Que vinho bebem?

Do Alentejo, Altas Quintas Viúva Le Cocq Reserva 2018, aqui foi vinho a copo num restaurante, boa temperatura de serviço, cor rubi escura, no nariz fruta negra jovem, na boca fresco e taninos verdes e fruta muito jovem, a precisar de tempo em garrafa, é um vinho que não faz muito o meu perfil.

Nota: 17,0

Indicação de consumo: Guardar

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Já eu continuo a preferir clara e inequivocamente os vinhos tintos.

Na Feira, no Sábado, cruzei-me com alguns ilustres membros do fórum e mais concretamente, frequentadores deste tópico. Foi bom rever o pessoal e também foi porreiro receber algumas "recomendações", ainda que nem todas postas em prática.

A feira é sempre um evento muito porreiro para quem gosta de vinho, imensa gente mas um bom mood fantástico, é uma boa demonstração que o alcool bebido de forma moderada é um catalizador fantástico para o convívio e para potenciar bons momentos.

Revisitei um conjunto de vinhos porreiros que já conhecia como Quinta do Vale Meão, Cryseia, Quinta do Noval reserva, Quinta da Leda, Crochet, Malhadinha, etc. e experimentei muitos outros. Muitos tintos demasiado quentes e alguns brancos pouco frescos, nesta feira a maior parte dos bons vinhos está-se a beber muito antes do que é suposto, mas ainda assim conseguem-se optimas experiências.

Para mim as primeiras provas não são as que me sabem melhor, preciso de algum tempo para afinar o olfacto, visão e paladar, um pouco como um motor a diesel que demora algum tempo a aquecer. Depois das, digamos 10 provas, as coisas começam a fluir melhor. Desta vez também provei alguns brancos e no final os Porto e Colheitas tardias, que também não são bem o meu métier.

Por curiosidade aqui fica um dos recomendados, branco e muito bom, mas também muito inflacionado (+ de 110 euros)


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Tb lá fui tirar uma foto!!! [:)][:)]


Eu gosto destas feiras, cada vez mais, pelas provas especiais, essas valem bem a pena!​

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Para conseguir provar estes vinhos fora de ambiente de prova especial, se calhar não chegariam 5 mil euros...
 
Também fui à feira, com amigos. E também encontrei algumas caras antigas aqui do fórum. É sempre engraçado poder partilhar experiências.

Tentei ir um pouco mais focado este ano e provar algumas coisas diferentes.
Também bebi alguns dos icónicos. Mas estas colheitas demasiado novas e neste ambiente perdem-se muito.
Beber Crysheia 2021 sabe a muito pouco. Eu nem apreciei muito, achei o vinho ainda muitoooo novo, muito doce e com pouca acidez. Honestamente numa prova cega torcia o nariz a ser algo tão "especial".

Na geographic wines queria experimentar os " Lento".
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E nem conhecia este Inóspito, que gostei bastante.

Na Caves montanha queria experimentar o Cá da Bairrada, ganhou prémio de melhor espumante da Bairrada (2009 ou 2010), mas só tinham o 2012.
Mas tinham o Chardonnay Arinto que tinha ganho o prémio na feira poucos minutos antes.
Gostei mais do Chardonnay de facto.

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Depois na Quinta da Boa Esperança experimentei o Reserva e o Grande Reserva. Não conhecia o vinho, mas 3 anos em barrica e 2 anos em garrafa. Mesmo sendo de 2015 o vinho estava incrível, cheio de vida e muito novo. Vai envelhecer muito bem.

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Na Barão de Vilar fui ao Kaputt, queria testar o 40 meses. a novidade deles.
O Branco, é a 2ª edição, e não está tão potente como o 1ª. O Curtimenta é muito ligeiro, e pouca oxidação que alguns curtimentas têm.
O 40 meses de facto é especial, muitas notas da madeira, mas bem equilibrado e aveludado. Belo vinho. Nem sei quanto isto custa, mas deve ser uns 60/70€.

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Depois uma surpresa que desconhecia completamente.
Na Real Cave do Cedro, o Aleixo 1996 Branco.

Já bebi alguns brancos antigos, mas este foi de longe o melhor, estava óptimo e ainda com muita vida. Até gostava de repetir a experiencia... Pena os 45€.

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Depois os dois vinhos da Noite.
Boavista Ujo e Oratório. Eu preferi o Ujo, mas são os dois espectaculares.
Novos, mas de longe muito superiores ao Cryseia ou Vesúvio que tinha bebido antes.

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Depois uns Portos para misturar....
Vasques de carvalho, sempre uma referência. Este 2004 estava óptimo, bem como o 50 anos!
Sempre que vou a uma feira fico com vontade de comprar um destes 40/50 anos para degustar com uns amigos.


