Fiat Tipo 2016

Não é para te querer chatear caro Rosmano, mas olhar apenas para as dimensões de um carro para definir o segmento não é correcto.

Por exemplo, um Fiat Linea é mais comprido do que um BMW Serie 3 (E90), e um é de segmento B e outro de segmento D.

Esta questão do segmento do Tipo acho que depende da perspectiva de cada um, para mim será um segmento B+, para outros será segmento C, acho que estamos todos certos. É um carro que vai buscar clientes a ambos os segmentos, e isso é que é importante para a FIAT.
 
Não é para te querer chatear caro Rosmano, mas olhar apenas para as dimensões de um carro para definir o segmento não é correcto.

Por exemplo, um Fiat Linea é mais comprido do que um BMW Serie 3 (E90), e um é de segmento B e outro de segmento D.

Esta questão do segmento do Tipo acho que depende da perspectiva de cada um, para mim será um segmento B+, para outros será segmento C, acho que estamos todos certos. É um carro que vai buscar clientes a ambos os segmentos, e isso é que é importante para a FIAT.

Pois, já fizemos esta discussão ad eternum. Eu não olho só para as dimensões para definir o segmento mas também não podes olhar só ao preço! Mas um factor importante para definir isso é a distância entre eixos e a largura do carro. Por exemplo, o Rapid é 9cm mais estreito que o Tipo sedan. Este aproxima-se muito das medidas do Octavia que é dos maiores sedans do segmento C.
Mas concordo contigo, tem potencial para ir buscar clientes a B+ como a carros do segmento C. Acho que isso vai depender da versão. O sedan competirá mais com concorrência do segmento B+.

Estou curioso para ver as modificações que fazem no hatch e SW porque acho que vai ficar perfeitamente ao nível de um Hyundai i30 ou de um KIA Ceed por exemplo. Isto se vier com as melhorias citadas no interior.

O sedan acho que não tem qualidade para ser alternativa a sedans tipo o Astra, Focus, Jetta.
Mas acho-o melhor que Rapid/Octavia, que C-Elysse e dos Dacia nem se fala.

Este carro é um regresso ás raízes da Fiat. A apontar ao mercado com carros baratos e que oferecem muito pelo preço.
Um pouco a filosofia que foi ocupada pela Skoda e pelos coreanos.
 
Última edição:
Outra vez a questão do segmento.
Segmentos não são iguais em todo o mundo.

Este Tipo é um tradicional familiar médio.
É esse o seu segmento nos seus mercados de eleição.

A versão HB irá ser um normal segmento C.

Puxando o filme atrás até à meados dos anos 80,
Os 131 eram C com motores SOHC e eram D com motores Twin Cam.

O Linea era um Punto esticado.
O Tipo não me parece. É comprido mas também largo.
Aliás o habitáculo parece muito espaçoso.
 
Outra vez a questão do segmento.
Segmentos não são iguais em todo o mundo.

Este Tipo é um tradicional familiar médio.
É esse o seu segmento nos seus mercados de eleição.

A versão HB irá ser um normal segmento C.

Puxando o filme atrás até à meados dos anos 80,
Os 131 eram C com motores SOHC e eram D com motores Twin Cam.

O Linea era um Punto esticado.
O Tipo não me parece. É comprido mas também largo.
Aliás o habitáculo parece muito espaçoso.



O Linea é mas comprido que o Tipo e ligeiramente, repito, ligeiramente menos largo que o Tipo, o Linea tem pormenores interiores bem mais interessantes que o Tipo, o Tipo é superior claro, mas também é um projecto bem mais recente.

Actualmente acho que classificam os segmentos mais pela qualidade/equipamento/espaço que oferecem e menos pelo tamanho.[;)]
 
O Linea é mas comprido que o Tipo e ligeiramente, repito, ligeiramente menos largo que o Tipo, o Linea tem pormenores interiores bem mais interessantes que o Tipo, o Tipo é superior claro, mas também é um projecto bem mais recente.

Actualmente acho que classificam os segmentos mais pela qualidade/equipamento/espaço que oferecem e menos pelo tamanho.[;)]

Então e espaço não é tamanho?
Quanto ao Line ser ligeiramente menos largo, é 6cm menos largo. Isso não é ligeiramente...

