Livros - O que andam a ler?

Acabei ontem de ler "o Físico" de Noah Gordon, numa edição de 500 e tal páginas da colecção Sábado (acho que o original tem 600 e tal).

Concordo contigo. Esse livro é muito bom, também fiquei agarrada a ele.

Estou a ler o "White jazz", de James Ellroy... como é costume nos livros dele, tenho de andar atenta aos nomes e cargos de toda a gente... e acho que ja perdi alguns pelo caminho. :sh)
 
Uma curiosidade em relação ao kindle... Há muita coisa em português (de autores portugueses e traduções) ou há muito mais oferta em inglês?
Digo isto porque gosto muito de autores portugueses e não queria comprar algo que não me desse essa possibilidade, tenho muita coisa em atraso (de grande autores nacionais e estangeiros), mas também ando farto de andar carregado com calhamaços (às vezes) nas pastas e nos transportes públicos...

Não há muita coisa de autores portugueses ou em português... Aliás, não há quase nada... Claro que já há algumas livrarias a vender ebooks (tipo a wook), em português, mas a diferença de preço para a versão em papel normalmente é 1 euro... por esta diferença, prefiro o livro.

Já as versões inglesas (ou americanas) compradas na amazon, é uma diferença de preço brutal. Comprei a trilogia (mesmo já tendo lido o primeiro) para o kindle, por $13,79.
 
Taxing the Working Poor: The Political Origins and Economic Consequences of Taxing Low Wages: Achim Kemmerling

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Editorial Reviews

Review

'What are the economic and political forces which generate different regimes of tax on labour? What are the implications for the labour market of these different regimes? And does globalisation bring a halt to tax-based redistribution? Achim Kemmerling tackles these and other important questions in this significant book.' - Malcolm Sawyer, University of Leeds, UK

'We have been distracted from the detailed problems of financing the welfare state by the tired old twentieth-century debate between libertarian tax minimisers and maximal socialist collectivisers. We have to move on. The welfare state has to be accepted and the detailed problems of taxation to sustain it have to be addressed. This well-researched and fascinating book addresses the political and institutional origins of different tax systems and points to viable strategies of redistribution and reform.'- Geoffrey M. Hodgson, University of Hertfordshire, UK

About the Author

Achim Kemmerling, Postdoctoral Fellow, Jacobs University Bremen, Germany
 
Frenético e intenso.
A forma como são conjugados factos reais com a fantasia é sublime. Viciou-me durante todo o tempo que li, parece que acabou depressa.
Muito bom!

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Tenho todos os livros do Daniel Silva e este já o tinha à bastante tempo sem o ler. Foi a minha leitura das férias. E concordo com os comentários.

Só acho que a morte dos fulanos foi muito rápida... Podia ser mais personalizada.
 
Confesso que não sou um grande fá de leitura, mas recentemente li:

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Pensava que ia ser uma seca, mas como me o sugeriram lá fiz o esforço... E não é que gostei?!

Depois comecei a ler:

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A conselho da mesma pessoa, fui lendo... Mas ainda não o terminei, é mais maçudo.

(Os da Margarida Rebelo Pinto fora ambos emprestados).

Mas ontem comprei este:

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Já li praticamente metade, até agora não me viciou... Vamos ver se daqui para a frente a história muda.

Eu não gosto muito de histórias fantásticas e nem te de ser necessariamente romances (estes calharam a ser), gosto é de histórias que possam ser vividas na realidade, ficção não faz muito o meu género...

Se tiverem sugestões... Agradeço!

