O que é uma boa poupança?

Clio, segundo o Google esses 1200€ já devem ser a 2.ª posição remuneratória. A 1.ª são 995€ brutos.

Segundo este link: https://www.dgae.mec.pt/?wpfb_dl=20068

Basicamente, na FP, não fazendo parte de nenhuma carreira especial (magistratura, médicos, militares, docentes universitários), para se ganhar 2k líquidos, só aos 60+ anos e com dependentes a cargo.

Apesar de ter muitos FPs na família confesso que não estou assim muito por dentro dessas tabelas e afins.

Aquilo era um cargo numa CM com precisamente esses €1201,48 brutos como salário, declarado mesmo no anuncio. Não me pareceu haver qualquer tipo de "precedência necessária".

BTW esse link refere administração escolar, isto é um cargo numa câmara municipal (e outro exemplo era num hospital e tb os mm 1200 brutos). Mas de facto o valor de 1201,48 é exatamente o mm dessa tal categoria de "técnico superior", neste caso de 2ª posição como referes.

Será uma carreira equivalente a essa ?


Mas a questão do milhão de euros é o futuro das subidas nos escalões. Certamente não vai ser à grande como no passado, e um tipo fica à mercê de períodos de crise e não crise (ou suposta não crise) sem poder lutar ele próprio por mais e melhor.

É isso que acho frustrante. E depois ainda ficar a ver os "pançudos" nos escalões mais altos sem fazer um c* e muitos deles sem sequer saberem nada de nada.

Eu acho que cortava os pulsos, mas mais uma vez, é a minha visão.
 
Nunca esteve tão bom como agora para a poupança.

Desemprego em valores baixos.

Número dos salários mais elevados a aumentar.

https://www.jn.pt/economia/interior...8.1069242776.1533976625-1641127108.1494315769

Infelizmente por cá não é assim...


Portugal tem a mais baixa taxa de poupança entre os membros da União Europeia, com as famílias a dedicarem apenas 4% dos rendimentos para esse fim. Já os suecos e alemães estão entre os europeus que mais poupam.

011ZGPe.png


https://eco.pt/2018/07/27/portugueses-sao-os-que-menos-poupam-na-uniao-europeia/
 
Infelizmente por cá não é assim...


Portugal tem a mais baixa taxa de poupança entre os membros da União Europeia, com as famílias a dedicarem apenas 4% dos rendimentos para esse fim. Já os suecos e alemães estão entre os europeus que mais poupam.

011ZGPe.png


https://eco.pt/2018/07/27/portugueses-sao-os-que-menos-poupam-na-uniao-europeia/

A baixa poupança também se deve ao rácio custo de vida/salários, não ser muito favorável em Portugal a que exista poupança
 
A baixa poupança também se deve ao rácio custo de vida/salários, não ser muito favorável em Portugal a que exista poupança

Da mesma forma que não é favorável em Espanha ou no Reino Unido? :confused:

Penso que será mais uma questão cultural. Se eu posso gastar hoje, porquê esperar por amanhã, se entretanto posso morrer?
 
Ainda no outro dia me diziam que havia um "proposta fixe" para técnico superior (para ppl com mestrado numa área de engenharia) para trabalhar numa CM (FP portanto) de 1200.
Fui ao simulador e isso dá 850 paus liq pq não cá SA nem nada. Ui, que vida de luxo com 850 broas :sh)

Aos 1200€ brutos somas cerca de 100€ líquidos de subsidio de alimentação (4,77€/dia).

Claro que devemos ambicionar mais mas um trabalho como FP tem como grande vantagem o não despedimento ( ou muito dificilmente), além disso tem pouca pressão na maior parte dos casos e eventualmente progressões, desde que não haja crise.

Ainda possui a vantagem de tentar a transferência (desde que o outro elemento do casal também possa) indo viver para cidades mais pequenas com custo de vida mais baixo.

Por fim tens ADSE que te permite cuidados de saúde a preços muito baixos, com filhos existe uma grande poupança neste campo.

Tudo isto para dizer que FP dificilmente enriquece mas os quadros intermédios normalmente possuem vidas confortáveis, desde que não ambicionem ter casas de 300k nem carros de 40k.

Já no privado, os salários são mais altos nos cargos elevados mas a exigência é também outra, principalmente ao nível da disponibilidade, semanas fora de casa, longe da família, trabalham mais horas semanalmente e muito importante podem ser despedidos sob o pretexto de uma qualquer reestruturação.

Mas sim, quem desejar poder de compra (dinheiro) ganha muito mais no privado.

