Desafio-te a fazes uma queixa do mesmo género, contra mim!
Até te forneço alguns dados para "ajudar à festa"...
Se conseguires que eu seja condenado, ainda te pago...
Não entendo a fé cega que tu pareces ter na Justiça Portuguesa (ou qualquer justiça feita pelo homem). Tens tantos exemplos de inocentes que foram postos na prisão durante anos e mais tarde inocentados quando as provas de ADN se tornaram comuns.
Repara, esquece por momentos o CC e o processo Casa Pia, com certeza tens consciência que há muitos casos onde a justiça falhou, não? Tanto em inocentes postos na prisão como em culpados que estão cá fora (e tens tantos politicos e banqueiros Portugueses neste ultimo caso).
Isso é um exemplo inegável que a Justiça não é perfeita. Sendo assim, como podes justificar a tua certeza absoluta que o CC é culpado apenas com uma aparente convicção cega que a justiça é perfeita e não falha?
Já te pediram aqui para explicares as tuas razões sobre a culpabilidade do CC, e, até agora, o único argumento que utilizaste foi 'porque foi condenado'. Vá lá ler o processo todo, está tudo disponível online - eu já li grande parte dele e posso-te dizer que não vi uma unica *prova*.
Mas, cabe na cabeça de alguém, que um individuo com o mediatismo do CC, seja condenado a 6 anos de prisão, sendo COMPLETAMENTE inocente?!
Absolutamente. Nem é dificil imaginar como tal pode acontecer - aliás, foi precisamente o facto do CC ser uma figura mediática que fez com que fosse implicado neste processo. De qualquer das formas, não interessa se o CC é uma figura mediática ou não - o que interessa é: onde estão as provas?
Lê o acordão (
que está disponível online) e diz-me algo constante no mesmo que prove inequivocamente a culpa do CC.
Não estás para isso? Hmmm... Estás para isso, mas não encontras nada? Bom, então...
A única coisa em que estamos de acordo, é na tua ultima afirmação, e, tendo em conta que o nosso sistema de justiça de baseia nessa "máxima", seria inédito que, alguém complemente INOCENTE, fosse condenado...
Caraças, Asas, mas qual inédito?! Em Portugal os Távoras foram espancados, queimados vivos e desmembrados apenas porque se opunham ao regime do Carvalho e Melo e.g. Marquês de Pombal, com a desculpa de estarem por trás de uma conspiração para matar o rei (que por acaso até andava a comer a Teresa Leonor, nora do Marquês de Távora e mulher de Luís Bernardo, herdeiro da família de Távora).
Entre os casos mais notórios no Brasil está o dos Irmãos Naves, conhecido como um dos maiores erros judiciais da história do país, e que foi um acontecimento policial e jurídico ocorrido na época do Estado Novo, em Araguari/MG, no ano de 1937. Dois irmãos – os Naves – foram presos e barbaramente torturados até confessarem sua suposta culpa em um crime de homicídio que não cometeram. Foram condenados e cumpriram pena inocentemente. Muitos anos depois, em 1952,
o suposto morto reapareceu, em visita à casa dos pais. Assim, em meados de 1953, os irmãos Naves foram finalmente inocentados oficialmente de toda e qualquer acusação de crime.
Tens também o caso de um Português, Amilton Bento, condenado inocentemente a prisão perpétua no Reino Unido pelo assassinato da namorada Polaca: "Não esconde os horrores por que Amilton passou na prisão, detido na ala dos criminosos mais perigosos, que o espancaram e lhe partiram o maxilar e um dos braços. "O meu irmão ainda não tinha sido julgado e os jornais ingleses já se referiam a ele como o 'estrangulador da polaca", desabafa, sob o olhar atento da família, que hoje lhe reconhece uma tenacidade inabalável. "Costumo dizer que nestes anos morremos e ressuscitámos várias vezes".
Ler mais:
O caso do inocente condenado a prisão perpétua - Expresso.pt
Em Portugal tens o caso de Bascar Balde, condenado e preso por violação e mais tarde inocentado por provas de ADN:
Provas da Verdade
Tens aqui outro caso em Portugal de um homem que esteve preso cinco meses por ter tentado matar um vizinho com dois tiros.
Mas a PJ concluiu que afinal tudo tinha sido encenado por dois agentes da PSP.
Estes foram os que encontrei numa busca *rápida* pela net.
O que não falta por aí, em todo mundo, são erros judiciais onde inocentes são enviados para a cadeia. Centenas ou milhares de casos! E os casos que vêm a público ou que são descobertos são, evidentemente, muito inferiores ao número total de casos.
Portanto: não podes em consciência acreditar piamente que alguém é culpado, *quando não há nenhuma prova disso*, apenas porque foi condenado. Tens sempre que admitir pelo menos a possibilidade de um erro judicial a não ser que haja provas concretas de culpabilidade - e, no caso do CC, não há!
Logo, a tua convicção que o CC é culpado, sem provas, não passa de uma opinião. Tal como a minha convicção de que ele é inocente também não passa de uma opinião, fundamentada na falta de provas. A diferença é que, não havendo prova, ele deveria ter sido considerado não culpado, coisa que não aconteceu.
Sendo assim, trata-se de um erro monumental da justiça Portuguesa, que destruiu a vida de um presumível inocente.