Está tudo cada vez mais obcecado com a potencia, 130cvs num carro que pesa 950kgs não chega para uma condução mais que divertida no dia a dia?
Até nos desportivos já é complicado encontrar um carro com menos de 300cvs.
Tenho um Swift Sport com 125cv e que pesa 1030 kg sem condutor. É rápido? Não, nem por isso. E para extrair a performance do motor é necessário que as rotações andem acima das 3500-4000rpm
E é onde o motor realmente mostra a sua raça, com o redline a bater nas 7000!
Dá gozo explorar a criatura, sem dúvida. Claro que, felizmente, é acompanhado por um chassis interactivo, e a resposta dos comandos é bastante boa.
Não está ao nivel dos MX-5 NA ou MR2 W3 que também já me passaram pelas mãos, mas também esses revelaram que um grande número de cavalos não é preciso para um "drivers car" com excelente ligação homem-máquina.
A performance tem de ser minimamente decente, é óbvio. Mas acho que se muitos dos críticos da falta de potência do MX5 se vissem aos comandos de um numa estrada com "twists", acho que iriam perceber que realmente os números passam a ser um pouco mais subjectivos.
Mesmo se num futuro a médio prazo, trocasse o Swift pelo MX-5 1.5, seriam mais 6cv e menos 55kg de peso.
É provável que até nem se note nenhuma diferença de performance entre os dois, até porque hoje em dia, os automóveis vêm no geral com relações demasiado longas que diluem o potencial de performance em detrimento dos consumos, pelo que para termos andamentos sérios, ou precisamos de dezenas de cavalos extra ou recorrer excessivamente à caixa.
Mas acredito, que a experiência de condução seria bastante superior à do Swift, com níveis superiores de excelência dinâmica e comunicação com o condutor.
Abençoados por manterem asmáticos motores atmosféricos, com números de binário anémicos e níveis de potência modestos.
Carros como o MX-5 também sempre foram negligenciados pela minha pessoa - também eu criticava os números - até ter conduzido um
]
Dito isto, mantenho o que disse no post anterior. O 2.0 merecia que puxassem um pouco mais por ele. Não é um deal-breaker, mas evitava-se um coro de críticas por terem apresentado um 2.0 com menos cavalagem que o antecessor, e espanta-me mais o facto de dar os 160cv Às 6000, quando o 1.5 faz 7000.
Já tou a ver as reviews a afirmarem quo o 1.5 é mais divertido e entusiasmante devido ao tecto superior de rotações[

]