Formula 1 2026

Obviamente que do ponto de vista financeiro se pode reformar imediatamente e manter o estilo de vida, desde que nao compre avioes todos os anos
 
Mas por mais mal parida que tenha sido esta geração de carros, antes de 2031 vai ser muito difícil ter algo realmente novo. O atual contrato entre a Liberty, FIA e Equipas dura até ao campeonato de 2030 e até lá qualquer mudança significativa implicaria unanimidade. E isso é muito difícil de conseguir, havendo alguém que no momento esteja a ser beneficiado, na F1, há sempre o incentivo para que não exista acordo. Neste momento, independentemente do que achem os adeptos, independentemente das audiências subirem ou descerem, a Mercedes não teria nenhum incentivo para abandonar estas regras e voltar a algo próximo das regras anteriores, assim como a Ferrari não quer alterar os procedimentos de arranque independentemente de serem perigosos ou não. É da natureza da competição, todos decidem de forma interesseira.

Lá para 2031 existem planos que podem finalmente trazer a alma antiga de volta à F1. Com o amadurecimento dos combustíveis sustentáveis deixará de existir tanta pressão para a eletrificação por parte dos departamentos de marketing dos grandes construtores, pelo que podem ser alcançados vários objetivos simultâneos: reduzir a complexidade, reduzir o peso dos carros em cerca de 100kg, reduzir o tamanho, voltar a ter o som característico dos antigos F1, voltar a dar preponderância à capacidade dos pilotos negociarem as curvas e reduzir brutalmente os custos de desenvolvimento e de fabrico dos motores, o que reduziria o diferencial entre os fabricantes mais experientes e os novos fabricantes.

Para isso fala-se em introduzir motores V8 2,4L potencialmente atmosféricos, capazes de ir às 16 mil RPM's, com uma eletrificação super simplificada (80/20 ou 90/10), sem o brutal peso das baterias atuais. A Liberty tem indicado que tem estudos a indicar que este é o caminho que os adeptos desejam, que querem mais combustão, mais barulho, pilotos no centro do campeonato e esses dados têm vindo a ganhar adeptos até entre os maiores detratores deste plano. A própria Mercedes, que foi de longe o maior beneficiário da complexificação e encarecimento brutal que a era turbo híbrida trouxe desde 2014, e que por isso sempre tentou manter os regulamentos o mais complexos possíveis e que foi o maior incentivador da importação do espirito Formula E para a F1, parece estar a adotar a ideia tendo em conta declarações mais recentes do Wolff depois de ter andado anos a dizer que os V8 estavam foram de hipotese.
 
Pelo que tenho visto acerca deste assunto a FIA até poderia ir nisso se não fossem os acidentes, estaria tudo bem se não houvesse carros disparados contra as bancadas, e pelo que parece vai haver mexidas com alguma substância já para o proximo GP. Vamos ver como correm.
 
Pelo que tenho visto acerca deste assunto a FIA até poderia ir nisso se não fossem os acidentes, estaria tudo bem se não houvesse carros disparados contra as bancadas, e pelo que parece vai haver mexidas com alguma substância já para o proximo GP. Vamos ver como correm.


Como já aqui foi falado muitas vezes estes carros são tão elétricos que há uma certa flexibilidade para moldar o comportamento, obrigando a mapeamentos que levem a reduções graduais da entrega elétrica, reduzindo a energia máxima utilizável por volta reduz a quantidade de carregamento que será necessário, podem inclusivamente substituir os atuais modos ultrapassagem por uma espécie de push to pass, podem modelar a forma como os modos de alto e baixo downforce funcionam, etc.. etc... tudo isso é possível fazer mudando apenas a programação dos carros e resolvem alguns dos problemas mais urgentes de segurança.

Agora, a essência destes carros não vão mudar. Estes carros são esfomeados por energia e estão desenhados para carregar nas zonas onde a penalização de tempo é menor, que é precisamente nas curvas, por isso o principal problema filosófico destes carros que foi tirarem qualquer preponderância ao piloto porque curvam em ritmo de passeio e não a explorar os limites do grip mecânico e depois tudo é decido em drag races nas retas, não vai ser resolvido enquanto não houver carros novos.
 
