Testemunhas de Jeová

Boas,

Aqui vão umas pequenas reflexões:

A PLURALIDADE DO SER DIVINO NO ANTIGO TESTAMENTO

Evidências da pluralidade da essência divina e atividades das três pessoas da Divindade

Em hebraico existem duas palavras para expressar unidade: echad e yachid.

A primeira palavra demonstra uma unidade composta ou plural, como, por exemplo, em Gênesis 2:24 diz que o homem e a mulher seriam uma (echad) só carne, ou seja, dois e um. A segunda expressão apresenta uma unidade absoluta, isto é, aquela que não permite pluralidade, como por exemplo, em Juízes 11:34 que diz que Jefté tinha uma única (yachid) filha. É justamente a primeira palavra (echad) que denota uma unidade composta que foi empregada em Deuteronômio 6:4, onde lemos:

"Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único [echad] SENHOR” (comparem com Mc 12:29). [citação entre colchetes de nossa parte].

Neste texto bíblico, echad indica que na unidade da divindade há uma pluralidade (comparem com Gn 2:24; Nm 13:23; Jz 20:8).

Segundo o artigo “A doutrina da Trindade” encontrado no site http://www.christiandefense.org/:

"Nesta passagem os judeus empenharam grande atenção e é uma das quatro passagens que eles escrevem em seus filactérios (sobre a palavra Elohim, Simeon Ben Joachi disse: ‘Venha e veja o mistério da palavra Elohim: há três graus e cada grau é por si mesmo único e mesmo assim são todos um, unidos em um e não divididos’)”.

Podemos ainda acrescentar as palavras de Hermann Bavinck como complementação a este ponto do nosso estudo:

“Mas essa unidade ou unicidade de Deus é, de acordo com a Escritura e com a confissão da Igreja, não uma unidade vazia, nem solitária, mas cheia de vida e força. Ela envolve diferença, ou distinção, ou diversidade. É essa diversidade que se expressa nas três pessoas do Ser de Deus” (“Teologia Sistemática”, p. 171).

E embora os hebreus adorassem o único e verdadeiro Deus, a sua utilização de nomes no plural para se referir a Ele aparentemente gerou confusão em seus vizinhos politeístas. Quando os Israelitas levaram a Arca da Aliança ao acampamento preparado para enfrentar os filisteus, encontramos o seguinte relato:

“E se atemorizaram os filisteus e disseram: os deuses vieram ao arraial. E diziam mais: Ai de nós! Que tal jamais sucedeu antes. Ai de nós! Quem nos livrará destes grandiosos deuses? São os deuses que feriram aos egípcios com toda sorte de pragas no deserto” (1Sm 4:7-8.)

Os hebreus poderiam facilmente ter evitado a confusão, usando a forma singular, porém não o fizeram. Poderíamos inferir, então, certamente, que a pluralidade do seu Deus singular era muito importante para eles.

Há referências bíblicas vetero-testamentárias que indicam (ou sugerem) a pluralidade de pessoas na Divindade pela tríplice repetição do nome Iavé, como, por exemplo: Nm 6:24-26; Dn 9:19; Is 6:3; 33:22; comparem com Ap 4:8. Pode parecer coincidência, mas acreditamos que nada nas Escrituras Sagradas tenha sido escrito sem um propósito específico (Rm 15:4; 2Tm 3:16).

As evidências da pluralidade divina, no entanto, são encontradas desde a criação da humanidade. Em Gênesis 1:26a, encontramos as seguintes declarações:

“Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”.
Semelhantemente a este texto há outros que mencionam a Deus se expressando no plural, como em Gênesis 3:22a, após a desobediência de Adão e Eva:

“Então Disse o SENHOR Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal”.

E em Gênesis 11:7, no episódio da Torre de Babel:
“Vinde, desçamos, e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem de outro”.

Alguns estudiosos afirmam que esta expressão divina trata-se do uso do plural de majestade (majestático), isto é, quando um indivíduo, um rei, por exemplo, fala de si mesmo, mas na forma plural, não revelando, assim, uma pluralidade participativa. Contudo, esta ideia se torna insustentável, pois o plural majestático não existia quando o Antigo Testamento foi escrito, não se encontram exemplos de um rei usando verbos no plural para referir-se a si mesmo.