É preciso ser muito homem para resistir a ler isto. Parabéns (ou não) foste capaz. Pessoalmente acho a MRP uma mulher intratável. Gosto muito do respeito entre homem e mulher...
 
com a devida autorização do autor vou transcrever aqui um conto que li há cerca de dois anos, na altura em que foi lançado o seu livro.
devido ao facto de ser algo extenso, não vou conseguir fazê-lo todo de uma vez
toca-me o facto de quando ter lido isto pela primeira vez, não conseguir imaginar que este género de histórias se repetissem no Portugal do século XXI, mas infelizmente a realidade está aí para nos mostrar o contrário, por isso achei que seria de partilhar

QUANDO EM DEZEMBRO NÃO HOUVE NATAL

Em Carção, sobretudo para os mais pobres, começou muito cedo o Inverno de 1960.
O rebusco da castanha não deu para cozer mais de meia dúzia de vezes, as primeiras geadas, anormalmente fortes cedo recozeram as nabiças e os repolhos e de azeitona não havia quase nada.
A juntar a tudo isto,era cada vez mais complicado ir à ladeira do Sabor fazer uma carga de estevas, não havia nabos na Alamela nem grelos na Veiga, as batatas e as cebolas acabaram, havia muito, nas hortas da Ribeirinha.
Terminadas as sementeiras, em finais do Outono, ninguém dera a ganhar uma jeira que fosse.
As barragens do Douro havia muito que não davam trabalho, as minas de Argozelo e de Coelhoso não aceitavam ninguém e não "andavam" estradas pelas redondezas.
Depois de dar algum ao "soto" para abater à dívida, pagar à padeira, ao sapateiro, ao alfaiate, ao barbeiro e a não sei quem mais, o que sobrara dos míseros alqueires de cereal colhidos nas chaquedas na Fireira, em santa Marinha, em Vale de Palácios, nas bordas de Vale de Madeiros e do Castelinho, já nem dava para ir duas vezes ao moínho do coleijo e do pouco azeite proveniente da azeitona apanhada ao rebusco ou separada do "alpechim" que, rua abaixo, escorria dos lagares do Checas e dos pimparéis, não restaria mais do que meia azeiteira.
A fome, negra, dura e crua fome, rondava ameaçadoramente.
Os filhos mais novos iam confortando a barriga com a sopa quente,regularmente distribuída na cantina escolar, fundada e mantida pela generosidade ímpar dos Beneméritos Irmãos Santos enquanto os mais velhitos vagueavam pela aldeia, sem alegria e sem esperança, matando o tempo a jogar à bilharda, ao pingue ou ao pião, atirando aos pardais, que nunca conseguiam apanhar, ou entretendo-se a brincar aos contrabandistas e aos guardas ou aos polícias e aos ladrões, disfarçando assim a meninice a que nunca tiveram direito.
Era neste cenário de quase desespero perante a impotência para fazer fosse o que fosse para alterar esta vida de miséria que se afogavam os pensamentos da maior parte dos homens de Carção, sem saída possível nem solução à vista, horas sem fim às abrigadas ou sentados nas escadas da Capela de Santa Marinha, olhando de soslaio para a taberna do Chelo, enquanto iam metendo as mãos nos bolsos, esperando que, por milagre, ainda aparecesse alguma moeda esquecida que desse para um quarteirão de vinho ou uma copa de aguardente.
Numa destas tardes de Domingo, um indivíduo desconhecido, baixo e anafado, de velhas calças de pana amarela e samarra de gola de pele de raposa bem apertada ao pescoço, vindo dos lados de Santulhão, aproximou-se do grupo e, como quem desempenha um papel, de tantas vezes repetido, já mais que decorado, perguntou como iam as coisas por ali.
Perante o coro de queixas com que foi brindado por todos eles, não lhe foi difícil apanhá-los por onde era mais fácil.
Com resposta decidida e pronta encostou-os á parede, contrapondo-lhes que só estavam mal porque queriam, que era só querer ir ganhar muito e bom dinheiro para a espanha, para a França e até para a Alemanha.
-Isso é muito fácil de dizer, meu amigo, retorquiu-lhe um deles. O pior é o resto.
-Meus amigos, quem realmente quiser ir para fora, apareça no "cabanal" da Capela do S. Roque, hoje às oito da noite, tragam só uma fotografia, quinhentos escudos quem quiser ir para Espanha ou um conto quem quiser ir para França.
O resto é comigo.
Se quiserem mesmo ir para onde se ganha dinheiro a sério, não se atrasem e resolvam-se depressa que o próximo carro está quase cheio e pronto a partir.
Nessa noite já ninguém comeu o caldo sossegado.
Foi juntar os últimos tostões, pedir o resto emprestado e, antes que fosse tarde, ir fazer o trato com aquele homem caído do Céu que lhes prometia abrir as portas da fortuna.
No S. Roque foi tudo rápido e muito fácil.
Tudo se resumiu a entregar o dinheiro e metade de uma fotografia, recebendo em troca a informação de que o carro para França sairia de Carção de 23 par 24, às duas da manhã.
Em menos de meia hora estava tudo acertado e o homem baixo de samarra de gola de pele de raposa e calças de pana amarela, com um boa noite apressado desapareceu a cavalo para os lados de Izeda.
Só quando se meteram na cama é que aqueles homens começaram a pensar se tudo aquilo não seria antes uma grande vigarice.
Porque nem às mulheres disseram bem o que tinham ido fazer ao S. Roque àquela hora, o sono nunca mais chegou, o que tornou aquela noite ainda mais longa e negra que as muitas noites de pesadelo e insónia até então vividas.
Agora, apenas restava confiar e esperar que chegasse depressa o dia de abalar.
Na noite combinada, não havia lua para iluminar aquela interminável noite dum Inverno que, como todos, nunca mais tinha fim.
 
