Nuno156,
Compreendo os teus pontos de vista. No entanto, nunca vais ser um gajo resignado com aquilo que está disponível
Espero bem que não.
A pior coisa que uma pessoa pode fazer é resignar-se, e não almejar melhor.
pois nunca vais estar 100% satisfeito.
Pois não. E ainda bem. No dia em que esteja 100% satisfeito o melhor é morrer,
porque deixa de existir o estímulo à mudança (para melhor).
Os pontos que apontas a um S.O. são falhas noutros.
Não há sistemas perfeitos, o mais perto que estamos disso é quase perfeitos para uma determinada finalidade. Não há certo nem errado. Há o mais adequado e o menos adequado atendendo aos objectivos pré-definidos.
Pois não. Farto de dizer isso estou eu.
Deve haver neste fórum uns quantos posts meus a dizer:
"Não há nada 100% bom nem 100% mau."
Se fosse 100% bom, todos compravam o mesmo e o resto não existia.
Se fosse 100% mau, ninguém comprava e deixava de existir.
Também estou farto de dizer que ser bom ou mau depende muito dos objectivos
que se pretendem. Até digo isto para as linguagens de programação e para os
carros.
Tenho quase a certeza que há um post meu aqui no fórum que fala em FERRARI e
LADA:
O que é melhor? Um Ferrari F40 ou um Lada Niva?
Depende... se for para um agricultor usar no campo o Lada Niva é bem melhor.
Não me estás a dizer nada que eu não saiba.
Até já disse em vários posts aqui no fórum que, o Windows 8 é muito bom para a
utilização de particulares (home use) nas tarefas mais comuns (mail, browser, etc)
em contexto descontraído (sem necessidade de produtividade).
O problema é que eu estou a falar em contexto produtivo de trabalho, e não em
brincadeiras de crianças (como o célebre vídeo do Windows 8).
Não vale a pena martelares em produtividade quando trazes à baila coisas mainstream (e até os Linux servers são mainstream).
Desculpa?!
Mainstream?!
Windows é "mainstream" nas empresas. A maioria dos desktops que usam Windows
estão nas empresas, não nas casas das pessoas. Portanto, a PRODUTIVIDADE
aplica-se ao Windows, sempre se aplicou. E a Microsoft sempre melhorou a
produtividade das suas aplicações (inclui Windows) até o Ballmer ter substituído
o Gates. O XP já começou a esconder coisas (stack na taskbar, extensões dos
ficheiros, etc.), e daí em diante foi sempre a piorar. Eye-candy first, e o resto que
se lixe. Se fores ver, é esta uma das razões pelas quais o XP ainda tem uma quota
de mercado tão grande.
A nível Mobile a produtividade também é reduzida porque não há grande exigência nesse aspecto. Aliás, a nível mobile procura-se simplificar as operações e reduzir os conhecimentos técnicos dos utilizadores para ser quase tudo on-fly. Isto porque vivemos numa sociedade que não tem como requisito principal a produtividade raw.
Deves ter lido na diagonal o post onde eu falei da produtividade em mobile...
E nos sectores estratégicos onde a produtividade significa realmente alguma coisa (como a banca), assistimos que adoptam soluções antigas mas simples talhadas apenas para uma funcionalidade como são os sistemas martelados unix a correr o db2 por exemplo.
Isso não tem rigorosamente nada a ver com produtividade. Tem a ver com segurança
e fiabilidade (business continuity).
Os mainstreamers têm de agradar a gregos e troianos e em consequência acertam mais de um lado do que de outro.
Não, não têm que agradar a gregos e troianos.
Se o mercado é diferente, o produto tem de ser diferente. Ponto.
Caso contrário aliena-se o mercado que já se tem, e perde-se dos dois lados.
Exemplo de sucesso: APPLE.
APPLE
Tinha o mercado OS X.
Quis o mercado dos smartphones e tablets.
Fez o iOS e manteve o OS X como estava. Manteve os clientes OS X satisfeitos, e
satisfez novos clientes com o iOS.
Exemplos de insucesso: GNOME, UNITY, WINDOWS 8
GNOME
Era o Desktop Environment mais usado no Linux.
Quis fazer um ambiente passível de ser usado em TOUCH.
Em lugar de desenvolverem um novo produto, terminaram o GNOME 2 e fizeram
o GNOME 3 totalmente diferente. Resultado, ficaram com um ambiente híbrido
que não é excelente para touch, e que é uma miséria de produtividade para desktop.
