O mito dos médicos cubanos - Falta de médicos em Portugal

Pois, penso que será isso...

Mas ao que me refiro é à necessidade de se partirem de valores acima do 19 para se ter alguma chance de entrar!... Faz sentido?...


Quem define a média são os alunos... São abertas 100 vagas (p.e), e o centésimo melhor aluno tem média 19. O que se pode fazer?

Duplicar as vagas (p.e.) não ia diminuir assim tanto a média. Simplesmente 95% alunos que entrariam em Medicina Dentária passariam para cursos de Medicina. A média desceria 0,5 valores.

Isto é uma competição, e só os melhores ou aqueles com menos azar é que conseguem.

Pode-se pensar em outras formas de garantir o ascesso, mas eu condeno todas elas. Se, de momento, entram os melhores alunos, passariam a entrar os familiares de Ministros e deputados, filhos de médicos e netos de directores de serviço. Não confio no método de entrevista para algo tão sério.
 
Última edição:
não faz sentido que haja tanta falta de médicos e que ainda não tenham ajustado a oferta de vagas disponíveis. Neste caso só uns é que saem beneficiados e não são os utentes do SNS


Não é verdade... Nos últimos 6 anos, o número de vagas cresceu quase 50%. Simplesmente ainda é cedo para haver repercussões desse aumento.

Além disso, já se pode tirar o curso de Medicina nas ilhas, e a UM inaugurou (ou está a inaugurar) o novo edificio da Escola de Ciencias da Saúde. Muita coisa está a mudar.
 
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Quem define a média são os alunos... São abertas 100 vagas (p.e), e o centésimo melhor aluno tem média 19. O que se pode fazer?

Duplicar as vagas (p.e.) não ia diminuir assim tanto a média. Simplesmente 95% alunos que entrariam em Medicina Dentária passariam para cursos de Medicina. A média desceria 0,5 valores.

Isto é uma competição, e só os melhores ou aqueles com menos azar é que conseguem.

Pode-se pensar em outras formas de garantir o ascesso, mas eu condeno todas elas. Se, de momento, entram os melhores alunos, passariam a entrar os familiares de Ministros e deputados, filhos de médicos e netos de directores de serviço. Não confio no método de entrevista para algo tão sério.
Então que método proporias?
 
não interessa o método. o que limita a entrada é o número de vagas. metam 10x mais vagas e vão encher na mesma. assim sendo, este tópico não faz sentido nenhum porque não é verdade que sejam as médias o factor dissuasor da entrada em cursos de medicina.
 
Está aqui a resposta!

Como, ao contrário de todos os outros cursos, não há nas privadas e como o que há no estado é ridiculamente pouco, assistimos a esta palhaçada.

Porque é que em medicina não se abre mais vagas?

Serão...





Lobbys?


Eu acho que pra se formar um médico é preciso meio enormes, muito boas condições de aprendizagem. E acho que a maior parte das faculdades de medicina já mal o consegue fazer com o nº de alunos que tem agora, quanto mais abrindo mais vagas.
Sempre ouvi dizer que, por exemplo, a FML não tem grandes condições para os alunos. Por sorte a minha faculdade (UBI) é uma das mais bem equipadas de todas.
 
em coimbra


Lisboa

tem que haver é mais vagas... agora as médias, apartir destes valores sõa feitas pelos alunos

Obviamente!

As médias exigidas nem são nada de extraordinário. Inaceitável é não abrirem vagas. Mas os interesses instalados são muiiiiiiito poderosos!!!!

E o pior é que se triplicarem o número de vagas ainda hoje, o resultado só se começará a sentir daqui a uma década...
 
Quem define a média são os alunos... São abertas 100 vagas (p.e), e o centésimo melhor aluno tem média 19. O que se pode fazer?

Duplicar as vagas (p.e.) não ia diminuir assim tanto a média. Simplesmente 95% alunos que entrariam em Medicina Dentária passariam para cursos de Medicina. A média desceria 0,5 valores.

Isto é uma competição, e só os melhores ou aqueles com menos azar é que conseguem.

Pode-se pensar em outras formas de garantir o ascesso, mas eu condeno todas elas. Se, de momento, entram os melhores alunos, passariam a entrar os familiares de Ministros e deputados, filhos de médicos e netos de directores de serviço. Não confio no método de entrevista para algo tão sério.

Concordo plenamente.
Há quem defenda que se deveria fazer uma prova de aptidão para medicina (e outros cursos), que contaria na nota de candidatura...
 
Todos nós, aqui ou ali, já nos confrontámos com esta realidade, a falta de médicos gritante neste nosso Portugal.

