Processo de Bolonha: Doutores e Engenheiros a Nú

Há cursos fantasticos,...:sh)






MESTRE EM GESTÃO E MANUTENÇÂO DE CAMPOS DE GOLFE

Diário da República, 2ª Série, nº51, 12 de Março de 2008
(Encontrado aqui e podem confirmar em

http://www.dre.pt/pdf2sdip/2008/03/051000000/1067010674.pdf


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Leiam bem:
Mestrado em Gestão e Manutenção de Campos de Golfe
Não é curso profissional, nem licenciatura, é mestrado!
O doutoramento
virá a seguir.

E pelo que tenho ouvido, tem muita saída...
 
Mas bolonha não deixa de criar algumas aberrações como pitas ( ou pintainhos) de 20 e poucos anitos com comportamento e atitudes infantis a candidatarem-se a cargos de responsabilidade com uma licenciatura...

Quem trabalha em selecção e recrutamento deve com certeza poder exemplificar bem melhor q eu. Mas tenho duas amigas que fazem recrutamento e contam-me com cada história...

Exemplos:
Miúdas que trabalham até ao meio dia e desistem da parte da tarde porque o trabalho é muito complicado.

Miúdas que que trabalham 2h, vão tomar café e nunca mais aparecem na empresa...

Outros em cargos até razoavelmente bem pagos e passado uma semana, já com trabalho nas mão e horas de formação, vêem com a história do "há sou bué da novo e vou fazer o Mestrado: desisto do trabalho"...

Enfim, essas novas licenciaturas só fazem perder tempo às empresas ao lançarem pessoas imaturas para o mercado do trabalho.

(Falo mais de miúdas porque geralmente acabam os estudos mais cedo que os rapazes, e são muitas mais...)
 
Supostamente como mestre de Bolonha. [:D]

E antes do Bolonha são licenciados com 6 anos, ao contrário de agora que são 5.

Não, mestrado integrado indica normalmente que o curso não tem bacharelato e que quando o acabas obtens o grau de mestre.

O grau académico correspondente ao mestrado integrado é MESTRE.
O ser integrado implica que não teve que fazer a licenciatura separada do mestrado, sendo tudo feito de seguida, de uma só vez, conferindo um grau academico.

Um aluno que entra num mestrado integrado não tem que se candidatar separadamente a um mestrado, estando já garantida a sua frequencia.

Foi a solução encontrada para garantir a manutenção dos conteudos de formação em 5 ou 6 anos dos cursos que já antes tinham essa duração, acrescendo somente a esses antigos cursos a realização de uma tese para a atribuição do titulo.

Ás antigas licenciaturas de 4 que agora são licenciaturas de 3 ficou igual o grau académico e se pretenderem mestrado tem que se candidatar a um tal como acontecia antigamente, não sendo obrigatorio a obtenção de mestrado para o exercicio da profissão eventualmente associada.
pois, era a ideia que tinha.
obrigado

'e que não encontrei nada oficial para lhe mostrar, e ele esta teimoso porque diz que alguém do conselho pedagógico lhe disse que o grau conferido no final não seria o de Mestre
 
Mas bolonha não deixa de criar algumas aberrações como pitas ( ou pintainhos) de 20 e poucos anitos com comportamento e atitudes infantis a candidatarem-se a cargos de responsabilidade com uma licenciatura...

(...)

Ein?!

Eles continuam a sair com a mesma idade mas, agora, com Mestrado.
...se se ficarem pela licenciatura saem ainda mais cedo (grosso modo apenas 3 anos em vez dos antigos 4 ou 5).
 
Pessoal tirem-me uma dúvida por favor.

Imaginem um curso MI de 5 anos e 300 ects (180 o 1º ciclo e 120 o 2º ciclo). Se o aluno chegar aos 180 ects sem serem todos correspondentes ao 1º ciclo (fez cadeiras de quarto ano antes de fazer algumas do terceiro, por exemplo) pode pedir diploma de licenciatura?

Se calhar é uma dúvida parva mas como já ouvi que sim e achei estranho...
 
