Que vinho bebem?

Por acaso achei engraçado tu estares a falar no Malbec que foi precisamente um dos vinhos que falaram no programa.
Eu pensava que os sommeliers só percebiam de vinho mas afinal de contas a coisa vai mais além.
É a casta mais tradicional da Argentina, bebi vinhos realmente fantásticos por lá.

Catena Zapata a preço de saldo em patacos argentinos, dava tipo uns 15usd a garrafa, vi recentemente à venda no ECI a 90€...
 
Também fui à makro e entre várias aquisições que não resisti (faltei à promessa de comprar mais vinho este ano), comprei uma garrafa monocasta de cabriz touriga nacional, na lógica de começar a melhor conhecer cada casta individualmente. Pelo menos as mais conhecidas e usadas.

Touriga nacional pode ser muito boa em blend, mas isoladamente é bastante agreste, pouco suave, com um final de fazer colar a língua com céu da boca. Enfim, não domino os termos técnicos mas não faço intenção de repetir.

Têm sugestões de monoscastas a experimentar?

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O Dão é um dos territórios por excelência para a Touriga Nacional... mas esse relato que falas sugere um vinho ainda muito taninoso... talvez por causa da sua juventude ou, até, porque pode não ser um exemplo feliz de um mono-varietal... não posso opinar porque não conheço.

O segredo é tentares outros... um que gosto, mas que precisa de tempo, é o da Quinta do Noval... profundo, encorpado, cheio...
 
Mesmo descontando o facto de ser um fã incondicional deste vinho e dos vinhos desta familia anglo-portuguesa, este grande reserva é um vinho que nos fica em todas as nossas memórias.
A elegância, a sua cor, os aromas e aquele final de boca que persiste complexo e sofististicado (nao sei bem o que isto quer dizer) foi a minha mulher que o definiu assim [:p]

Acompanhou um polvo no forno.


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Belo vinho sim senhor... para mim, a nota mais distinta é o sabor vegetal, não sei se esteva ou algo nessa linha, mas tinha aquele final de vegetal seco... o que lhe dá uma personalidade marcada e distinta.

Bebi-o por sugestão de V/ Exa. e gostei muito... [;)]
 
É a casta mais tradicional da Argentina, bebi vinhos realmente fantásticos por lá.

Catena Zapata a preço de saldo em patacos argentinos, dava tipo uns 15usd a garrafa, vi recentemente à venda no ECI a 90€...

Vai-se à Argentina buscar umas caixas disso, que já paga a viagem. [:D]
 
Em definitivo, e se só pudesses comprar um deles, qual preferirias: o bairradino ou o alentejano?

Escolhia Bairrada, essencialmente por causa da Baga, mas os brancos que lá se fazem também são grandiosos.
É uma região completa, grandes vinhos tintos, brancos e espumantes.
 
Também fui à makro e entre várias aquisições que não resisti (faltei à promessa de comprar mais vinho este ano), comprei uma garrafa monocasta de cabriz touriga nacional, na lógica de começar a melhor conhecer cada casta individualmente. Pelo menos as mais conhecidas e usadas.

Touriga nacional pode ser muito boa em blend, mas isoladamente é bastante agreste, pouco suave, com um final de fazer colar a língua com céu da boca. Enfim, não domino os termos técnicos mas não faço intenção de repetir.

Têm sugestões de monoscastas a experimentar?

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Nos monocastas, tenho como favoritos o Syrah e a Touriga Nacional. Há excelente vinhos a preços acessíveis. Esse não conheço, mas pelo relato precisa de tempo para "acalmar" os taninos.
Experimenta o da Casa Santos Lima. Bebi há dias e estava excelente (2015 se não me engano).

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O Maçanita era bom, mas simples.
O Crasto excelente! No ponto.
O Pacheca desiludiu imenso

Os Pacheca estão a precisar de mãos diferentes.
Ainda anteontem provei alguns deles, incluindo o Vale Abraão... e encontra-se muito melhor noutros sítios, por preços semelhantes ou até abaixo.
 
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O Maçanita era bom, mas simples.
O Crasto excelente! No ponto.
O Pacheca desiludiu imenso

Eu quando bebi o Pacheca Lagar nº1 de 2016, pensei: mas o que é isto?
Não encontrei nada no vinho que justificasse o seu preço, é um vinho completamente banal e caríssimo para o que oferece.
 
O Pera Manca de 95 tem um final longo que ainda hoje me sai pelo nariz. [:D]

No dia de Natal para acompanhar o borrego no forno, brilhantemente executado por mim mesmo, abri a herdade de São Miguel Private Collection de 2014. E que grande vinho é.
Um perfil que me surpreendeu, dado que daquela casa o que conheço é sempre vinho com muito corpo. Este é um vinho muito elegante e com um grande potencial de guarda.
Já tenho uma guardada para voltar a ter uma conversa daqui a 7/8 anos.

O natal foi calmo em termos vínicos (covid oblige). Com o bacalhau cozido, este ano fui para o branco, um Carvalhais reserva que não engana e que casou muito bem.
Ainda não abri a Vinhas da Neve, mas já foi lida a sentença e vai ser executada no ano novo, onde me vou juntar com o meu cunhado. Vamos abrir mais umas coisa giras, depois digo aqui o que foi. A ver se tiro umas fotos.
 
Em alinhamento para afogar este estranho e em simultaneo esperançoso 2020!



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