O que é uma boa poupança?

Boas!
Também eu tinha uma poupança... Bla bla bla...

Tinha uma vida muito confortável e nunca me poupava a nada...

Veio o filho e tudo o que vem com ele...
5 anos depois a poupança já era...

Despesas mensais de todo o modo e feitio...
Creche, depois Jardim de Infância, consultas, medicamentos, vacinas, fraldas, comidas...

LOL

E mais não digo, para não dizer que sou um pessimista...

Cumprimentos,

LPC
Tb tinha. Estoirei em estudos e em desgraças que foram acontecendo.
 
É por aí...mas isso tanto vale para a reforma como para amanhã. Tudo pode acontecer.

Para já tenho objectivos financeiros concretos que devem ser atingidos em quatro anos. A partir daí logo se vê.

Nunca tinha pensado bem desta forma, mas agora penso sempre que cada euro gasto são na verdade 4€ do futuro que mando para o lixo.

[:D]

Farto-me de rir com os teus posts, a sério... [:D]
 
Não sei pq se riem, é perfeitamente possível ter rendimentos a render 300% e ter um golfstream no aeródromo mais perto.

Ginástica e flexibilidade são as palavras chave.
 
ora bem, e quem não consegue fazer poupança, o que faz? Dou por mim a ver-me a evitar a compra de um novo carro, porque não há possibilidade.
A minha esposa ganha o equivalente a pouco mais do que o ordenado mínimo. Eu sou licenciado desde 2007, nunca fui colocado por concurso de professores, ando desde esse ano a trabalhar em regime de AEC's, com a agravante de termos contratos de 9 meses e depois 3 meses em subsídio de desemprego. Como sou músico, vou dando umas aulas de música por fora em escolas particulares, dou alguns concertos (cada vez são menos, devido à porcaria de oferta que existe). Houve algo que me mudou logo os planos. Casei cedo, mas estava em casa dos meus pais e passados poucos meses acabei por decidir que seria melhor arranjar um espaço nosso. Consegui um apartamento razoável, um T3 já a pensar no futuro e que hoje não me arrependo nada. Para conseguir o empréstimo, como éramos novos, consegui a 50 anos, com 10 anos de amortização de juros. Estou no 9º ano de empréstimo e a ver-me a ficar preocupado com a subida que vai acontecer daqui a 2 anos, claro. Tive o meu filho em Setembro do ano passado. Felizmente, este ano até consegui um melhor horário de trabalho, com um salário que não é bom, mas também não é o salário mínimo. Por muito que, no entanto, ande a trabalhar, a fazer horas nas escolas, não há maneira de ver dinheiro a "juntar". Bem que queria fazer o que chamam de "poupança", mas torna-se quase impossível, mesmo com grande controlo das despesas mensais e privando-nos de algumas coisas. Raramente vamos a um restaurante e vamos escolhendo dentro do mais acessível, as férias são sempre passadas no nosso país e dificilmente longe de casa. Os bens materiais, são os necessários, eu gosto de vestir bem, embora não possa cair nas marcas premium, a minha esposa já não se importa de comprar marca branca (desde que consiga ter em quantidade... eh eh eh).
Há uns meses tinha participado no tópico falando sobre as contas poupança existentes actualmente, mas sem uns bons milhares para aplicar, é difícil fazer o que quer que seja.
Bom, fica mais em jeito de desabafo, que tenho sentido necessidade disso e parece que por trás de um (muito porventura, falso) anonimato de um fórum acaba por se tornar mais simples.
 
