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Assessora confirma comissão
A assessora de Manuel Pedro garantiu à Polícia Judiciária que durante o processo de licenciamento do Freeport houve pagamento de avultadas comissões. A testemunha terá ouvido várias conversas em datas posteriores que confirmam essa tese e recorda mesmo uma delas, entre Manuel Pedro e João Cabral, o primeiro da empresa promotora, o segundo com ligações à empresa Freeport.
Manuel Pedro disse a João Cabral que 'tinham de se desenrascar' porque 'o Sócrates já tinha os 400 mil'. Falaram depois de 100 mil euros que a testemunha garante não saber a quem se destinavam. Mas que garante serem igualmente comissões para que o processo fosse aprovado.
Disse ainda a mesma assessora, no depoimento recolhido no final de 2004 pela Polícia Judiciária de Setúbal (diligência que foi presidida pela directora do departamento), que Manuel Pedro não estava preocupado com o que os ingleses podiam saber. Garantia mesmo que até que eles se apercebessem do destino das verbas já o dinheiro tinha sido distribuído pelos interessados e as provas destruídas.
Ainda segundo o CM apurou, a mesma testemunha refere ainda que a cumplicidade de Manuel Pedro com alguns autarcas era igualmente suspeita. E nomeia dois casos: o presidente da Câmara de Alcochete e o do Montijo. Relativamente ao primeiro (José Inocêncio), Manuel Pedro gabava-se mesmo de o ter ajudado nos períodos eleitorais. E na altura do licenciamento do Freeport não percebia o porquê de ele estar a levantar o problema dos 'esgotos', já que o projecto estava 'previamente' aprovado.
O CM apurou ainda que a testemunha trabalhou na Pedro&Smith entre 2004 e 2005, tendo começado por perceber que algo do processo não estava correcto ao verificar a informação contida nos computadores da empresa. Também o secretismo que rodeava as conversas entre os administradores da empresa promotora e João Cabral levava a assessora a suspeitar da lisura dos procedimentos.
DESTRUÍRAM COMPUTADORES
A ex-assessora da Pedro&Smith garante ter assistido a uma operação de destruição de provas. Disse a ex-funcionária da empresa promotora que presenciou a destruição de papéis e a retirada da documentação, logo após o empreendimento ter sido inaugurado.
Garante ainda que, além desses procedimentos, os sócios da Pedro&Smith fizeram backups nos computadores. O que na altura teria percebido era que Manuel Pedro pretendia ocultar a Charles Smith, sócio da empresa, a forma como teriam sido feitos alguns pagamentos.
Esta operação de ‘limpeza’ terá acontecido logo após a inauguração do maior outlet da Europa, situado em Alcochete. Meses depois, a funcionária foi afastada.
MP TENTA QUE HUGO VOLTE A SER INTERROGADO
O Ministério Público acredita que Hugo Monteiro recebeu dinheiro em numerário da empresa Pedro&Smith, no âmbito da legalização do Freepoort. O crime em investigação é tráfico de influências, sendo suspeitos Hugo e Júlio Monteiro, respectivamente primo e tio de José Sócrates.
No anexo 2 da carta rogatória estão descritos os elementos de investigação já recolhidospelaPolícia Judiciária e Ministério Público, entre eles alguns fluxos de verbas considerados suspeitos. OMP avançou também com um pedidodelevantamento do segredo bancário ao tio de José Sócrates, para tentar detectar transferências na data em investigação.
Asautoridades estão também a tentar perceber a viagem de Hugo para a China e o porquê do ‘timing’ escolhido. O jovem saiu de Portugal no passado dia 7 – curiosamente, no mesmo dia em que o pai assume ter sido contactado pela jornalista Felícia Cabrita, que o terá confrontado com as suspeitas que recaíam contra si e a sua família – mas já estaria há algumas semanas a tratar do visto.
