Processo de Bolonha: Doutores e Engenheiros a Nú

É uma treta pegada.
Basta ver que as Ordens profissionais apenas têm em consideração os Mestrados pós-bolonha no acesso às mesmas.

A grande vantagem do processo de bolonha é que antigamente com os estudos a meio (3-4 anos) apenas se tinha como habilitações literárias o 12º ano, agora já se é licenciado.

Mais uma vez a Educação a nivelar por baixo com vista às estatisticas e a poupar/chular €€€...
 
Lol...ninguém sequer comentou o meu post, tal é o ódio e rivalidade que prai vai.[:D]
Não sabia que em Portugal as licenciaturas antes de Bolonha, como eu tb apanhei uma eram todas maravilhosas, a sério...
Curioso, no meu curso pelo menos, continua praticamente tudo igual, ou seja: prai 200 inscritos numa cadeira onde com sorte passam 20 inscritos.
Sejam racionais!
cumprs

Na grande maioria dos casos, a diferença é apenas de nomenclatura. [8b]
 
É uma treta pegada.
Basta ver que as Ordens profissionais apenas têm em consideração os Mestrados pós-bolonha no acesso às mesmas.

A grande vantagem do processo de bolonha é que antigamente com os estudos a meio (3-4 anos) apenas se tinha como habilitações literárias o 12º ano, agora já se é licenciado.

Mais uma vez a Educação a nivelar por baixo com vista às estatisticas e a poupar/chular €€€...

Estás enganado quanto ás ordens.

As de cursos que antes eram 4 e agora são 3, reconhecem os novos licenciados de igual modo aos do antigo plano curricular, sem limitações. Nos cursos de 4 anos, bolonha apenas intensificou o plano curricular, não o diminui, como tal as competências e formação dos licenciados é a mesma, logo o reconhecimento perante as ordens destes cursos é igual.

Não vejo aqui qualquer nivelamento por baixo.
 
no meu caso, passei pelas 2 fases e não notei qualquer diferença nas cadeiras, na matéria e no resto. até alguns imbecis que as davam eram os mesmos[:)]
 
Estás enganado quanto ás ordens.

As de cursos que antes eram 4 e agora são 3, reconhecem os novos licenciados de igual modo aos do antigo plano curricular, sem limitações. Nos cursos de 4 anos, bolonha apenas intensificou o plano curricular, não o diminui, como tal as competências e formação dos licenciados é a mesma, logo o reconhecimento perante as ordens destes cursos é igual.

Não vejo aqui qualquer nivelamento por baixo.

Quanto a minha ordem, que não vou dizer qual é, não está. Não reconhece a licenciatura e os licenciados pós-bolonha na minha área não fazem nada com a "licenciatura". Também sei de outra ordem que também acontece a mesma coisa.

Em direito o actual bastonário quer alterar os regulamentos para impedir que os "licenciados" se possam inscrever ou fazer o estágio.

Quanto a mim na maioria dos casos é tudo uma questão de nomenclatura e como o cahib disse, para as estatísticas.
 
Estás enganado quanto ás ordens.

As de cursos que antes eram 4 e agora são 3, reconhecem os novos licenciados de igual modo aos do antigo plano curricular, sem limitações. Nos cursos de 4 anos, bolonha apenas intensificou o plano curricular, não o diminui, como tal as competências e formação dos licenciados é a mesma, logo o reconhecimento perante as ordens destes cursos é igual.

Não vejo aqui qualquer nivelamento por baixo.

Falaste bem, mas isso é a teoria, na prática o que acontece não é isso, na ordem até se pode passar assim, mas todos sabemos como funciona a sociedade, um curso de 4 anos será sempre mais valorizado que um que vulgarmente reconhecido como de 3.[;)]
Uma licenciatura de 4 anos é quase vista como um mestrado por muita, mas muita gente, isto quando falamos em mestrados 3+2(anos pós-Bolonha).
cumprs
 
Última edição:
Quanto ás entidades empregadoras distinguirem licenciados pré e pós Bolonha, devo lembrar que o maior empregador deste pais é o estado, que por inerência também é o maior empregador de pessoal qualificado superiormente.

Para o estado o TITULO académico é factor sim de distinção, independentemente do numero de anos curriculares, pelo que um mestre de Bolonha ganha mais que um licenciado antigo para idênticas circunstancias.