ora bem, e quem não consegue fazer poupança, o que faz? Dou por mim a ver-me a evitar a compra de um novo carro, porque não há possibilidade.
A minha esposa ganha o equivalente a pouco mais do que o ordenado mínimo. Eu sou licenciado desde 2007, nunca fui colocado por concurso de professores, ando desde esse ano a trabalhar em regime de AEC's, com a agravante de termos contratos de 9 meses e depois 3 meses em subsídio de desemprego. Como sou músico, vou dando umas aulas de música por fora em escolas particulares, dou alguns concertos (cada vez são menos, devido à porcaria de oferta que existe). Houve algo que me mudou logo os planos. Casei cedo, mas estava em casa dos meus pais e passados poucos meses acabei por decidir que seria melhor arranjar um espaço nosso. Consegui um apartamento razoável, um T3 já a pensar no futuro e que hoje não me arrependo nada. Para conseguir o empréstimo, como éramos novos, consegui a 50 anos, com 10 anos de amortização de juros. Estou no 9º ano de empréstimo e a ver-me a ficar preocupado com a subida que vai acontecer daqui a 2 anos, claro. Tive o meu filho em Setembro do ano passado. Felizmente, este ano até consegui um melhor horário de trabalho, com um salário que não é bom, mas também não é o salário mínimo. Por muito que, no entanto, ande a trabalhar, a fazer horas nas escolas, não há maneira de ver dinheiro a "juntar". Bem que queria fazer o que chamam de "poupança", mas torna-se quase impossível, mesmo com grande controlo das despesas mensais e privando-nos de algumas coisas. Raramente vamos a um restaurante e vamos escolhendo dentro do mais acessível, as férias são sempre passadas no nosso país e dificilmente longe de casa. Os bens materiais, são os necessários, eu gosto de vestir bem, embora não possa cair nas marcas premium, a minha esposa já não se importa de comprar marca branca (desde que consiga ter em quantidade... eh eh eh).
Há uns meses tinha participado no tópico falando sobre as contas poupança existentes actualmente, mas sem uns bons milhares para aplicar, é difícil fazer o que quer que seja.
Bom, fica mais em jeito de desabafo, que tenho sentido necessidade disso e parece que por trás de um (muito porventura, falso) anonimato de um fórum acaba por se tornar mais simples.

Óptima partilha.
 
ora bem, e quem não consegue fazer poupança, o que faz? Dou por mim a ver-me a evitar a compra de um novo carro, porque não há possibilidade.
A minha esposa ganha o equivalente a pouco mais do que o ordenado mínimo. Eu sou licenciado desde 2007, nunca fui colocado por concurso de professores, ando desde esse ano a trabalhar em regime de AEC's, com a agravante de termos contratos de 9 meses e depois 3 meses em subsídio de desemprego. Como sou músico, vou dando umas aulas de música por fora em escolas particulares, dou alguns concertos (cada vez são menos, devido à porcaria de oferta que existe). Houve algo que me mudou logo os planos. Casei cedo, mas estava em casa dos meus pais e passados poucos meses acabei por decidir que seria melhor arranjar um espaço nosso. Consegui um apartamento razoável, um T3 já a pensar no futuro e que hoje não me arrependo nada. Para conseguir o empréstimo, como éramos novos, consegui a 50 anos, com 10 anos de amortização de juros. Estou no 9º ano de empréstimo e a ver-me a ficar preocupado com a subida que vai acontecer daqui a 2 anos, claro. Tive o meu filho em Setembro do ano passado. Felizmente, este ano até consegui um melhor horário de trabalho, com um salário que não é bom, mas também não é o salário mínimo. Por muito que, no entanto, ande a trabalhar, a fazer horas nas escolas, não há maneira de ver dinheiro a "juntar". Bem que queria fazer o que chamam de "poupança", mas torna-se quase impossível, mesmo com grande controlo das despesas mensais e privando-nos de algumas coisas. Raramente vamos a um restaurante e vamos escolhendo dentro do mais acessível, as férias são sempre passadas no nosso país e dificilmente longe de casa. Os bens materiais, são os necessários, eu gosto de vestir bem, embora não possa cair nas marcas premium, a minha esposa já não se importa de comprar marca branca (desde que consiga ter em quantidade... eh eh eh).
Há uns meses tinha participado no tópico falando sobre as contas poupança existentes actualmente, mas sem uns bons milhares para aplicar, é difícil fazer o que quer que seja.
Bom, fica mais em jeito de desabafo, que tenho sentido necessidade disso e parece que por trás de um (muito porventura, falso) anonimato de um fórum acaba por se tornar mais simples.