Neste momento, e embora o Ministério Público o queira interrogar, tal afigura--se praticamente impossível.Oex-responsável pela Neurónio Criativo está em Pequim a fazer um curso de Marketing e, segundo o pai, que foi contactado pelo CM, só pretende regressar para o ano. 'Foi tentar refazer a vida. O curso demora um ano', garantiu Júlio Monteiro, que recusa as suspeitas que recaem sobre o filho. O empresário garante mesmo não ter pedido ou recebido qualquer suborno já que tem elevadas posses económicas.
PORMENORES
CINCO MILHÕES
A empresa que geria o Freeport terá transferido três vezes 50 mil libras para a Pedro&Smith para pagamento de comissões.Depois transferiram mais cinco milhões de libras para o mesmo efeito. Os dados constam da carta rogatória e foram apurados pelas autoridades portuguesas.
TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS
O crime em que eventualmente incorre Júlio e HugoMonteiro (tio e primo de José Sócrates) é o de tráfico de influências. As autoridades suspeitam que ambos terão 'usado' o laço familiar ao então ministro do Ambiente para conseguir o licenciamento do projecto.
FINANCIAMENTO
Uma das linhas seguidas pela investigação é a possibilidade de haver financiamento partidário. As autoridades ainda não conseguiram confirmar tal hipótese mas o depoimento da assessora também avança no mesmo sentido.
PROBLEMAS DE AUDIÇÃO
A ex-assessora tinha alguns problemas de audição. Por esse motivo, acredita que Manuel Pedro e João Cabral conversavam quando se encontrava próximo. 'Pensavam que eu não ouvia', garante.
DISSERAM
'Sou rico. Nunca aceitei qualquer comissão, nem o meu filho o fez. Telefonei ao meu sobrinho quando me falaram de que estavam a pedir uma comissão'
Júlio MonteiroTio de Sócrates, Tio de Sócrates
'A terceira avaliação de impacte ambiental foi aprovada a 17 de Março de 2002, dia das eleições nacionais que resultaram em que esse ministro [José Sócrates] perdesse o lugar'
Carta rogatória, Apurado pela polícia portuguesa
'A Freeport efectuou três ou quatro pagamentos em parcelas de 50 mil libras à Smith&Pedro. Charles Smith, no vídeo de 3 de Março de 2006, alega que se trata de pagamentos de subornos, com o intuito de satisfazer o ocorrido a 17 de Janeiro de 2002, a partir das quais efectuou uma série de pagamentos em numerário a um primo de José Sócrates'
Carta rogatória, Apurado pelas autoridades inglesas
'Neste mesmo dia, o ministro do Ambiente, José Sócrates, reuniu posteriormente com Sean Collidge, Gary Russell, Charles Smith e Manuel Pedro. (...) e foram pedidas comissões'
Autoridades inglesas
Mãe compra a pronto casa a offshore
Maria Adelaide de Carvalho Monteiro, a mãe do primeiro-ministro José Sócrates, comprou o apartamento na Rua Braamcamp, em Lisboa, a uma sociedade off-shore com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, apurou o Correio da Manhã. Em Novembro de 1998, nove meses depois de José Sócrates se ter mudado para o terceiro andar do prédio Heron Castilho, a mãe do primeiro-ministro adquiria o quarto piso, letra E, com um valor tributável de 44 923 000 escudos – cerca de 224 mil euros –, sem recurso a qualquer empréstimo bancário e auferindo um rendimento anual declarado nas Finanças que foi inferior a 250 euros (50 contos).
Leia mais pormenores sobre este caso, em exclusivo, na edição do CM deste sábado.
Estranho??? De repente acabou o ruído neste tópico...
Mãe compra a pronto casa a offshore
Maria Adelaide de Carvalho Monteiro, a mãe do primeiro-ministro José Sócrates, comprou o apartamento na Rua Braamcamp, em Lisboa, a uma sociedade off-shore com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, apurou o Correio da Manhã. Em Novembro de 1998, nove meses depois de José Sócrates se ter mudado para o terceiro andar do prédio Heron Castilho, a mãe do primeiro-ministro adquiria o quarto piso, letra E, com um valor tributável de 44 923 000 escudos – cerca de 224 mil euros –, sem recurso a qualquer empréstimo bancário e auferindo um rendimento anual declarado nas Finanças que foi inferior a 250 euros (50 contos).
