Morte na tuna

Rally tascas fiz uma vez e nunca mais[:)] Equipas de 4 com percurso definido e tarefas a cumprir (decorar músicas, resolver enigmas, perguntas de cultura geral, etc) isto com doses pre-definidas de alcóol.
Só entra quem quer e só bebiamos o que queriamos...ou podiamos[:D]

Bons tempos.
 
Rally tascas fiz uma vez e nunca mais[:)] Equipas de 4 com percurso definido e tarefas a cumprir (decorar músicas, resolver enigmas, perguntas de cultura geral, etc) isto com doses pre-definidas de alcóol.
Só entra quem quer e só bebiamos o que queriamos...ou podiamos[:D]

Bons tempos.

É mesmo esse o espírito! [:D] Equipas em vez de 4, uns 10-15, fora veteranos a orientar tudo, atravessar ruas com este "comboio" todo, sempre a cantar músicas da própria faculdade. É bom a 1ª vez como caloiro, o resto, só se houver um carro de algum colega [:D]
 
Este manifesto foi escrito em 2003 assinado por diversas pessoas representativas da cultura portuguesa ao qual eu concordo plenamente.


Manifesto Anti-praxe
C o n t r a_ o_ c i n z e n t i s m o_ d a_ p r a x e.


Porque vemos na praxe uma prática que atenta contra os mais elementares direitos
humanos, nomeadamente a liberdade, a igualdade, a integridade física e psicológica e a livre expressão da individualidade, ao mesmo tempo que exalta os valores mais
reaccionários da nossa sociedade.

Porque não vemos qualquer motivo para a existência de hierarquias entre estudantes,
tendo em conta que todos/as devem ser tratados/as por igual nas relações interpessoais.

Porque acreditamos que a tradição nunca poderá ser um entrave à mudança e, muito
menos, poderá alguma vez legitimar um comportamento inaceitável em qualquer
sociedade.

Porque não aceitamos o poder auto-instituído e nada democrático dos organismos da
praxe, que se constituem em estruturas paralelas com regras próprias.

Defendemos que a recepção aos/às novos alunos/as, sempre que se justifique a sua
existência, se deve basear em relações de igualdade. Nesta iniciativa, os/as estudantes olhar-se-ão nos olhos e tratar-se-ão por "tu", construindo um conjunto de redes de solidariedade e de camaradagem não exclusivas. Todos/as se divertirão por igual, deixando a diversão de uns de ser a humilhação de outros/as. Desta forma, incentivar-se-á o verdadeiro altruísmo que consiste em ajudar os/as outros/as sem exigir qualquer contrapartida.

Defendemos igualmente que a faculdade deve ser uma instituição aberta ao mundo
que a rodeia, transformando-o e sendo por ele transformada. Uma instituição que deve
proporcionar a livre intervenção e fomentar a criatividade, não impondo códigos de
conduta nem promovendo a segregação. Mas este ideal nunca será concretizável
enquanto o espírito da praxe reinar na faculdade.

Exigimos ainda que as instituições de Ensino Superior tomem sobre si a
responsabilidade de prestar todas as informações e aconselhamento necessários aos/às
estudantes, quebrando assim com o princípio paternalista do "apadrinhamento" que
compromete e fragiliza a autonomia dos recém-chegados.

Exercemos desta forma o nosso direito à indignação. Como parte da sociedade civil
pensamos que o que se passa no interior das faculdades diz respeito a todos/as. Logo,
jamais poderemos fechar os olhos à triste realidade das "tradições académicas". E
juntamos a nossa voz à voz de todos e todas que lutam diariamente contra o cinzentismo da praxe e se batem por uma faculdade crítica, aberta e democrática!
 
Este manifesto foi escrito em 2003 assinado por diversas pessoas representativas da cultura portuguesa ao qual eu concordo plenamente.