O problema da função pública é precisamente a generalização de todo o sistema. Um funcionário, independentemente da carreira em que se insere, na Câmara Municipal de Lisboa ou do Porto sofre incomparavelmente mais pressões que um funcionário da Câmara Municipal de Coimbra ou Évora. A quantidade de trabalho existente num serviço e noutro é completamente diferente, por razões obvias. Em termos de responsabilidades, o seu trabalho e eventuais "erros" estão mais expostos do que numa qualquer Câmara mais pequena.
O problema é que os 1200€ brutos são oferecidos ao técnico superior que vai trabalhar para Lisboa, ou ao técnico superior que vai trabalhar para a Póvoa de Varzim.

A ADSE enquanto "ovo de ouro" é mais um mito que anda por aí. Primeiro, para o ter desconta-se 3,5% do salário mensalmente (às vezes acho que grande parte da população não tem esta noção e acha que é totalmente gratuito) e não falta pessoas que prescindem da mesma porque preferem ter um seguro mais vantajoso/barato no setor privado. Além do mais, hoje em dia existem muitas empresas que oferecem bons seguros de saúde, por vezes superiores aos benefícios da ADSE. Qualquer empresa que se preze que gosta de dizer que valoriza os seus recursos humanos hoje em dia faz isso.

O sistema de saúde da ADSE é vantajoso precisamente para quem tem filhos, tal como referiste, ou então caso exista uma fatalidade em termos de saúde ou se seja uma pessoa constantemente doente.
Em tempos comentou-se que o sistema poderia vir a ser aberto para toda a população (não sei se sempre irá/foi para a frente?) e pessoalmente gostava que isso acontecesse. Estou convencido que a maioria dos trabalhadores do setor privado na hora da verdade não optariam por este sistema e seria um flop.

Relativamente à referência ao nível de vida que fazes, é interessante. Concordo com o que dizes, mas cada vez mais o desfasamento entre os níveis de vida nas cidades do nosso Portugal faz com que isso não seja assim tão linear.
Hoje em dia no Porto já tens dificuldade em comprar T1 novos a menos de 150 mil euros. Um T2 e T3 medianos andam precisamente entre os 200 e 300k. Portanto esse "ambicionar" que referes em cidades como Lisboa, Porto ou até mesmo Braga/Coimbra muitas vezes significam habitações de nível médio para quem for casado e tiver 1 filho.
Desse modo, como podes ver, não é tão fácil com estes salários base de funcionários públicos de ter o que apelidas de "vida confortável" sem fazer muitas contas. Já lá vai o tempo em que um funcionário público era visto como alguém com um nível de vida médio/médio alto em alguns casos. Hoje em dia, com o salário mínimo a aumentar a olhos vistos e a aproximar-se do salário médio existente no país, quem aufere estes valores qualquer dia está a entrar no patamar da classe salarial média-baixa.

Onde uns vêm segurança, estabilidade etc., eu vejo aborrecimento, certamente falta de desafios etc. etc.*

Mas isto não é uma questão de haver certo ou errado, é uma questão meramente pessoal.

Apesar das vantagens da FP, este salário ou tem margem de progressão (o que duvido daqui para a frente pois houve muito excesso no passado neste sentido, aka aumentos “indefinidos” na FP) ou então pessoalmente não me seduz.

Uma coisa é começar com €850 liq, outra coisa é receber isso para o resto da vida. Até pessoal a vender roupa em lojas tem bem mais progressão e pode receber mais que isto por amor de deus. Aliás bem mais se chegar a chefe ou até mais do dobro de 850 se chegar a chefe de loja.

É que falo de cargos técnicos que não estão ao alcance de qualquer um. Receber 850 para todo o sempre não me seduz mesmo com as vantagens da FP, mas cada um sabe de si.


*É que ao menos no passado chovesse ou fizesse sol havia progressões automáticas. Seja ou não justo ou sustentável (que obviamente não é), era uma vantagem. Agora nem isso... Resta a estabilidade.

O aborrecimento e falta de desafios é relativo. Num serviço associado a uma cidade pequena do interior acredito que isso aconteça, mas em cidades de maior dimensão acredita que o que te mantém preso à função é precisamente o facto de conseguires sentir o pulso da cidade e saberes que estás a contribuir para o seu desenvolvimento. Consoante o local onde trabalhas esta noção poderá variar, mas por exemplo em serviços de uma câmara municipal vais estar sempre por dentro da dinâmica da cidade, o que abrange um conjunto de áreas e temáticas enorme. Quando trabalhas numa empresa, acabas por estar mais fechado para o "mundo" e somente conheces/dominas os produtos/serviços que a tua empresa promove.

