Que vinho bebem?

Estranho o especialista saber mais que eu!
Mas ao ser média dá mais azo a aldrabices, não? Como é a fórmula da média? Média simples ou média ponderada pelos litros de cada lote?

Pois, o problema é que não há muito tempo fizeram análises e descobriram que a média era abaixo do que diziam em alguns vinhos do Porto que se vendem no mercado...

Uma das críticas era legislar de uma maneira a obtermos por exemplo no mínimo a idade que está no rótulo, como acontece no whisky por exemplo, para não originar a desconfiança no sector.


Aqui o artigo: https://expresso.pt/sociedade/2022-...r-comportamento-fraudulento-em-garrafas-tawny
 
A história mais engraçada da idade do Vinho do Porto aconteceu algures pelos anos 70.....o problema não era o vinho ser mais novo que o indicado....era ser muito, muito mais antigo....qualquer coisa como uns milhares ou milhões de anos de idade...[:D][:D].
Alguém adulterou a aguardente usada para fortificar o vinho e, em vez de aguardente vínica, usaram álcool industrial proveniente de hidrocarbonetos fósseis. Resultado, quando uns investigadores alemães resolveram submeter amostras ao C14, a pinga era mesmo velhinha [:D][:D].
Foi uma bela bronca...Acho que ainda hoje há mercados que testam os Portos com C14.
 
Doce e seco não são opostos quando se analisa os vinhos? :confused:

O seco que refiro vem de alguma adstringência (se calhar era o termo mais apropriado) que fica na sensação de boca e da pouca acidez, o que realça essas duas sensações, de vinho algo doce, e algo seco, que cola na língua. Não é extremo em nenhum dos lados.
 
Estranho o especialista saber mais que eu!
Mas ao ser média dá mais azo a aldrabices, não? Como é a fórmula da média? Média simples ou média ponderada pelos litros de cada lote?




Doce e seco não são opostos quando se analisa os vinhos? :confused:

São.Ele pode é querer referir-se a uma outra sensação que o vinho lhe transmite.
Mas um vinho seco é um vinho que é pouco doce.
Como ele diz num outro vídeo um madeira cerceal é o mais seco(menos doce) dos madeiras que existem e o malvasia o mais doce dos madeiras que existem.
 
O seco que refiro vem de alguma adstringência (se calhar era o termo mais apropriado) que fica na sensação de boca e da pouca acidez, o que realça essas duas sensações, de vinho algo doce, e algo seco, que cola na língua. Não é extremo em nenhum dos lados.

Talvez o termo adequado será dizer que têm os taninos mais/menos pronunciados.
(mas é esperar pelos experts,que não é o meu caso[:D])
 
Ora deixa é lá abrir um espadalzito que com este calor é sopa no mel

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Talvez o termo adequado será dizer que têm os taninos mais/menos pronunciados.
(mas é esperar pelos experts,que não é o meu caso[:D])
Sendo um branco, teoricamente não tem taninos, mas como este é um branco especial (feito de uva tinta), vai que tem
 
Sendo um branco, teoricamente não tem taninos, mas como este é um branco especial (feito de uva tinta), vai que tem

Para mim taninos é o que dá essa maior ou menor sensação de amargor final,provocado pelas grainhas da uva, não?
E julgava que taninos não eram exclusivos dos vinhos tintos...
 
Para mim taninos é o que dá essa maior ou menor sensação de amargor final,provocado pelas grainhas da uva, não?
E julgava que taninos não eram exclusivos dos vinhos tintos...
Não são exclusivos dos tintos, um branco pode ter alguma coisa proveniente da madeira, ou se for feito com muito batonnage, fermentado em borras, etc.

Mas é muito mais associado ao tinto.
 
Eu gosto de todos os estilos. Tenho sempre um colheita/tawnie aberto (neste momento um Dow´s 20 anos), mas também tenho quase sempre um LBV aberto , que acho bem mais equilibrado que um Vintage bebido novo. Vintage, por aqui, vão directos para a garrafeira. Os que bebi, mais recentemente, foram um 1976, que não foi ano de vintage clássico, e um 1985. Tenho um 1977 em mira, mas a garrafa é do meu irmão [:D]


Também prefiro um Vintage com evolução... mas tenho dado por mim a beber coisas taninosas, concentradas, cheias de fruta que mais parece ter sido acabada de esmagar, que me têm feitos as delícias...
 
Não são exclusivos dos tintos, um branco pode ter alguma coisa proveniente da madeira, ou se for feito com muito batonnage, fermentado em borras, etc.