O mundo real é assim, infelizmente...

Eu ainda não sei o que fazer em termos de poupança, ainda estou na fase inicial da carreira profissional.
Por enquanto, como vivo em casa dos pais vou aproveitando para juntar algum todos os meses, pois como despesas é basicamente o carro e pouco mais. Bastava ter de pagar um aluguer ou mensalidade para casa mais despesas que a mesma necessita para muito provavelmente já não ter grandes sobras.
 
O mundo real é assim, infelizmente...

Eu ainda não sei o que fazer em termos de poupança, ainda estou na fase inicial da carreira profissional.
Por enquanto, como vivo em casa dos pais vou aproveitando para juntar algum todos os meses, pois como despesas é basicamente o carro e pouco mais. Bastava ter de pagar um aluguer ou mensalidade para casa mais despesas que a mesma necessita para muito provavelmente já não ter grandes sobras.
É bom que possa existir essa noção desde já. Com os meus 14/15 anos eu já ganhava dinheiro de uma forma algo considerável e não me apercebia. Fui "parvo", nunca rebentei dinheiro a comprar carros, porque aliás, devido ao mundo da música, transporte de material de som e instrumentos, o meu primeiro carro foi uma Seat Inca, mas gastei muito dinheiro em manutenções e "mods" desnecessárias. O mundo da música tem algo de chato tipo informática. Nunca se está bem com o material que se tem e procura-se sempre mais. Sendo que se trata de material sem qualquer valorização, antes pelo contrário.
Acabei o meu curso com 22 anos, já a trabalhar na área com 21, mas a recibos verdes. Fazia 100km (ida e volta) para trabalhar. Quando casei, a ideia era ficar em casa dos meus pais. Infelizmente, os planos saíram furados e as mulheres não se entenderam. Passados 8 meses, lá saí de casa. Enquanto estava em casa dos meus pais, comprei o meu Peugeot 307, em 2008. Ainda o tenho e este ano quero ver se o pinto e faço uma boa revisão mecânica, porque gasto 2000€ ou por aí, mas fico com um carro a diesel sem FAP, com selo antigo que acho que ainda me aguenta uns anos. Logo aqui, porém, começou um erro. Comprei o carro a prestações, para comprar casa fui forçado a não ter mais nenhum empréstimo. Logo, tive de pedir ao banco mais um extra para pagar o que faltava do carro. Ou seja, empréstimo para pagar um empréstimo. Quando comprei o apartamento não me lancei à maluca e ponderei muito bem até onde podia ir. O empréstimo com 10 anos a pagar só juros, ou seja, até ao momento não paguei nada do valor que me emprestaram, se calhar é uma má decisão, mas passei 3 anos a receber abaixo do salário mínimo, pelo que, não fosse assim, se calhar, hoje estaria sem o meu apartamento. Posso dizer que vim para o apartamento com pouco mais de 10.000€ na conta o que, para um tipo que nunca teve grandes despesas, até parece dinheiro, mas mobília para ali, electrodoméstico para acolá e ele vai desaparecendo. Felizmente, não sobrou muito, mas melhor ou pior, não falta nada cá em casa.
Bom, para não me alongar, isto sobre o que disseram em cima. A poupança, a meu ver, deve começar o quanto antes, para não chegarmos aos 30 ou 40 anos e a andar a fazer contas à vida sobre o que dá para comprar ou não. Este ano, atiramo-nos de cabeça e tivemos o nosso filho. Era o momento financeiro ideal? Não. Mas nunca mais era. Parecia sempre que havia um imprevisto qualquer. Quando comecei o mundo da música, fazia aos 30/40 concertos por ano. Quando comprei o apartamento, andava na média dos 15. Tive um ano em que fiz 3. Este ano que passou, pelo menos foi mais positivo, pois fui convidado por um músico que, não sendo nacional, tem cd's editados, já fomos várias vezes à TV e já corri algumas boas cidades de Portugal com ele.
De há uns anos para cá, no entanto, por muito que tente a poupança, nada. 2008 até 2009 juntei algum. Mudei de casa. Gastou-se bastante do que se tinha juntado. 2011 comprei uma Mercedes Vito que foi um "cancro" e que vendi agora em 2017. Motor, Turbo, entre outras coisas até dizer "basta".
2014 parti o perónio em 3 sítios numa futebolada com os amigos. Basicamente fiquei com o pé virado ao contrário. 2 anos e 4 operações depois, muitas consultas com tudo o que isso implica financeiramente, sem trabalhar, lá se foi algum bocadinho da poupança.
2017, despachei a carrinha, comprei um skoda fabia para as minhas pequenas deslocações. Decidi ter o meu bebé. Finanças, já sabem muito bem como é.
E não posso dizer que saiba que muito mais fazer. Trabalho, gostaria de ter outro trabalho que fosse financeiramente mais rentável, mas tenho, para já, a vantagem de trabalhar perto de casa, não precisando de pensar em despesas de viagens, alugueres de quartos, etc. Consigo conciliar com algumas aulas que vou dando ao final da tarde, esperando que surjam mais alguns concertos para as despesas "extras" que sempre surgem.