O que o estado exige de ambos é a habilitação para o exercício da função, logo se uma ordem profissional só atribui essa habilitação a novos mestres ou a antigos licenciados, o estado contrata de acordo com essas condições, com vantagem salarial para o mestre.

De notar que o processo de bolonha veio para ficar, de modo que daqui a 10 15 anos a maioria da força de trabalho será de Bolonha pelo que os antigos serão cada vez menos comparados com os novos e poderão eventualmente ficar em desvantagem.

Aconselho a todos os licenciados , independentemente do numero de anos da licenciatura e do regime curricular, a que tirem o mestrado. Assim todos ficarão com no mínimo 5 anos de formação,ficam todos com um titulo académico equivalente, reconhecido e aceite em toda a Europa e não levanta confusões a quem contrata nacionalmente ou fora, no presente ou no futuro.
 
Lol...ninguém sequer comentou o meu post, tal é o ódio e rivalidade que prai vai.[:D]
Não sabia que em Portugal as licenciaturas antes de Bolonha, como eu tb apanhei uma eram todas maravilhosas, a sério...
Curioso, no meu curso pelo menos, continua praticamente tudo igual, ou seja: prai 200 inscritos numa cadeira onde com sorte passam 20 inscritos.
Sejam racionais!
cumprs

As licenciaturas antes de Bolonha já não eram uma maravilha e tinham vindo a decair na qualidade ao longo dos anos. Com Bolonha foi a decadência exponencial (volto a referir-me à minha área), só falta mesmo depois do "mestrado", pagar por uma data de "modúlos" para se aprender aquilo que devia ter sido dado...ah espera chamam agora a isso "pós-graduação":sh)
 
Quanto ás entidades empregadoras distinguirem licenciados pré e pós Bolonha, devo lembrar que o maior empregador deste pais é o estado, que por inerência também é o maior empregador de pessoal qualificado superiormente.

Para o estado o TITULO académico é factor sim de distinção, independentemente do numero de anos curriculares, pelo que um mestre de Bolonha ganha mais que um licenciado antigo para idênticas circunstancias.

O que o estado exige de ambos é a habilitação para o exercício da função, logo se uma ordem profissional só atribui essa habilitação a novos mestres ou a antigos licenciados, o estado contrata de acordo com essas condições, com vantagem salarial para o mestre.

De notar que o processo de bolonha veio para ficar, de modo que daqui a 10 15 anos a maioria da força de trabalho será de Bolonha pelo que os antigos serão cada vez menos comparados com os novos e poderão eventualmente ficar em desvantagem.

Aconselho a todos os licenciados , independentemente do numero de anos da licenciatura e do regime curricular, a que tirem o mestrado. Assim todos ficarão com no mínimo 5 anos de formação,ficam todos com um titulo académico equivalente, reconhecido e aceite em toda a Europa e não levanta confusões a quem contrata nacionalmente ou fora, no presente ou no futuro.

Provavelmente é por isto mesmo que se iniciou esta petição. Pelo estado estar a equiparar os "mestres" com os verdadeiros mestres. E pelo sentimento de injustiça que dai advém.
 
Quanto a minha ordem, que não vou dizer qual é, não está. Não reconhece a licenciatura e os licenciados pós-bolonha na minha área não fazem nada com a "licenciatura". Também sei de outra ordem que também acontece a mesma coisa.

Em direito o actual bastonário quer alterar os regulamentos para impedir que os "licenciados" se possam inscrever ou fazer o estágio.

Quanto a mim na maioria dos casos é tudo uma questão de nomenclatura e como o cahib disse, para as estatísticas.

Eu tive o cuidado de referir que este meu exemplo é valido para antigos cursos de 4 e que agora são 3. NESTES as ordens reconhecem sem qualquer diferenciação porque NESTES não houve alterações de competências dos 4 para os 3. [;)] evidentemente que os de 5 e 6 são casos diferentes.

Como já disse uns posts atrás, nem todas as licenciaturas são iguais. à verdadeiras licenciaturas compactadas em 3 anos, e há bacharelatos promovidos.
 
Eu tive o cuidado de referir que este meu exemplo é valido para antigos cursos de 4 e que agora são 3. NESTES as ordens reconhecem sem qualquer diferenciação porque NESTES não houve alterações de competências dos 4 para os 3. [;)] evidentemente que os de 5 e 6 são casos diferentes.

