Rover 213 SE

Eu tenho um 213SE há 20 anos, e é de 1987, por isso conheço esse modelo de "ginjeira" [:D]

Está agora com 199.500kms, e foi o meu primeiro carro.

Quanto aos pontos a que tens que ter atenção, é à ferrugem, uma vez que a sua aparição é mais que certa. Vê junto aos faróis de trás, nas portas (do lado de dentro antes das borrachas de isolamento do habitáculo), o forro do tecto também tem que estar descolado e caído, ou então já levou um novo.
Vê também o estado da embraiagem, uma vez que este é um dos calcanhares de aquiles deste modelo, por não ter apoio no veio primário. O meu já levou dois discos de embraiagem e um prato. Amortecedores também se vão embora depressa devido à geometria da suspensão, sobretudo atrás. O meu já levou duas vezes os quatro, e este mês teve que levar outros atrás porque os que tinha não passaram na inspecção.
Botões dos vidros eléctricos tive que mudar dois deles, e o motor do vidro da janela do condutor foi tudo desmontado e rectificado no ano passado, porque tinha deixado de funcionar, mas ficou como novo. Já levou também dois termostatos do radiador.
O módulo que controla a "centralina" do distribuidor também já me deixou a pé por duas vezes, e uma delas ía a caminho da universidade para um exame [8b].
Panelas de escape já lhe perdi o conto, mas já foram umas 6 ou 7 ... [8b]
Quanto ao motor, é só meter gasolina e andar. Mesmo com 200.000km, e mudando o óleo de 10.000 em 10.000 não gasta uma pinga de óleo entre as revisões.
Os espelhos eléctricos e aquecidos continuam a funcionar normalmente.

Ou seja, o carro pode ser bem equipado para a sua época e segmento, e é bastante mesmo, mas aos 120.000kms já tinha tido contrariedades e despesas que com outros carros ainda nunca tive. Ainda assim prefiro este a muitos outros mais recentes.
Enfim, lá vai andando e cumprindo a sua função. Até moto4 já teve que transportar "às costas" [:cool:].
 
Última edição:
O 213 SE cá de casa foi para abate há coisa de 5 anos depois de ter estado na mão do meu pai durante sensivelmente 18 anos.

O mal do carro é a ferrugem, o forro do tecto que se descola e a má montagem dos materiais. Não recomendo a compra de um carro com 20 anos para a utilização diária.
 
Pela descrição deves ter ido ver este:
Rover 213 SE - Tomar - Cars

Acertei?:confused:

Aqui em casa também existe um desses mas de 89, ou seja, fase 2... tem 1 interior + actual em relação ao que foste ver!
É um carro de guerra... Tem um motor bastante fiavel.
A ferrugem é tipica neste carro, mais cedo ou mais tarde vai aparecer, a direcção é pesada e a velocidade de ponta também não é o seu forte. Já não digo o mesmo do arranque que acho que até é bastante bom [;)]

Dentro de carros destas idades, não tenho a mínima duvida em recomendar este modelo, mas como é obvio, tens de estar avisado que pode ter peças a "dar as ultimas" dada a idade do carro. Muitas peças até nem estão desgastadas da kilomentragem, mas sim derivado da idade do carro (é essa a opinião que por vezes tenho).
Só para teres o exemplo, o cá de casa tem o servo freio nas lonas, mas com 194000 km's, 22 anos e nunca tendo sido trocada essa peça, não nos podemos queixar... vai andando assim [:D]
 
Grande Marino, nem sabia que ainda tinhas o Rover!! [:cool:] Fazes bem, assim já tens um quase clássico em 1.ª mão, que é uma enorme vantagem para um dia quando ele atingir aquele estatuto! [;)]
 
O motor do Opel tinha mais garra mesmo em aceleração e um ronco muito agradável - para quem for petrolhead, claro. Imagino as versões 1.6 de 100 cv. Claro que o interior, no caso do 1.3S, era o mais espartano possível. Era feito para ser resistente. Por outro lado, o Kadett era uma tábua e não curvava nada de jeito também.

Quanto ao 213, basicamente é isso. Não resisto a deixar uma imagem de um Vanden Plas antes do restyling:

Ver anexo 100423

Não faço ideia como serão estes 1.3 Honda, ou Rover ou whatever mas como sabes tive um kadett desses de 1989 acho eu, já era o "reestyling"... e coitado que era carro que sofria mas aquilo era um autentico míssil para a carroçaria que tinha, e ainda para mais... indestrutível! Tendo este a mesma potência não sei se não será idêntico. Chegou a dar 200 e batia nos 185/190 com relativa facilidade, e com o inverso em segurança, a 3ª chegou a dar 150 e para travar quase que era preciso abrir a porta e meter o sapato de fora para ajudar passe a ironia [:D]. Como dizes o ronco daquilo era viciante, interior feio como tudo e resistente... curvar era para esquecer grandes sustos apanhei [br:)] um deles seguido de 1 peão que acabou numa vala.

Deixou bastante saudade o ferro [s)], mas ainda aí anda com o novo dono !
 
Grande Marino, nem sabia que ainda tinhas o Rover!! [:cool:] Fazes bem, assim já tens um quase clássico em 1.ª mão, que é uma enorme vantagem para um dia quando ele atingir aquele estatuto! [;)]

Tenho-o em Tomar, e é pau para toda a obra ao fim de semana. Se visses o que ele já fez e por onde já andou ... [:D] [;)]

Mas não foi comprado novo, tinha 3 anos e 21.000kms quando veio para casa.