Mas é muito mais associado ao tinto.

Eu penso/pensava que os taninos tinham exclusivamente a ver com as grainhas da uva.
Maior ou menor quantidade,mais ou menos tempo em contacto com estas.
 
Da Bairrada, a minha última garrafa de Roleta Russa 2017, garrafa nº 1314/2022, casta Bical, é um vinho maravilhoso, mineral, fruta de caroço, muito envolvente e saboroso.


Nota: 18,5

Preço: 19€

Indicação de consumo: Beber ou guardar


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Mais uma encomenda aqui para o je [:cool:], muito curioso com todos eles.

Então temos:

. Rosa da Mata 2019, casta Fernão Pires, Região da Beira Interior

. Casa das Gaeiras 2019, casta Maria Gomes, Região de Lisboa

. Giz Vinhas Velhas 2020, Vinhas Velhas, Região da Bairrada

. Quinta da Biaia Fonte da Vila 2017, casta Síria, Região da Beira Interior

. Textura Pura 2019, Vinhas Velhas, Encruzado, Bical e Cerceal, Região do Dão


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Last edited:
Parece que anda por aí gente muito preocupada com os meus gostos sobre álcool… adianto desde já que detesto álcool puro e hospitais!

Como aperitivo ou digestivos gosto destes:
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O que está dentro do frasco de licor de castanha de Podence… não é bem licor de castanha… tem metade de aguardente caseira já misturada.


Vodka nunca foi a minha praia… Rum, sim! Do velho, castanho, de 20 anos… mas, ainda assim, sempre misturado com sumos cítricos (tangerina, laranja ou ananás). Nunca experimentei com manga… mas deve ser igualmente bom!

Rum com cola pode ser qualquer um, mesmo do branco…

Mas Vodka… é sempre intragável! Mas, ainda assim… nunca notei uma grande diferença entre as melhores russas e as melhores finlandesas. Acho que nenhum desses dois países tem algo a ensinar ao outro sobre como fazer a melhor Vodka.

Não gosto de bagaço, pelo que me rio imenso quando vejo por aqui comentários sobre mim e o bagaço… é mesmo de quem não me conhece mas estará mais preocupado com a vida dos outros do que com a sua própria… Não faz mal! Nosso Senhor desculpa quase tudo…

Mas vou ter que confessar que há uns dias bebi um bagacito daqueles ilegais, caseiros, de cor acastanhada, num restaurante em Lisboa e até o partilhei com a mulher… tive vergonha de aceder à sugestão da moça que nos serviu que me perguntou se queria outro, já que era de borla… mas eu depois lembrei-me que tinha levado nesse dia o carro sem GPS portanto seria melhor ser eu a conduzir…

Não me posso alongar neste post porque tenho que ir ler as regras e ver quantos caracteres é que posso escrever!
 
De Lisboa, Casa das Gaeiras 2019, casta Maria Gomes (ou Fernão Pires), vinho de estilo algo clássico, equilibrado, cresce no copo com o tempo, intensidade média, fruta de caroço e algum melão, floral, parece ter um pequeno tempero de tudo um pouco, final algo"gordo".


Nota: 18,0

Preço: 12€

Indicação de consumo: Beber ou guardar


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Mais uma encomenda aqui para o je [:cool:], muito curioso com todos eles.

Então temos:

. Rosa da Mata 2019, casta Fernão Pires, Região da Beira Interior

. Casa das Gaeiras 2019, casta Maria Gomes, Região de Lisboa

. Giz Vinhas Velhas 2020, Vinhas Velhas, Região da Bairrada

. Quinta da Biaia Fonte da Vila 2017, casta Síria, Região da Beira Interior

. Textura Pura 2019, Vinhas Velhas, Encruzado, Bical e Cerceal, Região do Dão


Ao ler os teus posts por aqui já me tinha lembrado que ias gostar da casta Síria, comum na beira interior.

Não conheço esse mas já bebi alguns e gosto bastante.

Há dias bebi um Quinta dos Termos Branco de 2017. Estamos a falar de um branco abaixo dos 5 euros mas que estava excelente (talvez pela idade) e cujo blend continha Síria e ainda uma outra casta branca regional menos conhecida: Fonte Cal.

Ainda tenho de apanhar uma Fonte Cal em monocasta para uma questão de puro conhecimento.

Há bons brancos um pouco escondidos, em parte porque os terroirs podem não ser tão propícios aos tintos e são esses que trazem a visibilidade às casas
 
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