Livros - O que andam a ler?

Actualmente a acabar:

Iceman - As confissões do assassino mais contratado pela Máfia

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Muito bom, relato impressionante do serial killer Richard Kuklinsky!
 
Acabei ontem de ler Seis Campas até Munique, de Mario Puzo.

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Seis Campas até Munique”, obra de Mario Puzo (criador de “O Padrinho”) editada em 1967, chega finalmente a Portugal, pela mão da Bertrand.
Este romance, a lançar a 4 de Setembro, relata a história do desejo de vingança de um soldado americano, Michael Rogan, que enceta uma turbulenta caçada ao homem através da Europa, em busca dos seus torturadores nazis. Tudo começou nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial, quando Michael Rogan, um jovem soldado americano, foi brutalmente torturado por oficiais nazis e deixado à sua sorte para morrer. Jurando vingança, iniciou uma busca para encontrar e matar cada um dos seus algozes. Negro e violento, este thriller, segundo a editora, “analisa até que ponto chega um homem para fazer justiça”.

In: Bertrand edita “Seis Campas até Munique”, de Mario Puzo Porta-Livros

A história em si não é má mas é daqueles livros em que chegamos ao fim e ficamos com a sensação que estragaram uma (boa) ideia com um mau formato. O autor opta por ser demasiado directo, muito crú e num livro de suspense exige-se outro tipo de abordagem, um pouco mais elaborada, mais descritiva e até explorando melhor - neste caso seria muito melhor - os sentimentos e motivos da personagem principal. E até havia outras personagens que podiam muito bem ter maior relevância.
 
WILLIAM PAUL YOUNG - "A Cabana"

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"A Cabana" de William P. Young é um dos mais recentes best-sellers a nível mundial e é também um livro envolto em muita polémica nos meios religiosos. Conta a história de Mack, um pai de família que perde a sua filha mais nova, Missy, de 6 anos, assassinada por um serial killer e que se revolta contra o mundo e contra Deus, em particular. Um dia, Mack recebe um bilhete de Deus a convidá-lo a voltar à cabana onde ocorreu a tragédia.

Este livro, apesar de ser uma obra de ficção, poderá quase ser considerado um livro de auto-ajuda para quem tenha de algum modo perdido a Fé em Deus ou na Igreja. Apresenta um Deus completamente diferente do que estamos habituados a imaginar, um ser bem disposto e que é apresentado de forma bastante original na Santíssima Trindade, uma mulher negra como Pai, um árabe como Filho e um espectro de feições asiáticas como Espírito Santo.

O autor aborda diversas temáticas que poderão ajudar as pessoas a reencontrarem a sua Fé e a encontrarem o seu caminho e sentido para a vida. A mim, que sou ateu convicto, a mensagem passou-me completamente ao lado, tendo por vezes sentido algum aborrecimento na leitura perante o conteúdo teológico de "A Cabana", mas é um livro que poderá abrir novos horizontes e encantar os mais crentes. Ou pelo contrário, poderá também provocar alguma revolta nos cristãos mais conservadores.
 
Acabei recentemente o "Símbolo Perdido" do Dan Brown.Gostei do livro, bem dentro daquilo a que o autor já nos habituou...
Amanhã vou á livraria![:cool:]

Estou a lê-lo agora e, sendo dentro da linha a que já nos habituou não deixa de ser muito bom. Gosto da escrita galopante e agitada que emprega. Temos a sensação de estar a ver um filme.

Já alguém leu o ultimo do José Rodrigues dos Santos? Penso que se chama "Furia Divina"
 
Eu ando a ler o código da vinci.Curiosamente é o único do Dan Brown que não tinha lido, e ao passar ao lado de um noutro dia, pensei: porque não?![:D]
 
Eu estou completamente viciado neste:

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O Ken Follett é um Senhor! [:D]

Dele já li "Os Pilares da Terra", "Um Mundo sem Fim", "O Homem de Sampetersburgo" e "A Chave para Rebecca" e gostei muito de todos eles!

Aproveitei para comprar na Feira do Livro mais três dele: "Voo Final", "A Ameaça" e "Triple". Este último encontrei-o num alfarrabista por 4 euros, pois é uma edição já antiga que não se encontra nas livrarias actualmente. [;)]
 
Há dois dias atrás também me aconselharam este!

[;)]

Já o li há dois ou três anos e a memória vai-se perdendo para que faça uma análise decente.

Mas recordo-me de ler um livro com muita identidade, em que com facilidade sentia o que a personagem principal sentia e as emoções descritas eram vivídas e bastante presentes.

E... Se duas pessoas diferentes to aconselham... [;)]
 
Eu por acaso tenho "A Servidão Humana" mas no original inglês, achei uma vez no lixo, está a cair de podre mas um dia ainda lhe pego[:D]
 
KEN FOLLETT - "A Chave Para Rebecca"

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Em plena II Guerra Mundial, Rommel, a Raposa do Deserto, avança com as tropas nazis em direcção ao Cairo. Conta para isso com a ajuda de um intrépido espião Alex Wolff, que se infiltra por detrás das linhas do inimigo, os Ingleses. Só um homem o pode parar, o oficial William Vandam, que recorrerá a todos os meios, incluindo mulheres para aliciarem Wolff, de forma a impedir que os Alemães conquistem o Cairo.

