Medicos sem horas

Medicos sem horas

  • Não

    Votes: 14 56.0%
  • Sim

    Votes: 11 44.0%

  • Total voters
    25
Desculpem este aspecto desconfiado, mas sempre que leio na mesma frase Médico e altruísmo fico com arrepios no corpo todo.

aquando da minha passagem de 4 anos pela CUF, garanto-te que vi médicos trabalhar de graça[;)]

inclusive comigo...

contam-se pelos dedos, mas de facto existem excepções!apr:)apr:)
 
De louvar!!apr:)apr:)

Pode ser que outros tenham vergonha do que fazem e sigam o mesmo exemplo!

Serão sempre poucos (os que têm vergonha), mas será melhor que nada.
 
É triste que se tenha de chegar a isto, mas foi uma atitude fantástica, por parte dos médicos.
 
Eu li que se destinavam a comprar um carro de serviço. É que na Administração Pública, não há misturas.

De qualquer modo, se não fosse o Hospital estar em regime de gestão especial, este ano não havia carro para ninguém. Assim o anunciou o Governo.

Desculpem este aspecto desconfiado, mas sempre que leio na mesma frase Médico e altruísmo fico com arrepios no corpo todo.

NINGUÉM, qualquer que seja a sua profissão, é obrigado a trabalhar de borla, ou a fazer horas extras naõ pagas, ou a trabalhar com equipamentos obsoletos que não permitem neste caso diagnósticos correctos, ou mesmo ausencia de equipamentos....

Vivemos num mundo capitalista, e como tal, cabe de cada um ter que ganhar dinheiro, independentemente da sua profissão, ou importância da função, desde que de forma honesta e legitima...

Neste caso concreto, cabe ao estado prover meios técnicos, materiais e humanos, para a realização de determinada tarefa função por parte dos seus funcionários..

O trabalho gratuito, qualquer que seja, por parte de quem quer que seja de pende da vontade, possibilidade, consciência de cada um e o facto de não se realizar não pode ser um facto condenável, mas se pensarem bem, vão ver que por parte dos médicos, não faltam exemplos de altruismo...

Se, de acordo com a administração central, há orçamentada uma verba para aquisição de viaturas, mesmo faltando equipamentos essenciais , é um erro da administração central, e como tal o cumprimento do orçamento comprando carro não é em nenhuma medida condenável ou ilegal, e muito pouco se poderia fazer em relação a isso...

...No entanto, quando é possível fazer alterações aos destino do dinheiro orçamentado, faz-se o melhor para a instituição...

NÃO é a primeira vez que actos destes se realizam, de facto é mesmo uma ocorrência comum por este pais fora, mas normalmente só convem dizer o que de mal acontece, sempre vende mais jornais e dá mais audiencias...
 
Foi uma boa atitude destes medicos mas acima de de tudo uma atitude inteligentes, pois ficaram bem vistos , apareceram na TV, enfim fizeram propaganda a eles mesmos.

Mas sem duvida de aplaudirapr:)
 
Atitute muito louvável apr:)

Infelizmente, não sei se repetirá muito, quer no sector público, quer no sector privado (sim, porque viaturas premium para o topo da hierarquia não podem faltar, mas já quanto os salários dos trabalhadores indiferenciados :sh) ...)

Atenção: não está em causa o merecimento e o valor dos profissionais. Está em causa apenas a boa gestão dos recursos existentes e acima de tudo, alguma preocupação social.

Cumps.
 
Vocês acham que os médicos trabalham pouco?...

Vocês acham que os médicos trabalham pouco?...

Acusação do Ministro da Saúde
Médicos trabalham pouco

Correia de Campos foi ainda mais longe, afirmando que “se cada oftalmologista trabalhasse mais meia hora por dia e fossem realizadas mais 0,6 por cento de cirurgias oftalmológicas diariamente em Portugal não havia listas de espera nesta especialidade”.

A declaração foi proferida durante a apresentação da segunda fase da campanha de informação sobre medicamentos genéricos, promovida pelo Infarmed, no decorrer da qual o ministro da Saúde disse ter em sua posse “desde Junho um relatório referente à actividade de Medicina Oftalmológica em Portugal, que contém números preocupantes mas esperançosos”, apontando culpas à pouca exigência praticada no sector e considerando que “a situação não é boa e é simplesmente o resultado de diversos erros acumulados”. Nesta área, o responsável pela pasta da Saúde considera que existe uma “escassa exigência na produtividade quantitativa”.