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Depois, passei na banca do Duas famílias, já conhecia o projecto, mas nunca tinha bebido nada. Provei dois grandes reserva (Douro e Alentejo) mas estava mais interessado no Alicante. Adorei o vinho, mais uma vez um vinho sem defeitos, tudo certinho e afinado, com suavidade e acidez.

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Em conversa lembrei-me que eles tinham lançado um Porto, e perguntei por ele.
Então saiu debaixo do balcão, ainda por abrir, (isto já as 18h30...), mais conversa... abre-se e provo.
Very Old Tawny, supostamente mais de 100 anos... Que suavidade e experiência. Agora como leigo que sou não consigo distinguir do 50 anos que tinha bebido no Vasques.
Só hoje é que me lembrei de procurar e isto tem um preço Pornográfico.... 890€. [:)](PVP era 650€, mas não encontro à venda em lado nehhum).

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Claro que bebi muito mais coisas, algumas boas, outro menos boas, algumas já sem saber bem o que estava a beber. [:D]


 

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Depois da vossa descrição pouco mais há a acrescentar.

As provas de alguns tintos chega a ser penoso, por estaren fora da temperatura ideal ou por serem novos.

Provar um Chryseia 2021 por exemplo é um autentico infanticídio. Ainda nos tintos marcou-me a Vinha do Oratorio 2019.

Já nos Brancos e Roses as provas foram mais consensuais. Destaque para um Encruzado, Noblesse Oblige que nunca tinha provado.

Nos Portos, bom nem sei que dizer. Deixo uma imagem para falar por mim..

😂
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E esses Boavista que bebeste são os de 2019, ainda estão a milhas do que irão ser... 😬

Eu tenho uma do Oratório de 2015 e uma do Ujo de 2017, a do Oratório já está pronta a premir o gatilho! 😁

Os Porto deve ter sido interessante o Vasquez de 50 anos, mas serviram 2 ml como no ano passado? É que nem dava para sentir o sabor, de tão sovinas que foram.

Esse Duas Famílias Very Old Tawny deve ser uma loucura, são os tais vinhos inacessíveis (pelo preço demasiado elevado), eu o mais longe que fui foi numa colheita de Kopke de 1967, mas até o achei novo.

Esse Aleixo nunca ouvi falar, vende-se esse ano de 1996, ou foi só para prova?
 
E esses Boavista que bebeste são os de 2019, ainda estão a milhas do que irão ser... 😬

Eu tenho uma do Oratório de 2015 e uma do Ujo de 2017, a do Oratório já está pronta a premir o gatilho! 😁

Os Porto deve ter sido interessante o Vasquez de 50 anos, mas serviram 2 ml como no ano passado? É que nem dava para sentir o sabor, de tão sovinas que foram.

Esse Duas Famílias Very Old Tawny deve ser uma loucura, são os tais vinhos inacessíveis (pelo preço demasiado elevado), eu o mais longe que fui foi numa colheita de Kopke de 1967, mas até o achei novo.

Esse Aleixo nunca ouvi falar, vende-se esse ano de 1996, ou foi só para prova?

Sim nos Portos as provas são pequenas, mas também ainda bem, senão uma pessoa sai de lá a rastejar.

Eles têm tudo à prova. Só bebi o 2004, o 40 e o 50 por opção.

O Duas famílias, conhecia o vinho, só me lembrei por acaso, mas nem em sonhos me lembrava do preço. Que absurdo.


O Aleixo está para venda agora sim, 1996 branco e 1997 tinto.
 
Sim nos Portos as provas são pequenas, mas também ainda bem, senão uma pessoa sai de lá a rastejar.

Eles têm tudo à prova. Só bebi o 2004, o 40 e o 50 por opção.

O Duas famílias, conhecia o vinho, só me lembrei por acaso, mas nem em sonhos me lembrava do preço. Que absurdo.


O Aleixo está para venda agora sim, 1996 branco e 1997 tinto.

Qual achaste melhor, o de 40 ou de o de 50 anos?

Lembro-me que no caso do Vasquez o de 40 anos era superior ao de 30, o que nem sempre acontece noutros produtores.
 
Da Região dos Verdes, Royal Palmeira Loureiro 2019, cor amarelo palha com ligeiros laivos esverdeados, no nariz fruta exótica e algum floral, na boca fruta fresca com algum mineral, tem um ligeiro toque a mais de teor alcoólico para o meu gosto.