Manifesto Anti-praxe
C o n t r a_ o_ c i n z e n t i s m o_ d a_ p r a x e.


Porque vemos na praxe uma prática que atenta contra os mais elementares direitos
humanos, nomeadamente a liberdade, a igualdade, a integridade física e psicológica e a livre expressão da individualidade, ao mesmo tempo que exalta os valores mais
reaccionários da nossa sociedade.

Liberdade? Todos têm, para dizer "não". Integridade física/psicológica? Praxe que seja contra isto, não é praxe, é humilhação. Livre expressão da individualidade? Cada um é livre de se expressar, não vejo como uma boa praxe possa ir contra. [;)]

Porque não vemos qualquer motivo para a existência de hierarquias entre estudantes,
tendo em conta que todos/as devem ser tratados/as por igual nas relações interpessoais.

Apenas há hierarquias para se garantir que há alguém que dá as ordens (e por ordens entenda-se alguém que mantém a ordem, que diz como vão ser as actividades), alguém teoricamente superior, mas que durante as actividades, a única distinção é mesmo na roupa, distinção essa que existe tantas vezes na vida social de cada um. [;)]

Porque acreditamos que a tradição nunca poderá ser um entrave à mudança e, muito
menos, poderá alguma vez legitimar um comportamento inaceitável em qualquer
sociedade.

Comportamento inaceitável em qualquer sociedade?? Eu diria mais que toda a sociedade académica aceita as praxes, desde que executadas com respeito ao ser humano. Todas as demais práticas não se encaixam no conceito de praxes.

Porque não aceitamos o poder auto-instituído e nada democrático dos organismos da
praxe, que se constituem em estruturas paralelas com regras próprias.

É falar sem conhecer a estrutura da comissão de praxes... As regras são iguais para todos e quem não as cumpre, sofre consequências. Pessoalmente, já assisti a 2 casos de punição a veteranos por incumprimento das regras. Por lá, não se "brinca" às praxes.

Defendemos que a recepção aos/às novos alunos/as, sempre que se justifique a sua
existência, se deve basear em relações de igualdade. Nesta iniciativa, os/as estudantes olhar-se-ão nos olhos e tratar-se-ão por "tu", construindo um conjunto de redes de solidariedade e de camaradagem não exclusivas. Todos/as se divertirão por igual, deixando a diversão de uns de ser a humilhação de outros/as. Desta forma, incentivar-se-á o verdadeiro altruísmo que consiste em ajudar os/as outros/as sem exigir qualquer contrapartida.

Por partes... Recepção aos alunos, é isto que nós fazemos, com muita diversão e boa disposição pelo caminho, sempre com respeito de ambas as partes. Se os veteranos respeitam os caloiros, o mesmo será de esperar dos caloiros. A questão de tratar por "tu", dos casos que conheço, o discurso normal é "você conhece-me de algum lado" (vet.) -> "desculpe, não" (caloiro) -> "óptimo, passaste a conhecer. Bem-vindo!" (vet.). Novamente, humilhação não é praxe... fala-se daquilo que vem para os media, depois dá nestes comentários... Ajuda aos caloiros é dada, a única coisa que se pede é que aproveitem aquela semana ao máximo, conheçam "meio mundo", os que estão nas praxes, e os que estão fora delas, veteranos e professores.

Defendemos igualmente que a faculdade deve ser uma instituição aberta ao mundo
que a rodeia, transformando-o e sendo por ele transformada. Uma instituição que deve proporcionar a livre intervenção e fomentar a criatividade, não impondo códigos de conduta nem promovendo a segregação. Mas este ideal nunca será concretizável
enquanto o espírito da praxe reinar na faculdade.