Leia mais pormenores sobre este caso, em exclusivo, na edição do CM deste sábado.
Afinal não acabou post #275 by ALPIGER,
parece que...
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...cheira-me...
Oh OMEGA anda cá ver isto e explica sff.
Vai votar nele?
Conversas em 2002 e 2003 repetidas a várias pessoas
Testemunhas ouviram Manuel Pedro dizer que pagou 500 mil contos a Sócrates
Watergate à portuguesa?
Não posso ser acusado de querer perseguir o primeiro-ministro. Ainda há três semanas elogiei a sua entrevista à SIC e não me recordo de ter escrito sobre ele algum texto hostil – do ponto de vista político ou pessoal.
No célebre caso da licenciatura defendi-o sempre, e considerei mesmo a questão «mesquinha» e «parola».
Enquanto muitos jornais (incluindo alguns considerados pró-socialistas) dedicavam sucessivas primeiras páginas ao assunto, o SOL não publicou sobre ele uma única manchete.
Conto, a propósito, um episódio _caricato.
Numa reunião com responsáveis do jornal que me questionavam pela diminuta importância que o SOL estava a dar ao tema, assumi com tal calor a defesa do primeiro-ministro que a cadeira escorregou e me estatelei no chão.
Quando me levantei, comentei para os meus colegas: «Se o Sócrates visse esta cena não acreditava».
Não posso, por isso, ser acusado de querer mal a José Sócrates ou de estar a contribuir para derrubar o seu Governo: sempre fui um convicto defensor da estabilidade política.
Só que este caso não é, como o da licenciatura, de natureza pessoal.
Este caso tem contornos muito graves, porque envolve uma decisão tomada ao nível do Estado, por um governante no exercício de funções oficiais, havendo suspeitas de que houve uma situação de favor em troca de elevadas quantias em dinheiro.
Não serei eu a acusar Sócrates: essa função cabe à Justiça, se o decidir fazer.
Até porque sou contra os julgamentos mediáticos, a que um dia chamei ‘os novos julgamentos populares’.
Mas importa fazer uma reflexão serena sobre o assunto.
1. As acusações de ‘perseguição política’
Os socialistas e alguns apoiantes de Sócrates, como Freitas do Amaral, e o próprio primeiro-ministro, tentam colocar a questão no terreno político, dizendo tratar-se de uma ‘perseguição’, de uma ‘campanha negra’, em ano eleitoral. Esquecem-se, apenas, de que as notícias que têm sido publicadas se reportam à investigação inglesa. O timing é o de Inglaterra. Aliás, foram os ingleses que desbloquearam o processo que estava aqui encalhando, conduzindo às recentes buscas. Será que a Justiça inglesa quer perseguir Sócrates politicamente? Ou, pelo contrário, era a Justiça portuguesa que estava a proteger Sócrates?
2. O encontro entre Sócrates e Smith
Sócrates afirma que apenas participou numa reunião sobre o Freeport, na qual estiveram presentes outras pessoas, como o presidente da Câmara de Alcochete e representantes do outlet. Ora, esta reunião não tem nada a ver com aquela de que falou o tio. Júlio Monteiro disse que Charles Smith marcou a reunião com a secretária de Sócrates, depois de este lhe ter dito «Mande vir esse fulano falar comigo». Ora uma reunião oficial, envolvendo o ministro, um presidente de Câmara, etc., é tratada obrigatoriamente pelo chefe de gabinete e não pela secretária. Portanto, a reunião de que Sócrates fala e o encontro de que fala o tio são duas coisas diferentes. Alguém aqui está a faltar à verdade.
3. A aprovação_do secretário de Estado
Mostrando o seu distanciamento em relação ao assunto, Sócrates alega que o licenciamento foi feito com a assinatura do secretário de Estado. Ora isto, em vez de aliviar as suspeitas, pelo contrário, adensa-as.