O sistema de progressão nesta carreiras para mim é o seu maior defeito. Como referiste o salário até é atrativo para quem está a começar, mas depois disso será sempre uma travessia no deserto.
Resumidamente, para avançar para a posição seguinte vais necessitar de 10 pontos, o que na prática vão ser 10 anos de avaliações regulares/boas (cumpre as expectativas). Perguntas-te se não podes encurtar esse tempo com avaliações melhores? Podes, se excederes as expectativas (tiveres excelente) nas tuas avaliações. Mas esse tipo de notas, por causa do sistema de quotas, está reservado a uma pequena elite.

A melhor forma e única esperança para se progredir financeiramente é tentar alcançar os lugares de chefia e posteriormente de diretores, onde os salários não sendo nada de outro mundo (em comparação com o setor privado para as mesmas responsabilidades) já te permite um bom nível de vida. Não é algo fácil e são "7 cães a um osso", mas se fores intelectualmente competente e com boas capacidades de relação interpessoal, julgo que se consegue alcançar esses cargos


Aquilo era um cargo numa CM com precisamente esses €1201,48 brutos como salário, declarado mesmo no anuncio. Não me pareceu haver qualquer tipo de "precedência necessária".

BTW esse link refere administração escolar, isto é um cargo numa câmara municipal (e outro exemplo era num hospital e tb os mm 1200 brutos). Mas de facto o valor de 1201,48 é exatamente o mm dessa tal categoria de "técnico superior", neste caso de 2ª posição como referes.

Será uma carreira equivalente a essa ?


Mas a questão do milhão de euros é o futuro das subidas nos escalões. Certamente não vai ser à grande como no passado, e um tipo fica à mercê de períodos de crise e não crise (ou suposta não crise) sem poder lutar ele próprio por mais e melhor.

É isso que acho frustrante. E depois ainda ficar a ver os "pançudos" nos escalões mais altos sem fazer um c* e muitos deles sem sequer saberem nada de nada.

Eu acho que cortava os pulsos, mas mais uma vez, é a minha visão.

Atualmente, quem é licenciado entra diretamente para a 2º posição de técnico superior, não me recordo de ver em anúncios a 1º posição a ser aplicada. Não precisas de nenhum antecedente na função público se estivermos a falar de concursos externos.
Como falaste anteriormente de cursos de engenharia, realço no entanto que existe uma carreira paralela para quem possui graduação em informática (apelidados de "especialista de informática"), sendo os níveis salariais um pouco mais atrativos.

Quanto à frustração que referes sobre quem está nos escalões mais elevados, de facto existe e é uma realidade. A mesma só vai desaparecer com a entrada continua de novos recursos humanos para as bases e com a reforma dos mais antigos.
Para teres uma noção, não faltam recursos humanos por esse país fora na carreira de assistente operacional com vencimentos de 1150€, ou seja, o mesmo que um técnico superior que entrar hoje.
A diferença é que o assistente operacional, entre outras, pode ter funções de "paquete" ou simplesmente de fechar cartas para colocar no correio e um técnico superior possui tarefas técnicas e de responsabilidade elevada, ao nível que a sua licenciatura e/ou mestrado fazem supor.
Para piorar o cenário, são as típicas pessoas com parcos estudos que estão nos serviços há 30 ou 40 anos, já só pensam na reforma, em trabalhar o mínimo possível e não possuem qualquer brio profissional.
 
Aos 1200€ brutos somas cerca de 100€ líquidos de subsidio de alimentação (4,77€/dia).

Eu bem avisei que apesar de ter muitos FPs na família não estava por dentro de muita coisa, essa era uma delas. Quer dizer, agora que penso bem realmente acho que há SA, mas neste anúncio não referia isso e passou-me pq SA não é obrigatório por lei.

~€100 em salários deste nível não é de todo desprezável e ~950 é um pouco melhor de facto. Deve dar uns 13k/ano liq em vez 11,9k como pensava.



O problema da função pública é precisamente a generalização de todo o sistema. Um funcionário, independentemente da carreira em que se insere, na Câmara Municipal de Lisboa ou do Porto sofre incomparavelmente mais pressões que um funcionário da Câmara Municipal de Coimbra ou Évora. A quantidade de trabalho existente num serviço e noutro é completamente diferente, por razões obvias. Em termos de responsabilidades, o seu trabalho e eventuais "erros" estão mais expostos do que numa qualquer Câmara mais pequena.
O problema é que os 1200€ brutos são oferecidos ao técnico superior que vai trabalhar para Lisboa, ou ao técnico superior que vai trabalhar para a Póvoa de Varzim.