Como já disse uns posts atrás, nem todas as licenciaturas são iguais. à verdadeiras licenciaturas compactadas em 3 anos, e há bacharelatos promovidos.

Também já dei um exemplo de duas licenciaturas de 4 anos que passaram para 3, fundidas numa só e que não são reconhecidos profissionalmente. Refiro-me aos professores do ensino básico e educadores de infância.
 
Aconselho a todos os licenciados , independentemente do numero de anos da licenciatura e do regime curricular, a que tirem o mestrado. Assim todos ficarão com no mínimo 5 anos de formação,ficam todos com um titulo académico equivalente, reconhecido e aceite em toda a Europa e não levanta confusões a quem contrata nacionalmente ou fora, no presente ou no futuro.

O medo , o Horror!! Tenham muiiiito cuidado. Ui ui vem aí o papão!

Conversa de bolseiro ou estado-subsidio-dependente, só pode.[:D]
 
Sou só eu que noto que, depois do primeiro emprego, quando vou a uma entrevista só interessa o meu percurso profissional e respectivas especializações? Pelo menos na minha área ninguém consegue empregos porque é licenciado ou mestrado, consegue-os sim com base no percurso profissional.

No caso dos primeiros empregos, todos os meus amigos e colegas que recrutam pessoal tem a clara noção do que é um licenciado e mestrado (pré ou prós bolonha). Aliás, conheço muito poucos que contratem licenciados pós-bolonha, a menos que seja para projectos muito básicos, não tanto pela falta de conhecimento mas mais pela falta de maturidade e cultura científica.
 
Quanto ás entidades empregadoras distinguirem licenciados pré e pós Bolonha, devo lembrar que o maior empregador deste pais é o estado, que por inerência também é o maior empregador de pessoal qualificado superiormente.

Para o estado o TITULO académico é factor sim de distinção, independentemente do numero de anos curriculares, pelo que um mestre de Bolonha ganha mais que um licenciado antigo para idênticas circunstancias.

O que o estado exige de ambos é a habilitação para o exercício da função, logo se uma ordem profissional só atribui essa habilitação a novos mestres ou a antigos licenciados, o estado contrata de acordo com essas condições, com vantagem salarial para o mestre.

De notar que o processo de bolonha veio para ficar, de modo que daqui a 10 15 anos a maioria da força de trabalho será de Bolonha pelo que os antigos serão cada vez menos comparados com os novos e poderão eventualmente ficar em desvantagem.

Aconselho a todos os licenciados , independentemente do numero de anos da licenciatura e do regime curricular, a que tirem o mestrado. Assim todos ficarão com no mínimo 5 anos de formação,ficam todos com um titulo académico equivalente, reconhecido e aceite em toda a Europa e não levanta confusões a quem contrata nacionalmente ou fora, no presente ou no futuro.


Não ganha não.

Vão nesta lógica e depois queixem-se.

1º- o valor de ordenado com a nova lei está definida à partida e a negociação está "limitada" pelo primeiro candidato que aceite o lugar

2º- nos concursos a primeira coisa que fazem a distinção (critérios de selecção) são:
- licenciatura pré ou mestrado pós
- experiência profissional para o lugar e desempenho das funções a concurso
- cursos de formação para o lugar

3º- para além disto existem outras (como a classificação de serviço), não se esqueçam que os concursos para externos estão vedados

Só para te dar um exemplo, dentro de cerca de um mês irei abrir concurso para duas pessoas, requisitos:
- experiência na função de pelo menos 5 anos (maior ponderação na selecção)
- formação na área (licenciatura pré bolonha ou pós graduação)

Se me interessa alguém com o mestrado pós bolonha? Não. Não têm experiência suficiente[;)]

Cada vez menos os titulos académicos interessam para alguma coisa, interessa a experiência profissional e as mais valias que se vão adquirindo com a experiência.
Se achas que nós (os antigos) ficamos em desvantagem.... pois.... aos novos vai faltando o jogo de cintura, a experiência e acima de tudo a formação continua que não dá qq titulo académico![;)]
 
Mas sinceramente achas que um mestre Pós-Bolonha se equivale a um mestre Pré-Bolonha?

