L mirandés

Estive cerca de 10 meses em Miranda. Tem (no minimo) duas coisas absolutamente fantásticas: As arribas do Douro e o Castro de Vale de Águia.

Recomendo vivamente.

Se contares com a bela da Posta..ja temos 3..

O passeio de barco pelas Arribas é fabuloso..

Também recomendo vivamente..[;)]
 
Não tenho nada contra o acessório.

Mas neste momento, o objectivo deveria ser por pugnar que os Portugueses soubessem exprimir-se e bem em Português.

Nesta batalha, contem comigo. [;)]

Certo, (apenas considero neste caso particular se trata de um riqueza cultural com real pontencial económico na área de turismo cultural e não somente de uma recordação distante no tempo e na memória colectiva da região em causa e do próprio país).

[;)]
 
A iniciativa é inédita e surgiu depois de várias pessoas, de diferentes pontos do país, terem manifestado vontade de aprender mirandês.

O site “Sendim em Linha” pôs mãos à obra e o resultado é um curso de língua mirandesa, on-line, com acesso livre, como referiu Amadeu Ferreira, um dos responsáveis pelo projecto.

Por se tratar de ensino à distância, a interacção com o professor é feita através do e-mail e assim sendo, o site disponibiliza lições, ficheiros mp3 e a história da cultura mirandesa.

Lançado há dois meses, o curso já ultrapassou as quatro mil visitas e de acordo com Amadeu Ferreira, as expectativas foram ultrapassadas.

E porque o saber não ocupa lugar, Amadeu Ferreira convida a uma visita ao site Sendim em Linha....................................
Em http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.Aspx?ContentId=190842&AreaId=11&SubAreaId=108&ZoneId=39

Interessante iniciativa!

apr:)
 
Washington, 19 Set (Lusa)- Metade das 7000 línguas que se falam no mundo poderão desaparecer neste século, segundo um estudo da National Geographic, que alerta para o perigo em cinco pontos do planeta, entre os quais a América Central e do Sul.

De acordo com o relatório, mais de metade das línguas faladas no mundo não estão documentadas por escrito, o que faz com que um idioma se extinga em cada duas semanas, ao desaparecer o seu último falante.

Os linguistas encarregados do estudo, David Harrison e Gregory D.S. Anderson, ambos do Instituto de Línguas Vivas, estão de acordo em que o desaparecimento de uma língua se traduz directamente numa "perda de conhecimento".

As cinco regiões do mundo em maior perigo de perderem riqueza linguística são a América Central e do Sul, o norte da Austrália, a meseta noroeste do Pacífico, Sibéria Oriental e o sudeste dos Estados Unidos, lê-se no estudo, elaborado para o Instituto de Línguas Vivas para os Idiomas em Perigo.

"Existem cerca de 7.000 línguas no mundo e pelo menos metade delas devem considerar-se em perigo. As previsões apontam para que metade desaparecerá durante este século", disse Harrison.

Segundo este investigador, "80 por cento da população mundial fala 83 grandes idiomas, ao passo que existem 3.005 pequenas línguas que apenas são utilizadas por 0,2 por cento".

Explicou neste passo que, para identificar os pontos do mundo em que há maior tendência para o desaparecimento das línguas, os estudos se centraram na "diversidade das mesmas". Calculou-se o número de pessoas que falam um idioma e a quantidade de documentação escrita existente, e investigou-se o total de famílias linguísticas presentes nessas zonas.

"A Bolívia, por exemplo, tem o dobro da diversidade lingüística de toda a Europa, porquanto conta com 37 línguas e oito famílias lingüísticas, que são as mesmas que há em todo o continente europeu"", indicou.

O investigador assinalou haver línguas como a basca que são únicas porque não procedem de nenhuma família linguística conhecida, como pode ser o latim, e que a perda deste tipo de idiomas é de maior gravidade, porque seria praticamente impossível a sua recuperação.

"Entre as cinco áreas com línguas em perigo há similitudes. Por exemplo, muitas delas foram antigos territórios colonizados por potências europeias. São o último bastião de certas línguas em que a colonização teve êxito", disse Harrison, destacando, a propósito, a grave repercussão que teve a chegada do castelhano ao Novo Mundo.

"Os idiomas - referiu - desaparecem quando uma comunidade decide que a sua língua é um impedimento social ou económico e as crianças são especialmente sensíveis a isto".

O estudo mostra que os mais pequenos repelem inconscientemente o idioma que não lhes serve e assim são eles, muitas vezes, que têm um papel importante na extinção das línguas.

Em http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/120336&sctx=1:10:linguas%20e%20seu%20peso%20no%20mundo:q:search

:eek:
 
Continuas sem perceber a vida não são só utilidades e necessidades, quem pensa assim acho que deve uma vida bem cinzenta, o Mirandes pode não servir para nada mas faz parte da cultura e das raízes portuguesas ( só por isso deve ser estudada e preservada) e há quem goste de o preservar e o estudar e tire prazer disso, logo qual é o mal de uma pessoa tirar prazer do que faz, nem que seja pelo prazer de saber.


Pelo prazer concordo a 100%, até porque o saber não ocupa espaço, mas obrigar as crianças a aprender esta língua na escola, isso já não, pois de nada irá servir futuramente.
 
Pelo prazer concordo a 100%, até porque o saber não ocupa espaço, mas obrigar as crianças a aprender esta língua na escola, isso já não, pois de nada irá servir futuramente.

Porquê? Se forem crianças de Miranda é tão legítimo como aprenderem português, faz parte da sua identidade cultural e histórica. [;)]
 
Os dialectos raianos usados pelos contrabandistas (e, em tempos, por outras pessoas ligadas à clandestinidade) n se costituem como Língua, como o Mirandês.

