Eu não acredito em nenhum deus, se tivesse de acreditar em algo, tinha a minha relegião propria, um misto de ciência deconstrutiva, evolução e acção tanto boa como má de modo a se estabelecer um equilibrio.
Chamei-lhes de gêmeos...
Gosto particularmente dos jeovás, essa gente aparentemente paciênte quando o assunto lhe interessa, mas totalmente cobarde quando a musica não toca lá a nota que eles acham que deve tocar, vendo bem todas as relegiões são assim.
Aqui há uns anos, vieram bater á porta uma gaja toda boa e uma velha, para me falarem das teorias deles, pediram se podiam falar e eu que por acaso naquele dia até estava algo aborrecido sem nada para fazer, resolvi escutar um pouco.
A menina, pucha do calhamaço, lambe o dedo e pôs-se a folhear o livro e começa para ali a recitar... e pára para a velha fazer uma pergunta introdutória, á qual eu com resposta prontamente na ponta da lingua, disparei como uma metralhadora.
Falei-lhes de um mundo, multi milenar, onde não existem nem bons nem maus, quando desaparecemos deste mundo ninguem vai para o ceu ou inferno, mas sim para o lugar comum.
Desacreditei o discurso da velha, convidei-a a escutar mais um pouco, mas infelizmente elas parece que tiveram uma imergência e deram corda aos sapatos, para nunca mais me baterem á porta.