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Pacheco Pereira continua o massacre: foi um big brother... típico de um país como nós.... nós não temos crítica literária séria, temos uma sociedade criadora de Salazar e reprodutora da sua mentalidade, uma tristeza...
O programa valeu apenas pelo que valeu e ponto final, não valia a pena empolar o assunto e dar azo a 34 pág. de dissertação sobre o tema.
Já havia referido, aliás, que em termos de audiência o programa A Bela e o Monstro foi o mais visto em prime e mesmo o Gato Fedorento ultrapassou a final do concurso proposto pela RTP.
Tirem-se ilações daí, as mais variadas até, podendo mesmo chegarmos à conclusão e cito um resquício de minoria de direita fez jus à sua fantasia e conseguiu um resultado positivo, e pergunto eu, de quê!? 65000 votos nem sequer é representativo, com bastantes mais votos foram expulsos da Mansão de Azeitão o casal BM Liliana Mendes/Daniel Nogueira.
Mas enfim o morto teima em ser enterrado, fruto de sucessivas reanimações saudosistas.
Salazar foi um personagem que escreveu uma página da história recente do país, uma página coberta de tudo o que de mau existe nas ditaduras, perseguição, censura, opressão etc.
Haviam crimes urbanos sangrentos, havia pedofilia envolvendo figuras de estado (ballet rose), havia muita corrupção e ao mais alto nível e as pessoas não sabiam porque eram enganadas a censura manipulava os media com notícias enganadoras, nós por cá todos bem (e orgulhosamente sós).
Economicamente falando, éramos viáveis? Talvez sim, fruto de uma colonização exploradora e empedernida que durou séc.'s e para a qual nunca houve abertura suficiente de forma a cedermos aos poucos conforme outros países da europa o foram fazendo.
Ah que bem se viviam naqueles tempos...[s)]
Oh tempo volta p'ra trás,
Traz-me tudo o qu'eu perdi
Tem pena e da-me a vida
A vida que eu já vivi...