Constituiam (constituem) códigos funcionais e, tb, identitários (q supera "identificador", pq pretende criar e manter uma identidade, uma coesão social).

Interessante, [;)]
 
Agora andam a ensinar esta inutilidade nas escolas? O tempo que gastam a aprender essa inutilidade era melhor que o gastassem a estudar Português e Inglês. O Mirandês serve exactamente para quê? Eu já fui muitas vezes a Miranda e nunca ouvi ninguém a falar mirandês...

É a tua opinião, mas felizmente, não és tu quem tem poder/responsabilidade para decidir esses assuntos.

E ensinar o inglês para quê? Devia-se era ensinar o Mandarim, que é a língua mais falada no Mundo, e Alemão que é a língua da maior economia na UE!
 
Imaginem que perdiam subitamente a memória.
Ficavam sem passado, ficavam com o futuro comprometido.

Antes de opinarem de forma tão assertiva sobre a inutilidade do Mirandês, informem-se um pouco melhor.

Ao som dos Pica Tumilho ainda é mais fácil (se os entenderem...)

[:p]
 
"Um grupo de 27 jovens, de cinco países europeus, está no planalto mirandês para conhecer a cultura, língua mirandesa, música e os produtos regionais.

"Estamos a dar a conhecer aos jovens o que somos, a nossa cultura e as nossas tradições”, refere à Renascença o presidente da Junta de Freguesia de Atenor, Moisés Pera.

O objectivo, acrescenta, é “fomentar uma troca de experiências no espaço europeu”, que contribua para o desenvolvimento da região.

“Tentar que no futuro, os participantes neste intercâmbio sejam, na Europa, uma ponte para os jovens do concelho que queiram sair e um canal de divulgação das potencialidades da região do planalto mirandês", explica Moisés Pera.

No imediato, o autarca destaca os benefícios económicos que advêm para a freguesia pela presença dos jovens europeus. “Em 10 dias, deixam à volta de 6 mil euros em alojamento, alimentação e transporte”, salienta.

O grupo é constituído por jovens entre os 17 e os 30 anos, de Espanha, Macedónia, Estónia, Ucrânia e Checoslováquia.

A iniciativa faz parte de uma parceria entre a Junta de Freguesia de Atenor e a Associação Experimentáculo, com sede em Setúbal, e prevê a deslocação de jovens do planalto mirandês aos países que agora visitam as aldeias de Atenor e Teixeira."Em Jovens europeus aprendem tradições mirandesas - Renascença apr:)
 
"Um professor está a recorrer ao YouTube para promover a língua mirandesa junto dos alunos mais novos, através da inclusão de vídeos didácticos interpretados e coreografados pelo personagem Eimilho Pica.

"Mirandês for Kids" é o projecto de Emílio Martins, professor de língua mirandesa no Agrupamento de Escola de Miranda do Douro que se transforma em Eimilho Pica para ensinar aos seus alunos os primeiros passos na segunda língua oficial em Portugal.

"O mirandês, para ser ensinado aos mais novos, tem de recorrer a uma vertente lúdica através de humor, do teatro ou da música. Se eu pedir aos meus alunos para decorar uma frase em mirandês, tenho de recorrer a uma música ou a uma lengalenga. Torna-se mais fácil a aprendizagem", explica Emílio Martins.

Musicando ou encenando uma frase em mirandês, os alunos depressa a assimilam, com se tem verificado no Jardim de Infância de Sendim (Miranda do Douro), e depressa se apercebem que Emilho Pica é já um "sucesso".

"As redes sociais são um bom instrumento para divulgar seja o que for. Dou o exemplo da indústria da música, onde plataformas como o YouTube acabaram por dar um forte abanão ao mercado discográfico porque as pessoas recorrem a esta rede para ouvir os seus temas preferidos", exemplifica.

Emílio Martins tem já experiência na difusão da música cantada em língua mirandesa, visto ter sido o mentor da primeira Rock Agrícola Band, designada por Pica Tomilho, que, através de influência de diversos músicos nacionais e internacionais, quis divulgar o mirandês de uma foram diferente.

"Eu sou um homem que vivi os anos 80, mas também tenho a noção de que nos temos de adaptar às novas tecnologias para fazer coisas simples em prol da vivência mirandesa, para assim a espalharmos por todos os cantos do mundo", enfatiza o professor.

Na rede social YouTube foram já descarregados 17 vídeos humorísticos, todos da autoria de Emílio Martins, que de uma forma simples visam transmitir a sua mensagem aos futuros alunos de língua mirandesa com mais de 2.000 visualizações cada.

A ideia do professor passa por colocar todas semanas um novo vídeo com uma nova historia, uma nova cantiga ou uma nova rábula, tudo falado num mirandês simples e fluente que obedece as regras da convenção ortográfica de língua mirandesa.

O ensino do mirandês, como opção, nas escolas do concelho de Miranda do Douro, é ministrado desde o ano lectivo 1986/87, por autorização do Ministério da Educação.

Em 2008, foi estabelecida uma convenção ortográfica, patrocinada pela Câmara de Miranda do Douro e levada a cabo por um grupo de linguistas, com vista estabelecer regras claras para escrever, ler e ensinar o mirandês, bem para como estabelecer uma escrita o mais unitária possível e consagrar o mirandês como a segunda língua oficial em Portugal."Em Mirandês for Kids ensina língua mirandesa através do YouTube - Renascença
 
"Um grupo de 27 jovens, de cinco países europeus, está no planalto mirandês para conhecer a cultura, língua mirandesa, música e os produtos regionais.

mais engraçado e culturalmente rico e engraaçado seria "chamarem" jovens de países europeus com também línguas ou dialetos em que houvesse poucas pessoas a falarem-nos, casos dos conhecidos leonês, basco, gaélico, romanche, etc...
 
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