A ADSE enquanto "ovo de ouro" é mais um mito que anda por aí. Primeiro, para o ter desconta-se 3,5% do salário mensalmente (às vezes acho que grande parte da população não tem esta noção e acha que é totalmente gratuito) e não falta pessoas que prescindem da mesma porque preferem ter um seguro mais vantajoso/barato no setor privado. Além do mais, hoje em dia existem muitas empresas que oferecem bons seguros de saúde, por vezes superiores aos benefícios da ADSE. Qualquer empresa que se preze que gosta de dizer que valoriza os seus recursos humanos hoje em dia faz isso.

O sistema de saúde da ADSE é vantajoso precisamente para quem tem filhos, tal como referiste, ou então caso exista uma fatalidade em termos de saúde ou se seja uma pessoa constantemente doente.
Em tempos comentou-se que o sistema poderia vir a ser aberto para toda a população (não sei se sempre irá/foi para a frente?) e pessoalmente gostava que isso acontecesse. Estou convencido que a maioria dos trabalhadores do setor privado na hora da verdade não optariam por este sistema e seria um flop.

Relativamente à referência ao nível de vida que fazes, é interessante. Concordo com o que dizes, mas cada vez mais o desfasamento entre os níveis de vida nas cidades do nosso Portugal faz com que isso não seja assim tão linear.
Hoje em dia no Porto já tens dificuldade em comprar T1 novos a menos de 150 mil euros. Um T2 e T3 medianos andam precisamente entre os 200 e 300k. Portanto esse "ambicionar" que referes em cidades como Lisboa, Porto ou até mesmo Braga/Coimbra muitas vezes significam habitações de nível médio para quem for casado e tiver 1 filho.
Desse modo, como podes ver, não é tão fácil com estes salários base de funcionários públicos de ter o que apelidas de "vida confortável" sem fazer muitas contas. Já lá vai o tempo em que um funcionário público era visto como alguém com um nível de vida médio/médio alto em alguns casos. Hoje em dia, com o salário mínimo a aumentar a olhos vistos e a aproximar-se do salário médio existente no país, quem aufere estes valores qualquer dia está a entrar no patamar da classe salarial média-baixa.

Sempre foi um dos problemas da FP. Problema entre aspas pq só é problema em Lx (e Porto vá) pq no resto do país a situação é sempre mais favorável e na FP facilmente se tem salários melhores que no privado, a somar as vantagens da FP a nível de estabilidade e não só.


Acho que ele estava a falar mais do passado, quer em termos de salários quer em termos de custo da habitação. E nesse passado com 150/200k em muitas cidades (ou bons arredores perto das maiores cidades) compravam-se casas interessantes.

Mas entretanto os salários (ainda mais para quem é FP novo) e o custo de vida mudaram bastante. O paradigma mudou.



O aborrecimento e falta de desafios é relativo. Num serviço associado a uma cidade pequena do interior acredito que isso aconteça, mas em cidades de maior dimensão acredita que o que te mantém preso à função é precisamente o facto de conseguires sentir o pulso da cidade e saberes que estás a contribuir para o seu desenvolvimento. Consoante o local onde trabalhas esta noção poderá variar, mas por exemplo em serviços de uma câmara municipal vais estar sempre por dentro da dinâmica da cidade, o que abrange um conjunto de áreas e temáticas enorme. Quando trabalhas numa empresa, acabas por estar mais fechado para o "mundo" e somente conheces/dominas os produtos/serviços que a tua empresa promove.

O sistema de progressão nesta carreiras para mim é o seu maior defeito. Como referiste o salário até é atrativo para quem está a começar, mas depois disso será sempre uma travessia no deserto.
Resumidamente, para avançar para a posição seguinte vais necessitar de 10 pontos, o que na prática vão ser 10 anos de avaliações regulares/boas (cumpre as expectativas). Perguntas-te se não podes encurtar esse tempo com avaliações melhores? Podes, se excederes as expectativas (tiveres excelente) nas tuas avaliações. Mas esse tipo de notas, por causa do sistema de quotas, está reservado a uma pequena elite.