Sendo uma das profissões mais importantes na escala de grandeza de qualquer país espanta-me, sobretudo, ver que tantos jovens, que eventualmente até dariam bons médicos, ficam de fora por causa das médias de acesso brutalmente altas, quiçá injustificadamente!

E digo que até pode ser injustificadamente porque vejo que muitos desses alunos, com esforço acrescido (deles e dos pais), se deslocam aos outros países e onde têm acesso ao valioso curso com médias menos altas, ainda assim (e corrijam-me se estiver errado), para regressarem a este país ingrato e terem a equivalência ao 10 mesmo que lá fora tenham tirado 20... [8b]

Pessoalmente acho mais uma daquelas coisas que não faz sentido na organização deste país, designadamente e porque acabamos por receber médicos de tantos outros países onde o grau de exigência, embora existindo, não enfatiza exageradamente a questão média de acesso, dando valor a outros aspectos provavelmente mais úteis à qualidade que se pretende num técnico desta área, como o é um médico!

E isto é o que eu acho, sem conhecer os "meandros da coisa", mas, e por isso mesmo, aqui lançava mais este debate para enriquecer com as experiências, ou opiniões, de quem tenha ideias definidas sobre este tema!


Já foi aqui discutido por varias vezes este assunto, de forma directa e indirecta, e se não me engano, esses tópicos contaram com a participação do user pé leve...

Dessas varias vezes que o tema foi abordado, foi referido em todas elas como se processa a candidatura, e o que são as medias de acesso...

Mas como aparentemente ainda não fixaram ou não querem fixar o procedimento, eu relembro novamente o processo:

O processo de candidatura a QUALQUER curso superior publico É IGUAL PARA TODOS OS ALUNOS, e consiste na avaliação da totalidade do seu ensino secundário com um peso de 50% e a avaliação de provas especificas de acesso contando os outros 50%...

Todos os anos é publicada uma lista de pares restabelecimento/curso com o numero de vagas proposto por cada universidade baseada NA CAPACIDADE LOGÍSTICA da faculdade...

A essas vagas concorre quem quiser, e são colocados os alunos com melhor nota COMO ACONTECE EM TODOS OS OUTROS CURSOS de ensino superior publico..

Se para determinado curso existem 100 vagas e concorrem 2000 alunos, entram os 100 melhores independentemente de terem 19 valores ou 14 valores....

No final é publicada a nota do ultimo classificado, que é a nota "referencia"!

NINGUÉM impõe as notas de acesso!
Entram os melhores, qualquer que seja a nota...
È a lei da oferta e da procura a funcionar
O processo é igual para todos os alunos e para todos os cursos

Quanto ás vagas, já por mais do que uma vez foi referido que são determinadas pelas universidades baseadas em logística!!

Os cursos de ciências não são como os de humanidades em que bastam umas cadeiras, uns quadros e uns livros, e um professor para 100 alunos e já esta!!

Os curso de ciências necessitam não só dessas mesmas salas, mas também de laboratórios equipados com meios materiais e humanos, em quantidade e qualidade suficiente, montes de técnicos auxiliares, e muitos outros recursos...


Portando para as actuais faculdades existentes, já se torna impossível abrir mais vagas SE se pretende manter alguma qualidade de formação..

Os alunos tem que ter pratica clínica, contacto directo frequente e fácil quer com os doentes quer com os equipamentos e com os professores, e se queremos que os alunos aprendam alguma coisa os números por professor/doente não podem ser altos...


Resumindo porque já vai longo:
A nota não é imposta, é determinada unica e exclusivamente por concurso publico, pelos alunos que ás vagas concorrem, entrando os melhores, se face ás mais de 1200 vagas existentes para este ano o pior aluno, aquele que ficou no lugar 1200º teve 17,7 quer dizer que todos os outros que entraram com ele tiveram melhor nota e TRABALHARAM PARA ISSO, os que ñão entraram podem concorrer para o ano seguinte
 
Está-se aqui a discutir 2 coisas diferentes.

A falta de médicos

Não existe falta de médicos, como já referido. Estão mal distribuídos e se houvesse 2 a 3x mais, continuariam mal distribuídos.

As médias de acesso

Para mim são uma autêntica aberração. Um médico que entrou com 19 valores não é melhor médico que o que poderia entrar com 12.
São as aberrações do sistema e tal como já se acabou com a questão dos dentistas e das farmácias, agora vai-se acabar com esta dos médicos em geral.

Como, não sei, pois o que é importante é que eles não saem das grandes cidades. E aí voltamos ao ponto anterior...
 
Então que método proporias?


Não proponho nada.