Se classificam os segmentos por qualidade/equipamento/espaço então um BMW série 1 começa como B+ porque quase não tem equipamento na versão base, é acanhado e já teve melhores acabamentos. [:D]
Normalmente os B+ são mais estreitos e aí é que se nota as origens...

Já está confirmado que vai sair novo Punto para o ano e já anda em testes. Este Fiat Tipo para mim já está acima do típico B+ em qualidade dos acabamentos, equipamento e dimensões. Especialmente depois de ver esse vídeo de análise do espanhol.
Mas vem muito limitado em opções e motorizações porque o Marchionne quer rentabilizar ao máximo o modelo.
 
Sendo assim, o meu Linea, que é "maior" que o Tipo é um D.[:D]

TU é que disseste que o Tipo não era segmento C devido às DIMENSÔES!!! [8b]

"No meu entender, não tem dimensões para ser um "C"" - post 998


Estás baralhado quanto ao que escreves....

(O Linea não é maior...é mais comprido e alto mas muito menos largo. O Fiat Tipo é idêntico em comprimento e largura, mas mais alto ainda. O Tipo é mais comprido, tem a mesma largura e é mais alto que um Golf!! Também não tem DIMENSÃO para ser segmento C??) lol
 
Última edição:
Então e espaço não é tamanho?
Quanto ao Line ser ligeiramente menos largo, é 6cm menos largo. Isso não é ligeiramente...

Se classificam os segmentos por qualidade/equipamento/espaço então um BMW série 1 começa como B+ porque quase não tem equipamento na versão base, é acanhado e já teve melhores acabamentos. [:D]
Normalmente os B+ são mais estreitos e aí é que se nota as origens...

Já está confirmado que vai sair novo Punto para o ano e já anda em testes. Este Fiat Tipo para mim já está acima do típico B+ em qualidade dos acabamentos, equipamento e dimensões. Especialmente depois de ver esse vídeo de análise do espanhol.
Mas vem muito limitado em opções e motorizações porque o Marchionne quer rentabilizar ao máximo o modelo.

Totalmente de acordo quanto a isto!...
 
Na minha opinião o que define o segmento de um veículo é a sua plataforma.

Em relação às dimensões, há muitos exemplos de carros de um segmento superior, cujas dimensões (comprimento e largura) são inferiores a carros de segmentos abaixo.

A questão é que hoje em dia com as plataformas modulares que servem a vários segmentos, fica cada vez mais difícil perceber qual o segmento de alguns modelos.
 
Na minha opinião o que define o segmento de um veículo é a sua plataforma.

Em relação às dimensões, há muitos exemplos de carros de um segmento superior, cujas dimensões (comprimento e largura) são inferiores a carros de segmentos abaixo.

A questão é que hoje em dia com as plataformas modulares que servem a vários segmentos, fica cada vez mais difícil perceber qual o segmento de alguns modelos.

Até há uns anos concordo que as plataformas eram específicas a cada segmento. Mas nos dias de hoje as marcas apostaram nas plataformas modulares que servem múltiplos segmentos. Esta evolução da small-wide da FCA é um exemplo disso.
Serve o 500X/Renegade que são crossovers de segmento B mas com medidas perto do segmento C. Vai também servir o Punto no segmento C.
Mas depois serve o Tipo e o futuro Jeep Patriot/Compass e C-SUV da Fiat que são todos carros para o segmento C (e o futuro Jeep Compass aposto que vai vender imenso).

A plataforma usada no Dart e derivada do Bravo deixou de ser usada porque tiveram problemas em adaptar a plataforma para corresponder ás regulações de segurança dos EUA com o Dart. Este carro é bastante pesado e acanhado comparado com a concorrência e como não teve sucesso vai ser desfasado. O que teve mais sucesso foi mesmo o Giulietta com essa plataforma.

Outro exemplo é a plataforma MQB da VW, que serve Golf, Passat, Superb, A3, Leon, etc, etc.
 
Última edição:
Até há uns anos concordo que as plataformas eram específicas a cada segmento. Mas nos dias de hoje as marcas apostaram nas plataformas modulares que servem múltiplos segmentos. Esta evolução da small-wide da FCA é um exemplo disso.
Serve o 500X/Renegade que são crossovers de segmento B mas com medidas perto do segmento C. Vai também servir o Punto no segmento C.
Mas depois serve o Tipo e o futuro Jeep Patriot/Compass e C-SUV da Fiat que são todos carros para o segmento C (e o futuro Jeep Compass aposto que vai vender imenso).

