Fiat Tipo 2016

Por acaso as últimas declarações do responsável máximo da Fiat para a Europa é que um 500 de 5 portas não vai surgir porque no segmento não existem margens que justifiquem este lançamento. Essas declarações deixaram-me desapontado mas é o que é... Provavelmente, porque ficaria tão próximo de um Mini que este absorveria as potenciais vendas.

É um dado adquirido que virá um novo Punto, que fará parte da chamada "gama racional" e que terá um preço mais baixo que o Tipo.
Conseguem atingir esse preço produzindo o carro na Turquia e usando a plataforma small-wide que lhes permite conter os custos (tal como acontece com o Tipo).

O modelo que falta na " gama emocional" é o SUV de segmento C de desenvolvimento partilhado com o Jeep Renegade.
Quanto á Lancia, eles deviam era ter aproveitado o Chrysler 200 e agora o Pacifica para ter uma nova gama. O desenho da grelha destes dois modelos tornava-os muito mais simples de serem adaptados á imagem Lancia do que adaptar modelos icónicos como o Chrysler 300 e o Town and Country.
Mas agora investimento em novos modelos de carros em vez de crossovers vai ser cortado fortemente e acho que só tens esta renovação em regime de investimento mínimo da gama Fiat com o Tipo e futuro Punto porque não dava para continuarem ausentes do segmento B e C por mais tempo...
Pela herança histórica acho que faz mais sentido a continuidade do Punto do que um 500 de 5p, mas do ponto de vista financeiro não percebo como é que as margens de um B clássico são mais rentáveis do que as de um B premium.

O que eu sei é que a FIAT muda de opinião como quem muda de cuecas... :sh)
 
Há na minha família quem esteja interessado em trocar de carro antes do verão.

Prevê-se que o hatch e/ou a Station estejam nos mercados europeus até lá?
 
Pela herança histórica acho que faz mais sentido a continuidade do Punto do que um 500 de 5p, mas do ponto de vista financeiro não percebo como é que as margens de um B clássico são mais rentáveis do que as de um B premium.

O que eu sei é que a FIAT muda de opinião como quem muda de cuecas... :sh)

Pois, eu concordo contigo. Acho que deviam lançar um 500 5p e para isso bastava rebaixar o 500X para uma altura de carro e remover os acessórios de SUV e já estava feito.
Isto foi dito pelo responsável da região EMEA há um ou dois meses e o que se tem visto é o Punto em testes e nada de 500X 5 portas.

Já agora, existem fotos-espia da Fiat Toro em testes em Itália. Provavelmente também será lançada na Europa?
 
Falta de dinheiro e talvez falta de capacidade. Infelizmente nem conseguem manter a Lancia a coabitar com a Alfa e com a parte chic da FIAT.

Não gostaria de ver as marcas italianas na mão da VW, mas gostaria de as ver rentabilizadas como o grupo VW, onde não há problemas em terem 4 marcas generalistas.

Não há problemas, não é bem assim.

A Seat ainda não dá lucro, penso eu, e a VW tem perdido muita margem de lucro para a Skoda.

O Grupo VW vive sobretudo da Audi e da Porsche. São de longe as marcas com as melhores margens de lucro. A Skoda também ajuda muito.

Duvido que uma marca generalista ou premium Italiana tivesse lugar no Grupo VW, eles já têm muitas marcas, e agora com estes problemas das emissões já se diz que estão a pensar vender algumas (Scania, Ducati... são apenas rumores).

Mas adoraria ver a Lancia renascida como a Lamborghini, não como uma marca generalista, mas como uma marca de nicho, tenho a convicção que um novo Stratos iria vender muito bem. Mas lá está, eles já têm a Porsche e um novo Stratos iria provavelmente chocar com o Cayman. O Grupo VW tem uma panóplia enorme de marcas.
 
Pela herança histórica acho que faz mais sentido a continuidade do Punto do que um 500 de 5p, mas do ponto de vista financeiro não percebo como é que as margens de um B clássico são mais rentáveis do que as de um B premium.

O que eu sei é que a FIAT muda de opinião como quem muda de cuecas... :sh)


Em teoria um 500 de 5 portas seria mais rentável que um Punto, apenas pela questão do preço de venda ao público.