AO fim e ao cabo, como disseram também, o mundo real é assim, mas por vezes temos de levar de "chapa" com ele para nos apercebermos.

No entanto, se alguém souber um "truque" para rentabilizar pequenas quantias... venha ele.
 
ora bem, e quem não consegue fazer poupança, o que faz? Dou por mim a ver-me a evitar a compra de um novo carro, porque não há possibilidade.
A minha esposa ganha o equivalente a pouco mais do que o ordenado mínimo. Eu sou licenciado desde 2007, nunca fui colocado por concurso de professores, ando desde esse ano a trabalhar em regime de AEC's, com a agravante de termos contratos de 9 meses e depois 3 meses em subsídio de desemprego. Como sou músico, vou dando umas aulas de música por fora em escolas particulares, dou alguns concertos (cada vez são menos, devido à porcaria de oferta que existe). Houve algo que me mudou logo os planos. Casei cedo, mas estava em casa dos meus pais e passados poucos meses acabei por decidir que seria melhor arranjar um espaço nosso. Consegui um apartamento razoável, um T3 já a pensar no futuro e que hoje não me arrependo nada. Para conseguir o empréstimo, como éramos novos, consegui a 50 anos, com 10 anos de amortização de juros. Estou no 9º ano de empréstimo e a ver-me a ficar preocupado com a subida que vai acontecer daqui a 2 anos, claro. Tive o meu filho em Setembro do ano passado. Felizmente, este ano até consegui um melhor horário de trabalho, com um salário que não é bom, mas também não é o salário mínimo. Por muito que, no entanto, ande a trabalhar, a fazer horas nas escolas, não há maneira de ver dinheiro a "juntar". Bem que queria fazer o que chamam de "poupança", mas torna-se quase impossível, mesmo com grande controlo das despesas mensais e privando-nos de algumas coisas. Raramente vamos a um restaurante e vamos escolhendo dentro do mais acessível, as férias são sempre passadas no nosso país e dificilmente longe de casa. Os bens materiais, são os necessários, eu gosto de vestir bem, embora não possa cair nas marcas premium, a minha esposa já não se importa de comprar marca branca (desde que consiga ter em quantidade... eh eh eh).
Há uns meses tinha participado no tópico falando sobre as contas poupança existentes actualmente, mas sem uns bons milhares para aplicar, é difícil fazer o que quer que seja.
Bom, fica mais em jeito de desabafo, que tenho sentido necessidade disso e parece que por trás de um (muito porventura, falso) anonimato de um fórum acaba por se tornar mais simples.

Antes de mais parabéns pela frontalidade.

Infelizmente há muita gente em Portugal que não tem grandes possibilidades de acumular um valor considerado pela maioria de significativo, contudo, a meu ver devemos tentar ver as coisas sempre em perspetiva.

O que quero eu dizer com isto? Muito simples, devemos ter um "pé de meia" de acordo com as nossas possibilidades.