Última edição:
Comecei a ler este:

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Já acabei este. Gostei bastante, fala sobre um ex-agente secreto e o seu passado a vir chateá-lo no presente misturando a história de Alexandria pelo meio. Tem partes que me deixavam sempre a querer saber o que vinha depois (quando interrompia para o horário de trabalho), intenso do ponto de vista de aventura e acção (nada de dramático ou intensamente intelectual).
Fez-me lembrar o decorrer de um filme de aventura (visita a vários países, locais enigmáticos), acção e história, quase à semelhança do filme O Tesouro, com o Nicolas Cage.
Para quem gostar do género, deve gostar deste livro.

Agora estou a ler este:

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Acabei ontem de ler "o Físico" de Noah Gordon, numa edição de 500 e tal páginas da colecção Sábado (acho que o original tem 600 e tal).

Anyway, é tão bom quando somos surpreendidos por um livro. Peguei neste livro num dia qualquer, à pressa, quando ia a sair de casa para ir apanhar o metro e não tinha mais nenhum à mão. Logo na primeira viagem, fiquei interessado e dei por mim a pensar no livro e na história, mesmo quando não estava a ler.

Passa-se no século XI, e conta a história de um rapazito que perde o pai e a mãe aos nove anos e da sua luta para se tornar um físico (um médico). Não posso deixar de recomendar este livro. Dos melhores que li, num passado recente.

O livro é mesmo muito bom, e só no fim é que soube que faz parte de uma trilogia, da qual já comecei a ler o segundo livro (e o terceiro também já foi adquirido para o kindle).

Boas informações que desconhecia. Também tenho este livro (e também dessa colecção da Sábado, se não me engano) lá na prateleira para ler.
Essa diferença de páginas deve ser por causa da edição (tipo de letra, etc), certo?
 
Acabei de ler "A conspiraçao contra a America", de Philip Roth. Epá... houve ali qualquer coisa que nao me agradou totalmente. Acho que sou um bocado ceptica em relaçao à causa judaica, pode ser isso.

Comecei a ler "Uncle Tom's Cabin", de Harriet Beecher Stowe.
 
Esta semana terminei a trilogia Cole, de Noah Gordon. A trilogia conta a história de uma dinastia de médicos que começa na Idade Média (no primeio livro), passa pela colonização dos EUA e guerra civil (segundo livro) e termina já nos anos 90 (terceiro livro).

São 3 histórias completamente diferentes, apesar de existirem alguns aspectos que as ligam. O primeiro livro é simplesmente fabuloso (provavelmente um dos melhores que já li), o segundo livro também é espectacular e o terceiro é assim-assim...