Para inverter essas margens, o novo Punto teria de ser projectado como o novo Tipo.
O Tipo não deixa de ser um exercício de low-cost. Pode não o demonstrar, como um Dacia, mas usaria o C4 Cactus como algo que o demonstra melhor.
Tal como o Cactus, também a Fiat apostou na simplificação.

A redução de opções a nível mecânico e fornecer apenas potências modestas, permitiu, como se viu no Cactus, desenvolver componentes e elementos estruturais que não têm de estar preparados para lidar com algo próximo dos 200cv.
Quanto mais subimos na potência, mais resistentes têm de ser a estrutura e uma série de componentes para lidar com os stresses a que os equideos extra obrigam. Mantendo as potências modestas, podem redimensionar uma série de componentes, e consequentemente, ao necessitarem de especificações inferiores, também permite uma redução nos custos.

A linha de produção também se simplificou. O mais certo é não existir a flexibilidade que hoje se encontra em outras linhas de produção, que permitem obter veículos bastante personalizados, seja nos equipamentos ou até na escolha de carroçarias com múltiplas cores ou acabamentos específicos.
A redução de opções, permite uma redução efectiva dos custos e torna a linha de produção economicamente mais eficiente.

Junte-se o local de produção ser na Turquia, com custos inferiores a uma Itália, e não é difícil perceber como se consegue um preço de combate. Um carro com dimensões de segmento C, mas com preços de segmento B, e com margens superiores.
Como o preço é baixo, o mais certo é nem haver muita discussão para potenciais descontos ou promoções. Estamos a comprar um carro maior, com mais espaço ao preço de um utilitário. E isso também ajuda na obtenção de melhor margem por unidade vendida.
Ao contrário do segmento B, em que tudo é vendido com descontos generosos, pois a concorrência é enorme, com politicas comerciais muito agressivas.
Apesar dos volumes na casa das dezenas e centenas de milhares de unidades por modelo, não há muito dinheiro a ser feito no segmento B na Europa. A não ser que seja um crossover[:D]. Sempre podes ter um preço de aquisição superior, apesar de na linha de produção dever custar o mesmo que o utilitário de que deriva.

Ainda não me deparei com muita informação sobre o carro em si, e de que forma a Fiat reduziu e simplificou o Tipo para contenção de custos. Os materiais escolhidos, métodos de construção, etc... Existe uma série de parâmetros que podem contribuir para uma redução efectiva dos custos, sem que implique perca de integridade estrutural ou robustez das fixações, ou até aparência miserável. O C4 Cactus é um excelente exemplo do que pode ser alcançado quando se decide abordar o problema de sempre de outro ponto de vista.
A própria Fiat tem na sua história exemplos de low-cost, como o Panda original, que responderam a uma série de desafios técnicos e de custos, com soluções industriais e de design originais.
Já neste século, o concept Ecobasic tal como o concept original do Cactus, foram exercícios conceptuais puros na exploração de redução dos custos na concepção e produção de um automóvel.

Tudo bem que o Tipo tem uma aparência bastante convencional, quando comparado com um Cactus, mas isso é apenas uma opção estilística e mais adequada à generalidade dos mercados onde vai ser vendido.
Mas as premissas seguidas por ambos devem ter sido as mesmas.
 
Em teoria um 500 de 5 portas seria mais rentável que um Punto, apenas pela questão do preço de venda ao público.

Para inverter essas margens, o novo Punto teria de ser projectado como o novo Tipo.
O Tipo não deixa de ser um exercício de low-cost. Pode não o demonstrar, como um Dacia, mas usaria o C4 Cactus como algo que o demonstra melhor.
Tal como o Cactus, também a Fiat apostou na simplificação.

A redução de opções a nível mecânico e fornecer apenas potências modestas, permitiu, como se viu no Cactus, desenvolver componentes e elementos estruturais que não têm de estar preparados para lidar com algo próximo dos 200cv.
Quanto mais subimos na potência, mais resistentes têm de ser a estrutura e uma série de componentes para lidar com os stresses a que os equideos extra obrigam. Mantendo as potências modestas, podem redimensionar uma série de componentes, e consequentemente, ao necessitarem de especificações inferiores, também permite uma redução nos custos.

