outro povo, outra mentalidade, em Portugal ninguém anda assim na rua, preferem apanhar gripe a andar assim na rua
quanto ao tabuleiros,
a questão do civismo só se coloca mesmo quanto não existirem lugares livres, a existirem acho falta de civismo é arrumar os tabuleiros porque o cliente seguinte encontrará um lugar mais sujo (a empregada ao arrumar o tabuleiro costuma também limpar a mesa)
imaginemos que ocorre uma epidemia de uma doença grave que se transmite pelo saliva e suor (como seria a gripe das aves se ocorresse uma modificação no vírus), se os centros comerciais se mantivessem a funcionar (depende da gravidade da epidemia) o mais provavel é que as praças da alimentação para se manterem a funcionar teriam de funcionar exigindo que ao mudar o cliente fosse limpa e desinfetada a mesa
não há atualmente nenhuma epidemia de uma doença muito grave (embora morram todos os anos mil e tal pessoas com doenças contagiosas, muitas delas evitaveis se tivessemos uma mentalidade mais cuidadosa em relação a isso), mas há outras doenças
os donos do shopping obviamente só estão focados no lucro, por eles o cliente até podia comer no chão como os porcos, desde que isso representasse mais dinheiro em conta, mas levar o tabuleiro leva a uma maior falta de higiene nas praças de alimentação nos shoppings
também leva a que estejam menos empregados nesses locais, logo a menos emprego, se o dono do shopping se convencer que perde clientes por as pessoas não estarem disponiveis para levar os tabuleiros (seja porque razão for) então colocará mais empregados para fazer esses serviço (nos picos deslocará pessoas de outros locais para aí)
se as pessoas deixarem de ir a uma praça de alimentação, seja por falta de higiene, seja por demorarem mais tempo por as mesas estarem ocupadas com tabuleiros em principio não ocorrerá menos emprego, as pessoas irão comer na mesma, apenas o farão noutro local, em vez de se criar um emprego aí será criado noutro local
o que pode ocorrer é uma maior ou menor produtividade por trabalhador em função disso o que no final corresponderá a mais ou menos pessoas empregadas, uma coisa é certa se todos arrumarem os tabuleiros haverá menos emprego e bastante menos higiene
mas chega deste assunto de pouca importância
em relação às caixas automaticas
se é implementada é porque permite uma maior rentabilidade
gostaria de ter mais pormenores, mas com base naquilo que se sabe aqui vão algumas ideias soltas
quando foram criados os teares mecanicos existiu um movimento de trabalhadores ingleses, o ludismo, que atacou fabricas com eles equipados e destruiu muitos desses teares, mas hoje eles existem por todo o lado
uma maior produtividade permite um maior rendimento e no longo prazo mais riqueza criada, mais bens de que as pessoas podem usufruir
pode ocorrer uma distribuição dessa riqueza mais desigual e isso criar problemas sociais, para algumas pessoas que trabalhavam nas funções que se tornam menos necessárias isso pode ser prejudicial
li em tempos que nos tempos de um qualquer imperador romano de cujo nome não me lembro alguém inventou uma maquina que seria muito útil nas construção dos famosos viadutos romanos, mas o imperador da época recusou o seu uso porque iria provocar desemprego
foi tolo?
talvez sim, talvez não
durante o periodo final do imperio romano do ocidente ocorreram muitas revoltas da população contra a reduzida elite que dominava completamente a economia, muito baseada no trabalho escravo, muita da destruição do imperio romano ocorreu por causa disso
não basta que exista mais riqueza, é preciso que a distribuição dessa riqueza permita que ela seja partilhada minimamente por todos ou então teremos de gastar parte substancial dessa riqueza a garantir a ordem publica, a manter forças policiais e militares
no curto prazo podem ser úteis e necessários subsidios para aqueles que perdem os seus empregos por causa da evolução tecnologica
mas um subsidio não tem a mesma dignidade de um emprego
um desempregado na alemanha ou nos USA até pode ter rendimentos e um nível de vida maiores que um trabalhador portugues ou bulgaro, mas dignidade que sente não é a mesma, a generalidade das pessoas gosta de ser sentir útil, quer seja para a sua família quer para a sociedade, o sentimento de não se sentir útil, de se sentir um peso, não é bom para a autoestima da pessoa
além de que muitos outros podem simplesmente pendurar-se em subsidios e isso faz a sociedade/economia de um país perder competitividade
os paises tem de pensar em formas de resolver estes problemas
uma das formas seria reduzir o horario de trabalho, pelo menos nalguns trabalhos aonde isso é possível (outros exigem um empenho tal que é como se fossem atletas de alta competição e não se atinge um nível de excelência neles sem trabalhar muitas, muitas horas)
idealmente isso até seria desejável, os niveis de stress de grande parte da população são elevados por causa de horários muitas vezes excessivos
mas o problema de um país, ou um determinado setor num país, reduzir o horário de trabalho é que esses setor nesse país perde competitividade a nível internacional
chegando ao fim desta divagação, a evolução tecnologica pode criar problemas que exijam alguma coordenação internacional, acordos entre grupos de paises
pela razão aqui analisada, a criação de camadas da população mais ou menos extensas que são atiradas para a margem da sociedade, mas também porque a evolução da tecnologia pode criar um aumento da capacidade produtiva que leve a um consumo de recursos naturais de forma insustentável a médio/longo prazo
também é preciso conciliar essa coordenação internacional e regulamentação internas dos paises com a liberdade individual, a competitividade/produtividade da economia
é verdade que a evolução cientifica e tecnologica coloca problemas, que se fossem fáceis de resolver já estariam resolvidos
mas no longo prazo essa evolução é algo bom, os trabalho que se perdem são menos interessantes que os que se criam, a produtividade aumenta, o ludismo (tentar impedir essa evolução) não é a solução