Se o tópico é a sério, e vou partir do princípio que sim:
Todas as compras de automóveis têm também a influencia do prestígi, ou da exclusividade, que o carro tem perante os outros. Isso é inevitável e de uma forma mais ou menos instintiva todos cedemos a esse fator. O carro é uma extensão da personalidade. Por isso o posicionamento das marcas age em conformidade. Depende se o User é mais ou menos velho, se tem ou não família, se é mais ou menos discreto. Por exemplo se quer passar um status de desportividade, rebeldia tem um Alfa Guilieta/BMW1/DS4. Se pretende passar uma imagem de classe um V40/Classe A/A3/clubman poderão estar mais na linha. Se quer exclusividade, exotismo então Lexus/Infiniti poderão ser mais adequados. Se pelo contrário a discrição é o seu objetivo então um C4 ou um Pulsar cumprem.
Todavia, é minha opinião que a imagem que o produto transparece não deve ser em qualquer circunstância o principal fator de aquisição do carro. Isto porque desde logo transmite aos que o rodeiam uma ideia de insegurança e necessidade de afirmação não condizentes com a imagem que supostamente o carro traz associada. E depois, porque passada a primeira impressão, o status da pessoa é mais influenciado por outros elementos aos olhos das pessoas. Educação, apresentação pessoal, cultura, profissão, inteligencia emocional, capacidades sociais são muito, mas mesmo muito mais preponderantes a longo prazo. A mim já me aconteceu deixar de gostar de um carro por uma ou um conjunto de pessoas o usarem, e passar a reparar nalguns modelos precisamente por estarem nas mãos das pessoas certas.
Se a escolha fosse sobre qual o melhor carro do segmento C as respostas seriam inevitavelmente subjetivas mas há muito produtos de grande qualidade, sejam premium ou não premium. Se a escolha é "um carro que me valorize" então lamento, mas por si só, um carro não faz isso.