Neste vinho temos de falar do preço, na boca é vinho de 10€, ponto. Há poucos anos custava pouco mais que isso, praticamente duplicou o preço, este e o Eminência, mas se no Eminência não me agrada a escalada de preço, não me choca o preço, porque é vinho para isso, ao passo que este Royal Palmeira é limitado nesse aspecto, é estar a posicionar um vinho num price point que não é o dele, no máximo tolerava alguns euros a mais devido à apresentação cuidada (garrafa, rolha e rótulo).

Nota: 17,0+

Indicação de consumo: Beber ou guardar

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Quanto pagaste por ele?! Sim, é um vinho de ~10€ que no máximo pela apresentação consegues esticar aos 15€, mas não é para mais que isso.

O Quinta da Pedra igual, pelos 25€, máximo 30€ aceita-se, mais que isso, há outras opções mais fortes a esse preço.
 
Quanto pagaste por ele?! Sim, é um vinho de ~10€ que no máximo pela apresentação consegues esticar aos 15€, mas não é para mais que isso.

O Quinta da Pedra igual, pelos 25€, máximo 30€ aceita-se, mais que isso, há outras opções mais fortes a esse preço.

Paguei 16,85€ numa promoção especial, mas ele está à venda em quase todo o lado por 21,90€.

Curiosamente o preço do Quinta da Pedra não subiu tanto como os Loureiro deles.
 
Uma pessoa vir aqui ao tópico ver as fotos dessa feira... Vai lá vai.

Fiquei muito curioso com os Boavista... Mas a maior surpresa foram os Aleixo que o Silver postou.

Passei n vezes à porta daquelas caves (tenho uns amigos que vivem por ali perto) e sempre me intrigou um pouco que tipo de vinhos fariam ali. A questão é que no coração de todas as regiões vinícolas há sempre n casas menos conhecidas.

E por falar em Bairrada, apesar de não ter fotos, um grande vinho que bebi há dias:

Bageiras garrafeira 2017 tinto.

A baga é um pouco assim, ou se gosta ou não se gosta. Mas gostar de baga é um privilégio. Não há nada muito semelhante.
 
Quinta da Boavista - The Collection! 😎

Agora sim, com a chegada da Vinha do Levante, tenho a colecção que queria.

Boavista Reserva 2013 (primeira colheita) e 2017, Vinha do Oratório 2015 e Vinha do Ujo 2017.

Já bebi o Boavista Reserva 2013 e 2015, que são vinhos extraordinários, estou muito expectante com o Vinha do Oratório 2015, porque é um vinho que necessita de mais tempo para se mostrar do que o Vinha do Ujo, sendo que a partir de agora com 8 anos já se pode abri-lo à confiança.


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Fiquei muito curioso com os Boavista... Mas a maior surpresa foram os Aleixo que o Silver postou.

Os Boavista são de uma liga superior [;)]

Nos Aleixo, pessoalmente preferi o de 2020 que o de 1997.

Pronto, mas eu não sou apreciador de brancos "velhos".Tambem nunca tinha bebido nenhum branco com 25 anos, mas não me deixeou marcas, aquilo era um "suminho" sem aquela acidez e frescura que aprtecio nos brancos
 
Quinta da Boavista - The Collection! 😎

Agora sim, com a chegada da Vinha do Levante, tenho a colecção que queria.

Boavista Reserva 2013 (primeira colheita) e 2017, Vinha do Oratório 2015 e Vinha do Ujo 2017.

Já bebi o Boavista Reserva 2013 e 2015, que são vinhos extraordinários, estou muito expectante com o Vinha do Oratório 2015, porque é um vinho que necessita de mais tempo para se mostrar do que o Vinha do Ujo, sendo que a partir de agora com 8 anos já se pode abri-lo à confiança.


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Muito bem,

Agora é beber isso! [kiss]
 
Do Alentejo, Glória Reynolds Art & Tradition 2011, cor rubi escura, aroma bem presente a azeitona, terra, tabaco, na boca fruta negra, boa estrutura, boa complexidade, é um grande vinho, representa o Alentejo muito bem, dá uma excelente prova.

Nota: 18,5

Indicação de consumo: Beber ou guardar

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sábado bebi 3 vinhos:

Procura Branco Vinhas Velhas 2019 - que maravilha de branco, está soberbo, mas tem de respirar aqueles 30-40m
Cartuxa Tinto 2017 - muito bom mas precisava de mais "power" para o entrecosto
Dona Graça Grande Reserva Vinhas Velhas Tinto - excelente para entrecosto, muito bom para o entrecosto (https://www.vinilourenco.com/public/storage/wines/May2020/ahEzjQEuRh4zVuqgeyBp.pdf)

3 bons vinhos. Esse Dona Graça é bastante bom e vale por ser menos conhecido.
 
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