Por exemplo, para quem ganhe o SMN, ter um pé de meia de 7 mil euros, representa um ano de salários, ou seja, como valor absoluto não é muito, mas como valor relativo, tendo em conta o vencimento é muito significativo.

De outra forma, se alguém que aufira o SMN, colocar de lado todos os meses 50 euros, irá demorar 140 meses, 10 anos portanto.
Se fizermos o mesmo exercício com 100 euros mensais de poupança temos de aguardar 5 longos anos para obter esse rendimento.

Isto para dizer o quê? Penso que é muito importante os objetivos que colocamos serem realistas e infelizmente para uma grande parte da população, é muitíssimo bom ter 1000 euros de poupança, quanto mais valores superiores.

Temos de perceber que infelizmente o subsídio de desemprego é um autêntico seguro de sobrevivência para muita gente.

Por isso, com calma e de acordo com as vossas possibilidades, o importante é existir a preocupação de colocar algum de lado todos os meses, mesmo que sejam os tais 50€.

Até porque sem contar com o rendimento do capital que é sempre alguma coisa, os tais 50€ a 40 anos já permitem ter quase 30 mil euros. [;)]
 
ora bem, e quem não consegue fazer poupança, o que faz? Dou por mim a ver-me a evitar a compra de um novo carro, porque não há possibilidade.
A minha esposa ganha o equivalente a pouco mais do que o ordenado mínimo. Eu sou licenciado desde 2007, nunca fui colocado por concurso de professores, ando desde esse ano a trabalhar em regime de AEC's, com a agravante de termos contratos de 9 meses e depois 3 meses em subsídio de desemprego. Como sou músico, vou dando umas aulas de música por fora em escolas particulares, dou alguns concertos (cada vez são menos, devido à porcaria de oferta que existe). Houve algo que me mudou logo os planos. Casei cedo, mas estava em casa dos meus pais e passados poucos meses acabei por decidir que seria melhor arranjar um espaço nosso. Consegui um apartamento razoável, um T3 já a pensar no futuro e que hoje não me arrependo nada. Para conseguir o empréstimo, como éramos novos, consegui a 50 anos, com 10 anos de amortização de juros. Estou no 9º ano de empréstimo e a ver-me a ficar preocupado com a subida que vai acontecer daqui a 2 anos, claro. Tive o meu filho em Setembro do ano passado. Felizmente, este ano até consegui um melhor horário de trabalho, com um salário que não é bom, mas também não é o salário mínimo. Por muito que, no entanto, ande a trabalhar, a fazer horas nas escolas, não há maneira de ver dinheiro a "juntar". Bem que queria fazer o que chamam de "poupança", mas torna-se quase impossível, mesmo com grande controlo das despesas mensais e privando-nos de algumas coisas. Raramente vamos a um restaurante e vamos escolhendo dentro do mais acessível, as férias são sempre passadas no nosso país e dificilmente longe de casa. Os bens materiais, são os necessários, eu gosto de vestir bem, embora não possa cair nas marcas premium, a minha esposa já não se importa de comprar marca branca (desde que consiga ter em quantidade... eh eh eh).
Há uns meses tinha participado no tópico falando sobre as contas poupança existentes actualmente, mas sem uns bons milhares para aplicar, é difícil fazer o que quer que seja.
Bom, fica mais em jeito de desabafo, que tenho sentido necessidade disso e parece que por trás de um (muito porventura, falso) anonimato de um fórum acaba por se tornar mais simples.

Também te quero felicitar pela coragem da partilha, infelizmente a tua realidade é igual á da maioria das pessoas.
Eu só consegui começar a poupar já perto dos 40 anos...[;)]
 
Antes de mais parabéns pela frontalidade.

Infelizmente há muita gente em Portugal que não tem grandes possibilidades de acumular um valor considerado pela maioria de significativo, contudo, a meu ver devemos tentar ver as coisas sempre em perspetiva.

O que quero eu dizer com isto? Muito simples, devemos ter um "pé de meia" de acordo com as nossas possibilidades.