Sem comentários... Não faz o mínimo sentido... Instituição aberta ao mundo que a rodeia? Óbvio que o é... Livre intervenção? Os próprios caloiros intervêm sempre que querem, naturalmente, havendo respeito entre eles, sendo para isso, essencial haver alguém que dê ordem às coisas. Criatividade? É o que não falta por lá! Da parte dos veteranos, inventar actividades sempre distintas dos anos anteriores. Da parte dos caloiros, inventar gritos/hinos/músicas de equipa, a cada novo desafio, sugerir actividades diferentes, alterações às já existentes. [;)] Segregação? Inexistente, além da "necessária", entre caloiros e veteranos, que no fim, acabam todos juntos, na rambóia e convívio [:D]

Exigimos ainda que as instituições de Ensino Superior tomem sobre si a
responsabilidade de prestar todas as informações e aconselhamento necessários aos/às estudantes, quebrando assim com o princípio paternalista do "apadrinhamento" que compromete e fragiliza a autonomia dos recém-chegados.

Esta então é de génio, realmente [:D] "Princípio paternalista do "apadrinhamento" que compromete e fragiliza a autonomia dos recém-chegados"?? [:D] Quem escreveu isto desconhece a 200% o princípio do apadrinhamento... Padrinhos/madrinhas têm o propósito de ser aquele elemento, de todos os veteranos, com quem os caloiros sentem mais empatia e que, portanto, irão fornecer essas informações e aconselhamentos necessários aos estudantes. Além disso, terão o prazer de serem eles a traçar a capa pela 1ª vez aos seus afilhados e baptizá-los com uma dedicatória, cada um à sua maneira. [;)] Para além dos padrinhos, todos os demais veteranos podem e devem ajudar e aconselhar todos os caloiros. Se há algo de negativo nisto, vou ali e já venho...

Exercemos desta forma o nosso direito à indignação. Como parte da sociedade civil
pensamos que o que se passa no interior das faculdades diz respeito a todos/as. Logo, jamais poderemos fechar os olhos à triste realidade das "tradições académicas". E juntamos a nossa voz à voz de todos e todas que lutam diariamente contra o cinzentismo da praxe e se batem por uma faculdade crítica, aberta e democrática!

Triste, é quem fala das praxes sem conhecer a realidade positiva das praxes. Triste, é quem escreve este manifesto, sem ter consciência dos aspectos mais positivos do que negativos das praxes. Cinzentismo da praxe? Só se for pelo preto dos trajes, que no verão, é um "atentado à integridade física dos veteranos", terem de andar com o traje vestido, sob o calor [:D] (claro que só o veste quem quer)

Comentários directos ao manifesto, estão a bold. =)

Em relação às praxes em si, e à nossa "discussão", é bom ouvir outras opiniões, no entanto, garanto que essa ideia negativa é baseada em excepções, em casos espontâneos, que os media fazem o "amável" favor de espalhar, mas "esquecem-se" de espalhar o outro lado da moeda, e que já aqui foi dito por mim e outros membros inúmeras vezes.

Reitero de novo, sou totalmente contra actividades que de alguma forma, humilhem, menosprezem, inferiorizem, magoem, tenham consequências negativas para os estudantes, tenham conotação negativa, pois isso, não são praxes. =)

Só mesmo para terminar, neste ano lectivo, ao início, houve as tradicionais praxes. No final, em reunião de veteranos, houve pelo menos 1 que ficou proibido de praxar, por uma caloira ter reportado uma situação que, para ela, teve conotação sexual. Apenas para demonstrar, que nalgumas faculdades, as regras existem além do papel, são mesmo cumpridas. [;)]
 
Comentários directos ao manifesto, estão a bold. =)

Em relação às praxes em si, e à nossa "discussão", é bom ouvir outras opiniões, no entanto, garanto que essa ideia negativa é baseada em excepções, em casos espontâneos, que os media fazem o "amável" favor de espalhar, mas "esquecem-se" de espalhar o outro lado da moeda, e que já aqui foi dito por mim e outros membros inúmeras vezes.