Admitindo que a falta de médicos que se observa actualmente em Portugal contribui também, em grande escala, para a situação que se vive, não só na área da Medicina Oftalmológica em particular mas no sistema de saúde português em geral, o ministro da Saúde adiantou que foram já tomadas algumas medidas de combate a esta tendência. “Iniciei já diversos contactos com médicos estrangeiros para praticar entre nós”, adiantou, informando que, paralelamente a esta medida, estão a ser preparados planos para formação e adaptação desses profissionais às exigências e necessidades da prática da Medicina em Portugal.

No final da apresentação, Correia de Campos voltou à questão, levantada recentemente, do controlo de assiduidade dos médicos. De acordo com o ministro, a nova medida, que prevê um controlo de presenças biométrico – validação do cartão de ponto por impressão digital – nas unidades de saúde, “é uma forma mais justa e equitativa para os melhores profissionais não serem prejudicados”.

Correia de Campos comentou também as recentes declarações do bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, que reagiu ao anúncio dessa medida afirmando que “qualquer gestor, mesmo o mais ignorante, sabe que o recurso a métodos rígidos provoca uma diminuição da produção”.

O ministro disse não saber “que manuais de gestão foram consultados, porque não existe nenhum manual que diga que uma maior presença no local de trabalho provoque menor produtividade”. Deixou também um aviso à classe médica, declarando que “os profissionais de excelência nada têm a temer do sistema”, e garantiu “não ter dúvidas de que o sistema vai funcionar bem”.

IMPOSSÍVEL ALARGAR HORÁRIOS

O presidente do Colégio de Oftalmologia da Ordem dos Médicos, Florindo Esperancinha, reagiu às declarações do ministro da Saúde, afirmando ao CM que “quem trabalha na área da Oftalmologia em Portugal sabe que um alargamento dos horários é impossível”.

O mesmo dirigente adiantou que “a situação nos hospitais privados, neste momento, é suficiente para responder às solicitações, e só não o é nos hospitais públicos porque as condições não são as melhores”. Para Florindo Esperancinha, a solução não passa pelo alargamento dos horários mas pela “motivação dos funcionários”. “Não há modelos novos para pôr as pessoas a trabalhar mais tempo”, disse, adiantando que deviam ser estabelecidos “acordos entre os serviços e os hospitais e condições para desenvolver a actividade”.

O presidente do Colégio de Oftalmologia referiu ainda que “transformar os médicos em funcionários vai fazer com que muitos abandonem o Serviço Nacional de Saúde”.

GENÉRICOS APOSTAM NA CONFIANÇA

Foi apresentada durante a tarde de ontem, na sede do Infarmed, a 2.ª fase da campanha de divulgação dos medicamentos genéricos em Portugal. O presidente do Infarmed, Vasco Maria, realçou a posição de destaque que os genéricos ocupam já no País, fixando em 20 por cento a quota de mercado a atingir até ao final de 2008. Referiu ainda que o principal objectivo é aproximar os níveis de consumo de medicamentos genéricos em Portugal dos observados na Europa, onde chegam a ser de 40 a 60 por cento em alguns países.

Salientando a “necessidade de desenvolver o mercado destes medicamentos em novas áreas de intervenção e não naquelas em que o mercado já se encontra saturado”, o responsável máximo da autoridade nacional do medicamento realçou também a necessidade de “baixar mais os preços, que são ainda elevados quando comparados com alguns países europeus”.

A nova campanha do Infarned envolve principalmente a divulgação da qualidade, eficácia e segurança dos genéricos, e aposta numa mensagem de confiança.

SAIBA MAIS

5 milhões de portugueses – ou seja, metade da população – vêem mal ao perto ou ao longe ou sofrem de uma doença dos olhos mais ou menos grave.

32 093 É este o número de portugueses que aguardam em lista de espera por uma cirurgia de oftalmologia. Esta área é a segunda com mais procura no País.

MÉDICOS NO PRIVADO

O número de pacientes nos hospitais públicos é elevado porque os médicos existentes também exercem actividade no privado, de acordo com Florindo Esperancinha.

