Fatos: é possível comprar barato com alguma qualidade?

Voltamos ao zero.

O que interessa a aparência e a imagem em ambiente profissional? Isso estuda-se até...

Infelizmente conheço uns quantos casos em que o fato e gravata serve apenas para disfarçar a sua desonestidade e nulidade profissional, tanto que já ganhei anti-corpos a gajos de fato e com muito paleio.
 
Isso é um bocado absoluto demais...
Depende de tudo o resto que rodeia a pessoa. Se eu estiver estendido na praia a apanhar sol e ao meu lado estiver um senhor também ele estendido ao sol com uma fato e gravata eu vou achar que o Sr. está com uma apresentação horrível. Obvio que isto é um exagero, mas outros exemplos mais corriqueiros se podem dar, por exemplo, eu vou ver um concerto de uma banda rock, se eu vir lá alguém de fato e gravata vou achar que a pessoa está horrivel.
Eu acho que o fato e gravata se enquadram em muitos contextos sim, mas não em todos e nem sempre terá boa apresentação de fato e depois há a banalização do uso do fato por vários profissionais (menos honestos) que de alguma forma retiraram aquela aura de que se está de fato deve ser alguém importante.
Eu pessoalmente uso muito o fato profissionalmente porque é uma aspecto cultural e organizacional, em lazer é raro usar e não me parece que me apresente pior que outra pessoa.
Precisamente. Há ambientes em que o fato é aliás muito mal visto. Ambientes criativos, engenharias, indústria, etc.

Ninguém está à espera de ver alguém de fato numa agência de publicidade, empresa de produção de software, gabinete de engenharia civil ou laboratórios de investigação química, só para dar alguns exemplos.

Há muitos anos atrás caí na asneira de ir visitar um cliente muito específico de fato (tinha tido outra reunião de manhã num banco) e ao chegar à porta a secretária disse-me que não deixavam entrar vendedores... aprendi a minha lição.
 
Há muitas maneiras de vestir um fato, meus amigos...
Neste momento estou de fato, é a minha farda de trabalho. Tenho uma camisa com botões de punho, colarinho apertado até cima, gravata, sapatos preto, enfim, o figurino normal.

Se por exemplo quisesse passar por arquitecto ou consultor de moda não precisava mudar de roupa: desabotoava o botão de cima da camisa, levantava a gola e deslaçava um pouco a gravata, retirava os botões de punho, desdobrava as dobras dos punhos de maneira a ficarem para fora do casaco. Depois fazia uma ou duas dobras nas calças para se ficarem a ver os tornozelos, e pronto!

O fato é uma coisa que facilmente passa do clássico ao arrojado. Por exemplo, uma banda de rock pesado a tocar de fato é uma forma de arrojo estético, porque quebra os códigos de vestuário normais naquele contexto.
 
Foi isso mesmo que aprendi, a deixar o casaco e gravata no carro. Sapatos Oxford castanhos, calças pretas, cinto castanho e camisa azul com 2 botões abertos (e mangas arregaçadas se for caso disso) e estou pronto a entrar em qq lado mais informal.
 
Foi isso mesmo que aprendi, a deixar o casaco e gravata no carro. Sapatos Oxford castanhos, calças pretas, cinto castanho e camisa azul com 2 botões abertos (e mangas arregaçadas se for caso disso) e estou pronto a entrar em qq lado mais informal.

Sapatos castanhos com calças pretas é terreno perigoso. Eu por norma não o faço, mas se o fizer terá que ser com uns sapatos cujo castanho seja claramente contrastante com o preto, estilo castanho mais claro ou mais avermelhado. Com castanho escuro nem pensar!
 
Precisamente. Há ambientes em que o fato é aliás muito mal visto. Ambientes criativos, engenharias, indústria, etc.

Ninguém está à espera de ver alguém de fato numa agência de publicidade, empresa de produção de software, gabinete de engenharia civil ou laboratórios de investigação química, só para dar alguns exemplos.

Há muitos anos atrás caí na asneira de ir visitar um cliente muito específico de fato (tinha tido outra reunião de manhã num banco) e ao chegar à porta a secretária disse-me que não deixavam entrar vendedores... aprendi a minha lição.

Eu se ouvisse isso de uma empresa perdiam grande parte do meu respeito.

No dia a dia a "farda" é fato e camisa branca, gravatas são quase proibidas. Hoje estou em modo rebelde, com uma camisa azul clarinha... :P
Há bocado quando ia para a cantina, voltavam 2 colegas de t-shirt e calções, um de sandálias e outro de chinelos daqueles típicos de piscina (só uma tira, de um lado ao outro do pé). É a vida...
 
Estes tópicos são sempre interessantes.