A melhor forma e única esperança para se progredir financeiramente é tentar alcançar os lugares de chefia e posteriormente de diretores, onde os salários não sendo nada de outro mundo (em comparação com o setor privado para as mesmas responsabilidades) já te permite um bom nível de vida. Não é algo fácil e são "7 cães a um osso", mas se fores intelectualmente competente e com boas capacidades de relação interpessoal, julgo que se consegue alcançar esses cargos

Atualmente, quem é licenciado entra diretamente para a 2º posição de técnico superior, não me recordo de ver em anúncios a 1º posição a ser aplicada. Não precisas de nenhum antecedente na função público se estivermos a falar de concursos externos.
Como falaste anteriormente de cursos de engenharia, realço no entanto que existe uma carreira paralela para quem possui graduação em informática (apelidados de "especialista de informática"), sendo os níveis salariais um pouco mais atrativos.

Quanto à frustração que referes sobre quem está nos escalões mais elevados, de facto existe e é uma realidade. A mesma só vai desaparecer com a entrada continua de novos recursos humanos para as bases e com a reforma dos mais antigos.
Para teres uma noção, não faltam recursos humanos por esse país fora na carreira de assistente operacional com vencimentos de 1150€, ou seja, o mesmo que um técnico superior que entrar hoje.
A diferença é que o assistente operacional, entre outras, pode ter funções de "paquete" ou simplesmente de fechar cartas para colocar no correio e um técnico superior possui tarefas técnicas e de responsabilidade elevada, ao nível que a sua licenciatura e/ou mestrado fazem supor.
Para piorar o cenário, são as típicas pessoas com parcos estudos que estão nos serviços há 30 ou 40 anos, já só pensam na reforma, em trabalhar o mínimo possível e não possuem qualquer brio profissional.

Bom post (tudo o que citei, não só este último excerto).

Epa, é a minha ideia, pode estar errada e estes cargos até podem ser mais interessantes do que acho. Mas faz-me um bocado confusão estar sempre dependente de fatores externos, percebes ?

Se há uma crise cortes para toda a gente, não interessa se és bom ou não. Se numa determinada fase da vida precisas de mais guito não podes ponderar outras opções sem perderes o cargo, escalão etc. (certo?). Toda a forma de pensar no FP típico faz-me confusão e depois quem não pensa como os demais ou se cala ou então é colocado de lado. No fundo parece-me que leva a um ambiente que não me agrada.

Até te dou um exemplo, o meu pai é professor e numa das greves que houve aí há uns tempos os colegas queriam-no obrigar a fazer greve. Um piquete a bloquear toda a gente. Para esta gente não há hipóteses, ou és como eles ou não interessas...


O problema dessa progressão é se fores bom mas houver outros fatores que levem outros colegas a te passarem (seja por culpa tua de não seres bom a "fazer amigos", seja pelo facto de outros terem melhores relações "lá de fora" com chefias com poder de decisão ou ambas) mesmo que sejam piores, o que é muito comum.

Não podes propriamente bater a porta e ir à procura de quem pague mais e de quem valorize competência (e outras qualidades).

Depois em termos de progressão daqui para a frente não auguro um quadro propriamente fantástico. Mais depressa voltam a haver cortes daqui a uns anos que há facilidade em progressão. Mas posso estar enganado.

Mas é como disse, algumas das desvantagens para mim são vantagens para outros.

Peço desculpa se vou ser um bocado mauzinho, mas para pessoal medíocre FP estas progressões é o melhor que podem ambicionar. E o mais curioso é que não raras vezes são os que mais se queixam, no entanto nunca os vejo a bater com a porta. Porque será ? [:D]

Já muitos dos que menos se queixam quando se queixam chegam a bater com a porta, veja-se o caso de alguns médicos.
 
Ou seja, a percentagem de poupanca ficava igual. [:D]
O dobro no mínimo mas o mais provável era um pouco mais[;)]
Neste momento ando a poupar 500€ por mês em 1500€ que entram em casa com 3000€ conseguiria poupar 1500€ facilmente.
 
Última edição:
Concordo com o post do AstonM, exceto na parte da promoção para os cargos de diretores, que geralmente estão reservados para quem é mais próximo do partir no poder no momento.

Quanto ao bater com a porta, não é fácil mudar para um posto mais bem pago, mas geralmente há alguma facilidade de transferência entre ministérios.
 
Eu bem avisei que apesar de ter muitos FPs na família não estava por dentro de muita coisa, essa era uma delas. Quer dizer, agora que penso bem realmente acho que há SA, mas neste anúncio não referia isso e passou-me pq SA não é obrigatório por lei.

~€100 em salários deste nível não é de todo desprezável e ~950 é um pouco melhor de facto. Deve dar uns 13k/ano liq em vez 11,9k como pensava.