É mais ou menos esta a sinopse de "A Chave Para Rebecca", mais um policial/thriller de Ken Follett, que só há um par de meses chegou a Portugal, apesar de ter sido originalmente editado em 1982. Não é o melhor livro de Follett, gostei mais por exemplo do "Homem de São Petersburgo" e, obviamente, do épico "Pilares da Terra", mas é um bom livro com muita acção, intriga, espionagem, mulheres e... champanhe, muito champanhe. Como é habitual em Follett as personagens são bem elaboradas e o livro lê-se como se estivesse a ver um filme, submergidos na acção do mesmo, as horas passam a correr em "A Chave Para Rebecca".

GABRIEL GARCIA MARQUEZ - "Ninguém Escreve Ao Coronel"

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Continuo a mergulhar no maravilhoso mundo de Garcia Marquez, e desta vez escolhi "Ninguém Escreve Ao Coronel", livro muito pequeno, 110 páginas com letras gordas e que se lê em pouco mais de uma hora. Não é nenhuma obra-prima (ao contrário de "Amor nos Tempos de Cólera"), trata-se apenas do segundo romance do Nobel colombiano, mas onde é já patente o maturar de um estilo muito próprio, a que chamaram de "romantismo mágico". As personagens são como habitualmente tristes, pobres, por vezes até ingénuas, mas com um coração enorme. Neste caso, a personagem principal, o Coronel, passa uma vida inteira à espera de uma carta da sua pátria-mãe que nunca chega, enquanto desespera de fome ao mesmo tempo que alimenta um galo que julga vir a ser a sua salvação.

Há muito para ler nas entrelinhas deste livro, onde como sempre, a escrita riquíssima e pura de Garcia Marquez nos encanta, naquele que provavelmente será o seu livro menos narrativo. E confesso que quando termino um livro dele me sinto frequentemente emocionado, é um autor que toca bastante fundo quando lido com a predisposição certa e partindo do princípio que se tenta perceber o que Marquez nos quer transmitir através de cada uma das suas (frequentemente) desconcertantes personagens.
 
Continuando na saga de José Rodrigues dos Santos, li o Codex 632.

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mensagem enigmática foi encontrada por entre os papéis que um velho historiador deixara no Rio de Janeiro antes de morrer.

MOLOC
NINUNDIA OMASTOOS

Tomás Noronha, professor de História da Universidade Nova de Lisboa e perito em criptanálise e línguas antigas, foi contratado para descodificar esta estranha cifra. Mas o mistério que ela encerrava revelou-se para além da sua imaginação, lançando-o inesperadamente na pista do mais bem guardado segredo dos Descobrimentos: a verdadeira identidade e missão de Cristóvão Colombo.

Baseado em documentos históricos genuínos, O Codex 632 transporta-nos numa surpreendente viagem pelo tempo, uma aventura repleta de enigmas e mitos, segredos encobertos e pistas misteriosas, aparências enganadoras e factos silenciados, um autêntico jogo de espelhos onde a ilusão disfarça o real para dissimular a verdade.


«Tomás apercebeu-se de uma folha solta, duas linhas firmes, quatro palavras redigidas com inusitado cuidado, as letras rabiscadas em maiúsculas, pareciam rasgar o papel, a caligrafia revelando contornos obscuros, insinuantes, como se encerrasse uma arcaica fórmula mágica, criada por antigos druidas e esquecida na névoa dos séculos. Quase irreflectidamente, sem saber bem porquê, como se obedecesse a um velho instinto de historiador, aquele sexto sentido de rato de biblioteca habituado ao mofo poeirento dos velhos manuscritos, inclinou-se sobre a folha e cheirou-a; sentiu emergir dali um odor arcano, um aroma secreto, uma fragrância transportada por um mensageiro do tempo. Como um encantamento esotérico, que nada revela e tudo sugere, aquelas palavras indecifráveis exalavam o enigmático perfume do mistério.

Sobre o tipo de escrita e linguagem não vou acrescentar muito mais ao que já disse na análise das duas obras precedentes. Escrita muito fluída, corrente veloz que puxa o leitor com facilidade e só o deixa descansar quando os olhos se encontram demasiado fatigados e anseiam por repouso. Mais uma vez, observa-se uma ampla pesquisa histórica e consequente enriquecimento cultural por parte do leitor. Como já disse, são livros com substância.

Em comparação com A filha do Capitão, não o acho tão rico, tão enternecedor por vezes mas é mais aventureiro e talvez um pouco pop-star. Mas não lhe retira o mérito. Aconselho sem reservas. [;)]
 
Em comparação com A filha do Capitão, não o acho tão rico, tão enternecedor por vezes mas é mais aventureiro e talvez um pouco pop-star. Mas não lhe retira o mérito. Aconselho sem reservas. [;)]

Eu que tenho resistido à "febre JRS", não resisti a passar uma 2ª vez na Feira do Livro e trazer "A Filha do Capitão" com 20% de desconto. Confesso que a tua review também me deixou curioso e influiu na compra.[;)]
 
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