A linha de produção também se simplificou. O mais certo é não existir a flexibilidade que hoje se encontra em outras linhas de produção, que permitem obter veículos bastante personalizados, seja nos equipamentos ou até na escolha de carroçarias com múltiplas cores ou acabamentos específicos.
A redução de opções, permite uma redução efectiva dos custos e torna a linha de produção economicamente mais eficiente.

Junte-se o local de produção ser na Turquia, com custos inferiores a uma Itália, e não é difícil perceber como se consegue um preço de combate. Um carro com dimensões de segmento C, mas com preços de segmento B, e com margens superiores.
Como o preço é baixo, o mais certo é nem haver muita discussão para potenciais descontos ou promoções. Estamos a comprar um carro maior, com mais espaço ao preço de um utilitário. E isso também ajuda na obtenção de melhor margem por unidade vendida.
Ao contrário do segmento B, em que tudo é vendido com descontos generosos, pois a concorrência é enorme, com politicas comerciais muito agressivas.
Apesar dos volumes na casa das dezenas e centenas de milhares de unidades por modelo, não há muito dinheiro a ser feito no segmento B na Europa. A não ser que seja um crossover[:D]. Sempre podes ter um preço de aquisição superior, apesar de na linha de produção dever custar o mesmo que o utilitário de que deriva.

Ainda não me deparei com muita informação sobre o carro em si, e de que forma a Fiat reduziu e simplificou o Tipo para contenção de custos. Os materiais escolhidos, métodos de construção, etc... Existe uma série de parâmetros que podem contribuir para uma redução efectiva dos custos, sem que implique perca de integridade estrutural ou robustez das fixações, ou até aparência miserável. O C4 Cactus é um excelente exemplo do que pode ser alcançado quando se decide abordar o problema de sempre de outro ponto de vista.
A própria Fiat tem na sua história exemplos de low-cost, como o Panda original, que responderam a uma série de desafios técnicos e de custos, com soluções industriais e de design originais.
Já neste século, o concept Ecobasic tal como o concept original do Cactus, foram exercícios conceptuais puros na exploração de redução dos custos na concepção e produção de um automóvel.

Tudo bem que o Tipo tem uma aparência bastante convencional, quando comparado com um Cactus, mas isso é apenas uma opção estilística e mais adequada à generalidade dos mercados onde vai ser vendido.
Mas as premissas seguidas por ambos devem ter sido as mesmas.

Mais um grande texto e com muito conteudo! apr:)
 
Não há problemas, não é bem assim.

A Seat ainda não dá lucro, penso eu, e a VW tem perdido muita margem de lucro para a Skoda.

O Grupo VW vive sobretudo da Audi e da Porsche. São de longe as marcas com as melhores margens de lucro. A Skoda também ajuda muito.

Duvido que uma marca generalista ou premium Italiana tivesse lugar no Grupo VW, eles já têm muitas marcas, e agora com estes problemas das emissões já se diz que estão a pensar vender algumas (Scania, Ducati... são apenas rumores).

Mas adoraria ver a Lancia renascida como a Lamborghini, não como uma marca generalista, mas como uma marca de nicho, tenho a convicção que um novo Stratos iria vender muito bem. Mas lá está, eles já têm a Porsche e um novo Stratos iria provavelmente chocar com o Cayman. O Grupo VW tem uma panóplia enorme de marcas.

Também acredito que o caminho para o renascimento da Lancia passe por ser uma marca de nicho, e que ficava bem no grupo integrada dos chineses que a Volvo está incluída, ao qual poderia ter a seguinte gama:
-Um novo Delta, tendo só motorizações de alta potencia.
-Um novo Stratos para "concorrer" o AS1 e o Cayman.
-Um novo 037 para rivalizar com o 911.
-E uma shooting brake do seg-D uma espécie de GTC 4 Lusso dos pobres.