Outra sugestão apresentada para explicar o uso do plural por Deus é que Ele estava nestas ocasiões falando com anjos. Mas a Bíblia não indica que os anjos participaram da criação do homem, nem foi o homem criado à imagem e semelhança de anjos e nem participaram do episódio da Torre de Babel, apesar do fato de que serafins estavam presentes na visão de Isaías (Is 6), quando Deus indagou: "Quem há de ir por nós?", mas não parece sensato e convincente pensar que Ele estava incluindo esta classificação de anjos como aqueles que juntamente com Deus enviaram aquele profeta em sua missão. A explicação mais biblicamente aceitável é que já nos primeiros capítulos de Gênesis e em Isaías temos indicações da pluralidade de pessoas no próprio Deus.

Não é possível, no entanto, analisando isoladamente Gênesis e Isaías, por exemplo, saber quantas pessoas são e nada encontramos à primeira vista que se aproxime de uma doutrina da Trindade nestes textos, mas seguramente se infere que há mais de uma pessoa nessas declarações. Veremos posteriormente que o Novo Testamento esclareceu essa questão, principalmente referindo-se à visão de Isaías.

Podemos afirmar que as três pessoas da Divindade participaram da criação do homem, pelo fato de que outros trechos das Escrituras afirmam claramente isso. Jesus Cristo também criou todas as coisas, as visíveis e as invisíveis (Jo 1:1,3; Cl 1:16-17; Hb 1:10) e consequentemente o homem. Mencionando a Cristo, o Filho do amor de Deus Pai e Sua imagem em Colossenses 1:13-15, o apóstolo Paulo afirmou no v. 16b:

“Tudo foi criado por meio dele e para ele”.

Já em Jó 33:4, Eliú declarou:

“O Espírito de Deus me fez; e o sopro do Todo-Poderoso me dá vida”.

Quem criou o homem, então? Deus Pai, Jesus ou Espírito Santo? Se a Bíblia afirma que foi Deus quem criou o homem (Gn 1:26-27), mas que Jesus Cristo e o Espírito Santo também o fizeram, então, podemos afirmar que o homem foi criado pela Santíssima Trindade, ou seja, obviamente por Deus.

Esta realidade fica ainda mais evidente quando nos defrontamos com textos como Jó 35:10, Salmo 149:2, Eclesiastes 12:1 e Isaías 54:5, nos quais a tradução para a língua portuguesa apresenta “Criador” no singular, mas o texto original hebraico apresenta o termo no plural: Criadores.
 
Boas,

A Cristo são atribuídos os atributos que são designados somente à Deus:

a) Santidade: Mc 1.24; 2Co 5.21; Jo 8.46; Hb 7.26

b) Eternidade: Jo 1.1; 8.58; Hb 1.8; Jo 17.5

c) Vida: Jo 1.4; 14.6; 11.25

d) Imutabilidade: Hb 13.8; 1.11,12

e) Onipotência: Mt 28.18; Ap 1.8

f) Onisciência: Jo 16.30; Mt 9.4; Jo 6.64; Cl 2.3

g) Onipresença: Mt 28.20; Ef 1.23

h) Criação: Jo 1.3; 1.10; Cl 1.16,17; Hb 1.3

i) Ressuscitando os mortos: Jo 5.27-29

j) Oração e devoção devem ser dirigidas a Cristo: Jo 14.14; Lc 24.51,52; At 7.59; Jo 5.23; At 16.31; Hb 1.6; Fp 2.10,11; 2Pe 3.18; Hb 13.21; Is 45.22

Conforme esses atributos que são dados a Cristo, nos é ensinado de forma clara a Sua Divindade, caso contrário seria uma blasfêmia atribuir a Ele, os atributos, caso não fosse Deus.
 
Offtopic: quem era o fanático da religião aqui do fórum? Era o Israel, não era?

Se é para mim esclareço-te que estás muito enganado.
Isto é somente uma reflexão 1 pouco mas séria sobre 1 tema interessante.
Se reparares publico nos mais diversos tópicos, agora tb gosto de debater questões mais sérias.
 
Se é para mim esclareço-te que estás muito enganado.
Isto é somente uma reflexão 1 pouco mas séria sobre 1 tema interessante.
Se reparares publico nos mais diversos tópicos, agora tb gosto de debater questões mais sérias.

Não, não era para ti. [;)]

Veio-me à ideia as discussões religiosas que por cá já passaram, e acho que era mesmo o Israel que levava ao extremo.