Sempre foi um dos problemas da FP. Problema entre aspas pq só é problema em Lx (e Porto vá) pq no resto do país a situação é sempre mais favorável e na FP facilmente se tem salários melhores que no privado, a somar as vantagens da FP a nível de estabilidade e não só.


Acho que ele estava a falar mais do passado, quer em termos de salários quer em termos de custo da habitação. E nesse passado com 150/200k em muitas cidades (ou bons arredores perto das maiores cidades) compravam-se casas interessantes.

Mas entretanto os salários (ainda mais para quem é FP novo) e o custo de vida mudaram bastante. O paradigma mudou.





Bom post (tudo o que citei, não só este último excerto).

Epa, é a minha ideia, pode estar errada e estes cargos até podem ser mais interessantes do que acho. Mas faz-me um bocado confusão estar sempre dependente de fatores externos, percebes ?

Se há uma crise cortes para toda a gente, não interessa se és bom ou não. Se numa determinada fase da vida precisas de mais guito não podes ponderar outras opções sem perderes o cargo, escalão etc. (certo?). Toda a forma de pensar no FP típico faz-me confusão e depois quem não pensa como os demais ou se cala ou então é colocado de lado. No fundo parece-me que leva a um ambiente que não me agrada.

Até te dou um exemplo, o meu pai é professor e numa das greves que houve aí há uns tempos os colegas queriam-no obrigar a fazer greve. Um piquete a bloquear toda a gente. Para esta gente não há hipóteses, ou és como eles ou não interessas...


O problema dessa progressão é se fores bom mas houver outros fatores que levem outros colegas a te passarem (seja por culpa tua de não seres bom a "fazer amigos", seja pelo facto de outros terem melhores relações "lá de fora" com chefias com poder de decisão ou ambas) mesmo que sejam piores, o que é muito comum.

Não podes propriamente bater a porta e ir à procura de quem pague mais e de quem valorize competência (e outras qualidades).

Depois em termos de progressão daqui para a frente não auguro um quadro propriamente fantástico. Mais depressa voltam a haver cortes daqui a uns anos que há facilidade em progressão. Mas posso estar enganado.

Mas é como disse, algumas das desvantagens para mim são vantagens para outros.

Peço desculpa se vou ser um bocado mauzinho, mas para pessoal medíocre FP estas progressões é o melhor que podem ambicionar. E o mais curioso é que não raras vezes são os que mais se queixam, no entanto nunca os vejo a bater com a porta. Porque será ? [:D]

Já muitos dos que menos se queixam quando se queixam chegam a bater com a porta, veja-se o caso de alguns médicos.

Os anúncios para técnicos ou assistentes nunca incluem o subsidio de alimentação. São o valor base e depois consoante as funções ou organismo podem existir alguns "bónus". Nos anúncios para cargos de direção intermédia (chefias e afins) os valores que vês de subsídios são relativos a custos de representação e afins, nunca o de alimentação.

Apesar de existirem partidos políticos contra a discriminação geográfica aplicada nos salários do setor privado, pessoalmente sou favorável à mesma e acho que deveria existir também no setor público.
Seja pelo nível de vida ser mais caro em cidades maiores, mas também pelo volume de trabalho que existem nos serviços e pela pressão e responsabilidades associados ao mesmo.
O técnico superior que ganha os 1200€ brutos paga por um T2 em Melgaço 200€, ao passo que em Braga precisa de 500€ e no Porto já ascende a 700/800€. Escusado será dizer que o trabalho que esse técnico tem em Melgaço não é o mesmo que o técnico de Braga ou do Porto.
Com isto não quero dizer que tem de existir uma proporcionalidade exacta e ao milímetro, seria muito difícil de quantificar, mas sem dúvida que deveria ser criado e aplicado um coeficiente. O setor privado sabe disto e se quer ter os melhores profissionais aplica esta discriminação positiva. Basta ver exemplos de empresas com sedes em Lisboa e Porto para perceber a diferença nas suas tabelas salariais.
Para terminar esta questão, dou ainda o exemplo do programa de estágio internacionais INOV Contacto. Um dos muitos parâmetros para aferir o valor da bolsa era precisamente a localização. Independentemente da empresa para onde se for trabalhar, a bolsa é diferente se o destino for Madrid ou Sevilha, São Paulo ou Nova Iorque. Não só difere entre países como entre cidades.

