McLaren P1 (2013)














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Gosto. Adorei o MP4-12C e adorei o P1 embora prefira a abordagem mais simplista do MP4. Mas não me faço de esquisito [:D]

Mas apesar de adorar estes modelos, não consigo deixar de achar que o protagonismo desta foto de família acaba sempre por fugir para aquele cinzento ali no meio...
 
Não tendo acesso à matrícula do Seat que aparece ali nas fotos, pela paisagem esse teste parece ter decorrido algures na Península Ibérica.

Quanto ao carro, estou muito curioso para ver o que sairá dali. Vai ser um duelo fantástico entre o novo Porsche, o igualmente novo Ferrari e este McLaren.
 
Este ângulo está simplesmente espectacular:
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Mais uma vez, "hooray" para a McLaren, mantendo-se fiel a algumas das características que fizeram do F1 um objecto tão marcante.
O P1 é incrivelmente compacto. Até parece ser mais compacto que o Mp4-12C.
E num carro de estrada, é sempre algo de importante. O uso e aproveitamento da máquina no mundo real certamente será mais pacífico por isso, e é algo que também marca o 12C.
Filosoficamente divagando, algo que aconteceu bastante com o 12C, será que um supercar deve ser criatura usável diariamente como outro carro qualquer?

Adiante... pelo menos a compacticidade deve fazer maravilhas nas estreitas B-Roads inglesas.

Talvez reagindo exageradamente ao conservadorismo do 12C, o P1 é criatura bastante mais dramática e orgânica.
Senhor de escultura expressiva, com curvas pronunciadas a definir as várias secções transversais, sobretudo sobre os eixos. ENtão na traseira, bem, do topo do volume sobre as rodas para o plano do compartimento do motor, é quase como se fosse um vale. Um tipo pergunta-se, como é conseguiram encaixar um V8 sobrealimentado ali debaixo, mais toda a parafernália eléctrica...

O desenho é bastante expressivo e complexo. A pele colorida parece apenas cobrir o que é realmente essencial cobrir, com as zonas a negro a parecerem parte das entranhas expostas. E com as extremidas da pele a obedecerem a contornos com apertadas curvas de ângulos bastante fechados (como na frente), é como se o "tecido" fosse algo curto para cobrir todo o corpo do carro.

AS ópticas, tanto na frente, como na traseira, acabam por ser os pormenores mais interessantes do carro.
Nota-se elevado esforço de integração, com estas a seguirem fielmente os contornos orgânicso carroçaria. Na traseira é mesmo notável o aproveitamento da tecnologia LED para conseguir aquela serpenteante fita, a conseguir um belo efeito.

O problema que tenho com este desenho é que, pormenores brilhantes à parte (quando vistos em isolamento), não me convence como pacote.
A expressividade, e sobretudo a organicidade é muito bem vinda, mas é acompanhada de aparato em excesso, mesmo tratando-se de um supercar.
Sobretudo o aparato aerodinâmico, como as "saliências" na base da carroçaria, a giganorme asa traseira, o difusor traseiro e claro, o enorme "buraco" na lateral. O contraste é violento.
A Ferrari tem tido bastante mais sucesso na procura de harmonia entre as necessidades aerodinâmicas e estilisticas, conseguindo a expressividade visual que também lhe faltava, com elevado valor escultural, mas resultando num conjunto mais coeso e depurado, numa relação quase de perfeita fusão.

E depois, a imagem de familia com o F1 ao lado, mostra bem o salto radical que é o P1. APesar deste último revelar alguns ecos de F1, como nos contornos do habitáculo, parece ser criatura que deu um salto ao SEMA ou a Essen para posar para a foto.
Falta ao P1 baixar um pouco o tom. Conseguir aquele aspecto intemporal que o F1 consegue, sem ser necessário cair nas linhas algo banais do 12C.
A escultura está lá. Bem mais interessante que o 12C. Será que é impossivel integrar melhor toda a parafernália aerodinÂmica?
E no processo, esperaria que redesenhassem a lateral. Não é apenas o facto de termos um buraco preto no meio de um mar laranja.
Tal como referi na frente e na traseira, onde parece que o tecido não chega para cobrir o corpo, perde-se essa percepção na lateral.
Algumas reorientações de linhas poderiam permitir uma maior coesão com os extremos da carroçaria.

As fotos espia, com o carro camuflado, ao cobrirem a carroçaria toda, eliminando os contrastes cromáticos e atenuando alguns pormenores mais extremistas na carroçaria, permitem focar apenas na percepção de volumes e superfícies principais. Poderíamos desenhar por cima, focando apenas no essencial, e talvez originasse resultado mais puro, sem tanto ruído.
E aí, acho que conseguiriam a tal intemporalidade, algo perseguido na concepção do F1, não só na componente visual.
 
Enquanto não passam estes dias que nos separam da apresentação oficial em Genebra do modelo de produção, deixo-vos aqui este render do carro em ação numa cor diferente.[:cool:]

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