Há uns meses o user Axxantis deu aqui umas dicas preciosas. Se alguém não leu na altura e precisar :

http://forum.autohoje.com/showthread.php?t=132536&p=1068224483&viewfull=1#post1068224483

Boas dicas mas acho que não é preciso ir ao exagero. Botões a sério nos punhos do casaco para quê, se aquilo é para andar sempre fechado? E bainhas em cima do calcanhar também não acho que fiquem bem. Parece que pedimos o fato emprestado a um irmão que é mais baixo que nós!
 
E eu vou a convenções, assinaturas de contratos, exposições em que andam. E então?

Quer dizer, então, que aquilo que disseste está muito longe de ser um facto, podendo ser considerado até fora do contexto actual. Andar de fato não é, de todo, andar melhor vestido do que sem fato. Depende de muita coisa e do meio em que se está inserido.
 
Há muitos anos atrás caí na asneira de ir visitar um cliente muito específico de fato (tinha tido outra reunião de manhã num banco) e ao chegar à porta a secretária disse-me que não deixavam entrar vendedores... aprendi a minha lição.

É o que faz andar com fatos baratos. [:D]
 
Precisamente. Há ambientes em que o fato é aliás muito mal visto. Ambientes criativos, engenharias, indústria, etc.

Ninguém está à espera de ver alguém de fato numa agência de publicidade, empresa de produção de software, gabinete de engenharia civil ou laboratórios de investigação química, só para dar alguns exemplos.

Há muitos anos atrás caí na asneira de ir visitar um cliente muito específico de fato (tinha tido outra reunião de manhã num banco) e ao chegar à porta a secretária disse-me que não deixavam entrar vendedores... aprendi a minha lição.

Estás alinhado com o que se tem dito aqui. É preciso perceber o enquadramento. Se tivesses ido de t-shirt à reunião do banco, imagino como teria sido.
 
Quer dizer, então, que aquilo que disseste está muito longe de ser um facto, podendo ser considerado até fora do contexto actual. Andar de fato não é, de todo, andar melhor vestido do que sem fato. Depende de muita coisa e do meio em que se está inserido.

Na praia não faz sentido andar de fato, assim como em outras situações em que o contexto pede que para nos integrarmos ou passarmos a mensagem que queremos usemos uma imagem em concordância.
O que disse foi que um homem de fato que lhe fica bem tem outra apresentação, e têm.
Daí que na nossa sociedade, em muitas das profissões ou momentos solenes em que é necessário emanar uma sensação de confiança, segurança ou importância, as pessoas utilizam o fato. Se tal não fosse importante na nossa sociedade, os actuais governantes gregos não eram noticia por não usar gravata.
 
Na praia não faz sentido andar de fato, assim como em outras situações em que o contexto pede que para nos integrarmos ou passarmos a mensagem que queremos usemos uma imagem em concordância.
O que disse foi que um homem de fato que lhe fica bem tem outra apresentação, e têm.
Daí que na nossa sociedade, em muitas das profissões ou momentos solenes em que é necessário emanar uma sensação de confiança, segurança ou importância, as pessoas utilizam o fato. Se tal não fosse importante na nossa sociedade, os actuais governantes gregos não eram noticia por não usar gravata.

O que vejo desde à vários anos a esta parte, em todo o mundo, Portugal não é excepção, é a desconstrução do tradicional uso do Fato, a Politica é bom exemplo disso, em cada vez mais ocasiões e eventos, um politico se apresenta sem gravata, de camisa aberta, de jeans e blazer, sem blazer e sem gravata, etc etc, onde tradicionalmente se apresentava de fato e gravata. Estas mudanças têm uma razão de ser e são mais que pensadas, tem a ver com a imagem que querem passar, imagem essa que já não se coaduna com o fato tradicional.
O tempo em que só o bancário o politico e o administrador usavam fato já lá vai, agora qualquer burlão que se prese usa fato de H.boss para cima, ou qualquer vendedor da banha da cobra que se prese não deixa ficar a gravata de seda em casa. óbvio que estas situações foram manchando a imagem que o fato e gravata transmitiam.
Na minha opinião, numa situação não profissional e não formal, alguém de fato não estará mal vestido mas poderia ter melhor apresentação.
 
E a sociedade torna-se mais informal e descontraída, o que é bom. Eu trabalho em Lisboa num departamento central do Estado. A informalidade é a regra, as pessoas vestem-se casualmente (sem chegar aos jeans e aos ténis); na hora de uma reunião com a direção ou entidade externa coloca-se uma gravata e um blazer; numa cerimónia oficial veste-se fato. Em todas as outras situações a indumentária é tipo casual friday.

Passando ao tema do tópico, há duas casa que eu sigo com atenção, a Dielmar e a Sacoor, que têm bons produtos por um preço interessante. Ninguém fica mal com um fato deles.
 
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