Processo de Bolonha: Doutores e Engenheiros a Nú

Boa tarde,

Aproveito este tópico porque tirei a Licenciatura em Engenharia Informática pre-bolonha e gostaria de saber o que é necessário para leccionar TIC no Ensino secundário ou preparatório.
 
À falta de conhecimento da realidade do mercado de trabalho também se junta, como já disseram por aqui, uma gritante falta de maturidade que embora variando de pessoa para pessoa vai acabar por se manifestar sempre... E não é a ver no currículo os Erasmus ou as "escolas de verão" que se chegam a conclusões, muitas vezes basta meia-hora de convivência.
 
Boa tarde,

Aproveito este tópico porque tirei a Licenciatura em Engenharia Informática pre-bolonha e gostaria de saber o que é necessário para leccionar TIC no Ensino secundário ou preparatório.

Neste momento é pura e simplesmente impossivel leccionar informática (onde se inclui TIC) através dos concursos "normais" de professores. Apenas quem pode concorrer a esses concursos são os licenciados em ensino de informática e essa licenciatura já não existe. Basicamente, se queres leccionar TIC ou outra disciplina de informática, lá para Outubro, as escolas abrem concursos para tapar buracos de professores que se reformaram, que estão de licença de maternidade, etc. (tens de ir aos sites das escolas e concorrer individualmente para cada uma e cada uma tem os seus critérios de admissão, na sua larga maioria baseados no sistema de cunhas).
 
Neste momento é pura e simplesmente impossivel leccionar informática (onde se inclui TIC) através dos concursos "normais" de professores. Apenas quem pode concorrer a esses concursos são os licenciados em ensino de informática e essa licenciatura já não existe. Basicamente, se queres leccionar TIC ou outra disciplina de informática, lá para Outubro, as escolas abrem concursos para tapar buracos de professores que se reformaram, que estão de licença de maternidade, etc. (tens de ir aos sites das escolas e concorrer individualmente para cada uma e cada uma tem os seus critérios de admissão, na sua larga maioria baseados no sistema de cunhas).

Muito obrigado pela informação.. Nem com o CAP se pode dar aulas?
 
Caros,

Esta é a minha primeira participação, pelo que dirijo uma saudação especial a todos!

Se bem me lembro, aprendi em metodologias da educação (pré-Bolonha[:D]), que existem dois tipos de ensino: extensivo versus intensivo. Isto significará que, pelo menos teoricamente, a Licenciatura pós-Bolonha, é de carácter intensivo. Ou seja, em menos tempo (3 anos), será dada a mesma matéria, mas de modo mais intensivo, exigindo aos alunos uma maior participação, mais auto-estudo (trabalho individual), mais investigação, mais responsabilidade. As "antigas" licenciaturas tinham na sua generalidade, um prolongamento no tempo, na minha opinião, demasiado extenso. Penso que foi uma boa medida. No entanto, por não ter sido bem organizada e justificada plenamente, vai originando, ainda hoje, atritos entre "antigos" licenciados e "novos" licenciados, o que é lamentável. Claro que eu não teria investido mais anos, nem mais dinheiro na minha licenciatura, se tivesse tido a oportunidade do pós-Bolonha. O que está aqui em causa é igualmente a confusão que se instalou (desnecessária), na atribuição dos títulos, e o acesso facilitado, aos licenciados pré-bolonha, ao 6.º e ao 7.º nível (mestrados e doutoramentos). Curiosamente, assiste-se hoje, à diferenciação (a meu ver ridícula) também entre mestrados, se anteriores ou posteriores a Bolonha? Será que nos diplomas também farão referência a essa suposta diferenciação? Por outro lado, os "interesses" individuais, de grupos, muitas vezes questionáveis, não têm base científica, e os planos curriculares de diversos cursos - possivelmente - não têm sido devidamente protegidos de modo a defender os novos alunos de futuros "ataques". Os conselhos científicos e pedagógicos deveriam antes de mais, defender os títulos que atribuem, não se deixando intimidar pelos que já passaram pelas universidades, e fundamentarem-se no que é óbvio: ensino extensivo versus intensivo.

Cumprimentos
 
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Aproveitando este post e também um pouco da experiência profissional de 5 anos que tenho no mercado privado das grandes empresas, diria que o nível de maturidade, profissionalismo e postura profissional está mais ligado ao carater e ao brio profissional das pessoas mais que ao título que representam ou como o representam, independentemente do nº de anos de estudos superiores!
...............


Faço consultoria em algumas organizações há já alguns anos e estou completamente de acordo. É isto que faz a diferença, e não tanto se estamos perante um perfil de pré, ou pós-bolonha, se têm 21 ou 23 anos.
 
Cara forista,

Aliás, o termo Bolonha, a meu ver, nem sequer deveria constar na linguagem escrita e oral do dia-a-dia dos académicos. Foi um tratado, é certo, mas arrastam o termo, de um modo que deprecia os pós-Bolonha e favorece os pré-Bolonha. Os títulos, academicamente falando, deveriam manter-se com o mesmo valor, sem distinções. O que se tem passado ao longo dos últimos anos é uma vergonha para todos nós licenciados, mestres ou doutorados, qualquer que tenha sido o método escolhido no tipo de ensino. É uma vergonha para a academia, surgirem hipotéticas distinções. Já se deram conta que as nossas universidades são as mesmas, mas que os títulos, por via do preconceito, estão desvalorizando para os novos, e parecendo que só os "antigos" têm algo de mais válido? Como já referi, existirá unicamente a seguinte distinção no ensino, no método a aplicar, se extensivo ou intensivo e isso não deverá alterar em nada a qualidade do título, o seu valor, nem a sua atribuição.

Cumprimentos
 
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