Uma coisa é ser bom político, outra é ser bom governante.
O Santana é bom político mas mau governante. E não foi só como PM que o provou - as experiências camarárias não foram brilhantes e as heranças muito pesadinhas.
O Cavaco foi um péssimo político mas bom governante e embora hoje esteja reduzido à qualidade de político - mediano, quanto a mim - está doidinho para começar a governar a partir de Belém. A partir de 2009 vai começar a fazer estragos em S.Bento - é só acabar o lançamento dos benjamins MFL e Relvas e esperar pelo "chamamento da crise". [

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Já o Soares é um politico-nato e um péssimo governante.
Infelizmente o Sócrates é da mesma estirpe bom político/mau governante, mas teve a arte e a sorte de se rodear de melhores quadros que os anteriores.
Por um lado, porque a conjuntura assim o permitiu - quando se parte ganhador para uma eleição, os bons quadors são atraídos pela certeza do poder.
Por outro lado é mais esperto que o Santana, embora este tenha mais traços de genialidade política.
O principal problema do Santana é a corja que o acompanha há anos.
Felizmente (para o Santana) a maior parte da clique não é conhecida do grande público...[

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E foi esta corja - ou a inabilidade do Santana em geri-la - que arruinou por completo o seu Governo, dando a Sampaio a justificação (inconstitucional quanto a mim e muito fraquinha em termos políticos, mas perfeitamente lógica face aos acontecimentos na estrutura governativa - passaram-se coisas inacreditáveis) para dissolver a A.R com o objectivo de destituir o Governo.
Um episódio muito triste de parte-a-parte, que espero que seja omitido na História de Portugal. [

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Aliás, depois das escolhas pessoais de Santana - toldadas pela inebriação com o poder - o segundo erro dele foi não ter ido a eleições.
Tinha ganho com maioria absoluta (c/ CDS) e estaríamos agora em campanha eleitoral para a eleição de Sócrates ou de António Costa.
Melhor ou pior, isso é que já não sei.