Mas bolonha não deixa de criar algumas aberrações como pitas ( ou pintainhos) de 20 e poucos anitos com comportamento e atitudes infantis a candidatarem-se a cargos de responsabilidade com uma licenciatura...
Quem trabalha em selecção e recrutamento deve com certeza poder exemplificar bem melhor q eu. Mas tenho duas amigas que fazem recrutamento e contam-me com cada história...
Exemplos:
Miúdas que trabalham até ao meio dia e desistem da parte da tarde porque o trabalho é muito complicado.
Miúdas que que trabalham 2h, vão tomar café e nunca mais aparecem na empresa...
Outros em cargos até razoavelmente bem pagos e passado uma semana, já com trabalho nas mão e horas de formação, vêem com a história do "há sou bué da novo e vou fazer o Mestrado: desisto do trabalho"...
Enfim, essas novas licenciaturas só fazem perder tempo às empresas ao lançarem pessoas imaturas para o mercado do trabalho.
(Falo mais de miúdas porque geralmente acabam os estudos mais cedo que os rapazes, e são muitas mais...)
Aproveitando este post e também um pouco da experiência profissional de 5 anos que tenho no mercado privado das grandes empresas, diria que o nível de maturidade, profissionalismo e postura profissional está mais ligado ao carater e ao brio profissional das pessoas mais que ao título que representam ou como o representam, independentemente do nº de anos de estudos superiores!
Trabalhei em tempos com um recém licenciado já Bolonha que ainda hoje considero um dos melhores profissionais com quem já lidei, e lidei também com pessoas licenciadas em sítios de renome que enfim!! Isto só para exemplificar que há de tudo um pouco, e generalizar é perigoso!
Acima de tudo a questão é o rigor com que se aplica o ensino e o grau de exigência. Reforço que 5 anos de estudos superiores são fundamentais independentemente do título resultante daí. O ideal é acabar o Mestrado enquanto se trabalha, mas trabalhar com alguma "carta de apresentação", isto é, algum projecto, algo concreto, de útil, de construtivo.
O mercado não precisa de pessoas que tenham boa postura, ou de pessoas brilhantes tecnicamente, ou pessoas cuja presença ilumina o caminho por si só. Precisa de pessoas que reunam estas condições o melhor possível e que sejam dinâmicas, eficientes, proactivas e responsáveis acima de tudo. É como refere um conhecido meu de grande confiança e com razão - quem é bom, embora não esteja isento de más experiências, mais tarde ou mais cedo seguramente vai ver o seu esforço compensado de alguma forma.
E nos tempos que correm, principalmente para quem começa ou está em posições das quais os bons resultados dependem do bom serviço cada vez mais se irão destacar os melhores profissionais (espero eu [

]).