Roubo dos paióis

Esses países também têm muito mais material do que Portugal logo é mais difícil controlar tudo. Em Portugal tendo em conta a pouca quantidade de material militar que há, ainda é mais preocupante.

Não tens propriamente a noção da quantidade material, muito dele obsoleto que existem nos vários paióis pertencentes aos três Ramos das Forças Armadas.
A dimensão das Forças Armadas têm sido reduzidas drasticamente desde meados dos anos 90 e o material que equipava esse tão grande número tem sido armazenado em paióis, desde armamento ligeiro, outro mais pesado, bombas de avião de aeronaves entretanto desmanteladas...
enfim um manacial de material que devia já ter sido destruído ou alienado mas os sucessivos falhanços de empresas do setor empresarial do Estado relacionadas com desmilitarização tem deixado este processo em "stall" e temos ainda material da guerra colonial armazenado.
Por isso, não é assim tão pouco quanto isso.
 
é isso.

estão todos indignadinhos os comandantes. E sempre com a cassette da falta de efectivos.

o que eles deveriam ser obrigados a apresentar era uma lista com TODOS os militares que estavam lá nesse dia e o que é que andaram a fazer, para percebermos todos o que é que é mais prioritário do que guardar este tipo de armamento!!
Exactamente. Indignados de segunda categoria. Quando o material desapareceu não vi ninguém a entregar espadas...
 
Já agora mais uma achega ou duas.

Na altura tínhamos um pelotão (eramos 25 ou 26, já não tenho a certeza), cuja única função era tomar conta dos paióis. Ou estávamos de serviço, o que resultava em 2 horas no posto e 4 a descansar, ou quando não estávamos de serviço a malta andava a tratar da manutenção (rapar ervas, arranjar arruamentos, reparar redes, etc.). Na realidade fazia-se muito pouco, mas a verdade é que a malta até dormia nos paióis. Quem estava de serviço não saía de lá, e quem não estava na melhor das hipóteses saía para dar uma corridinha pela manhã ou ir à noite beber uma jola a um tasco que lá havia no perímetro que era da esposa de um cabo (e que nos arranjava os coelhos para a patuscada).

Nem para comer a malta saía dali, vinha um carro com as refeições para nós do quartel.

Uma coisa posso garantir, isto que se passou agora não se tinha passado sem ninguém dar por nada quando eu por lá andei. Impossível.
Infelizmente hoje em dia, entre os 31.500 efectivo do exército, não há ninguém para fazer esse serviço pouco necessário.

Se faltasse a equipa de cozinha a ver se não aparecia alternativa...
 
mas isto é a melhor caricatura da gerigonça: só se investe nos ordenados e regalias dos funcionários enquanto os serviços definham.

todo o dinheiro é sugado dos serviços e transferido para os funcionários para comprar os seus votos e paz social.
 
Esses países também têm muito mais material do que Portugal logo é mais difícil controlar tudo. Em Portugal tendo em conta a pouca quantidade de material militar que há, ainda é mais preocupante.

da mesma forma que têm mais material também devem ter mais efetivos, sistemas de segurança e controlo.
ou não:confused:
 
efectivos? Mas num mundo tão tecnológico, acham mesmo que o problema é o número de efectivos??

há dezenas de soluções tecnológicas de vigilância e segurança para estas situações que requerem um número mínimo de efectivos.
 
Acreditar que o material foi mesmo roubado [:D]

Pode-se ter dado o caso de alguém ter metido ao bolso o dinheiro das armas e nao ter havido compra. O exército é cheio de esquemas desses, mas nunca pensei que fossem fazer algo desse género. De qualquer das formas é tratado como sendo roubo e quem devia estar a cargo da seguranca (e inventário?) do paiol deve ser responsabilizado.
 
Sem munições... há que defender o país à coronhada...

Enquanto lá estive, tínhamos um carregador selado com 6 balas, sendo a primeira munição de salva e as restantes reais. Mas mesmo a munição de salva a menos de 5 metros queima um gajo todo.

O meu pelotão nunca teve nenhum stresse de segurança enquanto lá estivemos, mas aconteceu pelo menos uma meia dúzia de vezes alguém ter que puxar a culatra à frente e colocar a munição de salva na câmara, sempre porque o oficial de dia de vez em quando gostava de esticar a corda quando era solicitado a dizer a contrassenha. Eram as instruções que tínhamos.
 
Sem munições... há que defender o país à coronhada...

Enquanto lá estive, tínhamos um carregador selado com 6 balas, sendo a primeira munição de salva e as restantes reais. Mas mesmo a munição de salva a menos de 5 metros queima um gajo todo.

O meu pelotão nunca teve nenhum stresse de segurança enquanto lá estivemos, mas aconteceu pelo menos uma meia dúzia de vezes alguém ter que puxar a culatra à frente e colocar a munição de salva na câmara, sempre porque o oficial de dia de vez em quando gostava de esticar a corda quando era solicitado a dizer a contrassenha. Eram as instruções que tínhamos.

Mais nada. É assim mesmo!!
 
Mais nada. É assim mesmo!!

Acredita que ninguém gostava de o fazer, mais que não seja porque de cada vez que se tirava o selo a um carregador era necessário fazer um relatório a justificar o motivo, e esse relatório tinha que ser assinado... pelo oficial de dia [:D]. Era sempre um filme.
 
A incompetência no privado paga-se com o despedimento; no público apanha-se uns dias de suspensão (a receber salário) e depois volta-se à mesma cadeira.
 
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