Como já aqui foi falado muitas vezes estes carros são tão elétricos que há uma certa flexibilidade para moldar o comportamento, obrigando a mapeamentos que levem a reduções graduais da entrega elétrica, reduzindo a energia máxima utilizável por volta reduz a quantidade de carregamento que será necessário, podem inclusivamente substituir os atuais modos ultrapassagem por uma espécie de push to pass, podem modelar a forma como os modos de alto e baixo downforce funcionam, etc.. etc... tudo isso é possível fazer mudando apenas a programação dos carros e resolvem alguns dos problemas mais urgentes de segurança.

Agora, a essência destes carros não vão mudar. Estes carros são esfomeados por energia e estão desenhados para carregar nas zonas onde a penalização de tempo é menor, que é precisamente nas curvas, por isso o principal problema filosófico destes carros que foi tirarem qualquer preponderância ao piloto porque curvam em ritmo de passeio e não a explorar os limites do grip mecânico e depois tudo é decido em drag races nas retas, não vai ser resolvido enquanto não houver carros novos.

Sim, concordo com tudo o que dizes, mas se cortares na entrega elétrica, os carros ficam mais lentos, mas deixam de ter o problema de faltar energia em algum ponto, isto altera-se facilmente e voltamos ao que cada piloto tem de melhor na condução, desde que só tenham que se preocupar com a condução do carro, isto é a essência do desporto motorizado, desporto exige competência humana, isso não é o que se passa agora.
É isto que eu defendo, não percebo a lógica de que para melhorar isto a FIA vem com a alteração de baixar a regeneração de 9 para 8 MJ, isto veio agravar mais o problema, menos regeneração é menos energia elétrica, que raio, esta malta nunca andou de elétrico? Não devia cortar na potência elétrica?:sh)
 
Sim, concordo com tudo o que dizes, mas se cortares na entrega elétrica, os carros ficam mais lentos, mas deixam de ter o problema de faltar energia em algum ponto, isto altera-se facilmente e voltamos ao que cada piloto tem de melhor na condução, desde que só tenham que se preocupar com a condução do carro, isto é a essência do desporto motorizado, desporto exige competência humana, isso não é o que se passa agora.
É isto que eu defendo, não percebo a lógica de que para melhorar isto a FIA vem com a alteração de baixar a regeneração de 9 para 8 MJ, isto veio agravar mais o problema, menos regeneração é menos energia elétrica, que raio, esta malta nunca andou de elétrico? Não devia cortar na potência elétrica?:sh)


Algumas coisas são contraintuitivas, mas reduzir para 6 ou 7 MJ é uma das soluções, deixo aqui uma lista das medidas em cima da mesa já para Miami e com as explicações:


1. Libertar o super Clipping de 250 kW para 350 kW
Esta é a medida mais urgente. Atualmente, a regeneração enquanto o piloto ainda tem o acelerador a fundo está limitada a 250 kW.
O objetivo: Permitir que o sistema recupere à capacidade total (350 kW) mesmo sem o piloto levantar o pé (lift-and-coast).
O resultado esperado: Menos situações perigosas onde um carro abranda subitamente no meio da reta para carregar a bateria, reduzindo a diferença de velocidade entre os carros.

2. Alteração da Curva de "Ramp-Down"
Muitos pilotos queixam-se de que a potência elétrica "corta" de forma demasiado abrupta aos 290-300 km/h, fazendo o carro parecer que bateu numa parede invisível.
A proposta: Tornar a descida da potência mais gradual ou baixar o limite de velocidade onde o corte começa. Isto evita que o carro esgote a bateria toda no primeiro terço da reta e fique "indefeso" no final.

3. Redução Estratégica do Limite de Recuperação (9 MJ para 7 MJ ou 6 MJ)
Parece contra-intuitivo, mas baixar o que se pode recuperar por volta pode ajudar.
A lógica: Se o limite for menor, as equipas param de tentar "forçar" a regeneração em todos os cantos da pista através de software complexo. Isto devolveria ao piloto o controlo sobre onde quer gastar e onde quer poupar, em vez de deixar o computador decidir tudo.