Por exemplo, para quem ganhe o SMN, ter um pé de meia de 7 mil euros, representa um ano de salários, ou seja, como valor absoluto não é muito, mas como valor relativo, tendo em conta o vencimento é muito significativo.

De outra forma, se alguém que aufira o SMN, colocar de lado todos os meses 50 euros, irá demorar 140 meses, 10 anos portanto.
Se fizermos o mesmo exercício com 100 euros mensais de poupança temos de aguardar 5 longos anos para obter esse rendimento.

Isto para dizer o quê? Penso que é muito importante os objetivos que colocamos serem realistas e infelizmente para uma grande parte da população, é muitíssimo bom ter 1000 euros de poupança, quanto mais valores superiores.

Temos de perceber que infelizmente o subsídio de desemprego é um autêntico seguro de sobrevivência para muita gente.

Por isso, com calma e de acordo com as vossas possibilidades, o importante é existir a preocupação de colocar algum de lado todos os meses, mesmo que sejam os tais 50€.

Até porque sem contar com o rendimento do capital que é sempre alguma coisa, os tais 50€ a 40 anos já permitem ter quase 30 mil euros. [;)]

Só que há meses em que até metes os 50€ de lado porque até se controlam as contas, mas noutros, lá vem a IPO, o selo, o seguro da casa, do carro, a conta extra, as consultas médicas não programadas, a dor de dentes, a avaria no carro. Ou seja, na teoria, é claro que é óptimo pensar nessa poupança. Na prática, nem sempre é possível.
 
É bom que possa existir essa noção desde já. Com os meus 14/15 anos eu já ganhava dinheiro de uma forma algo considerável e não me apercebia. Fui "parvo", nunca rebentei dinheiro a comprar carros, porque aliás, devido ao mundo da música, transporte de material de som e instrumentos, o meu primeiro carro foi uma Seat Inca, mas gastei muito dinheiro em manutenções e "mods" desnecessárias. O mundo da música tem algo de chato tipo informática. Nunca se está bem com o material que se tem e procura-se sempre mais. Sendo que se trata de material sem qualquer valorização, antes pelo contrário.
Acabei o meu curso com 22 anos, já a trabalhar na área com 21, mas a recibos verdes. Fazia 100km (ida e volta) para trabalhar. Quando casei, a ideia era ficar em casa dos meus pais. Infelizmente, os planos saíram furados e as mulheres não se entenderam. Passados 8 meses, lá saí de casa. Enquanto estava em casa dos meus pais, comprei o meu Peugeot 307, em 2008. Ainda o tenho e este ano quero ver se o pinto e faço uma boa revisão mecânica, porque gasto 2000€ ou por aí, mas fico com um carro a diesel sem FAP, com selo antigo que acho que ainda me aguenta uns anos. Logo aqui, porém, começou um erro. Comprei o carro a prestações, para comprar casa fui forçado a não ter mais nenhum empréstimo. Logo, tive de pedir ao banco mais um extra para pagar o que faltava do carro. Ou seja, empréstimo para pagar um empréstimo. Quando comprei o apartamento não me lancei à maluca e ponderei muito bem até onde podia ir. O empréstimo com 10 anos a pagar só juros, ou seja, até ao momento não paguei nada do valor que me emprestaram, se calhar é uma má decisão, mas passei 3 anos a receber abaixo do salário mínimo, pelo que, não fosse assim, se calhar, hoje estaria sem o meu apartamento. Posso dizer que vim para o apartamento com pouco mais de 10.000€ na conta o que, para um tipo que nunca teve grandes despesas, até parece dinheiro, mas mobília para ali, electrodoméstico para acolá e ele vai desaparecendo. Felizmente, não sobrou muito, mas melhor ou pior, não falta nada cá em casa.
Bom, para não me alongar, isto sobre o que disseram em cima. A poupança, a meu ver, deve começar o quanto antes, para não chegarmos aos 30 ou 40 anos e a andar a fazer contas à vida sobre o que dá para comprar ou não. Este ano, atiramo-nos de cabeça e tivemos o nosso filho. Era o momento financeiro ideal? Não. Mas nunca mais era. Parecia sempre que havia um imprevisto qualquer. Quando comecei o mundo da música, fazia aos 30/40 concertos por ano. Quando comprei o apartamento, andava na média dos 15. Tive um ano em que fiz 3. Este ano que passou, pelo menos foi mais positivo, pois fui convidado por um músico que, não sendo nacional, tem cd's editados, já fomos várias vezes à TV e já corri algumas boas cidades de Portugal com ele.
De há uns anos para cá, no entanto, por muito que tente a poupança, nada. 2008 até 2009 juntei algum. Mudei de casa. Gastou-se bastante do que se tinha juntado. 2011 comprei uma Mercedes Vito que foi um "cancro" e que vendi agora em 2017. Motor, Turbo, entre outras coisas até dizer "basta".
2014 parti o perónio em 3 sítios numa futebolada com os amigos. Basicamente fiquei com o pé virado ao contrário. 2 anos e 4 operações depois, muitas consultas com tudo o que isso implica financeiramente, sem trabalhar, lá se foi algum bocadinho da poupança.
2017, despachei a carrinha, comprei um skoda fabia para as minhas pequenas deslocações. Decidi ter o meu bebé. Finanças, já sabem muito bem como é.
E não posso dizer que saiba que muito mais fazer. Trabalho, gostaria de ter outro trabalho que fosse financeiramente mais rentável, mas tenho, para já, a vantagem de trabalhar perto de casa, não precisando de pensar em despesas de viagens, alugueres de quartos, etc. Consigo conciliar com algumas aulas que vou dando ao final da tarde, esperando que surjam mais alguns concertos para as despesas "extras" que sempre surgem.