Reitero de novo, sou totalmente contra actividades que de alguma forma, humilhem, menosprezem, inferiorizem, magoem, tenham consequências negativas para os estudantes, tenham conotação negativa, pois isso, não são praxes. =)

Só mesmo para terminar, neste ano lectivo, ao início, houve as tradicionais praxes. No final, em reunião de veteranos, houve pelo menos 1 que ficou proibido de praxar, por uma caloira ter reportado uma situação que, para ela, teve conotação sexual. Apenas para demonstrar, que nalgumas faculdades, as regras existem além do papel, são mesmo cumpridas. [;)]

MSD, eu tenho o conhecimento suficiente do que são as praxes para não falar com base em excepções ou noticias da imprensa.

A própria situação hierarquizada de haver uns com um traje académico austero a falar alto para os recem-chegados e a fazer aquelas "pequenas maldades" que para ti podem não ter qualquer significado de prepotencia ou superioridade para com os alunos do 1º ano, para mim incomoda-me imenso. enfim, são diferenças de pontos de vista que enriquecem a sociedade [;)]

mas há outros problemas associados que tem pouco a ver com estas pequenas humilhações como piintar a cara que é praticamente a negação de acesso aos movimentos associativos a quem não é praxado. Isso sim, é um problema de democracia que pode mesmo fechar portas pós-faculdade a lugares influentes que como deves saber só estão disponivel para alguns que fazem parte daqueles circulos cujo embrião se forma muitas vezes nas associações académicas. Chama-se a isso cunha ou compadrio de que o nosso país tanto padece.
 
MSD, eu tenho o conhecimento suficiente do que são as praxes para não falar com base em excepções ou noticias da imprensa.

A própria situação hierarquizada de haver uns com um traje académico austero a falar alto para os recem-chegados e a fazer aquelas "pequenas maldades" que para ti podem não ter qualquer significado de prepotencia ou superioridade para com os alunos do 1º ano, para mim incomoda-me imenso. enfim, são diferenças de pontos de vista que enriquecem a sociedade [;)]

mas há outros problemas associados que tem pouco a ver com estas pequenas humilhações como piintar a cara que é praticamente a negação de acesso aos movimentos associativos a quem não é praxado. Isso sim, é um problema de democracia que pode mesmo fechar portas pós-faculdade a lugares influentes que como deves saber só estão disponivel para alguns que fazem parte daqueles circulos cujo embrião se forma muitas vezes nas associações académicas. Chama-se a isso cunha ou compadrio de que o nosso país tanto padece.

Acredito que a praxe necessite de ser reformulada em determinadas instituições de ensino e que seja agravado e credibilizado o sistema de punições.

Não achas que exageras um pouco no último parágrafo?

É óbvio que se me pedirem uma pessoa para realizar uma determinada função, eu irei indicar quem conheço e é da minha confiança, depois quem pediu que faça a selecção. agora se conheci essa pessoa nas praxes, na univ. no infantário, ou numa discoteca é completamente indiferente.

O acesso aos movimentos académicos que conheci, ou eram realizados através de listas de candidatura eleitoral (AE, núcleos), ou através de candidatura/pedido (Comissão de praxe, tunas).
No caso da comissão de praxe acho caricato/absurdo ser admitido alguém que, por exemplo, se tenha declarado anti-praxe no ano de caloiro. Já no caso das tunas concordo com a existência de praxes, como intensificação do espirito de grupo.

Se achas que as praxes são condicionantes no acesso ao mercado de trabalho, aconselho-te a informares-te sobre departamentos de determinadas empresas, onde a quase totalidade das pessoas são formadas na mesma instituição de ensino [;)].
 
Não achas que exageras um pouco no último parágrafo?

....É óbvio que se me pedirem uma pessoa para realizar uma determinada função, eu irei indicar quem conheço e é da minha confiança....

...Já no caso das tunas concordo com a existência de praxes, como intensificação do espirito de grupo....

.