Num caso de tão grande importância e delicadeza – envolvendo a alteração dos limites de uma ZPE (Zona de Protecção Especial) e pondo em causa compromissos tomados com Bruxelas – como entender que o ministro tenha remetido o assunto para um secretário de Estado? Num tema envolvendo, ainda, a família real britânica, a embaixada inglesa, um investimento de centenas de milhões de euros, não seria natural que o ministro assumisse o licenciamento? Só por má consciência pode ter fugido a fazê-lo. Para se livrar de responsabilidades se o assunto viesse – como veio – a levantar suspeitas.
4. A urgência do processo
Sócrates não deu nenhuma explicação para a anormalíssima urgência com que o projecto foi tratado. É insólito um Governo de gestão aprovar um projecto tão polémico e alterar uma ZPE a três dias de cessar funções. Mais: na véspera do dia em que, por ordem superior, tudo teria obrigatoriamente de estar pronto (14 de Março de 2002), havia cinco documentos oficiais em falta. Pois esses documentos foram obtidos em 24 horas! Houve pareceres entrados no Ministério já depois de encerrados os serviços e despachados ainda nesse dia! Isto só se compreende pela existência de compromissos assumidos com alguém. Com quem? E porquê?
5. A alteração da ZPE
José Sócrates, Silva Pereira (na entrevista a Mário Crespo), António Vitorino (na conversa com Judite de Sousa), e outros disseram que a alteração da ZPE não teve nada a ver com o Freeport. Ora este argumento é para atrasados mentais. Por uma simplicíssima razão: numa zona protegida não seria possível construir aquele gigantesco outlet.
Para provarem o contrário, dizem que o Estudo de Impacto Ambiental e o licenciamento foram aprovados antes da entrada em vigor dos novos limites da ZPE. Isto nem deveria ser invocado, pois só prova toda a irregularidade do processo. Como se vê pelos e-mails que hoje publicamos, a aprovação do Estudo de Impacto Ambiental e o licenciamento feito no Conselho de Ministros de 14 de Março foram obtidos através de generosas ‘luvas’ (chamadas «bribery»).
Os factos apontam todos na mesma direcção.
É inegável que na aprovação do Freeport houve uma situação de favor, desrespeitando regras elementares.
Também parece certo que foram pagas elevadas ‘luvas’, muito provavelmente em troca desses favores.
Só falta saber quem recebeu as ‘luvas’.
E aqui a situação é desfavorável a Sócrates, já pelas pessoas mais directamente envolvidas na invulgar celeridade do processo (muitas delas suas subordinadas), já pela participação neste imbróglio de familiares seus (como o tio e um primo).
Falta acrescentar que esta é a mais grave suspeição que se levantou em Portugal relativamente a um governante.
E mesmo a nível internacional uma situação destas é invulgaríssima.
Porque – note-se – não estão em causa financiamentos partidários ilegais, como os que levaram, por exemplo, à condenação de Bettino Craxi.
Está em cima da mesa uma suspeita de corrupção em benefício próprio – que, do ponto de vista moral, é devastadora.
José Sócrates tem traços de personalidade semelhantes a João Vale e Azevedo: são ambos pessoas que acreditam com tanta força em certas inverdades que as dizem com a maior convicção.
Convicção essa que, aliás, ficou patente na comunicação ao país de 5.ª-feira.
P.S. – Respondendo a perguntas sobre este tema, Paulo Portas disse que o que lhe interessa é a Educação, a Saúde, o desemprego, etc., e que sempre foi contra retirarem-se consequências políticas dos casos judiciais. Ora, como director de O Independente, Portas foi o homem que mais escândalos políticos lançou em Portugal no passado recente. E que em sucessivos editoriais defendeu a demissão dos protagonistas desses supostos escândalos. A duplicidade tem limites...
...cheira-me... a antecipadas.[]
PÚBLICO
Chamou-me a atenção foi este comentário.
foram os Contos das 1001 Noites de Ali-Sócrates e os 40 ladrões do Rato. (bem contados são para cima de 40.000) []
Há quem já lhe chame "watergate à portuguesa".
No fundo só me ocorre uma imagem para este País que está a saque e que não tem credibilidade nenhuma:
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Vou-me dar ao trabalho de te responder.