AO fim e ao cabo, como disseram também, o mundo real é assim, mas por vezes temos de levar de "chapa" com ele para nos apercebermos.

No entanto, se alguém souber um "truque" para rentabilizar pequenas quantias... venha ele.
Realmente crédito automóvel e espetar novo crédito habitação com carência de capital, é bastante penalizador. É o mesmo que andares 10 anos a pagar casa arrendada e só agora começas a pagar a tua casa.

Boa sorte para o futuro.
 
Realmente crédito automóvel e espetar novo crédito habitação com carência de capital, é bastante penalizador. É o mesmo que andares 10 anos a pagar casa arrendada e só agora começas a pagar a tua casa.

Boa sorte para o futuro.
Na altura também não tinha a maior noção das coisas. Não é que seja um grande entendido a nível financeiro, números nunca foi o meu forte, mas sim, não foi o melhor que podia ter acontecido. Mas como disse em cima, a carência de capital pelo menos permitiu que até ao momento a mensalidade tenha sido bastante baixa e ir dando para ir "segurando as pontas". A vantagem que poderá ter é que actualmente a tendência do valor das casas é subir e o apartamento poderá, daqui a uns bons anos acabar por ser num valor acima do que foi pago há quase 10 anos atrás. É que até já foi conseguido cerca de 15.000€ abaixo do valor de mercado na altura, pois foi de um divórcio.
 
faz-me confusao ler pessoal a falar em dificuldades financeiras, em poupanças zero, etc e depois falar que gostam de vestir bem (como se a roupa de qualquer marca banal nao fizesse o mesmo efeito) e pelo meio compram-se carros.

nao sou melhor que ninguém mas é estranho.
 
faz-me confusao ler pessoal a falar em dificuldades financeiras, em poupanças zero, etc e depois falar que gostam de vestir bem (como se a roupa de qualquer marca banal nao fizesse o mesmo efeito) e pelo meio compram-se carros.

nao sou melhor que ninguém mas é estranho.

