vários processos de deslocalização, nomeadamente para África e para a Europa de Leste. Promoveu diversos despedimentos colectivos ao longo dos últimos anos e encerrou a sua unidade de Vila Nova de Gaia. Hoje, nesta empresa, apenas existe cerca de 1400 postos de trabalho quando, em 1996, empregava mais de 7000 trabalhadores;
O Governo nacionalizou um banco falido (BPN) para suportar com fundos públicos os elevados prejuízos acumulados por uma gestão danosa privada.
Os capitais negativos - o buraco - no BPN é superior a 1600 milhões de euros, incluindo um prejuízo de mais de 570 milhões em 2008. As injecções de dinheiro líquido que a Caixa já fez são superiores a 2500 milhões de euros, que não se sabe nem quando nem como poderão ser recuperados.
A transferência de dividendos da CGD para o O.E. aumenta as receitas do orçamento e, consequentemente, diminui o défice orçamental. O aumento de capital da CGD, mesmo financiado pelo Estado, pois o Estado é o único accionista da CGD, não aumenta o défice orçamental pois não é considerado no seu cálculo. Faz aumentar a divida do Estado mas não o défice orçamental.
O Governo escondeu que era possível nacionalizar toda a área financeira do BPN. Escondeu que tinha sido possível nacionalizar todo o Grupo. Escondeu que tinha sido possível nacionalizar activos imobiliários (em Alcochete ou no Algarve) que, mesmo aos preços actuais, podiam valer bem mais de mil milhões de euros. Escondeu que, com esses activos, o País poderia equilibrar os prejuízos e o buraco do BPN que todos nós estamos hoje a pagar.
A conclusão é, pois, incontornável: enquanto diz que não há dinheiro para alargar e aumentar o subsídio de desemprego e fazer frente a uma taxa de desemprego oficial que já vai nos 9,3%, o Governo não hesitou em injectar milhares de milhões de euros no BPN.
Saúde
Encerramento de serviços de urgência, SAPs e CATUS, desprovendo a população deste serviço tão necessário e empurrando milhares de utentes para longe das suas áreas de residência, muitas vezes para centros sem condições e subcarregados. Esta situação afecta directamente a qualidade de atendimento a todos os doentes em tempo útil.
Em 2003 existia em Portugal 176 pontos da rede de urgência. Com as medidas inicialmente anunciadas pelo Governo passaríamos a ter 83 pontos. Isto significa o encerramento de 93 pontos fixos de urgências, o que claramente compromete uma já debilitada rede de serviços.
Para dar um exemplo, nos últimos quatro anos Loures assistiu ao encerramento de três CATUS (Loures, Prior Velho e Santa Iria de Azóia), do Centro de Saúde de Camarate e à tentativa de encerramento das urgências do Hospital Curry Cabral. Neste Concelho há cinco freguesias sem qualquer unidade de saúde: S. Julião, Fanhões, Frielas, Portela e Camarate.
A esmagadora maioria dos centros de saúde e extensões de saúde funcionam em edifícios sem quaisquer condições para o efeito, sendo urgente a sua substituição por novos equipamentos, como é o caso de Santo Antão do Tojal, Moscavide, Santa Iria de Azóia, Apelação e Unhos. Para uma população de 200 mil habitantes, existe apenas dois CATUS, um deles em Moscavide, servindo 140 mil utentes das dez freguesias da Zona Oriental do Concelho.
Também o número de utentes sem médico de família não pára de crescer. Em 2007 era de 29. 663, tendo aumentado, em 2008, para 32.578;
O Governo decidiu encerrar maternidades, apenas com o valor cego de 1500 partos por ano sem olhar às necessidades da população de determinada área do país. Mais grave foi a não criação de melhores condições para o transporte de parturientes que, nalguns casos, chegam a ter de percorrer 78 km, quando vão a Viana, ou 54 km, para irem a Braga.
O Governo decidiu encerrar as maternidade de Mirandela e a de Chaves. Imediatamente apareceram unidades privadas para fazer naqueles concelhos, naquelas regiões aquilo que o Governo decidiu que o sector público já não tinha que fazer e já não tinha que garantir;
Aumento das taxas moderadoras, taxa essa que vai, cada vez mais, na direcção oposta à Constituição, que refere que a saúde deve ser universal e tendencialmente gratuita.
Educação
Encerramento de mais de 2500 escolas com 15, 20 e até 30 alunos, escolas onde o sucesso educativo era a regra, mudando muitas vezes para instalações degradadas, improvisadas e obrigando a demoradas e por vezes inseguras deslocações, desenvolvendo um processo de privatização indirecta da educação como acontece através do licenciamento para colégios privados apoiados com dinheiros públicos, desvirtuando o princípio do carácter supletivo do ensino privado em relação ao ensino público, com claros prejuízos para este;
O insucesso e o abandono escolar não conhecem melhorias significativas. Portugal continua a apresentar os piores números da União Europeia, com 39,2% de abandono em 2006, o dobro da média da UE a 25;
Aumento das propinas, dificultando o acesso ao ensino superior a muitas familias, com o elevado custo a este bem que, como diz também a Constituição, deverá ser de qualidade, universal e tendencialmente gratuito.
Há oito anos atrás, um estudante pagava menos de 200 euros de propinas anuais para completar uma licenciatura de 5 anos; actualmente, um estudante paga 990 euros anuais para frequentar uma licenciatura de 3 anos, pagando propinas que ascendem aos milhares de euros (em alguns casos de 15 000 euros) para poder frequentar o seguinte ciclo de ensino superior, enquanto as bolsas são calculadas exactamente na mesma base e com os mesmos valores de há oito anos.
Manifestação de 120 mil professores(80% da categoria profissional) em Lisboa, no dia 8 de Novembro de 2008 representou a maior de sempre no país, ultrapassando a de 8 de Março do mesmo ano. Manifestação essa que reivindicava a suspensão do actual modelo de avaliação injusto, burocrático e que define um Estatuto de Carreira Docente que divide a carreira docente artificialmente em professores titulares e professores não titulares, num concurso ferido de ilegalidades insanáveis, e criando, uma prova de ingresso na carreira sem sentido, que impede dois terços dos professores de atingirem o topo da carreira, independentemente do seu mérito profissional.

