Que vinho bebem?

Ora bem, então vamos lá, o frente a frente entre o Poeira 2013 e o Poeira 2013 Decade.

Começando pela rolha, no Poeira 2013 retirei por saca rolhas de lâminas, no Decade pelo convencional, a rolha estava muito mais rija.

Não sei se no Decade levou nova rolha depois do estágio, no entanto está mais escura, o que denota estágio na horizontal, em comparação, o outro esteve de pé, ou muito menos tempo na horizontal.

Passando para a visualização:

. o Decade tem uma cor rubi mais viva e brilhante.

As notas:

. no nariz o Decade é mais frutado e rico.

. na boca é onde se nota a maior diferença, o Decade é mais cheio, aveludado, requintado e afinado, o 2013 normal é um vinho mais magro.

Em conclusão, o normal 2013 já é um grande vinho, bastante equilibrado e com a fruta em relevo com a barrica só a dar um pequeno amparo, como geralmente acontece nos Poeira, mas o Decade ainda vai mais além, o conjunto fica mais rico e muito bem polido, diria que tira o máximo do que o vinho pode dar.

Também diria que o Decade vale o preço que pedem por ele, pois a experiência de prova é superior.

Em relação a achar que um está mais desenvolvido do que o outro, eu não consegui percepcionar essa característica, o que consegui percepcionar é que um evoluiu mais positivamente do que o outro.

Nota Poeira 2013: 94

Nota Poeira 2013 Decade: 97


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Compraste o Poeira 13 recentemente ou eras tu que o tinhas em guarda?

Comprei recentemente numa garrafeira online.

Valerá a pena comprar vinhos de guarda logo no lançamento e guardá-los numa cave refrigerada, mas... como o Sidónio de Sousa disse por aí, o consumidor não consegue replicar em casa as condições ideais que eles têm especificamente para o efeito.

Seria giro comparar uma garrafa guardada numa cave refrigerada Vs garrafa do produtor, e até uma que esteve guardada numa qualquer garrafeira sem condições ideais de guarda.

Calculo que uma garrafa guardada durante 8 anos numa cave refrigerada em casa tenha uma evolução positiva, não tanto como no produtor, mas mais que uma guardada num canto numa qualquer garrafeira, à espera de ser vendida.
 
Já tinha dito o quanto gosto de poeira? 😬😅

Já saiu o último Decade (controlled aged wine), é a colheita de 2013, depois das de 2009 e 2010.

Nada melhor do que comparar a colheita de 2013 que saiu para o mercado em 2016 (penso que foi esse o ano) com a que esteve pacientemente a aguardar a luz do dia estes anos todos no produtor.

Ainda sem os abrir diria que o 10 anos estará claramente mais novo e fresco, mas o que me interessa mais saber é a evolução positiva, se o 10 anos evoluiu muito melhor que a garrafa que já foi posta à venda há vários anos e não teve todos esses cuidados.

Veremos as diferenças... a minha curiosidade é grande!

Poeira 2013, 2013 Decade e 2015:

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Aqui +1
 
Essa provei em 2018 e foi para esquecer, demasiado nova, agora já deverá estar a aproximar-se do auge, mas ainda vou guardá-la durante mais um tempo, na cave refrigerada.

Pois eu lembro-me porque me aconteceu o mesmo.

É capaz de já se beber bem...
​​​​​
 
Bem, o Continente lá teve mais uma vez promos até valores mais altos... e vieram dois Quinta da Leda a 37.5€ (de 2020, desta vez). O meu é Continente Modelo, portanto dos pequenos, e para além disso só vi o Duas Quintas Reserva a 30/31€. Nas lojas grandes possivelmente haverá muitos vinhos mais caros e a preço interessante, não sei.

Pergunta que se calhar tem toda a razão de ser ou se calhar é completamente idiota, mas vocês encomendam à mesma sem problemas com temperaturas altas? Como é o transporte? Há diferenças, não, não se importam?
Isto sou eu a admitir a minha ignorância. Compro online há relativamente pouco tempo e nunca aconteceu no Verão. O acondicionamento foi muito bom (no Garrafinhas, Vinogrande... neste último cada garrafa vinha individualmente dentro de uma espécie manga completa com caixa de ar, até) mas não me lembro de terem vindo em temperatura controlada. Se calhar o problema está ai ou estou a complicar :sh)[:D]
 
Do Douro, Maritávora Grande Reserva Vinhas Velhas 2010, quando abri garrafa e coloquei o vinho no copo fiquei logo com ar de felicidade, não tinha cor acastanhada de desenvolvimento, tinha uma bela cor amarelada brilhante, no nariz não é fácil definir porque é um vinhas velhas, mas sobressai pêssego e marmelo e nota-se mineralidade, na boca faz lembrar goiaba, é um vinho bem prazeroso.

