LuisCastro
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O funcionamento é o mesmo nestas feiras. O bilhete dá acesso ao copo e depois provas o que quiseres, sendo que algumas marcas disponibilizam vinhos de 50, 60, 70 e mais euros.
Encontrei o Silverarrow ainda na fase de levantamento dos copos e pulseiras, numa fase de alguma confusão. Foi bom revê-lo.
Eu fui com um grupo de amigos, no total 6 e somos todos batidos nisto, mas desta vez acabámos por estar muito tempo nalguns stands e claro no final fomos no máximo a uns 30.
Logo na Herdade da Malhadinha tivemos quase meia hora e provámos 9 ou 10 vinhos.
Coisas menos boas:
- Não consegui provar Chryseia, quando lá cheguei já tinham esgotado o "plafond" do dia. Ainda não foi desta.
- Quinta do Vale Meão, que conheço só iam abrir na segunda-feira, para imprensa e profissionais. Uma pena, é sempre um prazer beber este espetacular vinho.
- A Nieport tinha toda a gama disponível, deu para revisitar coisas como o Charme, Redoma, Rubustus ou Batuta e foi a desilusão da noite. Vinhos elegantes mas com falta de corpo e personalidade, não gosto do caminho que estão a tomar.
Coisas Boas:
- Finalmente provei o Carmenere da Ermelinda de Freitas, achei interessante, a revisitar com mais calma.
- provei excelentes monocastas, especialmente Tourigas Nacionais, que em monocastas é provavelmente a minha casta preferida.
- Achei a Quinta do Noval o stand com os melhores vinhos da feira, com o Quinta do Noval Reserva em destaque, seguido de perto pelo excelente Quinta do Noval Sirah.
- Menção honrosa ao excelente Arché da Quinta do Sobroso e ao Blog 16 do Tiago Cabaço, entre muitos outros vinhos de excelente nível.
Outras Coisas :
- muitos monocastas, alguns cheios de personalidade e talvez muito gastronómicos, mas pouco adequados para se beberem "socialmente", para quem gosta de experimentar coisas muito alternativas, recomendo um monocasta Sousão da Vallado feito especificamente para acompanar lampreia (está escrito na parte da frente do rótulo) muita acidez, quase intragável sem comida.
- Cada vez mais vinhos sem madeira. Eu gosto da madeira, nomeadamente quando é subtil. Mas alguns bons vinhos sem madeira.
Nunca sei bem quantos vinhos provo nestas coisas. Mas a partir de um certo ponto começamos a perder alguma capacidade de ir apreciando os vinhos. Normalmente paro, como algo forte e depois recomeço. Penso que terei talvez provado uns 80 vinhos a conseguir desfrutar verdadeiramente.
Tenho ideia que seremos dos maiores apreciadores do Quinta do Noval por aqui.... [
de qualquer forma não deixa de ser um óptimo vinho… senti foi que já bebi coisas que me souberam bem melhor e a preços mais baixos.