A minha questão não é assim tão superficial, o problema da nossa sociedade "da cunha" é bem mais profundo. Trunquei estas 2 frases do teu post que explicam um pouco o que eu quero dizer.
Porque razão uma pessoa que conheceste numa discoteca é menos competente que um grande amigo e parceiro de anos das lides académicas ou de outra coisa qualquer? não é o teu caso mas é assim com muita gente
Entendes o que eu quero dizer?

É só veres como são feitas as selecções na maioria das empresas e então na politica , nem se fala.
Não somos um país com oportunidades iguais para todos. Isto acaba por estar nas mãos de poucas centenas de grupos ou familias.
E muitos desses grupos têm origem, exactamente nos tais grupos académicos que segundo muitos, ao que parece, intensifica o espirito de grupo.

P.S. desculpa se estou a extravazar a ideia original da discussão mas eu tenho sempre esta mania de ver as coisas muma prespectiva mais sociologica.
 
Last edited:
A minha questão não é assim tão superficial, o problema da nossa sociedade "da cunha" é bem mais profundo. Trunquei estas 2 frases do teu post que explicam um pouco o que eu quero dizer.
Porque razão uma pessoa que conheceste numa discoteca é menos competente que um grande amigo e parceiro de anos das lides académicas ou de outra coisa qualquer? não é o teu caso mas é assim com muita gente
Entendes o que eu quero dizer?

É só veres como são feitas as selecções na maioria das empresas e então na politica , nem se fala.
Não somos um país com oportunidades iguais para todos. Isto acaba por estar nas mãos de poucas centenas de grupos ou familias.
E muitos desses grupos têm origem, exactamente nos tais grupos académicos que segundo muitos, ao que parece, intensifica o espirito de grupo.

P.S. desculpa se estou a extravazar a ideia original da discussão mas eu tenho sempre esta mania de ver as coisas muma prespectiva mais sociologica.

Basicamente...

Existe um grande preconceito por parte de algumas pessoas em relação a tudo o que seja vida académica.
Ora porque são uns bêbados, ora porque são uns calões, ora porque andam a gastar o € dos pais, sem por vezes conhecerem a situação das pessoas.

Se cada um se preocupasse com a sua vidinha... [;)]

Gostei tanto do espirito académico que ainda hoje quando passo junto a praxes ou por trajados, me vem uma nostalgia e vontade de quebrar a promessa de que nunca mais vestiria aquele traje e a capa após acabar a licenciatura[:D]
 
Basicamente...

Existe um grande preconceito por parte de algumas pessoas em relação a tudo o que seja vida académica.
Ora porque são uns bêbados, ora porque são uns calões, ora porque andam a gastar o € dos pais, sem por vezes conhecerem a situação das pessoas.

Se cada um se preocupasse com a sua vidinha... [;)]

Gostei tanto do espirito académico que ainda hoje quando passo junto a praxes ou por trajados, me vem uma nostalgia e vontade de quebrar a promessa de que nunca mais vestiria aquele traje e a capa após acabar a licenciatura[:D]


Acho que estas a misturar "sentimentos" aqui.

Ninguem está com inveja seja do que fôr, apenas de discuti de abusos de certas pessoas que por motivo do " vá tem que ser" conseguem que algumas pessoas se tornem POR VEZES submissas.

De resto concordo que mantenham o espirito académico!
 
Acho que estas a misturar "sentimentos" aqui.

Ninguem está com inveja seja do que fôr, apenas de discuti de abusos de certas pessoas que por motivo do " vá tem que ser" conseguem que algumas pessoas se tornem POR VEZES submissas.

De resto concordo que mantenham o espirito académico!

Não está lá a palavra inveja.[;)]

O espirito académico hoje em dia não é muito valorizado uma vez que grande parte das pessoas não é obrigada a sair de casa dos pais aos 17/18/19 anos, e viverem numa cidade completamente estranha para frequentarem uma licenciatura. O que torna menor o sentimento de necessidade de união entre os estudantes.