Os canais nacionais são fracos, especialmente SIC e TVI (este francamente mau), porque alternam entre novelas e noticiários sensacionalistas com os concursos pelo meio.
Mas o canal 2 tem algumas series e programas interessantes e a RTP1 é um generalista, bastante razoavel. De há uns anos para cá tem melhorado.
Mas com a proliferação da TV cabo os canais temáticos estão ao alcance de todos e não há grande desculpa para ver porcaria.
Mas infelizmente é de novelas, futebol e noticias sensacionalistas que as pessoas gostam, qualquer programação mais densa que exija esforço mental já dificilmente é um sucesso.
Isto até demonstra que muitas vezes as pessoas querem o que não é o melhor para elas. É aliás um dos riscos da democracia, a maior parte das pessoas tem uma capacidade limitada de fazer uma análise competente às escolhas possiveis. O que acaba por favorecer os politicos demagógicos.
Um potencial 1º ministro competente que não tenha alguns dotes de contorcionista perante a comunicação social, dificilmente se safa.
O sócrates não seria a minha 1º escolha para 1º ministro, mas na prática tem-se revelado bastante bom em minha opinião:
- Corajoso para avançar com reformas, mesmo com forte contestação (veja-se a saúde com a racionalização de recursos, a educação com a avaliação dos professores e as actividades extra-curriculares, as férias judiciais, as reformas dos administradores da CGD e Banco de Portugal, etc.)
- Decidido e determinado a levar as suas ideias para a frente (conseguiu em 3 anos passar odeficit de 6,8 para menos de 3%)
- Com espirito de corpo, defendendo a sua equipa de ministros e nunca tirando o tapete a ninguém.
No fundo é um líder forte e actualmente é o nosso líder, é aquilo que temos e com que podemos contar.
Se erra ? claro que erra, tipicamente quem faz muita coisa, arrisca e comete muitos erros.
Se cria anti-corpos ? claro, mexe num conjunto de regalias das pessoas e isso é tudo menos simpático.
Agora em termos práticos e dado os meios e conjuntura de que dispõe, tem feito um bom trabalho.
Estranho??? De repente acabou o ruído neste tópico...
Confesso que não consigo evitar esboçar um sorriso perante isto:
"Mãe compra a pronto casa a offshore
Maria Adelaide de Carvalho Monteiro, a mãe do primeiro-ministro José Sócrates, comprou o apartamento na Rua Braamcamp, em Lisboa, a uma sociedade off-shore com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, apurou o Correio da Manhã. Em Novembro de 1998, nove meses depois de José Sócrates se ter mudado para o terceiro andar do prédio Heron Castilho, a mãe do primeiro-ministro adquiria o quarto piso, letra E, com um valor tributável de 44 923 000 escudos – cerca de 224 mil euros –, sem recurso a qualquer empréstimo bancário e auferindo um rendimento anual declarado nas Finanças que foi inferior a 250 euros (50 contos)." (in Correio da Manhã).
Uma pessoa declara 250 euros mas compra a pronto uma casa num prédio de luxo. Ok, deve ter sido com economias. Deve ser isso[]. Não vou sequer pensar que isto podia ser lavagem de dinheiro[
]
Ah, mas a sociedade sediada num offshore perdeu dinheiro ao vender-lhe a casa! Hum, que estranho. Olhando para a zona em questão e sabendo que a procura ali não faltava...mas que grande sorte que esta senhora teve. Um autêntico negócio da China, ou melhor, das Ilhas Virgens Britânicas.[][
].
E bem, agora o socras também pode dizer que faço parte da "campanha negra"[][
].
PS: E sim, eu sei que isto foi tudo antes do nosso "freeporgate".
Foi a primeira coisa de que me lembrei quando li a notícia. Como intermediários destes, quem é que precisa de agências imobiliárias? [Dava-me jeito o contacto dessa offshore.
É que gostava de arranjar um apartamento igual por esse preço, mesmo aplicando o índice de correcção monetária para 98-2009.
E se quiserem, ainda deixo agravarem com uma sobretaxa igual (2x).
Compro na mesma! []