Ver anexo 59542
Sou um fã confesso de Tarantino. Depois do violento soco no estômago que foi ver "Cães danados" ao cinema, do qual não fazia a mínima ideia que ia assistir a tamanha obra-prima, que não me fez descansar enquanto não voltei a ver, 6 meses depois em DVD, acho que o Tarantino consegue voltar a roçar a genialidade de "Reservoir Dogs" (é difícil comparar este filme ao Pulp Fiction, mas eu sou suspeito porque adoro filmes de guerra - O "Resgate do soldado Ryan" será para mim, para sempre, o melhor filme de guerra alguma vez feito até hoje). Ainda bem, porque o Bulletproof soube a pouco -- passados os anos, só sobra a boa interpretação do Kurt Russell.
Como também fã do trio de spagetti-westerns de Clint Eastwood/Sergio Leone, fiquei logo apanhado pelos primeiros 15 minutos, com um cenário a gritar "O bom, o mau e o vilão" por todo o lado, mesmo com o cenário em 1941 - é como ouvir uma
cover da nossa música favorita, no nosso estilo de música favorito. Os tiques Tarantino estão todos no filme - as apresentações dos personagens são um
must -, as longas conversas com finais trágicos, a envolvência dos cenários, o final abrupto e violento, tem tudo a sua fantástica marca, num argumento que já data dos tempos de "Pulp Fiction".
Uma palavra para o fabuloso casting - desde Mike Myers, que já tinha prometido fazer um papel ao Tarantino, é capaz de ter feito os 10 minutos de ouro da sua carreira, que está a precisar de um facelift [

]. Brad Pitt, tenho que admitir, fez um papel que lhe assenta como uma luva. Christoph Waltz, como Tarantino, bem disse, sem ele não havia filme. Impressionante no seu domínio do francês, inglês, alemão e italiano, é quase obrigatório que leve comum Óscar de melhor actor secundário. E as duas actrizes principais, de certeza que vão ver a sua carreira subir em flecha.
Só Tarantino consegue meter David Bowie numa cena de filme passado em 1944, e soar no tom perfeito!
Grande filme! Recomendo vivamente!