Escrevendo sem a certeza absoluta, acho que não. Tens o exemplo da Faculdade de Engenharia, onde no site deles está escrito:

"Os estudantes dos cursos de Mestrado Integrado terão um diploma de Licenciatura em Ciências da Engenharia ao fim de 180 ECTS, correspondentes aos 6 primeiros seis semestres curriculares de trabalho do curso. No entanto, este diploma não será suficiente para o reconhecimento automático pela Ordem dos Engenheiros. Para isso, será necessário realizar mais 120 ECTS, perfazendo os 300 ECTS correspondentes ao ciclo completo de 5 anos, obtendo o diploma de Mestrado, reconhecido pela Ordem dos Engenheiros."

Isto é, podes ter um diploma, mas não totalmente adequado ao curso.
Mas nada melhor do que ligar para a divisão académica respectiva.
 
Pois, pelo que está aí, 180ects dão licenciatura mas têm que ser todos obtidos nas cadeiras do 1º ciclo.
É como pensava, e como faz mais sentido.. thanks ;)
 
Mas bolonha não deixa de criar algumas aberrações como pitas ( ou pintainhos) de 20 e poucos anitos com comportamento e atitudes infantis a candidatarem-se a cargos de responsabilidade com uma licenciatura...

Quem trabalha em selecção e recrutamento deve com certeza poder exemplificar bem melhor q eu. Mas tenho duas amigas que fazem recrutamento e contam-me com cada história...

Exemplos:
Miúdas que trabalham até ao meio dia e desistem da parte da tarde porque o trabalho é muito complicado.

Miúdas que que trabalham 2h, vão tomar café e nunca mais aparecem na empresa...

Outros em cargos até razoavelmente bem pagos e passado uma semana, já com trabalho nas mão e horas de formação, vêem com a história do "há sou bué da novo e vou fazer o Mestrado: desisto do trabalho"...

Enfim, essas novas licenciaturas só fazem perder tempo às empresas ao lançarem pessoas imaturas para o mercado do trabalho.

(Falo mais de miúdas porque geralmente acabam os estudos mais cedo que os rapazes, e são muitas mais...)

Aproveitando este post e também um pouco da experiência profissional de 5 anos que tenho no mercado privado das grandes empresas, diria que o nível de maturidade, profissionalismo e postura profissional está mais ligado ao carater e ao brio profissional das pessoas mais que ao título que representam ou como o representam, independentemente do nº de anos de estudos superiores!

Trabalhei em tempos com um recém licenciado já Bolonha que ainda hoje considero um dos melhores profissionais com quem já lidei, e lidei também com pessoas licenciadas em sítios de renome que enfim!! Isto só para exemplificar que há de tudo um pouco, e generalizar é perigoso!

Acima de tudo a questão é o rigor com que se aplica o ensino e o grau de exigência. Reforço que 5 anos de estudos superiores são fundamentais independentemente do título resultante daí. O ideal é acabar o Mestrado enquanto se trabalha, mas trabalhar com alguma "carta de apresentação", isto é, algum projecto, algo concreto, de útil, de construtivo.

O mercado não precisa de pessoas que tenham boa postura, ou de pessoas brilhantes tecnicamente, ou pessoas cuja presença ilumina o caminho por si só. Precisa de pessoas que reunam estas condições o melhor possível e que sejam dinâmicas, eficientes, proactivas e responsáveis acima de tudo. É como refere um conhecido meu de grande confiança e com razão - quem é bom, embora não esteja isento de más experiências, mais tarde ou mais cedo seguramente vai ver o seu esforço compensado de alguma forma.

E nos tempos que correm, principalmente para quem começa ou está em posições das quais os bons resultados dependem do bom serviço cada vez mais se irão destacar os melhores profissionais (espero eu [:D]).
 
Uma das coisas que mais me irrita é o plágio. Com a Internet os alunos acham que podem simplesmente copiar trabalhos. Inclusivamente alunos de mestrado! E ainda partem do princípio que somos tapados e não descobrimos em 5 minutos. [8b]
 
A culpa é dos inúmeros docentes que deixa simplesmente "passar".

Eu peço sempre os trabalhos em versão digital. Coloco no google algumas frases chave e apanho facilmente. Mesmo assim gostava de saber se há algum programa mais eficaz para detectar falcatruas. É um desrespeito para com os colegas que trabalham a sério, para com o professor e para com eles próprios que, a termo, não evoluem como deveriam.
 
