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Ora muito bem, estando eu já a ressacar de um bom dia de pesca, e aproveitando o fim de semana prolongado, decidi que amanhã irei passar o dia a dar "banho á minhoca".
Como sempre nestas ocasiões passei a semana a planear mentalmente a "faena", decidi ir hoje á tarde engodar o pesqueiro, aumentando assim as probabilidades de sucesso para amanhã, e aproveitar para fazer uns lançamentos ao Achigã guardando a minha atenção para as Carpas, a minha grande paixão, para amanhã.
Ora com o cansaço fisico e mental da semana de trabalho hoje acordei tarde e deixei passar o dia numa típica pasmaceira Alentejana, após o almoço e invadido de uma preguiça de proporções lendárias, fui alternando da secretária para o sofá e do sofá para a secretária dividindo a minha atenção entre a televisão e o PC. Por volta das 4 da tarde cresceu em mim uma batalha de contornos titânicos entre o bichinho da pesca e a vontade de nada fazer, como sempre o bichinho da pesca foi um clarissimo vencedor, logo lá arrastei o meu corpo amolecido para a garagem e carreguei uns saquitos de engodo e a cana do achigã com o intuito de cumprir o plano pré defenido de engodar o pesqueiro para amanhã.
Chegado á barragem um grande choque estava á minha espera, a barragem em causa é a minha preferida mas por motivos vários já lá não ia desde inicios de Agosto, ora assim que a avisto por entre as azinheiras e sobreiros de uma bucólica paisagem Alentejana fico de boca aberta com o baixar do nível das suas águas, raios partam a chuva que nunca mais vem, para piorar ainda mais o cenário os proprietários da herdade na qual a barragem se encontra aproveitaram as águas que caíram para lavrar toda a área em volta da mesma, ora como todo o bom pescador sabe, as nossas amigas Carpas, principalmente as maiores, não gostam nada de barulhos e movimentos logo fiquei apreensivo para amanhã.
Mas, como teimoso que sou resolvi continuar com os intentos que ali me tinham levado, ora como o meu pesqueiro habitual nesta barragem está quase a seco vi-me forçado a procurar um lugar mais perto do paredão da barragem onde a profundidade é maior. Ora conhecendo esta barragem como a palma das minhas mãos, pesco lá á mais de 20 anos, resolvi investir num pesqueiro muito bom que fica a aproximadamente 100 metros do paredão, tendo este pesqueiro o inconveniente de ter uns acessos meio tramados, mas como sempre nada que a minha adorada Navara não tenha resolvido.
Chegado ao pesqueiro lá comecei com a boa da engodagem, como não conheço muito bem a profundidade actual do mesmo, derivado do baixar de nível das águas, resolvi engodar num raio de 20 metros da frente do pesqueiro e até aproximadamente 30 metros de distancia da margem, usei para a engodagem 2Kg de boillies de sabor a caranguejo, 2Kg de sabor a morango e 4 Kg de engodo em farinha.
Após o fim da engodagem, e como o sol já estava na sua tragetoria descendente para o seu render da guarda com a lua, pensei que talvez fosse melhor ir andando para casa pois ainda tinha que carregar o material todo para amanhão. No entanto o vício da pesca lambeiro e malino como só ele consegue ser, lá me fez pegar na cana do Achigã e ir dar uma voltinha pela margem.
Á medida que o tempo ia passando começou a levantar-se um vento desagradável o que é sempre mau para a pesca, como ainda estava a uns bons 2Km da Navara comecei a fazer o trajecto de regresso, até ao momento dos Achigãs só lhe tinha dado pela ausência, mas como já referi não sou homem de desistir, a uns quinhentos metros da carrinha ao fazer um lançamento perpendicular á margem para umas pedras, sinto um puxão violento e automaticamente faço o movimento ascendente da cana para ferrar o peixe, só que instantâneamente sinto que ele não se ferra, meus amigos só a quem já lhe aconteceu o mesmo é que pode ter noção do estado em que fiquei, é que gritei todas as asneiras que conheço e tou plenamente convencido que inventei algumas na hora, mas, e como já vou tendo uns aninhos disto, lá me acalmei e sentei um bocado pois os Achigãs a partir de determinado tamanho são territoriais e como eu não tinha chegado a lutar com ele podia ser que o conseguisse enganar outra vez. Após cinco minutos que mais pareceram uma eternidade, fiz novo lançamento para o mesmo local. De imediato sinto novo ataque á amostra, só que desta vez já não lhe dei hipóteses para nada, após breves segundos de intensa luta carregada de adrenalina saquei cá para fora um lindo Boca grande que pesado, já depois de chegar a casa, acusou 1,5Kg na balança. Ora apesar de não ser nenhum Leviatã de proporções Biblícas já é um peixinho digno do Lendário pescador que me considero[
]
Que seja um bom prenuncio para o dia de amanhã em que vou tentar dar a volta aos amores da minha vida que são as carpas...
