Tópico Cinéfilo v2.0

Ontem vi:
Hulk_poster.jpg


Muito bom. Estava à espera de um filme com acção e bastante melhor que o anterior. Foi o que vi.
Um final supreendente, deixando água na boca para a continuação...apr:)
 






Irreversível/Irréversible
Realizado por Garpard Noé
França, 2002 Cor – 95 min. Anamórfico.

Deixo aqui um dos meus filmes de eleição, com uma notável rapresentação de Vicent Cassel e Mónica Bellucci. É admiravel como esta mulher pela idade que tem, apresenta actualmente um "marco" de femenilidade.[br:)]

Muito bom. Também gostei muito.

A cena do extintor é muito marcante. :sh)
 
Muito bom. Também gostei muito.

A cena do extintor é muito marcante. :sh)
O filme pode tranparecer de violencia gratuita (Recebi varios feedback's de quem o tenha visionado, em não chegaram a passar do 15min. de
filme) mas essencia está na história (simples) conjugando com a montagem, ou seja o filme é rodado de modo inverso (de trás para a frente). Curioso é contrário filme tudo começa mal, mas acaba bem, o melhor é para quem não viu o filme, vejam-no, pois torna-se numa extrema confusão tentar explicar..[:D] só à segunda tentativa consegui entender a sua essencia.:)
Acho que para mim a parte mais marcante foi a cena da violação (considerada no mundo cinematográfico a violação mais longa num filme) torna-se chocante e angustiante tal o poder das imagens e modo como foi filmado transparecendo um acto practicamente real. Falei com colegas minhas que o viram e deve ser doloroso para uma mulher assistir a tais imagens.:( A partir deste filme comecei admirar a belissima Mónica Bellucci.[br:)]
 
O filme pode tranparecer de violencia gratuita (Recebi varios feedback's de quem o tenha visionado, em não chegaram a passar do 15min. de
filme) mas essencia está na história (simples) conjugando com a montagem, ou seja o filme é rodado de modo inverso (de trás para a frente). Curioso é contrário filme tudo começa mal, mas acaba bem, o melhor é para quem não viu o filme, vejam-no, pois torna-se numa extrema confusão tentar explicar..[:D] só à segunda tentativa consegui entender a sua essencia.:)
Acho que para mim a parte mais marcante foi a cena da violação (considerada no mundo cinematográfico a violação mais longa num filme) torna-se chocante e angustiante tal o poder das imagens e modo como foi filmado transparecendo um acto practicamente real. Falei com colegas minhas que o viram e deve ser doloroso para uma mulher assistir a tais imagens.:( A partir deste filme comecei admirar a belissima Mónica Bellucci.[br:)]

A edição francesa do dvd do filme que tenho mostra orgulhasamente na capa que em Cannes o filme teve uma audiência de 2400 pessoas e 200 foram-se embora :) Os primeiros 30 minutos do filme contém um som de fundo com uma frequência que nos humanos causa náuseas e desconforto. Se juntarmos a isto uma câmara muito psicadélica à roda então é a galhofa!

O filme está contado dessa forma devido à premissa do filme de que o tempo destrói tudo, contado linearmente não teria tanto impacto. O início do filme é psicadélico, confuso, parece um acidente rodoviário e vês o Vincent Cassel completamente fora de si à procura do Tenia e quando o encontram, o Pierre mata-o com o extintor. São os dois uns monstros, é de loucos. Mas o filme vai andando e apercebes-te que a personagem da Monica Belluci é violentamente violada e o Cassel está fora de si por isso. O filme continua a andar e apercebes-te que eles são um casal apaixonado, ela até está grávida se não me falha a memória e ele é um gajo pacato e porreiro, muito mais pacato é o Pierre. A história contada desta forma tem muito mais impacto e distorce mais o teu proprio entendimento da mesma. O mais poderoso é que descobres que qualquer um podia estar na posição dele e ser o animal que ele parece ser.

Perceber a essência à segunda? Bem, isto não é David Lynch, a história até é bastante simplista.
Eu comprei o filme sem o ver porque fiquei apanhado pela imagem de factor choque quando o filme saiu, por todas as pessoas que abalaram da sala de cinema sem conseguir ver mais e pelo trailer que também me deixou a nadar. E o filme é tão forte que apesar de terminar tudo bem, tu ficas triste: não pelo que se passou, mas pelo que sabes que vai acontecer! E é esta a confusão em que o filme nos mete, é grande poder!
 
