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Salas de chuto para tratar
Presidente do Instituto da Droga quer instalar uma em Lisboa e outra no Porto até ao fim do ano. Explica como vão funcionar e garante que as vantagens são enormes
O presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência, João Goulão, defende a instalação de salas de chuto, em Lisboa e Porto, até ao final do ano. «Gostaria que isso acontecesse, mas admito que até ao final do ano poderá ser difícil», referiu ao PortugalDiário o presidente do IDT, que ainda acrescenta: «Acredito que até ao final do ano pode haver entendimento com as autarquias para a instalação destes equipamentos».
A prioridade é instalar uma sala de chuto em Lisboa e outra no Porto. Os equipamentos devem ser instalados «o mais próximo possível dos locais onde a droga é adquirida e consumida», isto é, nos «bairros problemáticos».
Os equipamentos contarão com técnicos em regime de permanência, designadamente enfermeiros e psicólogos. O horário de funcionamento «deve ser o mais alargado possível», muito embora João Goulão acrescente que «não tem de funcionar 24 por dia». Em princípio, as salas de chuto estarão abertas entre «as 8 da manhã e a meia noite».
O primeiro passado para um tratamento
A medida é «polémica», mas João Goulão está convicto das suas virtudes, «nomeadamente no apoio às situações de overdose». Diminuir o risco para os consumidores e para quem os rodeia é o primeiro objectivo.
Por outro lado, acrescenta, «queremos fazer cair a desconfiança dos consumidores mais desorganizados no sistema de saúde. Pode até conduzir à decisão de aderir a programas de substituição».
Decisão está nas mãos das das autarquias
A decisão de instalar salas de chuto está dependente da aceitação por parte das autarquias. E sobre esta matéria, o presidente do IDT diz que «não há manifestações de completa abertura por parte das câmaras de Lisboa e Porto», realçando que «as câmaras podem inviabilizar a instalação destes equipamentos».
O desejo de instalar salas de chuto em Lisboa e Porto foi expresso pelo presidente do IDT, na quarta-feira, durante uma visita realizado ao polémico bairro de S.João de Deus, no Porto.
Rui Rio, presidente da Câmara do Porto admitiu, em declarações ao «Jornal de Notícias», estar contra o princípio das «salas de chuto», mas considera que a questão deve ser discutida. «Na pureza dos princípios e dos objectivos finais, essa ideia não faz sentido. No entanto, considerando a situação existente em Portugal e, tentando olhar para o problema com algum pragmatismo, admito que é uma discussão que se pode e deve ter».
A minha questão é... Qual a vossa opinião sobre este assunto?
Presidente do Instituto da Droga quer instalar uma em Lisboa e outra no Porto até ao fim do ano. Explica como vão funcionar e garante que as vantagens são enormes
O presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência, João Goulão, defende a instalação de salas de chuto, em Lisboa e Porto, até ao final do ano. «Gostaria que isso acontecesse, mas admito que até ao final do ano poderá ser difícil», referiu ao PortugalDiário o presidente do IDT, que ainda acrescenta: «Acredito que até ao final do ano pode haver entendimento com as autarquias para a instalação destes equipamentos».
A prioridade é instalar uma sala de chuto em Lisboa e outra no Porto. Os equipamentos devem ser instalados «o mais próximo possível dos locais onde a droga é adquirida e consumida», isto é, nos «bairros problemáticos».
Os equipamentos contarão com técnicos em regime de permanência, designadamente enfermeiros e psicólogos. O horário de funcionamento «deve ser o mais alargado possível», muito embora João Goulão acrescente que «não tem de funcionar 24 por dia». Em princípio, as salas de chuto estarão abertas entre «as 8 da manhã e a meia noite».
O primeiro passado para um tratamento
A medida é «polémica», mas João Goulão está convicto das suas virtudes, «nomeadamente no apoio às situações de overdose». Diminuir o risco para os consumidores e para quem os rodeia é o primeiro objectivo.
Por outro lado, acrescenta, «queremos fazer cair a desconfiança dos consumidores mais desorganizados no sistema de saúde. Pode até conduzir à decisão de aderir a programas de substituição».
Decisão está nas mãos das das autarquias
A decisão de instalar salas de chuto está dependente da aceitação por parte das autarquias. E sobre esta matéria, o presidente do IDT diz que «não há manifestações de completa abertura por parte das câmaras de Lisboa e Porto», realçando que «as câmaras podem inviabilizar a instalação destes equipamentos».
O desejo de instalar salas de chuto em Lisboa e Porto foi expresso pelo presidente do IDT, na quarta-feira, durante uma visita realizado ao polémico bairro de S.João de Deus, no Porto.
Rui Rio, presidente da Câmara do Porto admitiu, em declarações ao «Jornal de Notícias», estar contra o princípio das «salas de chuto», mas considera que a questão deve ser discutida. «Na pureza dos princípios e dos objectivos finais, essa ideia não faz sentido. No entanto, considerando a situação existente em Portugal e, tentando olhar para o problema com algum pragmatismo, admito que é uma discussão que se pode e deve ter».
A minha questão é... Qual a vossa opinião sobre este assunto?