Não ganharam novos utilizadores, e perderam quase todos os que tinham.
UNITY
O ambiente por omissão do UBUNTU era o GNOME 2.
Quiseram fazer uma alternativa ao GNOME 3 (muito semelhante) para ambientes
touch (ver smartphones UBUNTU). Tal como o GNOME 3, é uma miséria de
produtividade em desktop/laptop. Eram a distribuição em primeiro lugar do ranking
da DistroWatch... caíram para 4º lugar.
WINDOWS 8
A maioria dos ambientes de trabalho desktop/laptop é Windows.
Quiseram fazer um híbrido, tal como o GNOME e UNITY, e tal como estes... lixaram-se.
Vamos ver se conseguem sair ilesos deste erro brutal (leia-se, com a mesma quota
de mercado que tinham versus APPLE e LINUX), mas duvido... porque as empresas vão
começar a precaver-se destes caminhos erráticos. As empresas necessitam de rumos
que estejam bem definidos e sejam previsíveis, pelo que vão preparar alternativas que
sejam produtivas para a eventualidade de perderem a produtividade nos produtos
Microsoft em ambientes desktop e laptop.
Mas isto, de facto, resulta e é assim que a sociedade das TI tem avançado.
Não, não resulta.
Apenas aparenta resultar, porque tens assistido a um ambiente de quase monopólio,
onde as alternativas não eram viáveis (quer por custos, quer por previsibilidade, quer
por disponibilidade, etc).
Acontece que as coisas estão a mudar.
Ora vê:
Agora uso Ubuntu no trabalho... (...)
Isto é uma realidade. As empresas começam a ficar preocupadas com o rumo que a
Microsoft tem andado a seguir, e começam a procurar alternativas para não serem
apanhadas desprevenidas (a tal previsibilidade que é tão importante).
Estamos neste momento a tentar lutar pela estabilidade e maturidade, já que até aqui houve demasiadas experiências e corridas desenfreadas entre os fabricantes. E quando eles correm há coisas que ficam seguras por cordelinhos.
Pois... o problema é que os "cordelinhos" da Apple são de aço, e os da Microsoft são
de massa de arroz.
Agora não vale a pena vires com teorias ressabiadas da **** que o que é bom é bater powershells e consolas quando não é isso que a sociedade almeja. Podes enquadrar-te melhor ai, mas isso não significa impores as tuas vontades aos outros. Eu quando olho para novos devices também lhes encontro falhas a apontar, mas se olhar à volta os concorrentes também não são melhores e ao fim e ao cabo o que importa é que funcione para o que destinámos.
Exacto. E para trabalhar (não é para brincar) o mais importante é:
NÃO PODE FALHAR! Ponto.
Tenho servidores em casa com Linux. Estão 24/24 e 365/365 ligados. Nunca falham.
Zero falhas. Sempre ligados à Internet com vários serviços disponíveis. Zero
manutenção. Zero mesmo. Até me esqueço que lá estão.
Portáteis idem. Quantas vezes o trabalho está a meio, e não dá jeito fazer shutdown?
Fecha-se a tampa e já está. Pois... eu chego a fazer MESES seguidos de "fecha a tampa"
sem um único shutdown.
Já no Windows tens instalações misteriosas, vindas do Windows Update, que obrigam a
um reboot. Ou seja, mesmo que consigas passar meses de "fecha a tampa" num Windows
sem que este pendure ou fique lento ou whatever, o mais certo é teres de gramar com
uma instalação que obriga a reboot... Batatas!
Sidenote: Se um amigo me pedir opinião do que eu acho relativamente a alguma coisa em concreto eu digo-lhe os prós e os contras baseados na minha experiência e conhecimento, de forma construtiva, para que ele possa tomar a sua decisão de entre as diversas ofertas existentes no mercado. Não lhe vou tecer uma crítica 100% destrutiva para mandar abaixo qualquer novo conceito, até porque sem erros e experimentações não avançamos. E o que achamos ser uma falha conceptual hoje (por exemplo o reduzido airflow) pode valer ouro amanhã. [

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Pois, eu também dou sugestões baseadas nas necessidades das pessoas. Se fores para
o tópico do Linux verás que eu usava (deixei-me disso) Fedora e aconselhava Ubuntu,
e agora uso Linux Mint e aconselho Xubuntu (e tens lá um de Puppy e outro de Lubuntu).
E também aconselho Windows... aos gamers, e aos meus inimigos.
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