4. Liberalização do "Manual Override" (Modo de Ultrapassagem)
O novo sistema que substitui o DRS tem sido criticado por ser demasiado restritivo.
A proposta: Permitir que o piloto use a potência extra (os 350 kW constantes até velocidades mais altas) de forma mais livre para facilitar ultrapassagens reais, em vez de apenas trocas de posição por falta de bateria do carro da frente.

5. Revisão da Aero Ativa (Z-Mode vs X-Mode)
Os carros têm estado a alternar entre alta e baixa carga aerodinâmica de forma que torna o comportamento imprevisível em combate próximo.
A medida: Simplificar os momentos em que as asas podem abrir/fechar para garantir que o carro que persegue não perde o controlo em curvas rápidas devido a falhas no sistema ativo.


É claro que tudo isto são pensos rápidos que podem ajudar, mas não resolvem o erro de calculo grave que foi a divisão da potencia em 50/50. Se estes pensos rápidos não forem eficazes e tendo em conta que é impossível mudar os motores no curto prazo, resta-nos ver corridas até ao fim da época a serem decididas pelo melhor algoritmo da bateria, em vez de haver um misto de talento do piloto e competitividade da máquina a decidir as corridas como era até ao fim da época passada.
 
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Essa do contra intuitivo é apenas conversa para boi dormir, no mundo real o que aconteceu foi teres carros que de repente ficaram sem energia, isso não devolve nada ao piloto se ele não tiver como o controlar, que é o que aconteceu, teres menos regeneração resume-se a menos energia, resume-se a ficares "apeado" mais rapidamente, estares à espera que um piloto não acelere para não gastar é que é contra intuitivo, é o que penso dessa medida por si só, com outras até pode funcionar, mas duvido.
O que deviam fazer era dar o maximo de regeneração possivel para que nunca ninguem fique sem energia, se não for possivel pelo fator regeneração que seja pelo fator disponibilidade, e depois ganha quem tiver mais competência, mas que um carro consiga fazer sempre a volta a fundo sem ficar sem energia, o resto, adapta-se.
 
Os carros ou estão a regenerar, ou a andar a fundo. Não fazem as duas coisas ao mesmo tempo. Quando um carro está a regenerar em super clipping, a MGU-K além de não estar a fornecer os 350kW de potencia, está a roubar parte da potencia a um ICE que já de si é muito mais fraco do que o do ano passado.

O que permitia ir carregando sem perder potencia era a MGU-H, mas foi eliminada.

Se tiverem mais tempo a regenerar, estão menos tempo a andar a fundo. Se puderem usar 9MJ durante uma volta, vão regenerar o tempo necessário para dispor desses 9MJ, porque se não nas retas ficam alvos fáceis e indefesos, se só puderem usar 6MJ vão regenerar durante muito menos tempo e em muito menos sitios.

Acho que não é difícil perceber a lógica.
 
Last edited:
Claro que os carros ou estão a regenerar ou andar a fundo, conseguires ter um mapa que consigas fazer uma volta a fundo sem existir clipping, só consegues isso com mais regeneração (não é mais tempo de regeneração, é mais potência de regeneração) ou menos potência elétrica, não me parece dificil, mas continuam a querer que seja o engenheiro a controlar o carro em vez do piloto.
Tanto não percebo a lógica que o que aconteceu foi quase uma tragédia com essa opção.
 
Como é que a FIA mede a potência dos motores? Eles fazem testes independentes ou confiam nos dados que as equipas fornecem?

Para os possíveis upgrades de motor,conta só a potencia do ICE ou a potência total do conjunto?
 
Como é que a FIA mede a potência dos motores? Eles fazem testes independentes ou confiam nos dados que as equipas fornecem?

Para os possíveis upgrades de motor,conta só a potencia do ICE ou a potência total do conjunto?

Penso que a telemetria diz tudo, depois existem as inspeções ao hardware+software, para ver se não existem modos escondidos.
Pra o futuro proximo o que vai haver é downgrade da potência do elétrico, para já não se fala do ICE que será muito mais dificil de controlar
 
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