Primeira impressão: face ao que a Renault tem lançado desde 2004, este Megane parece uma obra prima [
]
Tem um aspecto robusto e nota-se que a pintura segue os padrões de qualidade do Laguna III, deixando aquele ar "plastificado" habitual da Renault e aproximando-se do aspecto da pintura da VW, por exemplo.
Frente
Segue o Laguna, e continua a não resultar muito bem numa
visão frontal.
O losango que rodeia o símbolo (ele próprio um losango) parece-me um pormenor que não resulta por aí além. A ver melhor numa observação ao vivo.
Não gosto da distância entre o capôt e o pára-choques que contrasta extraordinariamente com a distância entre o mesmo capôt e o guarda-lamas (essa sim uma distância decente).
Numa
visão "3/4" a frente já resulta melhor, a meu ver.
As "nervuras" do capôt resultam muito bem. Gosto, particularmente, da que continua o pilar A.
Lateral
Depois do desastre da linha lateral inclinadíssima do Laguna, parece que a Renault quer desculpar-se e
esmerou-se.
Gosto bastante da onda que provém do guarda-lamas e que sobe moderamente na direcção da traseira.
Os frisos à C4 resultam bem.
E finalmente aparecem uns puxadores novos na Renault que os andava a reciclar desde o Laguna II.
O ombro no pilar C dá uma sensação de robustez. Bom.
Já, como tinha comentado anteriormente, toda a secção dos vidros (nomeadamente na porta traseira) faz lembrar o Leon II, Cee'd, etc. Apostou-se numa solução reconhecida e ainda bem.
Gosto do pormenor do recorte da porta traseira junto ao pilar C.
Os retrovisores (se não são os mesmos do Laguna, estão lá perto) não sendo nenhuma beleza, não comprometem.
Traseira
Clássica e com uns toques de carrinha (quase aposto que a versão Break deve ser muito semelhante na solução dos faróis). Busca uma robustez que me faz lembrar o Golf de certa maneira, apesar de não haver propriamente nenhum ponto em comum.
Talvez os faróis resultassem melhor se a porção móvel (na mala) não estivesse "esticada" na parte superior, se seguisse directamente da zona de união e não prolongasse o arco descrito pela porção imóvel.
E são uns mega faróis, algo que a Renault já tinha feito na Laguna Break.
Resumindo: uma aposta segura da Renault que não se pode dar ao luxo de ter um flop num modelo (gama) que representa mais de 50% das suas vendas. Resta ver o interior que ao que parece foi se inspirar no S1.
Não arrasa nenhum coração, não é um carro "lindo", mas também não parece indiferente e, felizmente, não parece de todo uma aberração. Tem uns pormenores engraçados. No geral o resultado é bastante satisfatório, na minha opinião.