Mas não acredito que isto aconteça
 
Também acredito que o caminho para o renascimento da Lancia passe por ser uma marca de nicho, e que ficava bem no grupo integrada dos chineses que a Volvo está incluída, ao qual poderia ter a seguinte gama:
-Um novo Delta, tendo só motorizações de alta potencia.
-Um novo Stratos para "concorrer" o AS1 e o Cayman.
-Um novo 037 para rivalizar com o 911.
-E uma shooting brake do seg-D uma espécie de GTC 4 Lusso dos pobres.

Mas não acredito que isto aconteça

Sim, seria uma boa ideia.

A Volvo desde que foi comprada tem evoluído imenso. É o que é preciso para desenvolver e lançar novos produtos, €€.

Eu tenho quase a certeza que um novo Stratos irá surgir um dia, aliás surgiu há uns anos, no entanto por oposição da Ferrari não foi lançado.
 
Sim, seria uma boa ideia.

A Volvo desde que foi comprada tem evoluído imenso. É o que é preciso para desenvolver e lançar novos produtos, €€.

Eu tenho quase a certeza que um novo Stratos irá surgir um dia, aliás surgiu há uns anos, no entanto por oposição da Ferrari não foi lançado.

A diferença entre a Lancia e a Volvo é que a Volvo reteve muito know-how e muita mão-de-obra especializada bem como centros de I&D.
A Lancia neste momento não tem nada disso. É apenas um símbolo porque o Marchionne apesar de saber maximizar lucros também não percebe que as marcas têm que ter um certo número de modelos a serem lançados por ano para conseguirem manter mão-de-obra especializada.

O caminho seguido pela Lancia, Chrysler e Dodge é bastante preocupante porque o que o SM tem feito é retalhar as unidades mais lucrativas das menos lucrativas e desinvestido nestas últimas ao ponto em que depois deixam de conseguir sustentar-se.
E nos EUA já existe um grande problema com os concessionários Fiat pois muitos têm contratos de leasing a terminar e agora não querem renovar porque o SM andou a passar a ideia de que teriam uma gama de veículos muito mais completa para venderem do que o que têm na realidade... Isto á conta dos atrasos sucessivos no lançamento de novos modelos.
 
Quanto ao Punto vai seguir o mesmo caminho low-cost do Tipo.
Entretanto um Punto low-cost já se consegue diferenciar muito mais fortemente. É um carro que vai apelar mais á razão e não tanto há emoção.
Não vai ter packs de personalização (City Look, Cross, etc) nem opções de personalização e com a diminuição de custo de produção conseguida com a produção na Turquia conseguirão competir muito melhor num segmento em que as pessoas olham normalmente para o preço antes de tudo o resto.

Um 500 5 portas teria que fazer um caso muito forte de distinção dos B-SUV.
Até poderia trazer lucro se não tivesse havido o boom dos crossovers do segmento B. O 500 é especial pelas mesmas razões que os B-SUV.
São ambos carros que se caracterizam por terem um estilo diferente, permitirem muita personalização e conseguem grandes margens de lucro oferecendo pacotes de personalização e equipamento - uma estratégia normalmente aplicada pelas marcas premium. Por isso é que anda tudo a saltar para este segmento. Porque os consumidores nestes segmento novos não olham tanto para a marca mas mais para o estilo dos diferentes modelos e as marcas generalistas conseguem aplicar estratégias comerciais normalmente só aplicadas por marcas premium.

Um 500 5 portas já iria sofrer muito mais com a competição dos B-SUV e teria que ser oferecido por preços mais baixos que por exemplo o 500X. Isto porque as pessoas não iriam para um 500 5p se pelo mesmo dinheiro conseguissem comprar um crossover de look mais distinto nem que fosse noutra marca. A partir daí ias ter um produto tão caro de produzir como um 500X que teria que ser vendido a um preço mais baixo para poder competir.

O Tipo e o futuro Punto acabam por ser também um reentrar da Fiat nos segmentos B e C tradicionais. Devido á ausência prolongada, vão ter que começar por baixo e tentar replicar o que a Skoda alcançou. Daqui a uma ou duas gerações se as coisas correrem bem talvez já tenham oferta ao nível das ofertas generalistas como a Skoda tem hoje em dia (mas em que levou o seu tempo até chegar a este ponto).
 