A história do terceiro, talvez por ser uma época que já nos é mais ou menos conhecida, acaba por perder alguma da fantasia dos volumes anteriores.

Mesmo assim, recomendo vivamente a leitura dos 3 livros. A qualidade dos dois primeiros livros é suficiente para justificar a leitura (bem longa, no caso do primeiro, pois tem 600 e tal páginas).

Está previsto um filme no próximo ano, para o primeiro volume. Vamos a ver o que sai da li.

De 1 a 10, dou 10 ao primeiro livro, 9 ao segundo e um 6 esticadinho, ao terceiro.


À minha espera no Kindle, já está o segundo volume da trilogia (começo a denotar um padrão :) ) "O Século" de Ken FolleT, "Winter of the world". Gostei muito do primeiro e espero não ficar desiludido com este.
 
De momento estou a ler "Os loucos morrem" de Mário Puzo.

Já li bem melhor, história sem interesse e sem a "emoção" característica do "Padrinho" e d"A Familia".
 
Acabei há pouco de ler A espada de Átila, de Michael Curtis Ford.

Sinopse:


A maior aventura da Antiguidade esá prestes a começar
Durante séculos, Roma governou o mundo conhecido, das savanas africanas às florestas britânicas. Mas agora, oriundo das estepes orientais, aparece um novo inimigo cujo objectivo não é apenas vencer Roma... mas sim destruí-la!
Durante séculos, Roma governou o mundo conhecido,das savanas africanas às florestas britânicas. Mas agora, oriundo das estepesorientais, aparece um novo inimigo cujo objectivo não é apenas vencer Roma... mas sim destruí-la!
Nos seus romances sobre a Antiguidade Clássica, Michael Curtis Ford consegue captar o horror e o clamor das batalhas tão bem quanto os momentos mais íntimos da vida dos homens que escreveram a História. "A Espada de Átila" é uma recriação suprema do Império Romano em 400 d.C., quando o general Flávio Aécio é forçado a um combate que não deseja mas que também não pode evitar: fazer frente aos hunos. E ninguém conhece tão bem esses bárbaros como Aécio. Afinal, viveu a juventude no meio deles, cavalgou os seus corcéis de guerra e foi como um filho para o seu rei. Mas quis o destino que fosse sobre os seus ombros que caísse a responsabilidade de salvar Roma. E para isso terá que derrotar um amigo de infância que simultaneamente ama, teme eadmira: nada mais, nada menos que o temível e lendário Átila!

Para mim é fácil gostar deste tipo de livros pois é uma época e uma civilização que me agrada. A leitura é fácil e descontraída na maior parte das vezes, um pouco mais descritiva na altura das batalhas mas de qualquer das formas também nos mostra as estratégias e formas de luta da altura. O leitor fica a conhecer muitos costumes e hábitos da cultura huna mas paradoxalmente há um maior acompanhamento da personagem romana - e dos seus valores, principios e personalidade - do que do seu rival huno. Digamos que é um paradoxo comparativamente ao título do livro.

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Anexos

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Actualmente, estou a acabar o 1º volume de "1Q84", livro até agora fantástico de Murakami. É incrível como o japonês nos consegue envolver no seu mundo surrealista com uma escrita super atraente e personagens tão complexos como enigmáticos. Hoje de tarde vou comprar os restantes volumes!

Antes deste, li "Os Pilares da Terra", o livro que foi um verdadeiro estrondo comercial. Acho que está bastante bem conseguido, se bem que por vezes Ken Follet exagera nas descrições das situações. Ainda assim, é bem interessante e envolvente.
 

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Maria Helena ventura - Afonso o Conquistador

Esta é a história de um homem, do seu sonho e do nascimento de uma nação
O romance do primeiro rei de Portugal e da fundação da nacionalidade
É um livro em que a autora cria uma história tendo por base personagens e factos históricos da história de Portugal no tempo do rei Afonso Henriques, apesar da história criada pela autora foi necessária uma grande investigação para conjugar a mesma com as personagens e os factos.
Gostei de ler e recomendo a quem gostar deste estilo de leitura.
 
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