Os teus posts, comparados com os que me recordo, são "normais" (não me ocorre outro termo).
 
Não, não era para ti. [;)]

Veio-me à ideia as discussões religiosas que por cá já passaram, e acho que era mesmo o Israel que levava ao extremo.

Os teus posts, comparados com os que me recordo, são "normais" (não me ocorre outro termo).

Peço desculpa se interpretei mal.

Cumprimentos
 
Boas,

Estive a ler este tópico e realmente existem algum confusões e algumas respostas lucidas.

1º - Deus manifesta-se de 3 formas (Pai, Filho e Espirito-Santo), estas 3 entidades formam a Santíssima Trindade, sendo simultaneamente 3 manifestações distintas contudo consubstanciais.

2º - O Deus do Antigo e Novo testamento é o mesmo, todavia a forma como se relaciona com o povo escolhido é diferente.

3º - Jesus que é Deus encarnado, não vem alterar a Lei de Moisés, contudo faz uma interpretação da mesma mais abrangente tendo em conta mais o fim para a qual a mesma foi criada, ou seja o homem, negando o seu sentido estático.


Quanto aos jeovás, como os protestantes, utilizam somente partes da Bíblia que lhes interessa, assim como por vezes encontram pessoas que tem pouca educação bíblica, o que aliado ao facto de nomeadamente até utilizarem bíblias diferentes, pois somente as Cristas possuem todos os livros ao contrario da protestantes por exemplo, conseguem confundir as pessoas.

1 - O estudo mais aprofundado das diversas versões bíblicas contradiz essa conclusão: ambos são 3 entidades diferentes.

2 - Correto

3 - Eu logo vi que Jesus era Benfiquista...
 
Não faz sentido Jesus ser Deus já Jesus refere-se a Deus sempre na terceira pessoa, inclusivamente como alguém superior a si próprio.

A Santíssima Trindade é uma treta em que não vislumbro nada de lógico. Para mim, faz muito mais sentido separar as águas. Deus é Deus, criador de tudo aquilo que o homem não criou. Jesus é o ser com a maior evolução moral que alguma vez pisou a terra. O Espirito Santo remete para a realidade espiritual da vida e para as relações que se estabelecem entre o físico e o espiritual.

Faz algum sentido Deus criador amar mais uns filhos que outros? Não, não faz sentido nenhum. Essa ideia do povo escolhido servia para os lideres religiosos exacerbarem o seu egocentrismo, o seu egoísmo.


Fazer não faz, mas os pais não gostam dos seus filhos todos da mesma forma, por mais que digam que sim. (isto tudo no plano hipotético, que este assunto obriga a usar)
 
Então não é desta que me converto ao que quer que seja!

Não, não tens sorte[:D]

Podes sempre tentar ser um Ancião ou Servo Ministerial, que são so cargos mais altos dentro das Congregações (que é como são designados os conjuntos de crentes de um determinado lugar).
Não são trabalhos remunerados, ao contrário do que se possa pensar.
 
Calvinistas, provavelmente. São dos ramos mais austeros (senão o mais austero).

Adoro essa religião [:D][:D][:D]

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Calvinistas, provavelmente. São dos ramos mais austeros (senão o mais austero).

Esses são protestantes e tem uma ideia muito pouco lógica, para mim, da salvação:

"O calvinista acredita que Deus escolheu um grupo de pessoas e que as restantes vão para o Inferno. Consequentemente, a pergunta que qualquer calvinista se faz é: "Estarei eu entre os escolhidos?".


Como é que um calvinista sabe se está entre os escolhidos ou não? Teoricamente, não é ele que o determina. A decisão está tomada.
Foi tomada por Deus.
Como é que eu sei se fui escolhido ou não?
Resposta: Deus me atraiu e eu cri na sua palavra. Ela é que me diz: "Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus a saber os que creem em seu nome". Pela graça sois salvos, isto não vem de vós é dom de Deus para que ninguém se vanglorie.

Sendo um bom cristão, trabalhando muito, seguindo sempre todos os princípios bíblicos, o calvinista prova a si mesmo que foi um escolhido, pelo seu sucesso como cristão.
Não é a sua própria ação, mas de Deus, pois se Deus trabalha por ele, ele conclui que foi um dos eleitos."
 
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