Com lançamento previsto para o final de 2015, o novo Opel Astra foi recentemente identificado em testes na Alemanha. Contudo, contrariamente ao que sucede atualmente, a sétima geração do pequeno familiar será construída exclusivamente fora do seu território de origem: em Gliwice (Polónia) e Ellesmere Port (Reino Unido). O Autohoje sabe que a Opel reduzirá substancialmente o peso do modelo, em cerca de 100 kg, que atualmente representa um handicap face a alguns dos concorrentes. Há ainda a certeza do recurso, para o acesso à gama, ao novo motor a gasolina 1.0 Ecotec turbo, de injeção direta, de três cilindros, na versão de 115 cv – o mesmo que foi apresentado em março no Salão de Genebra no Adam nas versões de 90 e 115 cv, e que a partir de outubro equipará o futuro Corsa.
A produzir com base na nova plataforma modular da General Motors, D2XX, o Astra, além de mais leve, deverá ainda ser mais comprido, assegurando mais espaço no interior, sobretudo para os ocupantes dos lugares traseiros. Prevê-se ainda que adote linhas do Monza Concept (na imagem), nomeadamente na secção dianteira, bagageira mais pronunciada e o spoiler traseiro. A gama deverá manter os formatos de carroçaria hatchback, coupé, sedan, carrinha ST e a versão desportiva OPC. O novo Astra poderá ser mostrado ao público na edição do próximo ano do Salão de Frankfurt, em setembro.
Entretanto, a Opel confirmou que pretende lançar 27 novos modelos e 17 novos motores até 2018 – além de um conjunto de tecnologias que potenciem a imagem da marca no mercado como o serviço de conetividade OnStar, a implementar no início do próximo ano e que permitirá tornar o carro num hotspot Wi-Fi móvel. Estas declarações reforçam o ambicioso plano da marca de Rüsselsheim de crescimento de 8% na Europa e 10% na Alemanha até 2022 – com um acréscimo das margens de lucro 5% superior. Com a ajuda da “irmã” britânica Vauxhall, o objetivo é conquistar o segundo lugar de vendas na de veículos de passageiros no mercado europeu.