Obviamente que o espirito académico não pode incluir abusos, e contra esses há que agir criminalmente, ou em casos insignificantes com o código de praxe. Agora, eu não considero abusos comer iogurtes de olhos vendados, fazer o relógio de cuco, corridas de cavalos, a viagem à serra da estrela, granada[br:)], cantar o "conheci uma francesa", comer alhos, tostas com vinagre, etc.

A única coisa chata foi andar 5 semanas só a governar-me com 2 t-shirts [:)]
 
. Agora, eu não considero abusos comer iogurtes de olhos vendados, fazer o relógio de cuco, corridas de cavalos, ........ comer alhos, tostas com vinagre, etc.]

Ora ai e que está...para ti pode não ser um abuso, mas para muita gente pode...
Como disse mais acima, para mim ser "obrigado" a comer algo que eu acho nojento é uma tremenda estupidez...

E essas pessoas podem não ter a capacidade de dizer um NÃO e continuar a sua vida normalmente...

Tens que compreender isso...não é dificil...
 
Ora ai e que está...para ti pode não ser um abuso, mas para muita gente pode...
Como disse mais acima, para mim ser "obrigado" a comer algo que eu acho nojento é uma tremenda estupidez...

E essas pessoas podem não ter a capacidade de dizer um NÃO e continuar a sua vida normalmente...

Tens que compreender isso...não é dificil...

Compreendo e penso que já retratei essa situação uns post's acima...

Mas algum dia na vida vão ter que aprender a dizer não, tal como tu próprio o disseste quando te quiseram praxar.[;)]

Não concordo com esse tipo de protecção das pessoas (nestas e noutras situações), torna-as fracas e mal preparadas para a selva cá de fora.

Não penses que sou contra quem se declara anti-praxe, é uma opção com tanto valor como frequentar as praxes com gosto e alegria.

Sou contra quem quer impor a sua vontade aos outros (acabar com as praxes) e contra quem anda a fugir das praxes no seu ano de caloiro e depois enverga o traje e anda a praxar outros.
 
Basicamente...

Existe um grande preconceito por parte de algumas pessoas em relação a tudo o que seja vida académica.
Ora porque são uns bêbados, ora porque são uns calões, ora porque andam a gastar o € dos pais, sem por vezes conhecerem a situação das pessoas.

Se cada um se preocupasse com a sua vidinha... [;)]

Gostei tanto do espirito académico que ainda hoje quando passo junto a praxes ou por trajados, me vem uma nostalgia e vontade de quebrar a promessa de que nunca mais vestiria aquele traje e a capa após acabar a licenciatura[:D]

Quanto aos preconceitos, posso dizer-te que durante a minha vida académica fui tudo isso, fui bebado, fui calão, gastei € dos meus pais e conheci a situação das pessoas.

Quanto aos trajes, só te posso dizer que detesto fardas e ver todos vestidos de igual (à excepção da policia e FAs). Coreia do Norte não obrigado.
 
mas há outros problemas associados que tem pouco a ver com estas pequenas humilhações como piintar a cara que é praticamente a negação de acesso aos movimentos associativos a quem não é praxado. Isso sim, é um problema de democracia que pode mesmo fechar portas pós-faculdade a lugares influentes que como deves saber só estão disponivel para alguns que fazem parte daqueles circulos cujo embrião se forma muitas vezes nas associações académicas. Chama-se a isso cunha ou compadrio de que o nosso país tanto padece.

