PS novamente com maioria absoluta

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Luciano Amaral andou a ler os posts do André ! [:D]


"É a história da democracia portuguesa: só o PS pode jogar em todos os tabuleiros. Foi agente de radicalização do PREC até se ter reinventado como líder de uma frente direitista para pôr termo ao PREC. Foi guardião das "conquistas irreversíveis de Abril" consagradas na Constituição de 1976 até se decidir a ajudar a revertê-las na revisão constitucional de 1989. Foi o grande ideólogo do "Estado social" durante o "guterrismo", para agora aparecer como o partido da "reforma" do "Estado social". Quer dizer, atrasou sempre o processo de transformação institucional e económica do País, para melhor poder afirmar-se depois como o único intérprete legítimo das mudanças "necessárias". Nos períodos de contenção da mudança acusa PSD e direita de serem algozes do "Estado social". Nos períodos em que assume a "necessidade" da mudança acusa-os de promoverem o "neoliberalismo selvagem", de quererem ir longe de mais. Graças a esta estratégia bem sucedida, a verdade é que o PSD ficou circunscrito, ao longo dos últimos 30 anos, ao papel de coro grego, na oposição, ou de mero gestor da realidade criada pelo PS, no poder.

Claro que o êxito do truque sempre esteve dependente de o PSD aceitar este papel vagamente decorativo. Houve apenas um momento em que a estratégia não funcionou durante algum tempo. Foi no período da Aliança Democrática de Sá Carneiro, em finais dos anos 70, quando o PSD foi motor autónomo e descomplexado da afirmação de um projecto político de ruptura com a tutela socialista do regime. Durante os dez anos de "cavaquismo", por exemplo, o PSD na verdade não ousou regressar ao espírito "sá-carneirista". Se pareceu fazê-lo inicialmente, foi apenas de forma táctica, ressuscitando momentaneamente a "bipolarização" para conquistar o poder. Mas depois logo se acantonou no espírito gestionário que é a sua tendência natural."

(...)
 
O que muito te chateia e vos irrita, marxistas e demais, é que o capitalismo consegue criar tanta riqueza, que todos acabam por apanhar alguma.

Uns mais, outros menos, mas todos apanham, e assim surgem as classes médias.

Nas sociedades socialistas tudo é pobre (excepto claro a nomenclatura [:p] da qual farias certamente parte como visionário que és, como ilustre represente do povo que serias LOLOL)

A vossa realidadezinha da eterna luta de classe, é apenas vossa, mais uma pérola do baú do séc. XIX, que foi desmistificada ao longo do séc. XX.

Eu não estou nesse plano, André: eu não sou marxista, nem pró-marxista, nem o seu contrário. Deixo isso para os muitos maniqueístas que preferem seguir pensamentos-modelo na vez de desenvolver a sua visão pessoal. Mas sabemos que as pessoas não são educadas paar explorar a individualidade do pensamento, poucas sendo as que escapam à formatação de massas que tanto convém aos «seres superiores» que controlam os poderes de facto.

Não é preciso ser marxista (nem sequer ler Marx!) para compreender que a luta de classes (a luta entre estas pelo Poder) vem de muito longe, do tempo das cavernas...

O desembocar da contemporânea sociedade globalizada exibe à saciedade o modelo (que como todos os modelo envolvem resíduos de suposições e omissões) que negas: os proprietários do negócio do poder, os pastores dos seus rebanhos, os incontornáveis cães de fila para responder à voz do dono ou do seu procurador, e as muitas ovelhinhas, umas mais branquinhas, outras menos branquinhas...