A plataforma usada no Dart e derivada do Bravo deixou de ser usada porque tiveram problemas em adaptar a plataforma para corresponder ás regulações de segurança dos EUA com o Dart. Este carro é bastante pesado e acanhado comparado com a concorrência e como não teve sucesso vai ser desfasado. O que teve mais sucesso foi mesmo o Giulietta com essa plataforma.

Outro exemplo é a plataforma MQB da VW, que serve Golf, Passat, Superb, A3, Leon, etc, etc.

É um pouco mais complexo.
A plataforma do Dart é uma versão esticada da do Giulietta. A suspensão traseira é independente como a do Giulietta. A plataforma do Giulietta é uma evolução da do Bravo. Coloquem uma ao lado da outra, e em comum, apenas o chão da plataforma se mantém inalterado.

Não existiram problemas na adaptação às regras americanas.

A questão do peso tem mais a ver com a situação económica da FCA, onde o foco tem sido mais no reaproveitamento e evolução de hardware, e não considerar, talvez, uma base nova que melhor servisse as necessidades nos dois continentes.
Uma coisa é pegar numa plataforma que foi projectada para cobrir necessidades sobretudo europeias, outra coisa é ter uma plataforma já projectada de raíz para ser vendida em todo o lado e cobrir as mais variadas necessidades dimensionais como acontece com a MQB da VW.

O Giulietta não é propriamente um exemplo de leveza, claro que esticar a plataforma para todos os lados, e adaptá-la a testes de segurança mais rigorosos, não iria favorecer o Dart nesse capítulo.
O Dart é grande. Deve ser o maior representante no segmento liderado por Civic e Corolla.
Não tem correspondência a nível de habitabilidade, definitivamente.
O carro não é mau, longe disso. Mas estando num segmento estupidamente competitivo, não basta ser bom...

Os problemas comerciais do Dart começaram com o lançamento, onde não existia a combinação ideal de motor e transmissão. O 2 litros e caixa de 6 automática não foram combinações felizes.
Depois existia a concorrência interna chamada de Avenger. Os incentivos para despachar o Avenger eram muito generosos, pelo que podias ir com a ideia de comprar um Dart e sair do stand, por preço igual ou inferior com um Avenger, um carro bem maior.
A coisa nunca acabou por melhorar.

Sim, o Dart não foi um sucesso, mas também não foi um flop.
O anúncio do Marchionne em que vai acabar com o Dart e o 200, apesar de parecer uma loucura, até tem grande dose de racionalidade.
No global, estamos a falar de 250-260 mil unidades ao ano nos EUA. É muito, mas convém fazer a pergunta, será que dá dinheiro?

O problema é que estes modelos estão a ser despachados ou para frotas ou com incentivos generosos, tanto para os clientes como para os distribuidores. As margens devem ser uma miséria e o volume de vendas que apresentava era ilusório.
Veja-se as vendas do 200 em Janeiro. De mais de 14 mil em Janeiro de 2015 para pouco mais de 5000 o mês passado. Que queda! Acabou-se com o programa de incentivos para os distribuidores, a que se junta críticas ao produto 200 no que toca a habitabilidade e transmissão e vê-se o resultado.

A FCA precisa de capacidade para produzir mais Jeeps e Ram's.
A longo prazo esta decisão pode ser contraproducente, dado a volatilidade dos preços do petróleo, mas a curto prazo, usar as linhas de produção destes 2 modelos para produzir mais "trucks" revelar-se-á bastante lucrativo.

O Marchionne precisa é de dar luz verde a criar sucessores "crossoverianos" para o 200 e Dart, complementando a oferta da Jeep com propostas de foco mais on-road do que off-road, mas com o aspecto e a altura da posição de condução que parecem ter convencido o mundo inteiro.
 
É um pouco mais complexo.
A plataforma do Dart é uma versão esticada da do Giulietta. A suspensão traseira é independente como a do Giulietta. A plataforma do Giulietta é uma evolução da do Bravo. Coloquem uma ao lado da outra, e em comum, apenas o chão da plataforma se mantém inalterado.

Não existiram problemas na adaptação às regras americanas.