Quanto ao que está sublinhado, ou eu vivo num "planeta/faculdade" à parte, onde estas diferenças não existem, ou não sei.. Tenho na minha turma uns 10 colegas que são anti-praxes; nunca, a nenhum deles, foi negado fosse o que fosse. Vamos todos juntos às saídas, aos passeios, às actividades, a tudo quanto é feito pela aquela universidade, maioritariamente organizado pela Associação de Estudantes. [;)]

Respondendo agora de forma geral aos demais posts, é verdade que há pessoas incapazes de dizer "não", mas se nem num simples meio académico são capazes de o fazer, acabar com as praxes, seria criar um escudo de proteccionismo em volta deles, ainda maior que aquele criado pelos pais... Algum dia na vida terão de saber dizer "não" e se podem ter essa opção na universidade, é da maneira que aprendem mais cedo, a selva que se vive lá fora. Posso ainda estar a terminar a licenciatura, mas já trabalhei no verão, no ramo, e também tive de aprender a dizer não... Durante as praxes, houve coisas que disse que não queria sujeitar-me a fazer e não fiz. Se fui menosprezada/inferiorizada por isso? Muito pelo contrário. [;)]

Como o Ruie34 disse e bem "Acredito que a praxe necessite de ser reformulada em determinadas instituições de ensino e que seja agravado e credibilizado o sistema de punições." As praxes que hoje em dia são praticadas, em muitas instituições de ensino, apelam a tudo isso que há de negativo, o humilhar os caloiros, o haver diferenças entre caloiros e veteranos bastante acentuadas, no entanto, há que ver e conhecer o outro lado, tirar dele exemplos e pôr o sistema jurídico a funcionar... Se na política há cunhas, no resto do sistema social também há e não são as universidades que o induzem. As cunhas vêm da forma de ser de cada um, da formação como seres humanos. Dizer que nascem nas faculdades, não concordo...
 
Vamos todos juntos às saídas, aos passeios, às actividades, a tudo quanto é feito pela aquela universidade, maioritariamente organizado pela Associação de Estudantes.

As cunhas vêm da forma de ser de cada um, da formação como seres humanos. Dizer que nascem nas faculdades, não concordo...

Não vou contestar o que disseste porque não sou o dono da razão, a não ser da minha [;)], quero apenas para fazer dois pequenos reparos a duas frases tuas para corrigir o que eu quiz dizer.

Vão todos juntos às saidas e actividades organizadas pela Associação de Estudantes, mas não foi isso que disse. O que eu disse foi que é cortado um direito democratico de s ser membro dessa mesma Associação de Estudantes a um aluno anti-praxe.

Posto assim até parece que disse que as cunhas nascem nas faculdades. Há mais sectores da sociedade que podem fomentar o coorporativismo para além das associações de estudantes, essas podem é ser um embrião .
 
Quando estive a cumprir serviço militar, também me fartei de ser praxado e ai de mim se mostrasse indignado. Mais comia...
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Aí, é que não vi ninguém, a proclamar a sua solidariedade para comigo![s)][:D]

De qualquer forma, como tudo, existem os limites do aceitável![;)]
 
Quanto ao que está sublinhado, ou eu vivo num "planeta/faculdade" à parte, onde estas diferenças não existem, ou não sei.. Tenho na minha turma uns 10 colegas que são anti-praxes; nunca, a nenhum deles, foi negado fosse o que fosse. Vamos todos juntos às saídas, aos passeios, às actividades, a tudo quanto é feito pela aquela universidade, maioritariamente organizado pela Associação de Estudantes. [;)]

Respondendo agora de forma geral aos demais posts, é verdade que há pessoas incapazes de dizer "não", mas se nem num simples meio académico são capazes de o fazer, acabar com as praxes, seria criar um escudo de proteccionismo em volta deles, ainda maior que aquele criado pelos pais... Algum dia na vida terão de saber dizer "não" e se podem ter essa opção na universidade, é da maneira que aprendem mais cedo, a selva que se vive lá fora. Posso ainda estar a terminar a licenciatura, mas já trabalhei no verão, no ramo, e também tive de aprender a dizer não... Durante as praxes, houve coisas que disse que não queria sujeitar-me a fazer e não fiz. Se fui menosprezada/inferiorizada por isso? Muito pelo contrário. [;)]