A diferença entre a Lancia e a Volvo é que a Volvo reteve muito know-how e muita mão-de-obra especializada bem como centros de I&D.
A Lancia neste momento não tem nada disso. É apenas um símbolo porque o Marchionne apesar de saber maximizar lucros também não percebe que as marcas têm que ter um certo número de modelos a serem lançados por ano para conseguirem manter mão-de-obra especializada.

O caminho seguido pela Lancia, Chrysler e Dodge é bastante preocupante porque o que o SM tem feito é retalhar as unidades mais lucrativas das menos lucrativas e desinvestido nestas últimas ao ponto em que depois deixam de conseguir sustentar-se.
E nos EUA já existe um grande problema com os concessionários Fiat pois muitos têm contratos de leasing a terminar e agora não querem renovar porque o SM andou a passar a ideia de que teriam uma gama de veículos muito mais completa para venderem do que o que têm na realidade... Isto á conta dos atrasos sucessivos no lançamento de novos modelos.

É verdade o que dizes, mas para juntar engenheiros para conceberem um novo modelo não é assim tão difícil.

Por exemplo, a Qoros conseguiu fazê-lo, apesar dos carros venderem pouco, são muito interessante do ponto de vista conceptual.

Não seria assim tão difícil fazer renascer a Lancia.

Seria uma questão de força de vontade e principalmente €€.
 
O modelo que falta na " gama emocional" é o SUV de segmento C de desenvolvimento partilhado com o Jeep Renegade.
Porquê a referência ao Renegade e não ao 500X? [;)] De qualquer modo, já vi referências a um hipotético 500XL, que seria exactamente isso - um 500X maior é baseado na arquitectura do 500X/Renegade, mas não me parece que seja para muito breve...
 
O hatch sim. A SW será no Verão.
Obrigado. [;)]

Não há problemas, não é bem assim.

A Seat ainda não dá lucro, penso eu, e a VW tem perdido muita margem de lucro para a Skoda.
Tens razão, estava a esquecer-me disso.

Em teoria um 500 de 5 portas seria mais rentável que um Punto, apenas pela questão do preço de venda ao público.

Para inverter essas margens, o novo Punto teria de ser projectado como o novo Tipo.
O Tipo não deixa de ser um exercício de low-cost. Pode não o demonstrar, como um Dacia, mas usaria o C4 Cactus como algo que o demonstra melhor.
Tal como o Cactus, também a Fiat apostou na simplificação.

A redução de opções a nível mecânico e fornecer apenas potências modestas, permitiu, como se viu no Cactus, desenvolver componentes e elementos estruturais que não têm de estar preparados para lidar com algo próximo dos 200cv.
Quanto mais subimos na potência, mais resistentes têm de ser a estrutura e uma série de componentes para lidar com os stresses a que os equideos extra obrigam. Mantendo as potências modestas, podem redimensionar uma série de componentes, e consequentemente, ao necessitarem de especificações inferiores, também permite uma redução nos custos.

A linha de produção também se simplificou. O mais certo é não existir a flexibilidade que hoje se encontra em outras linhas de produção, que permitem obter veículos bastante personalizados, seja nos equipamentos ou até na escolha de carroçarias com múltiplas cores ou acabamentos específicos.
A redução de opções, permite uma redução efectiva dos custos e torna a linha de produção economicamente mais eficiente.

Junte-se o local de produção ser na Turquia, com custos inferiores a uma Itália, e não é difícil perceber como se consegue um preço de combate. Um carro com dimensões de segmento C, mas com preços de segmento B, e com margens superiores.
Como o preço é baixo, o mais certo é nem haver muita discussão para potenciais descontos ou promoções. Estamos a comprar um carro maior, com mais espaço ao preço de um utilitário. E isso também ajuda na obtenção de melhor margem por unidade vendida.
Ao contrário do segmento B, em que tudo é vendido com descontos generosos, pois a concorrência é enorme, com politicas comerciais muito agressivas.
Apesar dos volumes na casa das dezenas e centenas de milhares de unidades por modelo, não há muito dinheiro a ser feito no segmento B na Europa. A não ser que seja um crossover[:D]. Sempre podes ter um preço de aquisição superior, apesar de na linha de produção dever custar o mesmo que o utilitário de que deriva.

