Não é uma questão de fiabilidade, mas sim de tecnologia.
Os seus motores a gasolina naturalmente aspirados, de momento, são os que apresentam a taxa de compressão mais elevada alguma vez vista num carro de produção, com um valor de 14:1. É o "ingrediente secreto" que permite os valores elevados de eficiência e que garantem consumos e emissões baixos não só no papel como no mundo real. Se não estou em erro, nesta nova familia de motores não há nada abaixo dos 13:1, taxa que podemos encontrar na versão mais básica do 1.5.
Eles optimizaram esta nova família de motores para trabalhar com estas taxas de compressão elevadas. Desde o desenho dos colectores de escape à superfície do pistão!
Para sobrealimentar um destes motores implica baixar a taxa de compressão de 14:1 para menos de 10:1, que é a taxa de compressão normal em qualquer motor sobrealimentado. Ou seja, mais vale criar um motor novo. A adaptação aparentemente fácil que encontramos em outras motorizações, com versões NA e Turbo simplesmente não é possível no caso destes motores da Mazda.
Até podem apresentar motores turbo no futuro, mas as modificações deverão ser tantas, que o investimento deverá ficar próximo do desenvolvimento de um motor novo. E a pequena dimensão da Mazda não deve permitir tanta dispersão nos investimentos. Não nos esqueçamos que nos poucos anos que saiu da alçada da Ford, deu um salto tecnológico importante e já renovou praticamente a gama toda.
Por isso, para já, fiquemos com os NA da Mazda, como um sabor alternativo à sobrealimentação dominadora que prevalece na indústria, que é aquela que apresenta no papel os melhores resultados. É só ir acompanhando os comentários em surdina nos bastidores da Ferrari sobre esta temática[

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E a Mazda já anunciou que a próxima geração de motorizações Skyactive deverá apresentar uma taxa de compressão de 18:1. Uma meta desejada e até agora não conseguida pela indústria.