Sr. Doutor

Eu trato tudo por sr. ou Sra., à excepção de quando estou de facto a tratar de assuntos em que o seu grau académico está relacionado (Ex. Advogados).

Tive uma situação de um individuo que ao chegar junto do mesmo, o tratei por Sr. X (nada a ver com a Mrs. X).[:p]
Retorquiu dizendo que não era senhor era Coronel.
Respondi-lhe que não estávamos a tratar de assuntos militares, mas sim de uma situação que nada tinha a ver com tal.
Insistiu que o tratasse por Coronel, senão não havia conversa.
Desejei-lhe continuação de um bom dia e fui-me embora.

Se fosse comigo era Exma. Sra. Dra. Dona X que comigo não há cá frescuras!
 
Eu trato tudo por sr. ou Sra., à excepção de quando estou de facto a tratar de assuntos em que o seu grau académico está relacionado (Ex. Advogados).

Tive uma situação de um individuo que ao chegar junto do mesmo, o tratei por Sr. X (nada a ver com a Mrs. X).[:p]
Retorquiu dizendo que não era senhor era Coronel.
Respondi-lhe que não estávamos a tratar de assuntos militares, mas sim de uma situação que nada tinha a ver com tal.
Insistiu que o tratasse por Coronel, senão não havia conversa.
Desejei-lhe continuação de um bom dia e fui-me embora.
Com esse argumento discordo. Por essas ordem de ideias um médico civil que fosse tratar de um assunto a uma unidade militar devia ser tratado como? Por "nosso soldado", ou por "mancebo"?... [:D]
 
Com esse argumento discordo. Por essas ordem de ideias um médico civil que fosse tratar de um assunto a uma unidade militar devia ser tratado como? Por "nosso soldado", ou por "mancebo"?... [:D]

Percebo o que dizes mas compreendo o ponto de vista do Metal. A mim também me irrita que, numa situação civil, que nada tem a ver com a vida militar, me apresentem como documento de identificação o BI militar.
 
Em Espanha, por exemplo o "Doutor", é somente usado quando se refere ao médico. O restante pessoal é tratado por "tu" ou por "Usted (você)", segundo o grau de intemidade que haja entre as pessoas.
 
Com esse argumento discordo. Por essas ordem de ideias um médico civil que fosse tratar de um assunto a uma unidade militar devia ser tratado como? Por "nosso soldado", ou por "mancebo"?... [:D]

Vais-me desculpar, mas o assunto a tratar era um acidente de viação, que nada tinha a ver com a sua carreira militar, ainda para mais já estando na reserva, e Coronel não fazia parte do nome do senhor.
No caso que referes logicamente que teria de ser chamado por Doutor se fosse tratar de um assunto relativo à sua área profissional, caso não, e fosse tratar de uma situação qualquer, deveria ser chamado por Sr.
 
Vais-me desculpar, mas o assunto a tratar era um acidente de viação, que nada tinha a ver com a sua carreira militar, ainda para mais já estando na reserva, e Coronel não fazia parte do nome do senhor.
No caso que referes logicamente que teria de ser chamado por Doutor se fosse tratar de um assunto relativo à sua área profissional, caso não, e fosse tratar de uma situação qualquer, deveria ser chamado por Sr.

Percebo o que dizes mas compreendo o ponto de vista do Metal. A mim também me irrita que, numa situação civil, que nada tem a ver com a vida militar, me apresentem como documento de identificação o BI militar.
Mais uma vez depende da idade da pessoa em causa, eu sou do tempo em que um militar, nem sequer precisava de ter uma patente muito elevada (bastava ser capitão) era uma pessoa muito valorizada na sociedade. Quando se chagava as patentes muito altas a coisa era verdadeiramente séria, por exemplo um General era um tipo com um respeito social superior aos de um "simples" licenciado, apesar de naquele tempo os licenciados serem uma raridade.
 
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O tópico é pertinente. Se há algo que me incomoda é o excesso de formalismo. Principalmente quando a cultura portuguesa me obriga...é ver-me às vezes a perguntar se o Sr. ou Sr.ª tal é Eng, Dr....ou como gostaria que o/a tratasse...E em vez de (como eu faria...) dispensar esse tratamento e colocar quem me aborda à vontade, ainda acedem e respondem: é Dr.ª mas prossiga prossiga...