Não acho. Um mestre pré bolonha tinha mais valor porque tinha mais 1 ano curricular e 1,2,3 ou mais anos de tese segundo me lembro muito bem: não era pera doce. -> daí eu achar que não era nada de especial dar equivalencia de mestrados pré bolonha a doutoramentos. A mim não me faz comichão porque vi de perto algumas pessoas sofrerem na pele mestrados "á moda antiga".

Por isso convencido tb que os mais prejudicados nessa história são efectivamente os mestre pré bolonha que ficaram realmente muito desvalorizados.

Penso tb q os mestrados de há 15 ou 20 anos eram muito mais difíceis ( basta trocarem algumas palavras com quem tenha feito um há 20 anos por ex) e mais complexos que doutoramentos a vulso da treta como os que há agora na área da engenharia por ex.

Hoje em dia qq bandalho sem CV sem artigos decentes publicados, sem saber escrever, sem saber falar, sem saber pesquisar numa biblioteca, sem saber usar o mais básico método cientifico, sem nada que o distinga realmente pode fazer um doutoramento. Sobretudo em institutos de investigação ligados a universidade que mercantilizaram os doutoramentos por vários motivos mas sobretudo porque usam os doutorandos como ferramenta produtora de material para publicação e por conseguinte para receberem dinheiro.
Antigamente, fazia-se o mesmo com mestrados.


paz[:D]
 
O medo , o Horror!! Tenham muiiiito cuidado. Ui ui vem aí o papão!

Conversa de bolseiro ou estado-subsidio-dependente, só pode.[:D]

Enganas-te:

É conversa de quem tirou a sua formação toda quando Bolonha era somente uma cidade em Itália, e bolonhesa era o nome de um molho para massa.

É conversa de quem tem MUITOS ANOS de experiência académica.

É conversa de quem pensa a longo prazo e analisa o futuro.

È conversa de quem está ligado á regulação profissional via ordens.

Sempre fui um defensor de um sistema de uniformização e reconhecimento de qualificações superiores a nível europeu, de modo a facilitar a circulação e a transferência de conhecimentos e mão de obra, algo que era bastante complexo devido ás particularidades de cada Pais em relação ao seu sistema de graus e ensino superior.

Bolonha na sua essência é um EXCELENTE processo para que esse objectivo fosse conseguido, tenho pena é que algumas instituições tenham desvirtuado o principio subjacente.

Daqui a uns anos ninguém vai falar em currículos pré e pós Bolonha. É pois conveniente que quem não tem um grau de Bolonha, nomeadamente mestrado, o venha a tirar, não só pela formação adicional,mas pela facilidade de reconhecimento da formação a nível internacional do mesmo, bem como para salvaguardar o futuro, em que cada vez mais serão os detentores deste grau.

Para quem só vê anos de formação á frente, quem tem licenciatura de 5, ao fazer mais um ano de tese ficaria com 6 anos de formação total, sempre lhes fazia bem ao ego dizer " é pá mas o meu é de 6 e não de 5 como os novos"
 
Não acho. Um mestre pré bolonha tinha mais valor porque tinha mais 1 ano curricular e 1,2,3 ou mais anos de tese segundo me lembro muito bem: não era pera doce. -> daí eu achar que não era nada de especial dar equivalencia de mestrados pré bolonha a doutoramentos. A mim não me faz comichão porque vi de perto algumas pessoas sofrerem na pele mestrados "á moda antiga".

Por isso convencido tb que os mais prejudicados nessa história são efectivamente os mestre pré bolonha que ficaram realmente muito desvalorizados.

Penso tb q os mestrados de há 15 ou 20 anos eram muito mais difíceis ( basta trocarem algumas palavras com quem tenha feito um há 20 anos por ex) e mais complexos que doutoramentos a vulso da treta como os que há agora na área da engenharia por ex.

Hoje em dia qq bandalho sem CV sem artigos decentes publicados, sem saber escrever, sem saber falar, sem saber pesquisar numa biblioteca, sem saber usar o mais básico método cientifico, sem nada que o distinga realmente pode fazer um doutoramento. Sobretudo em institutos de investigação ligados a universidade que mercantilizaram os doutoramentos por vários motivos mas sobretudo porque usam os doutorandos como ferramenta produtora de material para publicação e por conseguinte para receberem dinheiro.
Antigamente, fazia-se o mesmo com mestrados.


paz[:D]

Também tenho essa ideia... Hoje vejo cada um a dizer que está a fazer doutoramento que vai lá vai...
 
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