A questão do peso tem mais a ver com a situação económica da FCA, onde o foco tem sido mais no reaproveitamento e evolução de hardware, e não considerar, talvez, uma base nova que melhor servisse as necessidades nos dois continentes.
Uma coisa é pegar numa plataforma que foi projectada para cobrir necessidades sobretudo europeias, outra coisa é ter uma plataforma já projectada de raíz para ser vendida em todo o lado e cobrir as mais variadas necessidades dimensionais como acontece com a MQB da VW.

O Giulietta não é propriamente um exemplo de leveza, claro que esticar a plataforma para todos os lados, e adaptá-la a testes de segurança mais rigorosos, não iria favorecer o Dart nesse capítulo.
O Dart é grande. Deve ser o maior representante no segmento liderado por Civic e Corolla.
Não tem correspondência a nível de habitabilidade, definitivamente.
O carro não é mau, longe disso. Mas estando num segmento estupidamente competitivo, não basta ser bom...

Os problemas comerciais do Dart começaram com o lançamento, onde não existia a combinação ideal de motor e transmissão. O 2 litros e caixa de 6 automática não foram combinações felizes.
Depois existia a concorrência interna chamada de Avenger. Os incentivos para despachar o Avenger eram muito generosos, pelo que podias ir com a ideia de comprar um Dart e sair do stand, por preço igual ou inferior com um Avenger, um carro bem maior.
A coisa nunca acabou por melhorar.

Sim, o Dart não foi um sucesso, mas também não foi um flop.
O anúncio do Marchionne em que vai acabar com o Dart e o 200, apesar de parecer uma loucura, até tem grande dose de racionalidade.
No global, estamos a falar de 250-260 mil unidades ao ano nos EUA. É muito, mas convém fazer a pergunta, será que dá dinheiro?

O problema é que estes modelos estão a ser despachados ou para frotas ou com incentivos generosos, tanto para os clientes como para os distribuidores. As margens devem ser uma miséria e o volume de vendas que apresentava era ilusório.
Veja-se as vendas do 200 em Janeiro. De mais de 14 mil em Janeiro de 2015 para pouco mais de 5000 o mês passado. Que queda! Acabou-se com o programa de incentivos para os distribuidores, a que se junta críticas ao produto 200 no que toca a habitabilidade e transmissão e vê-se o resultado.

A FCA precisa de capacidade para produzir mais Jeeps e Ram's.
A longo prazo esta decisão pode ser contraproducente, dado a volatilidade dos preços do petróleo, mas a curto prazo, usar as linhas de produção destes 2 modelos para produzir mais "trucks" revelar-se-á bastante lucrativo.

O Marchionne precisa é de dar luz verde a criar sucessores "crossoverianos" para o 200 e Dart, complementando a oferta da Jeep com propostas de foco mais on-road do que off-road, mas com o aspecto e a altura da posição de condução que parecem ter convencido o mundo inteiro.

Mas o facto é que tens plataformas que servem vários segmentos. Nesta altura já não dá para qualificar um segmento por usar uma plataforma específica.
Por exemplo, até a GM já veio afirmar que agora quer plataformas modulares e que sirvam duas gerações de produtos (até 12 anos de vida útil). Considerando o caso da small-wide, pode-se dizer que cabe nesses requisitos (duas gerações e modular qb).

Quanto á Dodge, resta ver o que o Marchionne vai fazer. Está a adiar o lançamento de novos produtos, mas nos EUA existem indicadores de que a plataforma Giorgio do Giulia vai ser usado nos novos produtos da Dodge que vão ser todos desportivos e de tracção traseira (embora sempre lançados depois dos produtos Alfa - daí o atraso).
Uma coisa que podia/devia fazer era lançar um sucessor do Dart baseado numa versão curta da plataforma Giorgio como o sucessor do Giulietta.
 
Não percebo a declaração da FIAT para 199 km/h de velocidade máxima.

Deve ser inédito!

Porque não declaram 200, como "milhares" de veículos ao longo da história?

Até porque se atinge 199 evidente que pode atingir +1 km/h, com um pequeno desnível, ou vento, etc.
 
É porque o Tipo é um carro modesto e racional.
Logo ao chegar aos 200Km/h arricavam-se a ter gente a comprá-lo por motivos emocionais, logo acharam melhor não declarar isso. [kiss]
 
Não será exatamente assim mas está perto.

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