Médicos avançam para a greve
Data coincide com a greve geral da função pública.
Os clínicos afectos ao Sindicato Independente dos Médicos (SIM) convocaram uma greve nacional para o dia 30 deste mês, coincidindo com a greve geral da função pública. A actual política laboral, social e de saúde do Governo é, globalmente, o motivo invocado pelo Sindicato.
A paralisação decorrerá entre as 00h00 e as 24h00 do dia 30 de Novembro, de acordo com o pré-aviso de greve, segundo um comunicado pelo Sindicato Independente dos Médicos.
Deverão ser abrangidos todos os serviços de administração central, regional e local e todos os serviços do sector empresarial público e todos os médicos, qualquer que seja a sua carreira, categoria, função ou vínculo jurídico.
Entre as reivindicações dos médicos encontram-se: aumentos salariais "dignos, justos e reais", direito à contratação colectiva, direito à remuneração efectiva de subsídio de risco e pelo pagamento de horas extraordinárias.
A greve pretende ainda lutar contra a precariedade laboral, contra o "défice democrático do Governo e do ministro da Saúde" no relacionamento com as associações sindicais e contra "horários de trabalho penosos, aberrantes e ilegais", entre outros aspectos de um total de 33 pontos apresentados no pré-aviso.
O SIM ressalva que irão ser assegurados através de serviços mínimos, como habitualmente, os serviços de urgência, as unidades de cuidados intensivos, os serviços de atendimento permanente com funcionamento 24 horas por dia e os serviços de hemodiálise e de tratamento do foro oncológico.