Como o Ruie34 disse e bem "Acredito que a praxe necessite de ser reformulada em determinadas instituições de ensino e que seja agravado e credibilizado o sistema de punições." As praxes que hoje em dia são praticadas, em muitas instituições de ensino, apelam a tudo isso que há de negativo, o humilhar os caloiros, o haver diferenças entre caloiros e veteranos bastante acentuadas, no entanto, há que ver e conhecer o outro lado, tirar dele exemplos e pôr o sistema jurídico a funcionar... Se na política há cunhas, no resto do sistema social também há e não são as universidades que o induzem. As cunhas vêm da forma de ser de cada um, da formação como seres humanos. Dizer que nascem nas faculdades, não concordo...

Pelo que entendo ainda frequentas a Faculdade.

Creio que realmente vives num Mundo à parte, mas não te preocupes, terás muito tempo para acordar para a realidade :D
 
Já quando estudava era vítima de algum separatismo porque não fumava e não ingeria bebidas alcoólicas porque não gostava. Tinha poucos, mas bons amigos, mas a marginalização por parte de muitos era notória. Os mais fracos ou sós acabavam por ceder para serem aceites. Mas eu sempre preferi ser aceite por aquilo que sou.
Ainda hoje não acho piada ao facto das pessoas precisarem de se embeber para se divertirem, mas assim como não os critico deixando-os à sua maneira, também não acho piada às críticas vindas em sentido contrário.

Nas universidades existem abusos como os existem cá fora. Não é por serem pessoas mais letradas que deixam de ser estúpidas.
Depois existem inúmeros marmanjos cujo único reconhecimento é nas faculdades, não pelo brio no aproveitamento académico, mas por tudo aquilo que fazem fora das aulas. Gajos com 30 anos e mais que já andam há mais de 1 década a gastar o pastel dos pais e a roubarem vagas a outros em vez de se fazerem à vida. Apetece dizer-lhes: cresçam e apareçam!

Depois, neste e noutros casos, a mediocridade tende-se a juntar para fazer a força. Daí a humilhar e abusar em praxes, vai apenas um passo. :(
Bom post, como sempre[;)].
 
Pelo que entendo ainda frequentas a Faculdade.

Creio que realmente vives num Mundo à parte, mas não te preocupes, terás muito tempo para acordar para a realidade :D

Sim, ainda frequento, último ano. Vivo num mundo à parte? Olha que não me parece... Conheço os dois lados da moeda das praxes, defendo o lado positivo. Conheço a selva do mundo do trabalho, que nuns sítios é agradável, noutros nem tanto... Não percebi esse comentário. :confused:
 
Não vou contestar o que disseste porque não sou o dono da razão, a não ser da minha [;)], quero apenas para fazer dois pequenos reparos a duas frases tuas para corrigir o que eu quiz dizer.

Vão todos juntos às saidas e actividades organizadas pela Associação de Estudantes, mas não foi isso que disse. O que eu disse foi que é cortado um direito democratico de s ser membro dessa mesma Associação de Estudantes a um aluno anti-praxe.

Posto assim até parece que disse que as cunhas nascem nas faculdades. Há mais sectores da sociedade que podem fomentar o coorporativismo para além das associações de estudantes, essas podem é ser um embrião .

Poderá acontecer isso noutras faculdades, por ali, junta-se um grupo de amigos e concorrem à Associação de Estudantes. Ainda este ano, uma das listas concorrentes tinha colegas meus que não foram às praxes. [;)]

Nesse sentido, de poderem ser um embrião, concordo. Seria hipócrita afirmar que nas faculdades, entre estudantes, não há cunhas; óbvio que as há, mas não necessariamente associado às praxes, pois mesmo acabando com as praxes, as cunhas existiriam sempre, seja no seio de associações, dos grupinhos de amigos que se fazem. [;)]
 
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