Resumindo, como bem referes o paradigma mudou e as premissas que definem o atual sistema estão desatualizadas.
De um modo geral todo o sistema de remunerações e progressões na função pública deveria ser revisto com urgência e prioridade. Se essa reforma fosse realizada de forma correta (leia-se sem pressões dos stakeholders) e racional, depois de efetuados os levantamentos e estudos necessários, estou convencido que se conseguiria reduzir a despesa da função pública em milhões de euros.
Problema: O partido que anunciasse uma reforma integral e profunda perderia votos e nunca ganharia as eleições. A única solução seria fazer os ajustes de forma parcial nas diversas carreiras e mesmo assim os partidos políticos não se arriscam. O que dá votos é aumentar o salário mínimo e pensões, não reformular a Segurança Social ou o sistema de recrutamento e avaliação de desempenho da função pública.

Como no setor privado, nem tudo são rosas ou espinhos. Trabalhar no setor público tem coisas boas e coisas más.
Os fatores externos existem sempre e pior, podem rodar de 4 em 4 anos.[:D] Ao menos no setor privado o patrão é sempre o mesmo, quer se goste ou não![;)] Quem está de fora pode ter dificuldades em perceber mas às vezes a mudança de rumo é tão radical que anda-se um pouco ao "sabor do vento", que é como quem diz, ao sabor dos ideais do partido que está no poder à data.
Mas atenção, na minha opinião, isto sente-se mais nos serviços descentralizados das pequenas cidades e não das grandes cidades. Uma Câmara Municipal de Lisboa tem o seu "rumo" e até pode vir um novo presidente que muda a macroestrutura da Câmara, mas isso pouco irá afetar as tarefas quotidianas do técnico que está no terreno a trabalhar. Já na autarquia mais pequena, onde o Presidente está mais facilmente no terreno o modo de operar já será diferente. De facto, a sensação que possuo, é que numa autarquia de maior dimensão os departamentos e divisões e consequentemente os seus chefes e técnicos, tem uma autonomia muito superior às chefias e técnicos das autarquias mais pequenas. Claro que, não nos podemos esquecer que maior autonomia traz responsabilidades acrescidas.

Existem algumas carreiras que sofrem muito com os lobbies, nomeadamente com as pressões dos sindicatos. Professores, enfermeiros, médicos... Nos funcionários públicos que trabalham nos serviços da administração central e local julgo que isso não acontece da mesma maneira e intensidade.
O que referes da crise e dos cortes não deixa de ser verdade, tal como aconteceria agora numa multinacional que começasse a perder os seus lucros e tivesse que fazer cortes.

Sem dúvida que as progressões existentes beneficiam quem quer levar uma vida pacata e sem grandes chatices. No limite tenta trabalhar o mínimo dos mínimos para obter as avaliação necessária para não ser despedido. [:D] Essas pessoas não batem com a porta precisamente porque sabem que não tem competência para mais. As restantes, apesar de se manterem na função pública, tentam fazer o seu caminho mesmo que através de "baby steps", mudando de serviço ou tentando complementar com outras atividades.

Atualmente quem entra para a função pública tem regime de exclusividade. No entanto, existem muitos trabalhadores que solicitam acumular funções, por exemplo, como professores e regra geral é concedido. Tive alguns professores na universidade que a sua atividade principal era no setor público. Nesses casos, dá para fazer uma carreira "bonita" e com remunerações totais dignas, se bem que também exige muito trabalho e dedicação.

Para terminar, sobre os benefícios de trabalhar no setor público, julgo que os mesmos passam mais pela flexibilidade de horário e por se ter acesso a licenças de maternidade e amamentação, entre outras, sem o patrão resmungar ou "olhar de lado". O lema é, se a lei prevê tem de se cumprir.
No entanto, na maioria dos serviços públicos não se pagam horas extras ou horas incomodas (como aos médicos diga-se de passagem), não existem redes de protocolos e parcerias, não se tem acesso a "galp frotas" ou até mesmo carros de serviço, não é possível ter subsídios de deslocação e outros mecanismos interessantes de remuneração não tributada, entre tantos outros benefícios.
Para quem preza a família e ter um horário laboral digno de 8/9h é porreiro, mas a verdade é que se passa ao lado de muitas outras "soluções" e em termos de trabalho em si as chatices existem na mesma (seja com colegas, chefias ou com o trabalho em si) tal como qualquer empresa do setor privado. Não existem empregos perfeitos.
Estou convencido que ganhando menos muitos não trocam o setor público e muita gente do setor privado se fosse experimentar alguns serviços públicos depressa pediam para voltar ao privado. [;)]
 
Concordo com o post do AstonM, exceto na parte da promoção para os cargos de diretores, que geralmente estão reservados para quem é mais próximo do partir no poder no momento.

