1300km feitos com o 1.8 Diesel. Comecemos pelos pontos positivos! E são muitos!
- Design é espetacular, por dentro e por fora, é um carro muito vistoso e distinto. Dá gosto aprecia-lo.
- Sensação de qualidade a bordo espetacular. Em nada fica a dever ao meu F31 MY2017 bem equipado. Tudo onde se toca está impecavelmente sólido e muito táctil.
- Condução muito relaxada, volante tem feedback, muito silencioso a bordo em bom piso, excelente insonorização da deslocação do ar. Porém em piso médio/mau, passa algum ruido dos pneus, mas só parece mais do que é porque o resto dos ruidos são todos abafados.
- Caixa é mel, excelente tacto e precisão.
- O som de base é muito bom, para um som base.
- Heads Up Display é excelente e muito útil.
- Sistemas de ajuda à condução são úteis e em especial o detector de trânsito cruzado a sair de marcha-atrás de um estacionamento.
- Câmara traseira com excelente visibilidade até à noite, graças aos potentes LEDs de marcha-atrás.
- Faróis LED são muito potentes e uns médios que espalham muito bem. Os Máximos torna tudo de dia.
- Bancos confortáveis em tecido, apoio de braço generoso e tudo está bem enquadrado para uma posição de condução sem mexer costas ou ombros. Está tudo ao alcance.
- Chassis é divertido (sim, solta a traseira se se levantar pé), com uma frente incisiva que prega bem, mas os pneus não deixam grande espaço para brincadeiras quando em carga lateral.
- Motor grande ajuda nas baixas, aguenta sempre uma mudança acima do que aquilo que parece precisar, porque às 1000rpm tem binário para construir boost e evitar de meter uma abaixo. A primeira só serve mesmo para meter as rodas a rolar. É pujante quando em boost, mas é pena que numa troca de caixa acima das 2000rpm ao engrenar a próxima mudança, há sempre uma hesitação a criar novo boost, é um bocado frustrante ter que esperar sempre um delayzinho pelo turbo. O motor puxa igual desde que faz boost, pelas 1500rpm até ás 3500rpm. Acima disso ainda não andou. Parece portanto um motor muito linear que não morre em altas.
- Motor económico e com consumos reais iguais aos do CB! Dos dois tanques cheios que já levou fez 6.0L no primeiro e 5.8L no segundo, que era exatamente o que marcava no CB. Ora isto diz pouco ou nada, mas para comparação a F31 (jante 19 e 1600kg com AT8) no mesmo percurso com o mesmo ritmo faz mais 0,5L. E estamos a falar de um motor com 1300km ainda. Promete bons consumos a longo prazo.
Feitios que estranhei (nunca tive um Japonês):
- não fecha/abre os vidros todos do carro à distância com a chave. Até o meu Corsa C comercial fazia isso.
- se estivermos numa chamada bluetooth e desligarmos o carro, por exemplo quando chegamos a casa, o carro corta toda e qualquer ligação a aparelhos, fazendo com que a voz seja interrompida e se tenha que passar logo com o telefone para a orelha.
- O botão de bloquear os vidros para as crianças também bloqueia o do passageiro.
- Já houve ocasiões em que ao afastar-nos do carro com a chave, o carro não se trancou sozinho automaticamente como é suposto.
- Logo nos primeiros dias, tinha ligado os médios porque estava a chover e quando saí do carro esqueci-me de os desligar, como estava a chover peguei e afastei-me mas não olhei para o carro, fui a uma consulta e quando regressei ao parque de estacionamento, o carro estava destrancado e com os médios acesos... Isto é grave. [

] Pensei que se iria fechar ao me afastar com a chave, mas por ter as luzes ligadas não trancou.
Pontos a rever com o concessionário:
- Sensores de estacionamento funcionam de forma aleatória, quando chego perto de um obstáculo, ora apita e sinaliza numa barrinha ora depois cala-se e depois apita noutra barrinha, ora se cala definitivamente e não mais apita. Isto tudo num espaço de poucos segundos.

- Pedal da embraiagem quando se pressiona com uma mudança engrenada (para troca de relação, por exemplo), sente-se um ranger, uma espécie de mola que se sente a distender. Sente-se no pé e ouve-se ligeiramente.
- Afinação da luz de máximos parece-me demasiado a apontar para cima, ao ponto de se ver claramente a separação do corte do feixe entre médio e máximo, em vez de haver continuidade da iluminação. Não sei se o feixe dos máximos terá afinação em altura.
De resto, para um model year de ano 1, nada mau!
Até ver tem sido uma experiência muito boa e tanto eu como a condutora habitual estamos super satisfeitos com o carro.
Ficam umas fotositas para ilustrar.