Um dia perceberás que a criação das «classe médias» foi um brinde das classes dominantes, do despótico ancien régime, que trocaram alguma da sua riqueza pela continuidade pacífica do seu domínio. Construíram isso na reflexão sobre as consequências da revolução americana e francesa. É de notar que trocaram alguma riqueza mas não, de facto, o essencial: o Poder. A própria democracia de massas (nada a ver com a restrita e conceptual democracia grega) é sobretudo uma conveniência e revolução de veludo induzida pelo instinto de sobrevivência das classes dominantes. As «classes médias» deste contexto são os desadaptados sociais da história: já não pertencem à classe esmagada, mas também não pertencem à classe dos Senhores... São a «ferramenta» criada para construir uma ponte que nunca acabará, que persegue a miragem de acesso ao muito restrito mundo dos senhores onde só se chega por cooptação vinda de cima, desde que aceite a submissão e lealdade canina ao dono... E tal é moralmente fácil de superar para as «classes médias», pois eles são sobretudo desadaptados, sem raízes e consciências sociológicas firmes como ocorre com as classes dos extremos; eles são os náufragos em barco razoável, sempre prontos à prova do muito estreito funil que poderá levar alguns deles para o edénico velho mundo do poder...

O desejo e impulso do negócio entre o Dr. Fausto e Mefistóteles não surgiu do nada, e não continua aleatoriamente para nenhures...

Goethe sabia do que tratava ao falar das «tensões na alma da sociedade»...
 
Luciano Amaral andou a ler os posts do André ! [:D]


"É a história da democracia portuguesa: só o PS pode jogar em todos os tabuleiros. Foi agente de radicalização do PREC até se ter reinventado como líder de uma frente direitista para pôr termo ao PREC. Foi guardião das "conquistas irreversíveis de Abril" consagradas na Constituição de 1976 até se decidir a ajudar a revertê-las na revisão constitucional de 1989. Foi o grande ideólogo do "Estado social" durante o "guterrismo", para agora aparecer como o partido da "reforma" do "Estado social". Quer dizer, atrasou sempre o processo de transformação institucional e económica do País, para melhor poder afirmar-se depois como o único intérprete legítimo das mudanças "necessárias". Nos períodos de contenção da mudança acusa PSD e direita de serem algozes do "Estado social". Nos períodos em que assume a "necessidade" da mudança acusa-os de promoverem o "neoliberalismo selvagem", de quererem ir longe de mais. Graças a esta estratégia bem sucedida, a verdade é que o PSD ficou circunscrito, ao longo dos últimos 30 anos, ao papel de coro grego, na oposição, ou de mero gestor da realidade criada pelo PS, no poder.

Claro que o êxito do truque sempre esteve dependente de o PSD aceitar este papel vagamente decorativo. Houve apenas um momento em que a estratégia não funcionou durante algum tempo. Foi no período da Aliança Democrática de Sá Carneiro, em finais dos anos 70, quando o PSD foi motor autónomo e descomplexado da afirmação de um projecto político de ruptura com a tutela socialista do regime. Durante os dez anos de "cavaquismo", por exemplo, o PSD na verdade não ousou regressar ao espírito "sá-carneirista". Se pareceu fazê-lo inicialmente, foi apenas de forma táctica, ressuscitando momentaneamente a "bipolarização" para conquistar o poder. Mas depois logo se acantonou no espírito gestionário que é a sua tendência natural."

(...)

Por acaso concordo em absoluto com esse texto :D

Onde é que se arranja uma versão integral? [:D]
 
só sei que dão tanto enfase ao que vai fechar e esquecem o que vai abrir..

segundo os estudos, o numero de pessoas distantes a mais de 60min de uma urgencia vai diminuir drasticamente..
Não me lembro bem dos numeros mais são centenas de milhar

Porque o que está a ser feito é uma reestruturação e não redução!

Há até um mapa em que se vê isso claramente, e positivamente, e sai num jornal esta semana...

Mas claro, não se vê pessoas nas ruas a festejar as coisas boas, apenas as más..

apr:) apr:) apr:)
 
Não há alternativa, como aqui foi dito. A votar em alguém, é votar no que está a fazer melhor trabalho: o governo PS.

Senão vejamos:

PSD: o líder não tem carisma, não tem determinação, é criticado no seio do próprio partido, não tem objectivos, cria atritos com muita facilidade, não é reconhecido, não tem história política, é um trapalhão de primeira e contradiz-se cada vez que abre a boca.