Ó pra ele:


dsc03631w.jpg
 
O motor do Opel tinha mais garra mesmo em aceleração e um ronco muito agradável - para quem for petrolhead, claro. Imagino as versões 1.6 de 100 cv. Claro que o interior, no caso do 1.3S, era o mais espartano possível. Era feito para ser resistente. Por outro lado, o Kadett era uma tábua e não curvava nada de jeito também.

Quanto ao 213, basicamente é isso. Não resisto a deixar uma imagem de um Vanden Plas antes do restyling:

Ver anexo 100423

E Kadett 1.3 75cv com caixa de 4?

Eh Eh

Aquela 2ª e aquela 3ª [:D]
 
Ontem fui ver o carro, então é o seguinte:

Está em bom estado geral;
Era de um idoso que o estimava bastante bem !
O senhor é bastante simpático e muito humilde !
Quanto a ferragens, bem como seria de esperar tem alguns pontos (muito poucos) mas nas zonas que me disseram para rever praticamente não tinham nada.
O carro sim, é aquele que um user postou.
O maior medo é que o custo de km's (reparações seja elevado é um carro antigo e tal ...) O motor já não deveria ser lavado á uns bons tempos, pelo que deu para ver que pelo menos a junta da tampa das válvulas estava com uma fuga...

No final, o carro até está muito bom para o preço que pedem por ele, mas tendo em atenção a idade e irá de certeza precisar de peças, o negocio não se concretizou ...
 
Pessoalmente, acho que tomaste a decisão errada.

No entanto, se não comprares um 213 com medo de precisar de peças, só te posso recomendar um Fiat Punto I, o que aliás penso já ter feito noutro tópico. Consome um pouco menos e os consumíveis serão mais baratos.
 
Sim, penso que já me tinham referido esse punto mk1 anteriormente... Penso que vou parar de procurar e juntar mais um pouco de dinheiro, para ver se compro uma coisa mais recente que possivelmente não me dê grandes problemas ...
 
O 213 SE cá de casa foi para abate há coisa de 5 anos depois de ter estado na mão do meu pai durante sensivelmente 18 anos.

O mal do carro é a ferrugem, o forro do tecto que se descola e a má montagem dos materiais. Não recomendo a compra de um carro com 20 anos para a utilização diária.

Má montagem dos materiais? Nunca notei.

O forro, sim, como podem ver no meu projecto, acabei de repará-lo.

A ferrugem também confere, entretanto o meu vai passar no bate-chapas para reparar o painel traseiro esquerdo, e trata-se de um carro que raramente ficou a dormir na rua (apesar de eu morar na zona costeira).

Não vejo qual o problema de recomendar este carro... Só me deu problemas nos últimos meses porque (confesso) não se lhe tem prestado o mínimo de atenção. Mas como vou passar a utilizá-lo quando tirar a carta, daqui a pouco mais de um mês, em viagens razoavelmente longas (Caldas-Coimbra, Caldas-Viseu e Coimbra-Viseu), quero-o impecável de mecânica. O resto vai ser melhorado aos poucos, e daqui a uns anos vai para um restauro a 100%.

Em termos de caixa, o meu levou uma embraiagem algures nos 180k km. Em termos de transmissões, tenho que substituir uma ponteira, do lado direito.

Rafael, acho que foste tu que perguntaste de onde vinha a fuga do meu. Era mesmo na tampa das válvulas. Já se vinha a babar há uns milhares de km, mas, como já disse, o meu pai andou um pouco descuidado com o carro (assim um bocadinho para o muito).

Ainda assim, para a falta de cuidados que tem vindo a ter, o facto de ter chegado assim aos 206 000 demonstra a sua fiabilidade.

Em relação à velocidade de ponta, aquela 5ª mudança é mesmo demasiado longa. O meu já tinha passado dos 160, a descer, mas foi só isso.

Agora, com o D14A1 e caixa do Concerto, chega aos 160 sem problemas, chegando a passar os 170, mas, para já, ainda não o queremos esticar mais, apesar de ele ainda querer desenvolver mais. O motor esteve parado há 2 anos, tem que se andar com calma. Ainda assim, o máximo que o motor tinha dado no Concerto foram 180km/h. Acho que vai andar por aí no 213, dadas as suas linhas pouco aerodinâmicas.

De resto (e isto prova a qualidade de construção destes carros), a mais de 140 era impossível falar no Concerto. Quando o desmontei, verifiquei que este carro não tem NENHUMA insonorização a nível de motor. O 213 tem, o que permite ir a 160, sem necessidade do condutor andar a gritar para o passageiro. No Concerto, nem assim se conseguia ouvir! [:D][:)]
 
Para mim, é dos melhores carros dos anos 80. Muito acima da concorrência! E mesmo a estética, coisa que não gostava (por considerar que fosse mesmo à "carro de velho"), passei a adorar. Agora, o meu "carro de velho" de eleição é o Merc 190D. [:D]

Quando comparado com coisas como o Jetta II (falo contra mim, que tenho um em casa), Toyota Corolla (quanto a mim, é o único que lhe faz frente), Fiat Regata e afins, é sem duvida qualquer coisa de especial.
 
Voltar
Superior