Justiça
Ataque ao acesso à justiça no mundo do trabalho, com custos que impedem os trabalhadores de recorrerem à justiça, impedindo-os de impugnarem um despedimento ou mesmo de exercerem direitos com os quais, muitas das vezes, sobrevivem.

Liberdade e Democracia
Manifestação com 50 mil pessoas em Lisboa no dia 1 de Março de 2008, em defesa do exercício de direitos sindicais, que é coarctado e proibido em muitas empresas; o direito à greve ameaçado; piquetes de greve são dispersados com recurso a forças de segurança; dirigentes sindicais são expulsos; processos criminais são cada vez mais frequentes contra quem faz uso de direitos constitucionais, de que é exemplo o caso do dirigente sindical da construção, mármores e madeiras, por estar à frente de trabalhadores com salários em atraso e ilegal e arbitrariamente despedidos.
Durante a greve geral de 30 de Maio de 2007 - e há dezenas de situações como esta -,
na Grundig, unidade de Braga, a pedido da administração, a PSP impediu ilegalmente o funcionamento dos piquetes de greve.
Nos CTT, em Guimarães, em 28 de Agosto de 2007, a pedido da administração, a PSP entrou nas instalações e tentou impedir um plenário do sindicato, legalmente convocado pelo sindicato, e identificou o dirigente sindical.
Em Outubro de 2007, no Freeport de Alcochete, a GNR colocou-se ao lado do patrão e tentou impedir a distribuição do CESP Notícias, um jornal do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal.
Em Novembro de 2007, na Valorsul, a mando da administração, a PSP ocupou a empresa e tentou intimidar os trabalhadores.
Na Escola Prática de Engenharia de Tancos, tutelada pelo Ministério da Defesa, foi impedida a realização de um plenário dos trabalhadores;
O Sindicato dos Metalúrgicos, em Beja, onde, além de ter sido impedido plenário, o dirigente sindical foi identificado;
Um trabalhador de Torres Vedras, que, tendo afirmado, num programa da televisão pública, que não era aumentado há cinco anos, o que correspondia à verdade, ficou sujeito a um processo de despedimento;
O despedimento colectivo selectivo na Lusocider, que conseguiu, em 53 trabalhadores, incluir todos os delegados sindicais, à excepção de um;
No processo da Gestnave, em que o Governo, a mando do Grupo Mello, promoveu o despedimento de mais de 200 trabalhadores, sendo que, no conjunto dos chamados posteriormente pela empresa de trabalho temporário a que foram entregues, não se incluiu nenhum dos trabalhadores que a administração da empresa identificou no piquete de greve, na greve geral de 30 de Maio de 2008;
Na Comissão de Trabalhadores da Renault, em Cacia, foi impedida a realização do plenário, entre muitos outros.