CEGUEIRA

Estima-se que mais de 175 mil portugueses têm cataratas e cerca de 150 mil sofrem de glaucoma, o que conduz à cegueira.

CONTROLO BIOMÉTRICO

As entradas e saídas dos profissionais de saúde são controladas por um dispositivo que permite reconhecer as suas impressões digitais.
 
Os meus pais são médicos e não trabalham pouco..

A minha mãe chega a fazer 3 bancos seguidos numa semana ( entra segunda e sai terça, entra quarta e sai quinta, entra sexta sai sabado..)

Só em 3 dias de trabalho estão aí 72 horas..
 
pena que por vezes não haja planeamento nenhum.

marcam-se consultas a partir das 8h e o médico chega ás 9h 30m

cumprimentos
 
Sim, a pontualidade não parece ser um dos pontos fortes dos médicos, sobretudo nos consultórios... :(
 
O problema dos Médicos não é trabalharem pouco.

O problema é onde é que lhes interessa trabalhar mais, sem deixar a segurança do SNS.

Se lhes retirarem o SNS da equação e os obrigarem a optar por o exclusivo entre privado e publico a coisa muda.

O publico fica livre do "pendura" e com espaço para novos profissionais sem os vicios que alguns desses srs. demonstram ter.

O "privado" que lhes ature os caprichos de "Primas Donas" que alguns têm
 
-Há médicos que trabalham pouco porque podem e querem trabalhar pouco ( os do sector privado individual)

- Há médicos que trabalha pouco porque aparece pouco que fazer ( centros de saude remotos e isolados)...

Há médicos que trabalham que nem uns desalmados e não são pagos para isso ( internos de especialidade, médicos internistas, cirurgiões gerais, anestesistas..)

E há com certeza excepções á regra, os maus profissionais, que os há em todas as profissões, que se baldam...

Pessoalmente, de todos os que conheço e que estão no activo, nenhum tem tempo para as encomendas, como se costuma dizer...

Mas se o ministro resolver controlar á hora o trabalho dos médicos públicos, vai ter que lidar com o zelo e cumprimento rigoroso dos horários por parte dos médicos, bem como o controlo rigoroso pelos médicos das horas extras a pagar pelo ministério, e depois verá que se calhar até nem é mau o actual sistema...
 
Depende dos médicos.. como em todas as profissões há os que se dedicam e trabalham e se esforçam e há os outros que fazem aquilo quase por obrigação para no fim do mÊs terem a conta recheada. Há médicos que fazem muitas horas seguidas.. mas não seria melhor, em vez de termos médicos com horários tão alargados, aumentarmos o número deles? Porque raio não apostam mais nestes cursos e não abrem mais vagas nas universidades (e postos de trabalho também). Há falta de médicos e não é pouco.. já tive um acidente e necessitava de cirurgia porque parti a tibia e o perónio e tive 1 semana à espera dela, isto claro na cama do hospital, porque só havia 2 médicos ortopedistas no hospital :sh) [8b]
A minha médica de familia é capaz de passar um antibiótico quase sem olhar para a garganta, ver febre, a minha mãe é hipertensa e nas consultas de rotina nem lhe mede a tensão, limita-se a passar a receita, etc.. Uma vez que lá fui fiquei maravilhado.. demorei mais de 5 minutos no consultório [:D]

btw: A alcunha desta médica é "telegrama" .. porque será? [:p]
 
Eu acho que quem diz que os médicos trabalham pouco devia olhar-se primeiro ao espelho, estou a falar, é claro, do ministro da saúde e dos restantes colegas de governo e parlamento, que passam o tempo a fazer nenhum e ganham do bem bom. Depois os médicos e os outros é que trabalham pouco. Enfim, volta Salazar.
 
Eu acho que existe uma confusão entre trabalhar muito, e trabalhar durante muitas horas seguidas!

Produtividade é fazer mais e melhor em pouco tempo... não é passar dois dias a trabalhar e dizer que são uns coitados[8b]
Eu ainda gostava de saber que tipo de trabalho faz um médico ao fim de 18h acordado a trabalhar!!! Eu tenho 25 anos e depois de 12 horas de trabalho começo claramente a notar a quebra de rendimento... que tipo de disparates faz um médico ao fim de 14,15 ou 16 horas????

Não tarda, também vão andar em campanhas para limpar a imagem na sociedade:sh)
 
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