Sines 4.0

O problema do H2 é a eficiência baixa.
Nos transportes não descola e é mais caro que diesel.
No restante, ainda estou para ver como se vai transportar H2 para a Holanda ou Alemanha.
Os powerbanks industriais são mais eficientes e estão a começar a aparecer em massa (os últimos leilões foram todos preenchidos nesta área).

Como qualquer outro negócio que envolva grandes montantes

Mas isso não implica nada na sustentabilidade do hidrogénio a longo prazo
 
Fiquei com 2 perguntas no ar,

Data center requer temperaturas baixas, sines não é propriamente uma zona fresca.

Isto vai gastar eletricidade, muita eletricidade, Portugal não tem eletricidade barata, até é das mais caras, e sendo a zona quente ainda mais gasta.

Ainda vamos ficar a saber muitos "detalhes" das contra-partidas, e isto se acontecer. Um projecto cheio de pressupostos num país enrolado em burocracia e detalhes em que tudo demora meses a ser aprovado. Vai ser sem duvida desafiante.

Estava precisamente a pensar nisso nos primeiros posts.
Por exemplo em Ocean Falls instalaram uma "Bitcoin Mining Factory"
 
Isso é o que eu gostava de saber. O que é que o Governo lhes prometeu?

Oh homem... não compliques...

Tem mar para refrescar circuitos industriais.
Tem muito espaço para colocar centrais fotovoltaicas para efectuar a hidrólise do hidrogénio.
Tem um porto capaz de exportar o hidrogénio produzido.
Tem o cabo de dados que liga ao atlântico sul.
Tem uma zona industrial a montante e jusante que auxilia a implementação de todas estas fileiras.

Agora se funciona e é mais um elefante branco que dará buraco (como outros que já existiram naquela área) não posso responder pois pouco percebo do assunto e não sou adivinho.
 
O Datacenter que foi feito pela PT na Covilhã, à data também teve imensa cobertura mediática, e foi uma realidade.

Não vejo porque este há-de ser diferente, salvaguardadas as devidas diferenças de dimensão do projeto. (o da Covilhã 'apenas' gerou cerca de 400 postos de trabalho diretos e representou um investimento de ~90 milhões)


Também foi anunciado com pompa e circuntância (teve direito a conferência de impressa do 1º ministro A. Costa e tudo) que a Google no verão de 2019 ia ter 500 engenheiros altamente qualificados em Oeiras.
Até agora desse investimento da Google, zero, nicles, bola.

A continental também ia abrir um centro de investigação com 500 engenheiros doutorados no Porto em 2020. Até agora abriram um escritório onde laboram 50 recém-licenciados.



Estes anuncios, como este agora de Sines, é sempre para duvidar. Enquanto não vir, eu não acredito que aconteçam.
 
Desses postos de trabalho "Altamente qualificados", quantos serão ocupados por nacionais, ou serão para estrangeiros?

E isso é relevante porquê? Quem dera a Portugal conseguir atrair estrangeiros altamente qualificados. Infelizmente em Portugal só conseguimos atrair zucas para andar de zundap a vender hamburgers no uber eats.
 
Isto vai-se a ver e o "mega-datanceter" é apenas uma nova sala técnica da administração / autoridade do porto com 2 racks... [:)]


Edd :)
 
Fiquei com 2 perguntas no ar,

Data center requer temperaturas baixas, sines não é propriamente uma zona fresca.

Isto vai gastar eletricidade, muita eletricidade, Portugal não tem eletricidade barata, até é das mais caras, e sendo a zona quente ainda mais gasta.

Ainda vamos ficar a saber muitos "detalhes" das contra-partidas, e isto se acontecer. Um projecto cheio de pressupostos num país enrolado em burocracia e detalhes em que tudo demora meses a ser aprovado. Vai ser sem duvida desafiante.

Não faz qualquer sentido investidores estrangeiros fazerem um investimento colossal destes em Sines, faria mais sentido fazê-lo numa zona mais fria e mais perto dos consumidores de serviços de data center, por exemplo no norte da Europa.

Portanto, mais uma vez, isto traz água no bico.

A pergunta a fazer é: o que é que o governo prometeu a estes investidores? Eletricidade "verde" de borla? De que forma é que os contribuintes vão ser (mais uma vez) prejudicados nesta negociata?