Depende dos serviços, se estamos a falar de administração central ou local. Na local tem diretores municipais (ligados maioritariamente a quem está próximo do poder) e os diretores de departamento onde se chega com maior facilidade através do mérito.
Na administração central já não estou muito por dentro e os cargos são "mais que muitos", com diretores adjuntos e afins, mas acredito que quanto mais "intermédio" for o cargo de chefia/diretor mais fácil é chegar lá através do mérito. Mesmo nesses já não se ganha assim tão mal...
 
não dá para viver cá com esses ordenados sem casa
já se sabe



Aliás todos os que ganham o salário mínimo são sem abrigo.

**sem casa própria \ dos pais - i.e casa de borla

500euro dá para arrendar um quarto
se der





 
A ADSE enquanto "ovo de ouro" é mais um mito que anda por aí. Primeiro, para o ter desconta-se 3,5% do salário mensalmente (às vezes acho que grande parte da população não tem esta noção e acha que é totalmente gratuito) e não falta pessoas que prescindem da mesma porque preferem ter um seguro mais vantajoso/barato no setor privado. Além do mais, hoje em dia existem muitas empresas que oferecem bons seguros de saúde, por vezes superiores aos benefícios da ADSE. Qualquer empresa que se preze que gosta de dizer que valoriza os seus recursos humanos hoje em dia faz isso.

O sistema de saúde da ADSE é vantajoso precisamente para quem tem filhos, tal como referiste, ou então caso exista uma fatalidade em termos de saúde ou se seja uma pessoa constantemente doente.
Em tempos comentou-se que o sistema poderia vir a ser aberto para toda a população (não sei se sempre irá/foi para a frente?) e pessoalmente gostava que isso acontecesse. Estou convencido que a maioria dos trabalhadores do setor privado na hora da verdade não optariam por este sistema e seria um flop.

Eu acho que nem acreditas no que escreves.

Com tantos trabalhadores a ganhar o salário mínimo ou perto ainda alguém acha que um seguro de 210€ por ano (para o salário mínimo) com tantas mais valias é mau?

Com esse valor só tens seguros básicos.


O resto da discrição eu agradeço e corresponde ao que me sempre foi comunicado desde há muitos anos.

Faltam só os que não querem trabalhar, picam o ponto e vão às compras.[:D]

Mas a ADSE a par com a segurança é uma das mais valias do sector público.
 
Sobre o assunto ADSE, é excelente para todos (beneficiários e instituições privadas). Só não é excelente para quem ganha bem acima da média nacional.

Não há nenhum seguro no mercado com as mesmas vantagens da ADSE. Nem de perto! Seja em burocracia, seja em cobertura de tratamentos/procedimentos. A diferença é abissal.
 
Concordo com o post do AstonM, exceto na parte da promoção para os cargos de diretores, que geralmente estão reservados para quem é mais próximo do partir no poder no momento.

Quanto ao bater com a porta, não é fácil mudar para um posto mais bem pago, mas geralmente há alguma facilidade de transferência entre ministérios.

Na FP as coisas funcionam por côr política e compadrio. As competências de pouco importam.

Enquanto FP tive chefias de incompetência inqualificável.
 
Da mesma forma que não é favorável em Espanha ou no Reino Unido? :confused:

Penso que será mais uma questão cultural. Se eu posso gastar hoje, porquê esperar por amanhã, se entretanto posso morrer?

Espanha não sei ao certo mas no Reino Unido estes caragos são uns consumistas de primeira, e da mesma forma que é fácil uma família average poupar dinheiro também é muito simples de se enterrarem a força toda.

Obter financiamento para tudo e mais alguma coisa é das coisas mais simples por estes lados.
 
Eu acho que nem acreditas no que escreves.

Com tantos trabalhadores a ganhar o salário mínimo ou perto ainda alguém acha que um seguro de 210€ por ano (para o salário mínimo) com tantas mais valias é mau?

Com esse valor só tens seguros básicos.


O resto da discrição eu agradeço e corresponde ao que me sempre foi comunicado desde há muitos anos.

Faltam só os que não querem trabalhar, picam o ponto e vão às compras.[:D]

Mas a ADSE a par com a segurança é uma das mais valias do sector público.

Que raio de contas foram essas? [:D]

Como chegas aos 210€?

A ADSE há uns anos que dá lucro..

Se fizermos a conta a um salário de 1000€, já dá uns bons 500€ anuais... [;)]
 
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