Última edição:
A edição francesa do dvd do filme que tenho mostra orgulhasamente na capa que em Cannes o filme teve uma audiência de 2400 pessoas e 200 foram-se embora :) Os primeiros 30 minutos do filme contém um som de fundo com uma frequência que nos humanos causa náuseas e desconforto. Se juntarmos a isto uma câmara muito psicadélica à roda então é a galhofa!

O filme está contado dessa forma devido à premissa do filme de que o tempo destrói tudo, contado linearmente não teria tanto impacto. O início do filme é psicadélico, confuso, parece um acidente rodoviário e vês o Vincent Cassel completamente fora de si à procura do Tenia e quando o encontram, o Pierre mata-o com o extintor. São os dois uns monstros, é de loucos. Mas o filme vai andando e apercebes-te que a personagem da Monica Belluci é violentamente violada e o Cassel está fora de si por isso. O filme continua a andar e apercebes-te que eles são um casal apaixonado, ela até está grávida se não me falha a memória e ele é um gajo pacato e porreiro, muito mais pacato é o Pierre. A história contada desta forma tem muito mais impacto e distorce mais o teu proprio entendimento da mesma. O mais poderoso é que descobres que qualquer um podia estar na posição dele e ser o animal que ele parece ser.

Perceber a essência à segunda? Bem, isto não é David Lynch, a história até é bastante simplista.
Eu comprei o filme sem o ver porque fiquei apanhado pela imagem de factor choque quando o filme saiu, por todas as pessoas que abalaram da sala de cinema sem conseguir ver mais e pelo trailer que também me deixou a nadar. E o filme é tão forte que apesar de terminar tudo bem, tu ficas triste: não pelo que se passou, mas pelo que sabes que vai acontecer! E é esta a confusão em que o filme nos mete, é grande poder!
Concordo plenamente e dou-te os parabéns por conseguires exprimir por palavras o que eu também sinto ao ver este filme. :) Já perdi a conta das inumeras vezes que o visionei e é de um impacto brutal (embora eu seja muito sensivel à violencia) é um filme que me marcou imenso. [;)]
 
Into the Wild (O lado selvagem)

http://www.youtube.com/watch?v=2LAuzT_x8Ek


1990: Christopher McCandless (Emile Hirsch) tem 20 anos e acaba de terminar a universidade. Em vez de se preparar para o previsto curso de direito, Christopher levanta o dinheiro do seu fundo escolar, faz um donativo à Oxfam e abandona a sua família e a sua casa numa busca espiritual de renascimento fora do contexto de tirania das expectativas da sociedade, da sua definição de êxito e do materialismo que o rodeia. 1992: Christopher encontra-se no Alasca, fazendo de um autocarro abandonado a sua casa, caçando sem grande sucesso, lendo os livros que o inspiram e consultando um compêndio de plantas comestíveis.


Adaptando o livro homónimo de Jon Krakauer, o filme de Sean Penn reconstrói o caminho de Christopher em flashbacks ordenados cronologicamente, ao mesmo tempo que acompanha a sua estadia no ‘Magic Bus’ (actualmente um ponto de atracção para muitos jovens que se revêem na sua viagem espiritual).


O objectivo de Christopher é reinventar-se através de uma vida de pureza e negação. Para isso abandona o seu carro, o seu dinheiro e escolhe o nome Alexander Supertramp. Ao longo da sua odisseia pela América, Christopher beneficia da caridade de estranhos (aqueles cujos relatos são a fonte do livro e com o casting de quem Sean Penn parece ter sido particularmente cuidadoso e generoso, como que agradecendo-lhes): Wayne (Vince Vaughn), um amigável agricultor do South Dakota, o casal hippie Rainey e Jan (Brian Dieker e Catherine Keener), Ron (Hal Holbrook), um homem idoso que se afeiçoa a Christopher e que propõe adoptá-lo. Todos eles o confrontam com as suas escolhas e não é sem bastante apreensão que o vêem partir.