CDS-PP: andam às turras lá dentro, ninguém se entende. Não tem rumo, não tem consistência.

BE: não tem capacidade nem maturidade para governar. Por enquanto.

PCP: retrógado, nada a fazer. Um país nas mãos deste partido era ruptura certa.


Em quem votar, portanto?
 
Não há alternativa, como aqui foi dito. A votar em alguém, é votar no que está a fazer melhor trabalho: o governo PS.

Mas há alguém que possa fazer para além do governo? Existem 2 governos para podermos comparar?

'tás mesmo mal, a noção de realidade extra-militância simplesmente não existe [:)]
 
Mas há alguém que possa fazer para além do governo? Existem 2 governos para podermos comparar?

'tás mesmo mal, a noção de realidade extra-militância simplesmente não existe [:)]

A oposição deveria mostrar caminhos opcionais: esse é o trabalho de sapa a fazer se pretendem alternar com o PS.

Agora, as opções do BE, CDS-PP e PCP não são consideradas como acessíveis ao poder na formatação sócio-política portuguesa contemporânea.

O PSD tem a vida facilitada por não ter que disputar verdadeiramente nada de significativo com esses 3 partidos. Mas o seu problema é precisamente não ter margem identitária ideológica suficiente para se descolar do estereótipo dominado pelo PS. O único caminho de subida possível para o PSD é conseguir gerar uma liderança personalizada, enérgica, que se distinguisse pela marca pessoal.

Tal tarefa não é impossível nem excessivamente trabalhosa, já que Sócrates é um «Cavaco II com upgrades» e não um político original e brilhante: Sócrates «foge como o diabo da cruz» do campo das ideias, da abstracção que deve sempre gerir e formatar superiormente um corpo sistémico de governação (o que não tem tradição em Portugal: a grande política pensada e reflectida ao pormenor); Sócrates tudo remete para o concreto, para a pequena mecânica de uns poucos (reduzidos) encadeamentos que usa para «governar à vista»: ver e ser visto. Não há antecipação, projecção dedutiva... Pobre, muito pobre.

Mas a liderança do PSD consegue ser PIOR. Muito pior. Marques Mendes está queimado como o «líder da travessia do deserto», como o político cinzento e de eterna 2ª linha, sempre concordante com todos os anteriores líderes dos PSD (com excepção de Santana Lopes), acumulando ao longo do tempo uma carga de «âncoras e corresponsabilidades» que o armadilham antes mesmo de tomar posição, porque sobre praticamente tudo já defendeu o verso e o reverso...
 
Luciano Amaral andou a ler os posts do André ! [:D]


"É a história da democracia portuguesa: só o PS pode jogar em todos os tabuleiros. Foi agente de radicalização do PREC até se ter reinventado como líder de uma frente direitista para pôr termo ao PREC. Foi guardião das "conquistas irreversíveis de Abril" consagradas na Constituição de 1976 até se decidir a ajudar a revertê-las na revisão constitucional de 1989. Foi o grande ideólogo do "Estado social" durante o "guterrismo", para agora aparecer como o partido da "reforma" do "Estado social". Quer dizer, atrasou sempre o processo de transformação institucional e económica do País, para melhor poder afirmar-se depois como o único intérprete legítimo das mudanças "necessárias". Nos períodos de contenção da mudança acusa PSD e direita de serem algozes do "Estado social". Nos períodos em que assume a "necessidade" da mudança acusa-os de promoverem o "neoliberalismo selvagem", de quererem ir longe de mais. Graças a esta estratégia bem sucedida, a verdade é que o PSD ficou circunscrito, ao longo dos últimos 30 anos, ao papel de coro grego, na oposição, ou de mero gestor da realidade criada pelo PS, no poder.