É incrível estar a beber um vinho branco com 14 anos e ainda com pernas para andar, quando muitos vinhos brancos topos de gama nem metade deste tempo aguentam.

Nota: 95

Indicação de consumo: Beber ou guardar


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Da Bairrada, Casa de Saima Baga Tonel 10 Colheita 2021, de cor rubi aberta, aromaticamente de média intensidade, aroma de videira e ameixa, na boca também intensidade média, mas surpreende pelo bom volume de boca e maciez, é um vinho gastronómico pronto a beber, bebe-se com relativa facilidade, certamente não irá desiludir.

Nota: 90

Indicação de consumo: Beber


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Do Dão, Quinta dos Carvalhais Branco Especial, é um vinho No Millésime, não tem ano de colheita, é uma mistura de várias e melhores colheitas estagiados em madeira 7 a 10 anos em média, de facto como o nome indica é um vinho especial. Este foi engarrafado em 2022.

Devia vir com livro de instruções, pois não se serve como um vinho normal, a indicação é abrir a garrafa 1 hora antes de servir, e a temperatura de serviço é mais elevada do que nos vinhos brancos convencionais, dizem entre os 12 e os 14º, eu fiz algumas provas a testar diferentes temperaturas e para mim o vinho mostra-se mais entre os 14 e 15º, a prova é qualquer coisa de fantástico.
E li algures, agora não encontro, nas edições anteriores até referiam uma temperatura de 16º, basicamente é servir à temperatura de um tinto.

As notas de prova, cor amarelo ligeiramente dourada, no nariz é muito curioso lembrar pinheiro, geralmente é mais associado aos tintos, lembra também meloa e baunilha, na boca é complexo e sobressai meloa e baunilha, o conjunto é muito equilibrado e saboroso. É um excelente vinho.
Não me importava de beber disto todos os dias... 😬

Nota: 95+

Indicação de consumo: Beber ou guardar


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Do Dão, Quinta dos Carvalhais Branco Especial, é um vinho No Millésime, não tem ano de colheita, é uma mistura de várias e melhores colheitas estagiados em madeira 7 a 10 anos em média, de facto como o nome indica é um vinho especial. Este foi engarrafado em 2022.

Devia vir com livro de instruções, pois não se serve como um vinho normal, a indicação é abrir a garrafa 1 hora antes de servir, e a temperatura de serviço é mais elevada do que nos vinhos brancos convencionais, dizem entre os 12 e os 14º, eu fiz algumas provas a testar diferentes temperaturas e para mim o vinho mostra-se mais entre os 14 e 15º, a prova é qualquer coisa de fantástico.
E li algures, agora não encontro, nas edições anteriores até referiam uma temperatura de 16º, basicamente é servir à temperatura de um tinto.

As notas de prova, cor amarelo ligeiramente dourada, no nariz é muito curioso lembrar pinheiro, geralmente é mais associado aos tintos, lembra também meloa e baunilha, na boca é complexo e sobressai meloa e baunilha, o conjunto é muito equilibrado e saboroso. É um excelente vinho.
Não me importava de beber disto todos os dias... 😬

Nota: 95+

Indicação de consumo: Beber ou guardar


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Vinho fantástico
 
Da Beira Interior, Quinta do Cardo Vinha do Lomedo 2021, da casta Síria, de pouquíssima cor, é um ténue amarelado esverdeado, no nariz predominância floral, na boca acidez bem elevada.

Não direi que é um vinho fora da caixa, mas é um vinho fora do contexto habitual, claramente não é vinho para provas, o primeiro impacto é de estranheza, é um "primeiro estranha-se, depois entranha-se", mas não é um entranhar de magnificência.

Até para lhe atribuir uma nota não é tarefa fácil, mas certamente não seria um vinho que recomendasse a um amigo para ir comprar e beber, que vale muito a pena conhecer. Não será um vinho muito consensual, haverá quem ame, haverá quem não ache assim nada de mais.

Nota: 90

Indicação de consumo: Beber ou guardar


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Este, hoje, encheu-me as medidas! Muito bom! Colheita de 2017. Alia a fruta madura, de bagas, com bastante frescura e madeira qb. Sobretudo, um equilíbrio belíssimo e notas balsâmicas refrescantes. Tanino perfeitamente balanceado. A comprar no futuro.
 

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