No seu idealismo, Christopher transforma-se num eremita, recusando todos os prazeres, abraçando a natureza e equipando-se para a sobrevivência (em suma, contentando-se com o mundo). Mas a natureza é tão bela quanto dura, tão generosa quanto implacável. Tão selvagem e assustadora quanto uma vida fechada em redor de uma carreira profissional e de um monte de empréstimos bancários.


“Into the Wild” não é uma explicação de Christopher (cujo diário serviu também de fonte). É apenas uma reflexão (não isenta de remorso) sobre um jovem que se deixou dominar pelas suas irrevogáveis escolhas, na busca de uma felicidade fora dos parâmetros sociais. É impossível não ler a sua rebelião contra os pais (William Hurt e Marcia Gay Harden) que ele considera o epíteto da falsidade. Paradoxalmente, a reaproximação um ao outro (e a sua humanização aos nossos olhos) é feita em torno do desaparecimento de Christopher. O que é difícil de entender é como Christopher se afasta da irmã Carine (Jena Malone – responsável também pela narração), a única a aceitá-lo e a alcançar, ainda que só em parte, as suas motivações.


Sean Penn está tão “apaixonado” por Christopher que recusa olhar para a sua teimosia ou egoísmo: eliminando a possibilidade da dúvida, negligenciando a estupidez de algumas das suas opções e atenuando a escravidão de Christopher ao seu ideal – adulterado cada vez que ele olha para o céu com o rasgo de um avião (ou à procura dele). É esta parcialidade que fragiliza “Into the Wild”.


É facilmente compreensível a necessidade de fuga, da ausência de pessoas, do silêncio. Mas não deverá ser preciso ignorar ou romper com os nossos afectos para perceber que a maior riqueza da vida reside na partilha. Christopher aprendeu-o da forma mais dura. A sede de coerência pode fazer-nos escravos dos nossos sonhos.


Emile Hirsch é hipnótico, cumprindo todo o esforço físico que o papel exige. E os breves segundos em que William Hurt se desmorona à frente dos nossos olhos é imensamente poderoso. E faz-nos sentir raiva por Christopher, no seu processo de melhoramento, ter retirado essa possibilidade a quem o amava. Mas também não conseguimos impedir-nos de sentir uma forte admiração (arriscaria até inveja) por essa coragem que nos falta.
 
Vi ontem Sex and the City.

Acho o filme demasiado longo... Tem lá partes muito monótonas.

No geral, até que nem foi mau - não estava à espera de nada especial.[;)]
 
Vi há pouco o Speed Racer, ia com a ideia que ia ser uma seca devido ás inumeras criticas que tenho lido, talvez por isso tenha achado o filme bem engraçado e uma boa adaptação do anime que deriva. E é sempre bom rever a christina ricci...
Tendo em conta que deriva de uma série de animação não contem com sequências exactamente reais. Bom filme para passar o tempo.
 
Vi ontem o Tropa de Elite... acho que já cá foi falado...

Gostei do filme e de ver a realidade (???) das favelas e da corrupção das forças policiais, que o Brasil gosta de dizer que não existe...


"Tropa de Elite osso duro de roer!
Pega um, pega geral,
também vai pegar você!"
 
Vão ver o El Orfanato.
Excelente filme. Excelente fotografia, argumento, actores.... muito bom.
Tmb me recomendaram esse e quero ver se o vejo mas convém que seja mesmo bom por duas razões:
1-detesto filmes espanhois no geral.
2-Vou ter de pagar bilhete para o ver uma vez que não tá no alvaláxia[8b](maldita lusomundo... volta millenium[s)])
 
Tmb me recomendaram esse e quero ver se o vejo mas convém que seja mesmo bom por duas razões:
1-detesto filmes espanhois no geral.
2-Vou ter de pagar bilhete para o ver uma vez que não tá no alvaláxia[8b](maldita lusomundo... volta millenium[s)])

É mesmo bom. Vai à confiança.
Para veres que não sou só eu a dizê-lo: IMDb User Rating: 7.8/10 (17,468 votes)
[;)]
 
Ontem preenchi uma lacuna cinematográfica minha. Vi o 21 grams. Muito bom. Um filme em sinopse, e com um argumento espectacular. Gostei muito.

IMdB: 7,9/10

21grams.jpg
 
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