Ainda não me deparei com muita informação sobre o carro em si, e de que forma a Fiat reduziu e simplificou o Tipo para contenção de custos. Os materiais escolhidos, métodos de construção, etc... Existe uma série de parâmetros que podem contribuir para uma redução efectiva dos custos, sem que implique perca de integridade estrutural ou robustez das fixações, ou até aparência miserável. O C4 Cactus é um excelente exemplo do que pode ser alcançado quando se decide abordar o problema de sempre de outro ponto de vista.
A própria Fiat tem na sua história exemplos de low-cost, como o Panda original, que responderam a uma série de desafios técnicos e de custos, com soluções industriais e de design originais.
Já neste século, o concept Ecobasic tal como o concept original do Cactus, foram exercícios conceptuais puros na exploração de redução dos custos na concepção e produção de um automóvel.

Tudo bem que o Tipo tem uma aparência bastante convencional, quando comparado com um Cactus, mas isso é apenas uma opção estilística e mais adequada à generalidade dos mercados onde vai ser vendido.
Mas as premissas seguidas por ambos devem ter sido as mesmas.
Espero que este novo modelo de concepção da Citroën e da FIAT (por sinal, duas das marcas que mais admiro) lhes permita disparar a rentabilidade.
 
Porquê a referência ao Renegade e não ao 500X? [;)] De qualquer modo, já vi referências a um hipotético 500XL, que seria exactamente isso - um 500X maior é baseado na arquitectura do 500X/Renegade, mas não me parece que seja para muito breve...

Porque foi o que me veio á cabeça primeiro... O C-SUV que a Jeep vai lançar este ano é baseado na mesma plataforma do Renegaade e 500X. Ainda não se sabe se será apresentado em Genebra ou Nova Iorque ou se fica para Setembro em Paris (com o Marchionne nunca se sabe).
A Fiat Toro brasileira tem dimensões próximas do que poderia vir de um C-SUV da Fiat (e curiosamente há fotos da Toro a circular camuflada em Itália).
 
Porque foi o que me veio á cabeça primeiro... O C-SUV que a Jeep vai lançar este ano é baseado na mesma plataforma do Renegaade e 500X. Ainda não se sabe se será apresentado em Genebra ou Nova Iorque ou se fica para Setembro em Paris (com o Marchionne nunca se sabe).
A Fiat Toro brasileira tem dimensões próximas do que poderia vir de um C-SUV da Fiat (e curiosamente há fotos da Toro a circular camuflada em Itália).

A Toro brasileira tem 4.9 metros de comprimento.
Muito longe dos 4.3-4.4m de comprimento que os C-Suv têm actualmente.
São dimensões de segmento E.


Vendê-la na Europa é uma possibilidade interessante.
O processo de homologação não é tão rigoroso como o norte-americano, pelo que, como aconteceu com a Strada, poderiam exportá-la. Tem o hardware correcto (SmallWide), pelo que imagino, a adaptação possa ser facilitada.
Melhor, considerando a produção europeia do renegade e do 500X, e sabendo que a fábrica ainda tem capacidade para dar e vender, quanto custaria acrescentar uma linha de produção paralela à dos crossovers?

Segundo os planos originais, a Toro tem como destino sobretudo os mercados da América Latina. Mas nunca digam nunca.
A Fullback, com base na L200, é burro de carga, construida sobre um chassis de longarinas, pelo que a Toro, mais refinada (fruto da construção monobloco), com suspensão independente traseira, poderia servir eficazmente aquele pessoal do "lifestyle".[:D]

Rosmano
Quanto ao Punto vai seguir o mesmo caminho low-cost do Tipo.
Entretanto um Punto low-cost já se consegue diferenciar muito mais fortemente. É um carro que vai apelar mais á razão e não tanto há emoção.
Não vai ter packs de personalização (City Look, Cross, etc) nem opções de personalização e com a diminuição de custo de produção conseguida com a produção na Turquia conseguirão competir muito melhor num segmento em que as pessoas olham normalmente para o preço antes de tudo o resto.