Vestir bem equivale a vestir uma camisa, com um casaco a condizer, umas calças e um sapato bonito... não compro um casaco de 200€, nem umas calças de 50€.
Por outro lado não falei em dificuldades financeiras... falei em dificuldade em realizar uma poupança visível. Pelo meio compram-se carros.
A minha Seat Inca custou 3000€ em 2003, comprei o meu actual carro que é um Peugeot 307 modesto 1.4HDi. Vendi a Inca por 2400€ e comprei a Vito por 3300€. Vendi a Vito por 3000€ e comprei o Skoda por 2000€. Faz-te muita confusão? A mim faz-me confusão ver pessoal a comprar carros de 20 e 30.000€ e não me faz confusão por raiva. Faz-me confusão porque alguém é mais "inteligente" ou safou-se bem melhor na vida do que eu, porque eu nunca consegui sequer comprar carro novo.
 
nao te pretendo atacar. li por alto e formulei uma opiniao geral.

nao conseguir poupar é para mim viver com dificuldades pois no dia que aquele valor por algum motivo deixar de entrar em casa nao tenho qualquer suporte.

faz-me confusao pois sao coisas que me preocupam e vejo tanta gente ao meu redor a viver de forma irresponsavel.

Vestir bem equivale a vestir uma camisa, com um casaco a condizer, umas calças e um sapato bonito... não compro um casaco de 200€, nem umas calças de 50€.
Por outro lado não falei em dificuldades financeiras... falei em dificuldade em realizar uma poupança visível. Pelo meio compram-se carros.
A minha Seat Inca custou 3000€ em 2003, comprei o meu actual carro que é um Peugeot 307 modesto 1.4HDi. Vendi a Inca por 2400€ e comprei a Vito por 3300€. Vendi a Vito por 3000€ e comprei o Skoda por 2000€. Faz-te muita confusão? A mim faz-me confusão ver pessoal a comprar carros de 20 e 30.000€ e não me faz confusão por raiva. Faz-me confusão porque alguém é mais "inteligente" ou safou-se bem melhor na vida do que eu, porque eu nunca consegui sequer comprar carro novo.
 
nao te pretendo atacar. li por alto e formulei uma opiniao geral.

nao conseguir poupar é para mim viver com dificuldades pois no dia que aquele valor por algum motivo deixar de entrar em casa nao tenho qualquer suporte.

faz-me confusao pois sao coisas que me preocupam e vejo tanta gente ao meu redor a viver de forma irresponsavel.

A forma como respondes dá outra ideia.
Por outro lado, há que separar as águas. Quem vive de "chapa ganha, chapa gasta" não pode sequer falar em poupança. Poupar é colocar de lado um "pé de meia", algo além dos gastos mensais, que te permita algum desafogo para algum "capricho" ou despesa extraordinária que possa surgir.
"ler por alto" não é o ideal quando se tem um texto com todo um conteúdo. Falei no vestir bem, porque gosto efectivamente de me manter apresentável, mas na mesma frase falo em marcas brancas. Não tenho qualquer problema em ir a uma Modalfa, uma Code, Lefties, mesmo uma casa dos chineses ou até à feira da minha cidade para comprar o que for necessário. Porque sei quais são as possibilidades financeiras que tenho. Comprar carros... é relativo. Se pudesse fazê-lo, bem que vendia 1 deles e ficava somente com 1, mas os meus horários de trabalho com os da minha esposa são incompatíveis, pelo que é de todo impossível.
Não estou aqui a fazer o papel de "coitadinho". Sei que há pessoal em muito pior situação do que eu. Agora, volto à mesma lógica, quando falamos de "O que é uma boa poupança?", claro que se interpreta como um valor considerável que é possível ter de lado, ou aplicado para rendimento, ou arriscado para ganhos futuros. Não o dinheiro da sobrevivência mensal.
 
Compreendo quando falas de vestir bem mas sem ser de marca. Eu gosto de vestir bem mas ainda não tenho coragem para gastar fortunas em roupa.

Há pessoal que gasta fortunas em coisas de marca do mais piroso que há. [:)]

Em relação a poupança, quando trabalhava em PT em 2 anos de trabalho duro a viver com os pais juntei 3k, bati com o carro lá se foram 2 anos de poupança para o arranjo, foi duro mas o que não nos mata torna-nos mais fortes. Força nisso.
 
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