Acho que não há falta de médicos em Portugal. Acho até que vai haver excesso daqui a 6/7 anos.

Simplesmente há falta de médicos que cumprem o horário. Se todos os médicos passassem no SNS o numero de horas a que estão obrigados... Há certas especialidades em que parece anedota, mas isso também não interessa.
 
NINGUÉM impõe as notas de acesso!
Entram os melhores, qualquer que seja a nota...
È a lei da oferta e da procura a funcionar
O processo é igual para todos os alunos e para todos os cursos

Não é verdade.

Há faculdades e cursos que exigem média mínima. Creio que Medicina exige 15 em Coimbra, Engenharia na Feup 12, etc. Daí para a frente é com os alunos. Os melhores entram!

Não se deveria falar em média de entrada, mas sim na média do último aluno a entrar num determinado curso.

Ora abram mas é vagas!!!
 
Não é verdade.

Há faculdades e cursos que exigem média mínima. Creio que Medicina exige 15 em Coimbra, Engenharia na Feup 12, etc. Daí para a frente é com os alunos. Os melhores entram!

Não se deveria falar em média de entrada, mas sim na média do último aluno a entrar num determinado curso.

Ora abram mas é vagas!!!



Quando se fala em nota minima de entrada (ou média necessária para entrar), está a falar-se da nota do ultimo a entrar. Ou explicaste-te mal ou estás confuso.


Essas notas minimas de acesso impostas pelas faculdade são, a meu ver, perfeitamente adequadas. Podemos achar que um aluno de média 12 poderia vir a ser melhor médico que um de média 19. Mas não se esqueçam que as médias também são, no ensino secundário, um reflexo da capacidade de trabalho e empenho, caracteristicas necessárias para acabar um curso de medicina, e para exercer a profissão de forma "ideal".
 
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Está-se aqui a discutir 2 coisas diferentes.

A falta de médicos

Não existe falta de médicos, como já referido. Estão mal distribuídos e se houvesse 2 a 3x mais, continuariam mal distribuídos.

As médias de acesso

Para mim são uma autêntica aberração. Um médico que entrou com 19 valores não é melhor médico que o que poderia entrar com 12.
São as aberrações do sistema e tal como já se acabou com a questão dos dentistas e das farmácias, agora vai-se acabar com esta dos médicos em geral.

Como, não sei, pois o que é importante é que eles não saem das grandes cidades. E aí voltamos ao ponto anterior...

A media de acesso È DETERMINADA PELOS ALUNOS e baseada em criterios previamente determinados e conhecidos, e não é imposta por nenhuma entidade.

Se alguém quer concorrer para medicina só tem que fazer o 12º ano de ciências com a melhor nota possível, tirar as melhores notas possíveis nas especificas. Mais nada!

São os mesmos requisitos que para QUALQUER outro curso, e estão todos em igualdade de circunstancias..

Por outro lado, a nota é normalmente proporcional ao trabalho e dedicação de um aluno!
A nota não é portanto um critério arbitrário e desprovido de mérito!

Mede diferenças efectivas entre estudantes, que se caracterizam por diferentes medias...
Um aluno com melhor media ou é mais inteligente, ou trabalhou mais, ou se dedicou mais.

A nota de candidatura so serve para entrar no curso e nada mais!
Uma vez la dentro, TODOS os caloiros tem nota igual entre eles, e é ZERO.
Só ao fazerem as cadeiras é que começam de novo a ter uma media de curso.

E a media de curso quer dizer alguma coisa em relação a qualidade do medico, se um medico acaba com 10 e outro com 19 evidentemente alguma diferença entre eles há.

Mais uma vez relembro que para esta situação nota de candidatura nada tem a ver com a nota de curso...


Só para corrigir que os médicos não entram com nota nenhuma :)
Entram alunos de secundario CANDIDATOS a medicos, que depois passam a caloiros, e SE concluirem o curso então sim serão medicos.
 
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Quando se fala em nota minima de entrada (ou média necessária para entrar), está a falar-se da nota do ultimo a entrar. Ou explicaste-te mal ou estás confuso.


Essas notas minimas de acesso impostas pelas faculdade são, a meu ver, perfeitamente adequadas. Podemos achar que um aluno de média 12 poderia vir a ser melhor médico que um de média 19. Mas não se esqueçam que as médias também são, no ensino secundário, um reflexo da capacidade de trabalho e empenho, caracteristicas necessárias para acabar um curso de medicina, e para exercer a profissão de forma "ideal".

Nem uma coisa nem outra. Ora lê lá isto http://www.acessoensinosuperior.pt/detcurso.asp?codc=9813&code=0506 e depois diz alguma coisa.
 
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