Manifestações contra política do Governo
Mais de 250 mil pessoas manifestaram-se em Lisboa no dia 5 de Junho de 2008 contra a revisão da legislação laboral do Governo. Os baixos salários, a pobreza, o desemprego e a precariedade, o agravamento do custo de vida e dos horários de trabalho que limitam o desenvolvimento económico e social do País são os motivos de protesto.
Mais de 200 mil pessoas mostraram o seu descontentamento em Lisboa no dia 13 de Março de 2009 com a seguimento das políticas seguidas pelo Governo. Com o lema “Mudar de rumo, Mais emprego, salários e direitos” encheram a Avenida de Liberdade.


As injustiças são cada vez mais evidentes e acentuadas. A politica seguida pelos sucessivos Governos esgotou-se em ideias e não consegue resolver os problemas das pessoas. A arrogância deste Governo precisa de levar o seu voto de descontentamento, há uma necessidade de mudança e o voto na CDU garante que a esquerda saia reforçada e impede uma maioria absoluta do PS com a continuação desta politica ruinosa.Reforçar a CDU é dar um voto de confiança, que se propõe a mudar de rumo, numa busca, através de medidas concretas, presentes no Programa eleitoral e visíveis também através do trabalho realizado ao longo das actividades parlamentares, ver tabela(*).

Tabela
 
Defendes um partido que apoia as classes baixas, em detrimento das mais altas. Isso nunca vai acontecer e em partido nenhum. E como tal embora eu sinta simpatia pelos ideais esquerdistas acho que um partido de direita que emagreça o estado vai trazer benefícios a todos. E quando os mais ricos são mais ricos oferecem melhores empregos aos mais ou menos, que deixam lugares e empregos livres para os menos bons.

Eu só vejo exemplos em como empresas públicas são autênticos poços de dinheiro e não acredito em cortes adequados e uma alteração das contas da mesma empresa enquanto não houver alguém a perder dinheiro com isso a sério.

Também não acredito que se fechem fundações e desapareçam cargos duvidosos dum dia para o outro enquanto... não houver alguém a perder dinheiro com isto. No privado nas pequenas e médias empresas sobretudo, um patrão não anda a pagar ordenados a quem não mostra produtividade, a quem tem personalidades conflituosas prejudiciais para o bom funcionamento, a quem está sempre a faltar etc...

E obviamente que é mais fácil controlar contas num t2 do que numa vivenda com 3 andares daí que a meu ver a única solução para andarmos um bocado para a frente é mesmo as privatizações. Isto é só opinião pessoal.
 
Há 2 anos, nas últimas legislaticas fiz um apanhado das medidas tomadas pelo governo, hoje teria muitas mais para juntar aqui.

Desculpem o tamanho.

A indicação da fonte dos textos copiados é obrigatoria aqui no fórum, especialmente num testamento desse tamanho. [;)]
 
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