A estratégia de qualidade para o interior do A110 faz-me lembrar muito a do Fiat 500.
Genericamente os plásticos utilizados são banais/fracos e parecem-me longe de um 718/Boxster, mas a qualidade percebida é conseguida pela selecção de bons materiais para os locais de toque como os bancos, volante e outros revestimentos, bem como por um cuidado visual nos acabamentos mais duros.
Olhando para essas fotos, a única zona que me ressalta "cheap" é o pseudo-cromado na zona inferior do túnel central, nomeadamente em comparação com outros cromados como vemos nos bancos (que btw, são uma peça em si mesmo muito bem conseguida aliando design e conforto aparentemente).
Isto vem só reforçar a ideia de como este Alpine foi bastante pensado ao pormenor para não querer ser aquilo que não consegue ser e tornar acima de tudo o seu comprador feliz com a compra de um desportivo joyful e utilizável tanto no dia-a-dia como num track ao fim de semana.
É um equilíbrio muito difícil. E tanto é, que geralmente este tipo de produtos de nicho nunca vingam porque ou fazem demasiados compromissos para conseguirem ser vendidos a um preço mais baixo pela falta de imagem ou tentam copiar a fórmula do benchmark (que é claramente o 718) para racionalizar a compra.
A Renault claramente foi para uma terceira onde junta todos os ingredientes essenciais, contorna os compromissos, tudo num pacote com enorme personalidade. A todos uns níveis um belíssimo exercício comercial/industrial para renascer uma marca, provavelmente um dos melhores dos últimos anos e que parece correr o sério risco de dar certo.
Vamos lá ver o quão vão resistir para o SUV, que era/é o que está next in line [

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