É mais um dos resultados de uma sociedade com complexos de inferioridade e de que se alimentam destes fait-divers para compensar outras coisas. As pessoas mais competentes e graduadas que conheço são as que menos ligam aos títulos. Tenho constatado esta lei que se comporta de forma inversa.

Por outro lado, sou intencionalmente formal quando vejo que com aquela pessoa, o excesso de confiança pode resvalar para a falta de respeito, desleixo, e seriedade no trato. Gostei da abordagem do meu 2º chefe. Durante os 3 primeiros dias, tratava-o por Eng... após esse período (finda a "avaliação") descomprimimos e passámo-nos a tratar por tu. O respeito e postura nunca foram de parte a parte beliscados.

Depois há a vassalagem dos bancos [:D] Pedi expressamente para não constar "Eng." em lado nenhum. Só cumpriram no cartão! Em cartas e mesmo na página de homebanking, está lá ele...ridículos!
 
Mais uma vez depende da idade da pessoa em causa, eu sou do tempo em que um militar, nem sequer precisava de ter uma patente muito elevada (bastava ser capitão) para ser uma pessoa muito valorizada na sociedade. Quando se chagava as patentes muito altas a coisa era verdadeiramente séria, por exemplo um General era um tipo com um respeito social superior aos de um "simples" licenciado, apesar de naquele tempo ser-se licenciado fosse algo de muito raro.

Sei disso, até porque tenho familiares militares e que sempre foram vistos com alguma "deferência" mas eles próprios sempre acharam ridículo apresentar BI militar para tratar de assuntos civis.
 
E os amigos do meu irmão (19 anos), tratam-me (25 anos) por "você" e por "Sr." [:D]

É dificil fazer-lhes entender que sou pouco mais velho que eles...

Padeço do mesmo problema.

Tenho 29 e o meu irmão tem 18. Os amigos deles quando entram lá em casa é" Voçê aqui " você ali" ..

É realmente a idade que faz a distancia
 
No meu trabalho logo no primeiro dia em que fui entrevistado, não conhecia a realidade daqui, na entrevista com os Recursos Humanos, começei a tratar por Doutora, e salienta que ali ninguém se trata por Doutor...
Hoje desde o empregado da limpeza ao director, trato todos por tu.

Quando recebo pessoas novas no meu departamento, ao dar-lhes formação, quase todos me tratam por senhor isto senhor aquilo.. quando digo "senhor não... senhor doutor", até ficam todos encavacados.. claro que é a brincar. Faço questão que me tratem pelo meu nome ou "tu". Parece que não, mas quebra logo um enorme muro para os mais novos.

No meu dia a dia, não gosto que me tratem por senhor, mas já nem digo nada porque muitos parece que são obrigados pela entidade patronal.
 
É chato, também não gosto, mas no geral em Portugal esses formalismo ficam pelas relações profissionais, e quando há alguma proximidade é logo "abolido" esse formalismo.

É uma preocupação ridícula quando quero falar com alguém que não sei o titulo, acabo por perguntar sempre pelo senhor X ou senhora Y, e normalmente a secretaria não me corrige, mas nunca se sabe se acabei de ofender alguém.

Mas se serve de consolo, a mim não serve, mas há países piores, no Panamá é mais ridículo, é a licenciada para aqui, doutor para ali, Ingenheiro para acolá, mesmo sendo tudo colegas à imenso tempo.
 
Sei disso, até porque tenho familiares militares e que sempre foram vistos com alguma "deferência" mas eles próprios sempre acharam ridículo apresentar BI militar para tratar de assuntos civis.
Não duvido do que dizes, até porque sabes disso certamente muito mais do que eu. O que escrevi é mais baseado no que à distancia fui vendo nos outros, na minha família ninguém foi além do SMO... [:D]

Mas ocorre-me o exemplo de pais de amigos meus que são o "Sr. General" ou o "Sr. Comandante", etc... É esses títulos eram (e são) uma coisa levada muito a sério, portanto eu respeito. [;)]
 
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