Claro que o êxito do truque sempre esteve dependente de o PSD aceitar este papel vagamente decorativo. Houve apenas um momento em que a estratégia não funcionou durante algum tempo. Foi no período da Aliança Democrática de Sá Carneiro, em finais dos anos 70, quando o PSD foi motor autónomo e descomplexado da afirmação de um projecto político de ruptura com a tutela socialista do regime. Durante os dez anos de "cavaquismo", por exemplo, o PSD na verdade não ousou regressar ao espírito "sá-carneirista". Se pareceu fazê-lo inicialmente, foi apenas de forma táctica, ressuscitando momentaneamente a "bipolarização" para conquistar o poder. Mas depois logo se acantonou no espírito gestionário que é a sua tendência natural."

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Essa crítica tanto serve para o PS como para o PSD, depende só do sítio onde estão.
 
Mas há alguém que possa fazer para além do governo? Existem 2 governos para podermos comparar?

'tás mesmo mal, a noção de realidade extra-militância simplesmente não existe

Entendeste bem o que quis dizer... [:p] Mas como estás limitado nas opções, saiu-te essa! [:D] [;)]

Estás perdoado. [:blush:]
 
Entendeste bem o que quis dizer... [:p] Mas como estás limitado nas opções, saiu-te essa! [:D] [;)]

Estás perdoado. [:blush:]

Eu entendi.

Agora que o que tu disseste não tem nenhuma lógica, isso é evidente.

Levando ao absurdo tu achas que todo e qualquer governo é sempre a única solução, pois é o único que naquele momento está a fazer alguma coisa.

Mas continua lá fechadinho no largo do Rato, onde o mundo é rosa, macau está debaixo do tapete, a descoberta de um mundo novo ainda que com crónico atraso é sempre algo extraordinário, e bem, as contas lá de casa sempre vão sendo pagas [:)]
 
A oposição deveria mostrar caminhos opcionais: esse é o trabalho de sapa a fazer se pretendem alternar com o PS.

Agora, as opções do BE, CDS-PP e PCP não são consideradas como acessíveis ao poder na formatação sócio-política portuguesa contemporânea.

O PSD tem a vida facilitada por não ter que disputar verdadeiramente nada de significativo com esses 3 partidos. Mas o seu problema é precisamente não ter margem identitária ideológica suficiente para se descolar do estereótipo dominado pelo PS. O único caminho de subida possível para o PSD é conseguir gerar uma liderança personalizada, enérgica, que se distinguisse pela marca pessoal.

Tal tarefa não é impossível nem excessivamente trabalhosa, já que Sócrates é um «Cavaco II com upgrades» e não um político original e brilhante: Sócrates «foge como o diabo da cruz» do campo das ideias, da abstracção que deve sempre gerir e formatar superiormente um corpo sistémico de governação (o que não tem tradição em Portugal: a grande política pensada e reflectida ao pormenor); Sócrates tudo remete para o concreto, para a pequena mecânica de uns poucos (reduzidos) encadeamentos que usa para «governar à vista»: ver e ser visto. Não há antecipação, projecção dedutiva... Pobre, muito pobre.

Mas a liderança do PSD consegue ser PIOR. Muito pior. Marques Mendes está queimado como o «líder da travessia do deserto», como o político cinzento e de eterna 2ª linha, sempre concordante com todos os anteriores líderes dos PSD (com excepção de Santana Lopes), acumulando ao longo do tempo uma carga de «âncoras e corresponsabilidades» que o armadilham antes mesmo de tomar posição, porque sobre praticamente tudo já defendeu o verso e o reverso...

Boa análise ;)
 
Mas a liderança do PSD consegue ser PIOR. Muito pior. Marques Mendes está queimado como o «líder da travessia do deserto», como o político cinzento e de eterna 2ª linha, sempre concordante com todos os anteriores líderes dos PSD (com excepção de Santana Lopes), acumulando ao longo do tempo uma carga de «âncoras e corresponsabilidades» que o armadilham antes mesmo de tomar posição, porque sobre praticamente tudo já defendeu o verso e o reverso...

