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Num cenário limite tudo pode acontecer. Veja-se o que aconteceu na Grécia.
Basta as contas serem todas bloqueadas ou a movimentação limitada e pode criar o caos.
Boas,
Contas bloqueadas ou movimentação limitada, por si só nem é o que me aflige mais.
O que me deixa desconfortável (pois não conheço estes mecanismos todos), é: há a possibilidade em caso de uma crise realmente grave, de parte das poupanças dos cidadãos serem cativadas a fundo perdido ?
Ou aquela garantia de valores até 100.000 € por pessoa vale também para as contas a prazo ?
Bom, isso já é outro nível. Penso que aconteceu no Chipre, há uns anos, por causa da crise financeira.
Nada nos garante que não venha a acontecer em Portugal.
A minha estratégia é a diversificação não só de produtos, como também de entidades financeiras, para minimizar riscos. Actualmente trabalho com cerca de 10 entidades financeiras, e mesmo assim vou variando. Este ano tenho previsto adicionar mais uma ou duas na mesma lógica de diversificação.
Por outro lado, imóveis, cash, ouro e afins, o haircut é mais difícil. Ninguém sabe o cash que possuo.
Compreendo perfeitamente, principalmente acima de certos valores não é o mais seguro ter tudo convertido em dinheiro e muito menos tudo no mesmo "cesto"... mas epá 10 entidades financeiras diferentes ?!
Só de imaginar a trabalheira que deve dar manter a organização da informação relativa a tudo isso... NIBs, PINs, dados de acesso electrónico, cartões matriz, códigos disto e daquilo...
Não te safavas com cerca de metade dessas entidades ?
Realmente é um pouco complexo, mas tenho tudo centralizado (acessos) num ficheiro de gestão (encriptado).
E os acessos tenho tudo através de app com uma pasta no telemóvel com todas as app de cada entidade. Algumas é mais de uso frequente e outras é apenas para ir controlando (se não tomamos conta, a vaca não engorda).
Depende do valor das poupanças. Se for 5k e não queres muito trabalho ou receio, mete em algo mais simples como os certificados ou parecido. Ou investe num ppr se conseguires o benefício fiscal e não precisares do dinheiro nos próximos 5 anos.
Se forem 100k já valerá a pena diversificar. Mas conselhos específicos é sempre difícil. Vê o tópico dos investimentos. Este é mais da poupança em si.
O que fazer às minhas poupanças em tempo de crise?
https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/o-que-fazer-as-minhas-poupancas-em-tempo-de-crise-568895
não havia já situações de resgate excepcionais?https://www.jornaldenegocios.pt/eco...rante-o-estado-de-emergencia?HP_DestaquesTopo
Quem tiver ppr e estiver desempregado ou em lay-off nesta fase de estado de emergência pode resgatá-los sem penalizações fiscais.apr![]()
Sim...não havia já situações de resgate excepcionais?
tipo desemprego longa duração?
Vou dar a minha opinião só com base no folheto, até porque não encontro as IPC em lado algum e a informação sobre a rentabilidade líquida não é clara.Vi publicitado o Lusitânia Investimento 2020. A rendibilidade pareceu-me simpática, mas deve haver contras. Alguém tem experiência deste tipo de produtos?
Vou dar a minha opinião só com base no folheto, até porque não encontro as IPC em lado algum e a informação sobre a rentabilidade líquida não é clara.
Basicamente, a taxa é 6,2% subtrais 1% que pagas logo no momento da subscrição e sobram 5,2%, divides por 6 anos e tens uma TANB de 0,86667%, se a taxa de retenção for de 28% dá uma taxa anual líquida de 0,624%. Isto se mantiverem o seguro de capitalização durante os 6 anos. Se resgatares antes aplicam-se as taxas que eles referem, menos o 1% que pagas à cabeça. E tens que dividir essa taxa pelo número de anos em que mantivesse o seguro, para apurar a taxa anual.
É isso, mas são cinco anos e um dia e não seis anos como referes. Ainda assim dará pouco mais de 1% bruto ao ano e é preciso manter durante os cinco anos.