Nada de novo neste estudo, japoneses no topo, norte-europeus no meio e sul-europeus no fim, com alguns coreanos à mistura lá para o meio.
A BMW, ao contrário do que muito boa gente pensa, não é tão certinha quanto se pensa, e onde pecam mais quanto a mim é na demora em corrigir certos defeitos recorrentes que surgem, apesar de no global os produtos terem boa qualidade. Parece que falta uma estrutura capaz de detectar estes problemas recorrentes e reportá-los à casa mãe?
A Honda teve alguns episódios recentes de peças recorrentemente com defeitos, como as caixas de direcção e embraiagens no CTR. E além disso as peças continuam caras como ouro, será falta de uma logística mais eficaz na Europa?
A FIAT parece o Benfica. "É este ano... vá, é este ano... OK, agora é que vai ser mesmo!". Mas estes tipos a fazer motores são máquinas, vejam-se os JTD, Multijet, etc. Têm é de deixar de fazer carros que querem ser generalistas mas que acabam por não se destacar em nada. Acho que um pouco de personalidade não fazia mossa numa marca italiana, mesmo na FIAT, que já teve um passado com carros mais desportivos. Porque se formos a ver, cada marca tem modelos que se conotam ora como confortáveis ou eficazes dinamicamente ou espaçosos ou seguros, etc. Especialização, portanto, é o que falta na FIAT.
De louvar. Gosto de ver que o presidente do grupo PSA não tem o perfil autista de alguma "juventude peugeotiana" que pulula este fórum. Admitir o erro é meio passo para o eliminar. Mas ainda não começaram o esforço, veja-se o 308.
O que disse sobre a FIAT respeitante ao discurso algo "benfiquista" aplica-se também um pouco à Renault, embora este caso tenha nuances. Falando especificamente da Renault, acho que um dos problemas maiores é o da aposta forte numa qualidade apercebida, descurando a qualidade real. Houve inclusivé uma reportagem na AH em que um responsável, salvo erro, do Laguna III, declarou que esse aspecto foi corrigido no Laguna III. Vamos a ver daqui a uns 2~3 anos.
É verdade que a Toyota ultimamente tem surgido várias vezes com notícias de recalls, mas convenhamos, quantas marcas não há que têm a circular modelos com defeitos recorrentes e não fazem recalls? De louvar que se detectem defeitos e recolham os carros, demonstra que há um pós-venda activo e atencioso.
A VW faz um carro (Golf) com menos qualidade e mais custos. Não é preciso ser um entendido para perceber que o rei vai nu. Nota-se que a VW está a apostar mais no design, como já havia anunciado, mas e o resto? Estamos a assistir a uma re-edição da Renault a partir de 2000? Já avisaram que o próximo Golf vai voltar a subir os parâmetros de qualidade, e manter o nível tecnológico do actual. Cá esperamos, que a robustez de um carro não se faz com linhas estilizadas.
Um aviso à navegação para aqueles que colocaram ou podem colocar em causa este estudo. Só aquele relatório TUV vale muito. Ora vejam o quote abaixo do JDEM.
E termino dizendo o seguinte: não ganhamos nada em esconder os defeitos dos nossos carros. É assinalando-os, reclamando e divulgando que podemos fazer força junto a estas grandes corporações de milhões.
Portanto, malta, vamos esquecer a meia-dúzia de carros que conhecemos e cuja fiabilidade extrapolamos erradamente para a totalidade do parque automóvel. Se não temos problemas com o nosso carro óptimo, congratulemo-nos, caso contrário não haja medo de divulgar informação que pode ser valiosa quer para sensibilizar as marcas, quer para ajudar outros donos insatisfeitos a conseguirem prevenir/remediar problemas.
Ficar com a cabeça debaixo da areia é que não,