Um 500 5 portas teria que fazer um caso muito forte de distinção dos B-SUV.
Até poderia trazer lucro se não tivesse havido o boom dos crossovers do segmento B. O 500 é especial pelas mesmas razões que os B-SUV.
São ambos carros que se caracterizam por terem um estilo diferente, permitirem muita personalização e conseguem grandes margens de lucro oferecendo pacotes de personalização e equipamento - uma estratégia normalmente aplicada pelas marcas premium. Por isso é que anda tudo a saltar para este segmento. Porque os consumidores nestes segmento novos não olham tanto para a marca mas mais para o estilo dos diferentes modelos e as marcas generalistas conseguem aplicar estratégias comerciais normalmente só aplicadas por marcas premium.

Um 500 5 portas já iria sofrer muito mais com a competição dos B-SUV e teria que ser oferecido por preços mais baixos que por exemplo o 500X. Isto porque as pessoas não iriam para um 500 5p se pelo mesmo dinheiro conseguissem comprar um crossover de look mais distinto nem que fosse noutra marca. A partir daí ias ter um produto tão caro de produzir como um 500X que teria que ser vendido a um preço mais baixo para poder competir.

O Tipo e o futuro Punto acabam por ser também um reentrar da Fiat nos segmentos B e C tradicionais. Devido á ausência prolongada, vão ter que começar por baixo e tentar replicar o que a Skoda alcançou. Daqui a uma ou duas gerações se as coisas correrem bem talvez já tenham oferta ao nível das ofertas generalistas como a Skoda tem hoje em dia (mas em que levou o seu tempo até chegar a este ponto)​


Ainda tenho algumas dúvidas sobre o sucessor do Punto europeu.
Todas as fotos espia que temos visto são do modelo sul-americano. Os rumores contradizem-se relativamente à plataforma.

As previsões para o Punto Europeu dizem que recorrerá à Small Wide (já de si uma evolução da plataforma Small do Punto actual)
O novo Punto Sul Americano, os rumores apontam, de forma contraditória, ou para plataforma 100% nova ou evolução da actual (igual à do Palio/Strada).
Outros rumores referem que este novo Punto será um verdadeiro projecto global.

De momento ninguém tem de certezas de nada.

O que leva ao pormenor da produção na Turquia. Muito pouco provável, até porque para já, a Tofas deverá ficar próxima da sua capacidade total de produção com a expansão da produção do Tipo, que acrescentará duas carroçarias brevemente.
Além de veículos de passageiros também são produzidos por lá muitos dos comerciais da Fiat e PSA, como o Dobló e derivados, e Fiorino/Qubo e correspondentes modelos da Peugeot e Citroen.

O novo Punto será certamente o Brasil e uma muito provável India, tal como acontece hoje em dia.
Na Índia é fruto de uma parceria com a Tata, e os indianos têm um Punto produzido localmente e até efectuaram um "nose-job" que o diferencia dos restantes. As entranhas são partilhadas com o Punto sul-americano.
Apesar de a Fiat ter ainda muita capacidade em solo italiano, considerando a estratégia seguida para o Tipo, é pouco provável que o vejamos a regressar a Melfi.

 
Então a capacidade excedente de produção em Melfi será para ir cortando, ou poderá ser aproveitada para outros modelos do grupo?

E o Punto europeu (ou global em versão europeia) será para chegar ao mercado ainda em 2017? Até percebi a intenção da FIAT em não queimar investimento com o segmento B quando a Europa estava em crise, mas admitindo que já está em retoma, se calhar era de darem corda aos sapatos (não posso deixar de pensar na Renault, que está com uma dinâmica de lançamentos nunca vista, se bem que para aqueles lados parece não haver as mesmas limitações de verba).
 
A Toro brasileira tem 4.9 metros de comprimento.
Muito longe dos 4.3-4.4m de comprimento que os C-Suv têm actualmente.
São dimensões de segmento E.


Vendê-la na Europa é uma possibilidade interessante.
O processo de homologação não é tão rigoroso como o norte-americano, pelo que, como aconteceu com a Strada, poderiam exportá-la. Tem o hardware correcto (SmallWide), pelo que imagino, a adaptação possa ser facilitada.
Melhor, considerando a produção europeia do renegade e do 500X, e sabendo que a fábrica ainda tem capacidade para dar e vender, quanto custaria acrescentar uma linha de produção paralela à dos crossovers?