Eu peço sempre os trabalhos em versão digital. Coloco no google algumas frases chave e apanho facilmente. Mesmo assim gostava de saber se há algum programa mais eficaz para detectar falcatruas. É um desrespeito para com os colegas que trabalham a sério, para com o professor e para com eles próprios que, a termo, não evoluem como deveriam.
a b lackboard, se for a plataforma de e-learning adoptada, tem uma ferramenta que busca documentos na net semelhantes.
claro que o google com a pesquisa entre aspas é também uma boa ideia.
 
A culpa é dos inúmeros docentes que deixa simplesmente "passar".

Isso é verdade. Mas, infelizmente, se perguntares aos alunos que é o professor favorito, grande parte deles (diria mesmo, a maioria) deve responder que é o "gajo" que dá as notas mais altas.

O "gajo" que é exigente é que é mau (quando não lhe chamam nomes piores[:D]).

E isto é válido desde o ensino básico até ao superior.
 
Pessoal tirem-me uma dúvida por favor.

Imaginem um curso MI de 5 anos e 300 ects (180 o 1º ciclo e 120 o 2º ciclo). Se o aluno chegar aos 180 ects sem serem todos correspondentes ao 1º ciclo (fez cadeiras de quarto ano antes de fazer algumas do terceiro, por exemplo) pode pedir diploma de licenciatura?

Se calhar é uma dúvida parva mas como já ouvi que sim e achei estranho...

Não![;)]
 
Eu peço sempre os trabalhos em versão digital. Coloco no google algumas frases chave e apanho facilmente. Mesmo assim gostava de saber se há algum programa mais eficaz para detectar falcatruas. É um desrespeito para com os colegas que trabalham a sério, para com o professor e para com eles próprios que, a termo, não evoluem como deveriam.

Um professor meu tinha um programa em que ele carregava os docs e aqui dava em termos percentuais quanto dali é que é copiado.

Ele nunca chegou a dizer o nome do programa.
 
Mas bolonha não deixa de criar algumas aberrações como pitas ( ou pintainhos) de 20 e poucos anitos com comportamento e atitudes infantis a candidatarem-se a cargos de responsabilidade com uma licenciatura...Quem trabalha em selecção e recrutamento deve com certeza poder exemplificar bem melhor q eu. Mas tenho duas amigas que fazem recrutamento e contam-me com cada história...

Exemplos:
Miúdas que trabalham até ao meio dia e desistem da parte da tarde porque o trabalho é muito complicado.

Miúdas que que trabalham 2h, vão tomar café e nunca mais aparecem na empresa...

Outros em cargos até razoavelmente bem pagos e passado uma semana, já com trabalho nas mão e horas de formação, vêem com a história do "há sou bué da novo e vou fazer o Mestrado: desisto do trabalho"...

Enfim, essas novas licenciaturas só fazem perder tempo às empresas ao lançarem pessoas imaturas para o mercado do trabalho.

(Falo mais de miúdas porque geralmente acabam os estudos mais cedo que os rapazes, e são muitas mais...)

Dizer mal só por dizer![8b]
Qual a diferença de maturidade entre uma pita de 21 e uma de 23? Deve ser abismal![:D][:)]
 
Isso é verdade. Mas, infelizmente, se perguntares aos alunos que é o professor favorito, grande parte deles (diria mesmo, a maioria) deve responder que é o "gajo" que dá as notas mais altas.

O "gajo" que é exigente é que é mau (quando não lhe chamam nomes piores[:D]).

E isto é válido desde o ensino básico até ao superior.


Eu sei que o "gajo" exigente é que é o mau da fita, mas eu que ainda sou aluno, irrita-me profundamente questões como me virem pedir o meu trabalho na véspera com o propósito de "só para ver como fizeste, não é para copiar".

Irrita ainda mais ver que uma grande quantidade de "abéculas"que nada fazem durante o semestre consigam passar com notas iguais a pessoas que realmente se dignaram a fazer qualquer coisa.

Por acaso conheço um docente que este ano ficou apelidado de "c****o" e mais uns nomes bastantes interessantes por ter chumbado um grupo a uma cadeira por terem copiado um trabalho integral retirado da "web".
 
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