Todas as empresas recebem contrapartidas e subsídios dos governos ou das camaras quando investem num local. É sempre assim, não há surpresa. Muitas vezes as empresas prometem muta cosia que depois não cumprem só para receberem subsídios, mas é mais fácil bater no governo.
 
Fiquei com 2 perguntas no ar,

Data center requer temperaturas baixas, sines não é propriamente uma zona fresca.

Isto vai gastar eletricidade, muita eletricidade, Portugal não tem eletricidade barata, até é das mais caras, e sendo a zona quente ainda mais gasta.

Ainda vamos ficar a saber muitos "detalhes" das contra-partidas, e isto se acontecer. Um projecto cheio de pressupostos num país enrolado em burocracia e detalhes em que tudo demora meses a ser aprovado. Vai ser sem duvida desafiante.

Não faz qualquer sentido investidores estrangeiros fazerem um investimento colossal destes em Sines, faria mais sentido fazê-lo numa zona mais fria e mais perto dos consumidores de serviços de data center, por exemplo no norte da Europa.

Portanto, mais uma vez, isto traz água no bico.

A pergunta a fazer é: o que é que o governo prometeu a estes investidores? Eletricidade "verde" de borla? De que forma é que os contribuintes vão ser (mais uma vez) prejudicados nesta negociata?

Também foi anunciado com pompa e circuntância (teve direito a conferência de impressa do 1º ministro A. Costa e tudo) que a Google no verão de 2019 ia ter 500 engenheiros altamente qualificados em Oeiras.
Até agora desse investimento da Google, zero, nicles, bola.

A continental também ia abrir um centro de investigação com 500 engenheiros doutorados no Porto em 2020. Até agora abriram um escritório onde laboram 50 recém-licenciados.



Estes anuncios, como este agora de Sines, é sempre para duvidar. Enquanto não vir, eu não acredito que aconteçam.

Ou a Mercedes que disse que iria colocar em Lisboa a sua filial tecnológica há uns anos. Até agora nada.

As empresas fazem muito isto, não culpem sempre o governo isso é o mais fácil, há muito chico esperto nas empresas.

As empresas fazem isto para sacar uns subsídios e depois refugiam-se numa clausula qualquer ou na justiça lenta para fugirem aos compromissos.
 
Também foi anunciado com pompa e circuntância (teve direito a conferência de impressa do 1º ministro A. Costa e tudo) que a Google no verão de 2019 ia ter 500 engenheiros altamente qualificados em Oeiras.
Até agora desse investimento da Google, zero, nicles, bola.
Azia por não teres entrado no recrutamento para a Google no Lagoas Park?
 
Eu pergunto-me o que vai o datacenter fazer para uma zona de alto risco sísmico.
A escolha da localização do datacenter da PT na Covilhã n foi por causa dos lanifícios...
 
Não sei o que vai para la fazer mas ja tem site.

https://www.startcampus.pt/index.php/sines-4-0

Eu estou contente, pode ser o meu bilhete de saída de vez de Lisboa.

Sines é um local porreiro para se viver!
Ainda que algo "isolado" tem bom peixe, várias praias (incluindo uma urbana), as da Costa Norte são mais agrestes e não estás demasiado longe de tudo...
Pela negativa, a oferta de habitação não é muita e está cara. Além disso, é muito comum haver muitos dias de maresia em que não se chega a ver o sol. Também há alguma "mitragem"...

PS: nunca vivi em Sines, mas a família tinha lá casa e passávamos férias por aquelas bandas todos os anos e íamos lá com frequência...
PS2: imagino que com o fecho da central a qualidade do ar possa ter melhorado, mas perde-se a água quentinha de S. Torpes...
 
É impressão minha ou li algures que isto é para "minerar" bitcoins!?

De qualquer forma, a coisa encaixa, a mineração de bitcoins consome muita energia, as linhas de alta potencia estão lá, vai haver uma central fotovoltaica, apoiada por baterias e a própria central a carvão... vamos ver se os Chineses não vão obrigar que ela continue a poluir...

Basicamente é um investimento que "ninguém" quer na sua terra, claro que cá é vendido como a ultima coca-cola do deserto.
 
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