Cumprimentos....
Como sempre nestas ocasiões passei a semana a planear mentalmente a "faena", decidi ir hoje á tarde engodar o pesqueiro, aumentando assim as probabilidades de sucesso para amanhã, e aproveitar para fazer uns lançamentos ao Achigã guardando a minha atenção para as Carpas, a minha grande paixão, para amanhã.
Ora com o cansaço fisico e mental da semana de trabalho hoje acordei tarde e deixei passar o dia numa típica pasmaceira Alentejana, após o almoço e invadido de uma preguiça de proporções lendárias, fui alternando da secretária para o sofá e do sofá para a secretária dividindo a minha atenção entre a televisão e o PC. Por volta das 4 da tarde cresceu em mim uma batalha de contornos titânicos entre o bichinho da pesca e a vontade de nada fazer, como sempre o bichinho da pesca foi um clarissimo vencedor, logo lá arrastei o meu corpo amolecido para a garagem e carreguei uns saquitos de engodo e a cana do achigã com o intuito de cumprir o plano pré defenido de engodar o pesqueiro para amanhã.
Chegado á barragem um grande choque estava á minha espera, a barragem em causa é a minha preferida mas por motivos vários já lá não ia desde inicios de Agosto, ora assim que a avisto por entre as azinheiras e sobreiros de uma bucólica paisagem Alentejana fico de boca aberta com o baixar do nível das suas águas, raios partam a chuva que nunca mais vem, para piorar ainda mais o cenário os proprietários da herdade na qual a barragem se encontra aproveitaram as águas que caíram para lavrar toda a área em volta da mesma, ora como todo o bom pescador sabe, as nossas amigas Carpas, principalmente as maiores, não gostam nada de barulhos e movimentos logo fiquei apreensivo para amanhã.
Mas, como teimoso que sou resolvi continuar com os intentos que ali me tinham levado, ora como o meu pesqueiro habitual nesta barragem está quase a seco vi-me forçado a procurar um lugar mais perto do paredão da barragem onde a profundidade é maior. Ora conhecendo esta barragem como a palma das minhas mãos, pesco lá á mais de 20 anos, resolvi investir num pesqueiro muito bom que fica a aproximadamente 100 metros do paredão, tendo este pesqueiro o inconveniente de ter uns acessos meio tramados, mas como sempre nada que a minha adorada Navara não tenha resolvido.
Chegado ao pesqueiro lá comecei com a boa da engodagem, como não conheço muito bem a profundidade actual do mesmo, derivado do baixar de nível das águas, resolvi engodar num raio de 20 metros da frente do pesqueiro e até aproximadamente 30 metros de distancia da margem, usei para a engodagem 2Kg de boillies de sabor a caranguejo, 2Kg de sabor a morango e 4 Kg de engodo em farinha.
Após o fim da engodagem, e como o sol já estava na sua tragetoria descendente para o seu render da guarda com a lua, pensei que talvez fosse melhor ir andando para casa pois ainda tinha que carregar o material todo para amanhão. No entanto o vício da pesca lambeiro e malino como só ele consegue ser, lá me fez pegar na cana do Achigã e ir dar uma voltinha pela margem.
Á medida que o tempo ia passando começou a levantar-se um vento desagradável o que é sempre mau para a pesca, como ainda estava a uns bons 2Km da Navara comecei a fazer o trajecto de regresso, até ao momento dos Achigãs só lhe tinha dado pela ausência, mas como já referi não sou homem de desistir, a uns quinhentos metros da carrinha ao fazer um lançamento perpendicular á margem para umas pedras, sinto um puxão violento e automaticamente faço o movimento ascendente da cana para ferrar o peixe, só que instantâneamente sinto que ele não se ferra, meus amigos só a quem já lhe aconteceu o mesmo é que pode ter noção do estado em que fiquei, é que gritei todas as asneiras que conheço e tou plenamente convencido que inventei algumas na hora, mas, e como já vou tendo uns aninhos disto, lá me acalmei e sentei um bocado pois os Achigãs a partir de determinado tamanho são territoriais e como eu não tinha chegado a lutar com ele podia ser que o conseguisse enganar outra vez. Após cinco minutos que mais pareceram uma eternidade, fiz novo lançamento para o mesmo local. De imediato sinto novo ataque á amostra, só que desta vez já não lhe dei hipóteses para nada, após breves segundos de intensa luta carregada de adrenalina saquei cá para fora um lindo Boca grande que pesado, já depois de chegar a casa, acusou 1,5Kg na balança. Ora apesar de não ser nenhum Leviatã de proporções Biblícas já é um peixinho digno do Lendário pescador que me considero[
Que seja um bom prenuncio para o dia de amanhã em que vou tentar dar a volta aos amores da minha vida que são as carpas...
Cumprimentos....
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