Segundo os planos originais, a Toro tem como destino sobretudo os mercados da América Latina. Mas nunca digam nunca.
A Fullback, com base na L200, é burro de carga, construida sobre um chassis de longarinas, pelo que a Toro, mais refinada (fruto da construção monobloco), com suspensão independente traseira, poderia servir eficazmente aquele pessoal do "lifestyle".[:D]

Devido á plataforma, a fábrica italiana onde se fabrica o 500X/Renegade e o Punto actual pode ser aproveitada para fabricar uma Toro europeia ou então um novo Punto.
O conceito da Toro para mim parece ser algo que se encaixa na categoria emocional, por isso acho que fazia sentido trazer o modelo para a Europa com algumas modificações como uma construção mais rigorosa, melhores materiais e um infotainment de jeito. O marketing até se refere á Toro como Sport Utility Pickup e não uma pick-up de trabalho como a Fullback/L200.

Ainda tenho algumas dúvidas sobre o sucessor do Punto europeu.
Todas as fotos espia que temos visto são do modelo sul-americano. Os rumores contradizem-se relativamente à plataforma.

As previsões para o Punto Europeu dizem que recorrerá à Small Wide (já de si uma evolução da plataforma Small do Punto actual)
O novo Punto Sul Americano, os rumores apontam, de forma contraditória, ou para plataforma 100% nova ou evolução da actual (igual à do Palio/Strada).
Outros rumores referem que este novo Punto será um verdadeiro projecto global.

De momento ninguém tem de certezas de nada.

O que leva ao pormenor da produção na Turquia. Muito pouco provável, até porque para já, a Tofas deverá ficar próxima da sua capacidade total de produção com a expansão da produção do Tipo, que acrescentará duas carroçarias brevemente.
Além de veículos de passageiros também são produzidos por lá muitos dos comerciais da Fiat e PSA, como o Dobló e derivados, e Fiorino/Qubo e correspondentes modelos da Peugeot e Citroen.

O novo Punto será certamente o Brasil e uma muito provável India, tal como acontece hoje em dia.
Na Índia é fruto de uma parceria com a Tata, e os indianos têm um Punto produzido localmente e até efectuaram um "nose-job" que o diferencia dos restantes. As entranhas são partilhadas com o Punto sul-americano.
Apesar de a Fiat ter ainda muita capacidade em solo italiano, considerando a estratégia seguida para o Tipo, é pouco provável que o vejamos a regressar a Melfi.

Pois, vamos ver o que fazem. Eu gostava era de ver a Fiat e o resto das marcas do grupo a lançar mais produtos. A impressão que tenho do grupo é que o lançamento de novos produtos está a ser constantemente sabotado pela malta que só olha para as folhas de cálculo de Excel. [8b]
Nos EUA isso é muito mais evidente e as declarações do Marcionne a "matar" o Dart e o 200 caíram muito mal a muita gente.
 
O Pedro Silva fez uma análise bastante detalhada do Fiat Tipo 1.6 Multijet na AH desta semana.
Explica pormenores técnicos da plataforma small-wide que ainda não tinham sido explicados aí pela Internet, elogia o escalonamento da caixa e o motor (que tem boas acelerações e recuperações e é comedido nos consumos).
Acha que o interior tem qualidade aceitável e que os bancos são bons. Gostei da análise. Deu um rating de 7/10 ao carro o que me parece uma boa nota e menciona que o acha superior ao C-Elysee.
 
O Pedro Silva fez uma análise bastante detalhada do Fiat Tipo 1.6 Multijet na AH desta semana.
Explica pormenores técnicos da plataforma small-wide que ainda não tinham sido explicados aí pela Internet, elogia o escalonamento da caixa e o motor (que tem boas acelerações e recuperações e é comedido nos consumos).
Acha que o interior tem qualidade aceitável e que os bancos são bons. Gostei da análise. Deu um rating de 7/10 ao carro o que me parece uma boa nota e menciona que o acha superior ao C-Elysee.






Superior? Se o Linea é superior, e já tendo eu feito um bom testdrive ao Tipo, considero muito superior ao Citro.[;)]
 
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