O Marques Mendes é o carregador de pianos cujo único objectivo é limpar a imagem do partido depois do Santana Lopes e fazer a travessia até às próximas eleições legislativas. É preciso tê-los no sítio para fazer isto. Não estou a ver ninguém a fazer melhor trabalho do que ele dentro do PSD.
 
Mas continua lá fechadinho no largo do Rato, onde o mundo é rosa, macau está debaixo do tapete, a descoberta de um mundo novo ainda que com crónico atraso é sempre algo extraordinário, e bem, as contas lá de casa sempre vão sendo pagas [:)]

[:)][:)][:)]
 
Eu entendi.

Agora que o que tu disseste não tem nenhuma lógica, isso é evidente.

Levando ao absurdo tu achas que todo e qualquer governo é sempre a única solução, pois é o único que naquele momento está a fazer alguma coisa.

Mas continua lá fechadinho no largo do Rato, onde o mundo é rosa, macau está debaixo do tapete, a descoberta de um mundo novo ainda que com crónico atraso é sempre algo extraordinário, e bem, as contas lá de casa sempre vão sendo pagas


Então explica lá qual a solução? [:D] [:D] É que não há solução! [:D]
Mas a minha solução é engolires e esperares 2 anos... para voltares a engolir durante outros 4 anos! [:p] [kiss] (digo engolir, para não dizer calar e engolir)
 
Last edited:
Claro.
E mesmo assim têm uma margem de erro de 3,44% para um intervalo de confiança de 95%.
Pelo que nenhuma das considerações jornalísticas faz qq sentido pois as variações são inferiores a 3,44%.

Costumo dar como exemplo de erro crasso as conclusões retiradas de comparação de sondagens, muito bem exemplificadas neste caso. Como é possível que alguém conclua que um partido tem tendência ascendente por subir 1%, quando a margem de erro é de mais ou menos 3,4%! Até a conclusão de subida do PS é infundada, quanto mais as outras! Não há paciência, e depois escrevem-se páginas infindas de conversa nos jornais sobre um facto completamente inexistente!
 
Costumo dar como exemplo de erro crasso as conclusões retiradas de comparação de sondagens, muito bem exemplificadas neste caso. Como é possível que alguém conclua que um partido tem tendência ascendente por subir 1%, quando a margem de erro é de mais ou menos 3,4%! Até a conclusão de subida do PS é infundada, quanto mais as outras! Não há paciência, e depois escrevem-se páginas infindas de conversa nos jornais sobre um facto completamente inexistente!

A estatística é disciplina bem mais complexa do que se apreende em cursos de engenharia ou economia...
 
O Marques Mendes é o carregador de pianos cujo único objectivo é limpar a imagem do partido depois do Santana Lopes e fazer a travessia até às próximas eleições legislativas. É preciso tê-los no sítio para fazer isto. Não estou a ver ninguém a fazer melhor trabalho do que ele dentro do PSD.


Um dia AJJ ainda vai poder dizer que colonizou o PSD-Cubano ao tempo de Marques Mendes...
 
"Não o acuso de não decidir. Censuro-o por tomar decisões erradas. Se fosse por diferenças ideológicas, seria normal. Mas não: erros como os do IVA e os ataques às classes profissionais devem-se à maneira de ser do primeiro-ministro, que nas suas políticas evidencia, por vezes, uma teimosia e uma agressividade prejudiciais para Portugal. O problema deste rumo errado não é de agora, com a economia da Europa e do mundo a crescerem a níveis confortáveis e com as novas perspectivas financeiras a tornarem-se realidade. Com as OPA até parecemos um país quase rico. É sempre assim quando os socialistas estão no poder. Quem muito tem não tem razão de queixa. E quem tem menos recebe um rendimento mínimo ou um complemento de reforma. O problema são os outros 90 por cento! Para terminar: apesar de tudo isto, o primeiro-ministro é popular. Sem dúvida. O país gosta de quem tome decisões e não tenha medo de mandar. Demora um pouco mais até cair o cenário e a realidade ficar à vista. Um pouco mais. "
 
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